

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
O atual Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) foi criado pela Lei nº. 939, de 26 de setembro de 1857. Sobre o INES, julgue os itens a seguir como verdadeiro (V) ou falso (F) e, em seguida, marque a opção que corresponde à sequência CORRETA, de cima para baixo.
( ) O currículo do INES à época de sua fundação apresentava disciplinas como Português, Aritmética, História, Geografia, "linguagem articulada" e "leitura sobre os lábios" para os que tivessem aptidão para tanto.
( ) Em 1855, o professor surdo americano Hernest Huet chega ao Brasil sob o beneplácito do imperador Dom Pedro II.
( ) Após as decisões do congresso de Milão de 1880, apenas o Instituto Gallaudet nos Estados Unidos e o INES no Brasil não adotaram o oralismo como método para a educação dos surdos.
( ) O INES, à época de sua fundação, foi batizado de Imperial Instituto dos Surdos-Mudos.
F-F-V-V
V-F-V-F
V-F-F-V
V-V-F-F
F-V-F-V
Sobre a educação aos surdos, constam nas diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, EXCETO:
A inclusão dos alunos surdos, nas escolas comuns, com ensino da língua portuguesa na modalidade escrita como segunda língua.
Com ensino da língua de sinais como primeira língua.
Os serviços de tradutor/intérprete de libras e língua portuguesa para os demais alunos da escola.
Os profissionais especializados da escola, não devem trabalhar numa perspectiva dialógica, funcional e instrumental, devendo cada profissional desempenhar sua atividade individualmente.
Assinale a alternativa correta sobre a diferença entre as produções na língua portuguesa e na língua brasileira de sinais.
A língua de sinais não utiliza a estrutura tópico-comentário, enquanto a língua portuguesa evita este tipo de construção.
A língua de sinais utiliza a estrutura de foco através de repetições sistemáticas. Este processo é comum na língua portuguesa.
A língua de sinais utiliza as referências anafóricas através de pontos estabelecidos no espaço que exclui ambiguidades que são possíveis na língua portuguesa.
A língua de sinais atribui um valor gramatical às expressões faciais. Esse fator é considerado relevante na língua portuguesa, apesar de poder ser substituído pela prosódia.
A escrita da Língua de sinais é alfabética.
De acordo com FINATTO & KRIEGER (2004), uma consideração importante acerca do uso de sinais dentro de uma perspectiva terminológica é considerar que termo difere de palavra e que o uso de um sinal envolve contexto e definição. A alternativa que exemplifica essa distinção termo-palavra pode ser expressa através do item lexical
mandioca, pois o termo pode ser representado por outros termos, porém com o mesmo significado.
laranja, pois, em sinais, o termo laranja representa um par mínimo com o termo aprender.
igreja, pois o termo representa um sinal composto.
folha, pois o mesmo pode ser a folha de uma árvore ou página de um caderno, entre outras possibilidades.
azul, pois se trata de estrangeirismo na Libras.
Neves (2007) afirma que “na legendagem para pessoas com surdez, a passagem da oralidade à escrita deverá ser feita de forma que a escrita comunique o máximo possível da informação contida na expressão oral.” Neste sentido, é INCORRETO afirmar que o transcritor:
deve reproduzir a mensagem original de forma adaptada no caso de linguagem forte ou tabu.
deve adequar o texto ao tipo de programa, ao nível social das personagens e à época retratada, evitando termos ou expressões que não sejam compatíveis com os contextos retratados.
deve favorecer frases simples e curtas, mantendo expressões idiomáticas e marcas de oralidade apenas quando houver tempo de leitura.
deve reproduzir regionalismos ou jargões apenas quando a sua inclusão for fundamental à caracterização e na certeza de não vir a sobrecarregar o esforço de leitura global.
deve manter marcas pessoais do estilo linguístico de personagens, desde que não dificulte a leitura.
A interação linguístico-social entre o surdo-cego e as demais pessoas nos diferentes contextos é possibilitada, conforme afirma Wolney Gomes Almeida (2015), pelos profissionais guia-intérprete e instrutor mediador. Segundo o autor, o que diferencia as duas funções é o fato de
o instrutor mediador ser um profissional escolhido entre os membros da família, uma vez que o vínculo familiar afetivo possibilita a interação do surdo-cego com outras pessoas com mais segurança.
o guia-intérprete ser o profissional que atua no contexto educacional.
o instrutor mediador ser o profissional que atua fora do contexto educacional.
o guia-intérprete ser um profissional que tem competências tradutórias necessárias às demandas de situações comunicacionais entre as línguas utilizadas nos diversos contextos de interação verbal.
Sobre a cultura surda, é correto dizer.
Para o povo surdo, não há distinção entre seus membros pelo grau de surdez, mas há valorização da construção da identidade a partir da experiência prioritariamente visual.
Tanto a terminologia “deficiente auditivo” quanto o termo “surdo” são amplamente aceitos pela comunidade surda e referem-se a sujeitos com cultura linguística diferentes.
Constitui-se a partir das contribuições do saber e práticas provenientes da medicina que proporcionam cuidado e reabilitação para a normalização e inclusão dos surdos.
É comum que surdos inseridos na comunidade surda, assim como sujeitos ouvintes, vivenciem sentimentos de frustração, culpa e luto frente à chegada de um filho surdo.
Pelo fato de surdos e ouvintes encontrarem-se imersos, normalmente, no mesmo espaço físico e partilharem de uma cultura, ditada pela maioria ouvinte, no caso do Brasil, a cultura brasileira, surdos e ouvintes compartilham uma série de hábitos e costumes, ou seja, aspectos próprios da Cultura Surda, mesclados a aspectos próprios da Cultura Ouvinte, Por esse motivo, Skliar (1998) afirma que a Cultura Surda não é uma imagem velada de uma hipotética Cultura Ouvinte, não é seu revés, nem uma cultura patológica, fato que nos permite entender os indivíduos surdos e sua cultura como:
interculturais.
transculturais.
pluriculturais.
policulturais.
multiculturais.
Falar de surdez envolve um espectro de situações que permeiam o histórico pessoal do surdo.
Assinale a alternativa que ratifica essa afirmação.
A obrigatoriedade de se optar pelo uso das Línguas de Sinais, pois essa é a língua materna dos surdos.
A necessidade de que a educação do surdo ocorra em uma escola especial, com profissionais especializados.
A obrigatoriedade de um currículo simplificado como consequência da diferença intelectual do surdo em relação à dos ouvintes.
A impossibilidade, por parte do surdo, de optar pelo oralismo como modalidade de comunicação.
A possibilidade, por parte do surdo, de optar por qualquer modalidade de comunicação.
A oferta de Educação Bilíngue no Brasil, conforme a Lei nº 13.146/15, capítulo IV, reconhece o desenvolvimento da língua brasileira de sinais (Libras) como a primeira língua (L1) e a Língua Portuguesa, em sua modalidade escrita, como segunda língua (L2). Configura-se educação bilíngue aquela que, utilizando-se de duas (ou mais) línguas, ensina por meio das línguas e não apenas as línguas. Sendo assim, o documento que garante o bilinguismo (Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa) é a Lei nº 10.436/02, em seu 1º e 4º artigos. Sabe-se que a Libras tornou-se disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores, entretanto, existe também no Decreto nº 5.626/05, artigo 13, o apontamento da disciplina de Ensino da Modalidade Escrita da Língua Portuguesa como Segunda Língua (L2) para Pessoas Surdas e, apesar dela não ser usual, está prevista. Sendo assim, os professores que irão trabalhar com as crianças, jovens e adultos Surdos precisam entender as singularidades linguísticas desses indivíduos enquanto L1 e L2. Considerando o artigo 13 do Decreto supracitado essa matéria deve ser incluída como disciplina curricular em quais cursos?
Cursos de formação de professores para a educação infantil e para os anos iniciais do ensino fundamental, de nível médio e superior, bem como nos cursos de Fonoaudiologia.
Cursos de formação de professores para a educação infantil e para os anos iniciais do ensino fundamental, de nível superior, bem como nos cursos de licenciatura em Letras com habilitação em Língua Portuguesa.
Cursos de formação de professores para a educação infantil e para os anos iniciais do ensino fundamental, de nível médio e superior, bem como nos cursos de licenciatura em Letras com habilitação em Língua Portuguesa.
Cursos de formação de professores para a educação infantil e para os anos iniciais do ensino fundamental, de nível superior, bem como nos cursos de licenciatura em Letras com habilitação em Língua Portuguesa e Fonoaudiologia.
Assinale a alternativa a qual NÃO faz referência a imagem acima

Escrita de sinais.
Essa escrita expressa as configurações de mãos, os movimentos, as expressões facias e os pontos de articulação da língua de sinais.
SignWriting .
Escrita usada na alfabetização de alunos com grau de surdez de 25 a 40 decibéis.
O signo linguístico é a associação relação entre o significado com significante. Assinale a alternativa que apresenta uma Polissemia.
SABADO-LARANJA
FÁCIL-AMANHÃ
JOVEM-VELHO
LARANJA-APRENDER
Sobre o modelo que é caracterizado pela ideia de que o surdo deve adquirir a língua de sinais como língua materna (L1) e a língua oficial do seu país como segunda língua (L2), na modalidade oral e/ou escrita. Assinale a alternativa que faz referência a essa modalidade.
Comunicação Total
Ouvintismo
Bilinguismo
Datilologia
Magalhães (2007), em seu texto sobre a atuação de tradutores e intérpretes em diversas situações e menciona que: “Na interpretação simultânea ou consecutiva, não há regras inquebráveis. O objetivo central é comunicar” (p. 97). O autor faz referência à atuação em dupla, revezamento durante o evento, períodos de troca a cada 20 ou 30 minutos e sobre a tradução simultânea. Ele salienta que:
[...] não é só arte e improviso. É também ciência e método. Requer a mais absoluta concentração, sem perder de vista qualquer elemento periférico de comunicação: os gestos do colega, a reação da plateia, o texto dos slides, a linguagem corporal do palestrante. Na busca entre uma palavra e outra, está a todo momento aplicando um grande número de táticas, conscientes ou inconscientes” (p. 137). Em outro texto, bem difundido na área de tradutores e intérpretes de língua de sinais no Brasil, de autoria de Quadros (2004) ela define o que é tradução-interpretação simultânea. Assinale a resposta CORRETA:
É o processo de tradução-interpretação de uma língua para outra que acontece simultaneamente, ou seja, ao mesmo tempo. Isso significa que o tradutor-intérprete precisa ouvir/ver a enunciação em uma língua (língua fonte), processá-la e passar para a outra língua (língua alvo) no tempo da enunciação.
É o processo de tradução-interpretação de uma língua para outra que acontece simultaneamente, ou seja, ao mesmo tempo. Isso significa que o tradutor-intérprete precisa ouvir/ver a enunciação em uma língua (língua fonte), processa a informação e, posteriormente, faz a passagem para a outra língua (língua alvo).
É o processo de tradução-interpretação de uma língua para outra que acontece simultaneamente, ou seja, um depois do outro. Isso significa que o tradutor-intérprete precisa ouvir/ ver a enunciação em uma língua (língua alvo), processá-la e passar para a outra língua (língua fonte) no tempo da enunciação.
o processo de tradução-interpretação de uma língua para outra que acontece simultaneamente. Isso significa que o tradutor-intérprete precisa ouvir/ver a enunciação em uma língua (língua fonte), processá-la e passar, posteriormente, para a outra língua (língua alvo) o que entendeu, resumidamente.
Para Padden, Humpries (1996); Ladd (2003); Thoma (2006), “O conhecimento e a reflexão sobre os espaços e tempos que delinearam a história dos surdos – que vão desde sacrifícios em praças públicas, reclusão em instituições, políticas integracionistas até os discursos atuais de inclusão – ampliam a compreensão de quem é esse sujeito. A surdez vem sendo pensada e definida historicamente por ouvintes; logo, é instigante o questionamento proposto pela visão que compreende o surdo como parte de um grupo linguisticamente minoritário, não valorando o desvio patológico”. Trata-se da visão:
sócioafetiva.
psicossociológica.
socioantropológica.
neuropsicológica.
psicoantropológica.
Sobre as representações culturais e históricas acerca da surdez, marque a única opção correta.
Na Antiguidade, Aristóteles acreditava que os conteúdos da consciência provinham de órgãos sensoriais, sendo a audição o sentido mais importante para a educação, concluindo que os surdos seriam mais dificilmente educáveis que aqueles que eram cegos.
Somente no século XVIII, houve o reconhecimento de que a condição da surdez não modificava a inteligência e que era possível o ensino da fala e da escrita, além do ensino da matemática, possibilitando, a partir de então, que surdos tivessem direito à herança.
A compreensão da surdez como deficiência que deve ser reabilitada, levando o surdo a uma condição de normalidade, é uma visão que teve seu fim na década de 1960, inexistindo nos dias atuais, sendo compreendida na atualidade como diferença linguística.
A surdez, como diferença linguística, afirma que o surdo tem uma cultura e língua própria. O entendimento é que há uma essência de ser surdo, ou seja, há uma única identidade que os une, não havendo diferenças no modo de ser surdo dentro da comunidade.