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A alergia à picada de himenópteros é uma hipersensibilidade ao veneno de abelhas, vespas ou formigas de fogo. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
Pacientes com alergia à picada de Hymenoptera ficam sensibilizados após uma picada índice, e a reexposição causa uma liberação de mediadores inflamatórios mediada pela imunoglobulina G (IgG), que resulta em reações locais ou sistêmicas.
Pequenas reações locais são mais comuns e são caracterizadas por um aumento contínuo no tamanho da reação ao longo de 24 a 48 horas, inchaço para > 10 cm contíguo ao local da picada e resolução ao longo de 20 a 30 dias.
As reações sistêmicas são as mais comuns e as mais preocupantes, e podem incluir um amplo espectro de manifestações não contíguas ao local da picada, que podem variar de sintomas leves a anafilaxia com risco de vida.
Para o tratamento de primeira linha de uma reação sistêmica aguda, deve-se administrar anti-histamínico a fim de reverter os sintomas e evitar complicações decorrentes de um choque anafilático.
O tratamento de reações locais pode ser desnecessário, mas considere compressas frias, anti-histamínicos e um breve ciclo de corticosteróides orais para alívio sintomático em pacientes com grandes reações locais.
Em relação às reações de hipersensibilidade, assinale a alternativa correta.
A reação de hipersensibilidade mediada por anticorpos é a do tipo I.
A reação de hipersensibilidade mediada por imunocomplexos é a do tipo IV.
A rinite alérgica é um exemplo de reação de hipersensibilidade do tipo II.
A dermatite atópica é um exemplo de hipersensibilidade do tipo III.
O lúpus eritematoso sistêmico é um exemplo de doença mediada por imunocomplexos.
Sobre as manifestações clínicas da asma brônquica, leia atentamente as afirmações a seguir:
I - Um fator importante a ser considerado ao levantar a história de um paciente com asma brônquica é o potencial para exposições ocupacionais na asma brônquica. A asma brônquica provocada por exposições ocupacionais é denominada asma brônquica ocupacional.
II - As características comumente observadas durante uma crise aguda de asma brônquica incluem frequência respiratória alta (geralmente 25 a 40 incursões por minuto), taquicardia e pulso paradoxal (diminuição exagerada da pressão sistólica durante a inspiração). A magnitude do pulso está relacionada com a gravidade da crise; um valor superior a 15 mmHg indica uma crise de gravidade moderada. A oximetria de pulso, com o paciente respirando ar ambiente, comumente revela uma saturação de oxigênio próxima a 90%.
III - A inspeção pode revelar que os pacientes que apresentam crises agudas de asma brônquica estão usando seus músculos acessórios da respiração; nesse caso, a pele sobre o tórax pode estar retraída para os espaços intercostais durante a inspiração. O tórax geralmente está hiperinsuflado e a fase expiratória é prolongada em relação à fase inspiratória.
IV - A percussão do tórax demonstra som maciço, com perda da variação normal na macicez em razão do movimento diafragmático; o frêmito tátil está diminuído.
V - A ausculta revela sibilos, que é o achado físico cardinal na asma brônquica, mas não estabelece o diagnóstico. O sibilo, geralmente mais alto durante a expiração, mas auscultado também durante a inspiração, é caracterizado como polifônico, porque mais de um tom pode ser ouvido simultaneamente.
Estão corretas as afirmações:
I, IV e V, apenas.
II, III e IV, apenas.
II, III, e V, apenas.
I, II, III e V, apenas.
I, II, III, IV e V.
Pertencem à classe dos anti-histamínicos:
difenidramina, levodopa, brometo de ipratrópio;
itraconazol, brometo de ipratrópio e fexofenadina;
loratadina, diltiazem e cetirizina;
loratadina, cetirizina e fexofenadina;
verapamil, fexofenadina e loratadina.
O teste cutâneo para doenças alérgicas mediadas por IgE é um bioensaio que detecta a presença de:
IgA específica para alérgenos nos mastócitos de um paciente. Uma reação positiva implica que os mastócitos de outros órgãos-alvo (ou seja, olhos, nariz, pulmões e trato gastrointestinal) também reagiriam após a exposição a esse alérgeno.
IgE específica para alérgenos nos neutrófilos de um paciente. Uma reação positiva implica que os mastócitos de outros órgãos-alvo (ou seja, olhos, nariz, pulmões e trato gastrointestinal) também reagiriam após a exposição a esse alérgeno.
IgE específica para alérgenos nos mastócitos de um paciente. Uma reação positiva implica que os mastócitos de outros órgãos-alvo (ou seja, olhos, nariz, pulmões e trato gastrointestinal) também reagiriam após a exposição a esse alérgeno.
IgE específica para alérgenos nos mastócitos de um paciente. Uma reação positiva implica que os mastócitos de outros órgãos-alvo (ou seja, olhos, nariz, pulmões e trato gastrointestinal) não reagiriam após a exposição a esse alérgeno.
IgE específica para alérgenos nos basófilos de um paciente. Uma reação positiva implica que os mastócitos de outros órgãos-alvo (ou seja, olhos, nariz, pulmões e trato gastrointestinal) não reagiriam após a exposição a esse alérgeno.
Considere as afirmativas relacionadas a Dermatite Atópica, apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Nos lactentes, há um maior envolvimento da face e superfícies extensoras.
(__)Na adolescência, há maior comprometimento das áreas flexurais.
(__)É uma doença crônica da pele, com prurido intenso e com distribuição das lesões de forma peculiar de acordo com a idade.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
F, V, V.
F, F, F.
V, V, F.
V, F, F.
V, V, V.
A rinite alérgica (RA) é amplamente reconhecida como a condição crônica mais prevalente globalmente, afetando aproximadamente 400 milhões de pessoas em todas as faixas etárias, com maior incidência observada em adolescentes e adultos jovens. De acordo com a classificação da RA em pacientes sem tratamento, pode-se afirmar:
Persistente: mais de 2 semanas.
Persistente: mais de 3 dias por semana.
Intermitente: mais de 4 dias por semana.
Intermitente: mais de 2 dias por semana.
Persistente: mais de 3 semanas.
Um paciente de 50 anos apresenta rinorreia, obstrução nasal e cefaleia frontal. Ele relata que os sintomas pioram ao usar anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Os testes cutâneos para alérgenos são negativos. Qual é o diagnóstico mais provável?
Rinite alérgica sazonal.
Rinite induzida por fármacos.
Rinite não alérgica com eosinofilia (NARES).
Rinite infecciosa.
Rinite vasomotora.
Considere as afirmativas relacionadas às Imunodeficiências primárias, apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Um dos sinais de alerta para imunodeficiências primárias em crianças é a presença de 4 ou mais quadros de otite em um ano.
(__)Infecções virais recorrentes, como herpes, verrugas e condiloma é um sinal de alerta para imunodeficiências primárias em adultos.
(__)Deve-se atentar para a presença de imunodeficiência primária em crianças que apresentarem 3 ou mais pneumonias em um ano.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA:
V, F, F.
V, V, F.
F, V, V.
V, V, V.
F, F, F.
Um paciente de 35 anos, previamente saudável, apresenta urticária, dificuldade respiratória e queda da pressão arterial após ser picado por uma abelha. Qual é o tratamento de escolha para este paciente?
Epinefrina intramuscular.
Anti-histamínicos orais.
Corticosteroides intravenosos.
Beta-bloqueadores.
Oxigênio suplementar.
A alergia alimentar é uma doença de aparente prevalência mundial, caracterizada por reação adversa imunológica reprodutível a determinado alimento. Sobre esse assunto, analise os itens a seguir.
I. As alergias alimentares são desencadeadas essencialmente devido a uma falha no mecanismo de supressão imunológica. Indivíduos não alérgicos apresentam um estado ativo de supressão imunológica denominado tolerância oral, e a predisposição genética incapaz de mantê-la acarreta uma resposta de hipersensibilidade do tipo III com perfil TH2 e produção de IgE específica para o alimento nas alergias alimentares mediadas pela IgE.
II. A alergenicidade dos alimentos depende de características intrínsecas de suas proteínas, conformação estrutural, resistência a processos digestivos e a altas temperaturas e variações de hábitos alimentares. Nesse sentido, um grupo de oito alimentos responde pela grande maioria das reações mediadas por IgE: leite de vaca, ovo, trigo, peixe, amendoim, castanhas, sementes e frutos do mar.
III. O leite, primeiro alimento introduzido na dieta do lactente, é o principal alimento responsável pelas alergias alimentares nos primeiros 2 anos de vida. As caseínas e a beta-lactoglobulina são as proteínas mais envolvidas nesse processo.
Estão CORRETOS os itens:
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Um homem de 35 anos comparece à consulta com queixa de obstrução nasal, prurido e espirros diários. Ele relata que esses sintomas estão presentes durante todo o ano, piorando quando fica em ambientes fechados com arcondicionado. O exame físico evidencia mucosa nasal hiperemiada e edemaciada. Qual o subtipo mais provável de rinite alérgica nesse caso?
Rinite alérgica perene.
Rinite alérgica sazonal.
Rinite alérgica mista.
Rinite alérgica intermitente.
Rinite alérgica persistente.
A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) pode ser definida como um efeito adverso à saúde que se origina de uma resposta imune específica após exposição a um dado alimento, sendo considerada a principal causa de alergia alimentar em lactentes e crianças com menos de 3 anos. Essa resposta imunológica pode ser IgE mediada, não IgE mediada ou mista.
Sobre os sinais e sintomas relatados na APLV, marcar C para as afirmações Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Em lactentes, a ocorrência de disfagia, regurgitação, cólica e dor abdominal são eventos frequentemente relatados como manifestações digestivas da APLV em lactentes. Além disso, também podem ocorrer diarreia com presença ou não de sangue nas fezes, constipação com eventual rash perineal, falência do crescimento e anemia ferropriva.
( ) Enteropatia induzida por proteína alimentar é uma reação não mediada por IgE na qual o paciente evolui como um quadro de má-absorção de início insidioso, que pode se apresentar com diarreia crônica, eritema perianal, distensão abdominal, vômitos, anemia, perda de peso e insuficiência no crescimento. Tal quadro pode eventualmente ser confundido com doença celíaca.
( ) Síndrome da alergia oral, anafilaxia, proctite e alergia gastrointestinal imediata são manifestações IgE mediadas da APLV. Em se tratando da última, pode-se observar eventos como dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia logo após a ingestão dos alérgenos.
( ) Para o manejo da APLV de criança sem aleitamento materno, pode ser utilizada fórmula de aminoácidos (FAA), sobretudo em se tratando de pacientes portadores de enterocolite com déficit de peso, reação anafilática, alergia à fórmula extensamente hidrolisada ou esofagite eosinofílica.
E - C - C - E.
C - E - C - E.
E - E - E - C.
C - C - E - C.
As alergias alimentares podem ser causadas por:
I- Amendoins;
II- Ovo;
III- Sol;
IV- Leite.
Estão corretas:
I e II, apenas;
III e IV, apenas;
I, II e III, apenas;
I, II e IV, apenas;
II e IV, apenas.
Existem diversas alergias ocupacionais, como por exemplo, a rinite ocupacional, a qual:
é definida como uma condição autoimune do nariz, caracterizada por sintomas persistentes de congestão nasal, espirros, rinorréia, prurido, sem limitação do fluxo aéreo nasal e/ou hipersecreção, devido a causas e condições atribuíveis a um determinado ambiente de trabalho e não a estímulos encontrados fora do local de trabalho.
apresenta como sintomas mais comuns: congestão nasal, espirros, prurido nasal e aumento das secreções nasais em associação com a exposição ao local de trabalho. Esses sintomas somente aparecem várias horas após a saída do local de trabalho.
é uma doença autoimune que pode se desenvolver em resposta a poeiras, gases, fumaças e vapores e pode ser classificada como imunológica ou não imunológica, dependendo do mecanismo envolvido na patogênese dos sintomas.
na forma imunológica ou induzida por sensibilizador é mediada principalmente pela produção específica de imunoglobulina A (IgA), com resultantes secreções nasais precoces e tardias.
é definida como uma condição inflamatória do nariz, caracterizada por sintomas intermitentes ou persistentes (congestão nasal, espirros, rinorréia, prurido) e/ou limitação variável do fluxo aéreo nasal e/ou hipersecreção, devido a causas e condições atribuíveis a um determinado ambiente de trabalho e não a estímulos encontrados fora do local de trabalho.
É uma manifestação de alergia alimentar mediada exclusivamente por IgE a ocorrência de:
asma
dermatite atópica
gastrite eosinofíílica
rinoconjuntivite alérgica
hemossiderose induzida por alimento
Uma reação alimentar adversa é um termo geral para qualquer resposta desfavorável à ingestão de um alimento. As reações alérgicas alimentares mediadas por IgE:
afetam apenas o trato gastrointestinal, sem causar repercussões em outros órgãos e sistemas.
geralmente têm início rápido, na maioria das vezes, começando dentro de minutos a duas horas após a ingestão.
têm início lento, geralmente começando dentro de seis a doze horas após a ingestão.
apresentam como manifestações cutâneas menos comuns a urticária aguda e o angioedema.
cursam quase sempre com anafilaxia, que é um quadro potencialmente fatal. As reações anafiláticas podem culminar em hipertensão, bradicardia, arritmias cardíacas ou morte.
Um paciente de 25 anos apresenta lesões eritematovesiculosas pruriginosas em dorso das mãos há 1 mês, desencadeadas após o início do uso de novas luvas de látex para trabalho. Realizou patch test que evidenciou reação positiva para mercaptobenzotiazol. Qual a conduta mais adequada para este paciente?
Orientar o uso contínuo das luvas de látex e instituir corticoide tópico de alta potência.
Substituir as luvas de látex por luvas de nitrila e realizar acompanhamento clínico regular.
Realizar dessensibilização específica ao mercaptobenzotiazol e manter o uso das luvas de látex.
Introduzir imunoglobulina E específica para mercaptobenzotiazol e manter o uso das luvas de látex.
Realizar biópsia das lesões para confirmação diagnóstica e iniciar tratamento com imunossupressores.
A imunoterapia alérgica subcutânea (ITSC) é um tratamento específico amplamente utilizado em pacientes com alergias mediadas por IgE. Qual alternativa descreve corretamente o mecanismo de ação principal desta terapia e sua relação com a modulação imunológica?
A ITSC induz a produção de imunoglobulina G4 (IgG4), que atua como um anticorpo bloqueador, reduzindo a ligação do alérgeno à IgE nos mastócitos.
A ITSC promove a destruição direta dos mastócitos sensibilizados, diminuindo a liberação de histamina.
A ITSC inibe a produção de IgE pela supressão direta das células plasmáticas produtoras deste anticorpo.
A ITSC estimula os linfócitos T citotóxicos (CD8+), que neutralizam os alérgenos antes de atingirem os mastócitos.
A ITSC reduz a sensibilização ao alérgeno ao aumentar a produção de prostaglandinas imunossupressoras.
Um paciente de 35 anos apresenta uma reação alérgica após ser picado por uma abelha, manifestando urticária e dificuldade respiratória. Considerando os aspectos clínicos e o manejo da alergia a picadas de abelha, alternativa correta.
A anafilaxia é uma reação alérgica leve que não requer intervenção médica imediata.
A maioria das pessoas que já foi picada por abelhas desenvolve imunidade completa e não apresentará reações alérgicas em picadas futuras.
Os sintomas locais como dor e inchaço são os únicos sinais de reação alérgica e não devem ser confundidos com reações sistêmicas.
O uso de anti-histamínicos orais é suficiente para tratar todas as reações alérgicas a picadas de abelha, sem necessidade de outras intervenções.
O tratamento inicial para reações alérgicas graves deve incluir a administração de epinefrina, seguida de monitoramento rigoroso dos sinais vitais.