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Em relação à anestesia no paciente idoso, analise as assertivas a seguir:
I. A anestesia geral e o bloqueio de neuroeixo apresentam riscos potenciais e não raramente são contraindicados em pacientes com cardiopatias graves ou anticoagulados.
II. A levobupivacaína apresenta menor afinidade pelos canais de sódio do coração e, portanto, é menos frequentemente associada a eventos cardiovasculares, sendo uma boa opção para pacientes idosos.
III. As mudanças farmacodinâmicas sugerem que as doses de fentanil devem ser diminuídas em aproximadamente 50% nos pacientes idosos.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
A hipertermia maligna é uma das mais graves complicações conhecidas que decorrem da anestesia. Essa síndrome fulminante é induzida pela administração de diversos possíveis agentes anestésicos. A principal medicação eficaz, e notoriamente reconhecida, no tratamento dessa síndrome, é o(a):
dantrolene
sugammadex
succinilcolina
gluconato de cálcio
Um lactente de 6 meses será submetido à cirurgia eletiva, devido a uma doença congênita. Após admissão hospitalar, durante a avaliação anestésica, a mãe do bebê relata ao anestesista da cirurgia que foi ofertado uma fórmula ao seu filho há 5 horas. Diante desse ocorrido, a melhor conduta tomada pelo anestesista e a justificativa para tal serão:
adiar a cirurgia, pois, em casos de cirurgias eletivas, deve-se aguardar 8 horas de jejum
prosseguir com a cirurgia, já que essa dieta não interfere no planejamento cirúrgico
adiar a cirurgia, pois, para procedimentos desse tipo, é necessário aguardar 6 horas, após a administração de fórmula e sólidos
prosseguir com a cirurgia, já que se deve aguardar somente 4 horas, após oferta de leite e derivados, para a realização desse tipo de procedimento
Após uma cirurgia de colecistectomia videolaparoscópica eletiva e sem intercorrências, em um paciente jovem e sem comorbidades, o cirurgião solicita ao anestesista que realize a prescrição pós-operatória. Sobre a introdução da dieta, é correto afirmar que:
o paciente deve ficar em dieta zero e hidratação venosa até que ele seja reavaliado pelo cirurgião
a dieta oral líquida de prova é preferível no pós-operatório imediato e deve ser escalonada ao longo dos dias para evitar broncoaspiração
a dieta oral branda deve ser liberada somente no dia seguinte, pois a motilidade intestinal ainda está bastante diminuída nas primeiras 24 horas
a dieta oral branda deve ser introduzida após algumas horas da cirurgia, já que, nesse caso, a ingestão alimentar depende principalmente da recuperação anestésica e do recobramento do nível de consciência do paciente
Um paciente apresenta parada cardiorrespiratória durante uma cirurgia de urgência. O anestesista, ao perceber que o ritmo cardíaco é chocável, rapidamente ajusta a carga do desfibrilador monofásico disponível. Essa carga deverá ser de:
120J
200J
360J
380J
Durante uma cirurgia de urgência, o anestesista visualiza, no monitor cardíaco, que o paciente está apresentando extrassístoles, achatamento da onda “T” e uma onda extra após a “T”. Diante do ocorrido, a condição decorrente da alteração de eletrólitos esperada no paciente é a:
Hipocalemia
Hipercalemia
Hipocalcemia
Hipercalcemia
Um estivador sofreu um acidente grave em uma estação portuária de sua cidade. Após ser levado para unidade hospitalar de referência mais próxima, durante tentativa de estabilização, foi indicado um protocolo de transfusão maciça. Esse protocolo pode ser definido pela transfusão de mais de:
6 unidades de concentrado de hemácias dentro das primeiras 12 horas
8 unidades de concentrado de hemácias dentro das primeiras 24 horas
4 unidades de concentrado de hemácias dentro das primeiras 12 horas
10 unidades de concentrado de hemácias dentro das primeiras 24 horas
Em relação à hipotermia profunda e à Parada Circulatória Total (PCT), assinale a alternativa correta.
A hipotermia é considerada leve quando for < 25ºC.
Existem meios de medir diretamente a temperatura cerebral.
Para uma CPT de 20-30 minutos, provavelmente uma temperatura de 14ºC–20ºC seja adequada.
A hipotermia protege da hiperviscosidade.
A hipotermia proposital com esfriamento sistêmico não realiza neuroproteção durante a isquemia global completa.
A maioria dos procedimentos oftalmológicos pode ser realizada com anestesia tópica ou bloqueio loco-regional orbitário em combinação com sedação leve e monitorização.
Apesar de não serem muito frequentes, complicações graves podem ocorrer. Paciente de 75 anos, sem comorbidades importantes, seria submetido a cirurgia de facectomia com implante de lente intraocular. Alguns minutos após o início da anestesia loco-regional, apresenta súbita perda total de consciência e parada respiratória.
Essa complicação está associada, provavelmente, à anestesia
subtenoniana.
do nervo facial, técnica de O’Brien.
retrobulbar.
do nervo facial, técnica de van Lint.
peribulbar.
Na monitorização de bloqueio neuromuscular em uma paciente submetida a colecistectomia videolaparoscópica, se a recuperação do bloqueio neuromuscular não for adequada ao final da cirurgia, o bloqueio deve ser antagonizado.
Portanto, para excluir bloqueio neuromuscular residual clinicamente significativo, a relação TOF, quando medida mecanicamente ou eletromiograficamente e aceleromiograficamente, ao final da cirurgia, deve ser
≥ 0,7–0,9.
≥ 0,8–0,9.
≥ 0,8–1,0.
≥ 0,9–1,0.
≥ 0,6–0,7.
Diversos fatores contribuem para a formação de atelectasia alveolar durante anestesia geral. A utilização de um volume corrente do paciente já foi sugerida para reverter a atelectasia durante a anestesia.
Assinale a opção que indica a pressão de insuflação considerada adequada e o tempo de duração dessa insuflação sustentada tidos como suficientes, atualmente, para abrir com sucesso quase todos os alvéolos atelectasiados induzidos pela anestesia geral.
20 cmH2O por 9 a 10 segundos.
30 cmH2O por 6 a 7 segundos.
30 cmH2O por 9 a 10 segundos.
40 cmH2O por 6 a 7 segundos.
40 cmH2O por 7 a 8 segundos.
Mulher, 52 anos, foi submetida a histerectomia total abdominal radical, cirurgia de Wertheim-Meigs, que apesar de ter indicação cada vez mais rara, foi indicada nesta paciente.
A analgesia pós-operatória foi programada com a utilização de analgesia controlada pelo paciente, intravenosa. Observou-se que o consumo de morfina foi significativamente maior nesta paciente do que é observado comumente em pacientes com esta técnica analgésica.
A hipótese mais provável para esse fenômeno é a paciente ser do grupo de mulheres homozigotas para a variante
A116F.
A118G.
A120G.
A122B.
A114F.
HVT com 38 semanas gestacionais, sem comorbidades, submetida a cesariana eletiva sob raquianestesia com bupivacaína hiperbárica associada a opioide, em posição supina com deslocamento uterino à esquerda. Logo após a instalação do bloqueio, evolui com queda da pressão arterial sistólica superior a 30% do valor basal, acompanhada de náuseas, mantendo frequência cardíaca dentro da normalidade. Considerando a necessidade de preservar a perfusão uteroplacentária e o equilíbrio ácidobase fetal, qual é a conduta vasopressora mais adequada? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Fenilefrina intravenosa em infusão contínua.
Efedrina intravenosa em bolus repetidos.
Dopamina intravenosa.
Nitroprussiato de sódio intravenoso.
DSE feminino adulto sob anestesia geral e ventilação mecânica controlada, evolui intraoperatoriamente com broncoespasmo agudo, evidenciado por aumento da pressão de pico, prolongamento da fase expiratória, capnografia com ascensão lenta do platô expiratório (“f ”) e dificuldade à ventilação manual. Considerando os princípios ventilatórios para evitar aprisionamento aéreo e auto-PEEP, qual é o ajuste ventilatório inicial mais adequado dentre as alternativas abaixo?
Reduzir a fração inspirada de oxigênio (FiO₂).
Aumentar a frequência respiratória.
Reduzir o tempo expiratório.
Reduzir a frequência respiratória e prolongar o tempo expiratório.
J.J.G, 56 anos, submetido a colecistectomia videolaparoscópica sob anestesia geral com intubação traqueal e ventilação controlada. Durante o procedimento, o anestesiologista precisa se ausentar brevemente da sala para resolver uma intercorrência administrativa, permanecendo apenas a equipe de enfermagem no ambiente cirúrgico. Todos os monitores permanecem ligados e funcionando adequadamente. Segundo os Standards for Basic Anesthetic Monitoring da American Society of Anesthesiologists (ASA), qual conduta está em conformidade com o padrão normativo obrigatório de monitorização? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
A monitorização da ventilação pode ser dispensada quando o paciente está intubado.
A ausência temporária do anestesiologista é aceitável se todos os monitores estiverem ativos.
É obrigatória a presença contínua de um profissional qualificado em anestesia durante todo o ato anestésico.
A oximetria de pulso é opcional em pacientes hemodinamicamente estáveis.
B.S.M, homem, 45 anos, submetido a artroplastia de ombro com bloqueio interescalênico contínuo por cateter para analgesia pós-operatória. Seis horas após o início da infusão, o paciente refere fraqueza progressiva no membro superior, associada a diminuição da sensibilidade não esperada para o território do bloqueio.
Segundo o Practice Advisory da ASRA, qual é a conduta inicial recomendada?
Suspender imediatamente a infusão do cateter e iniciar avaliação neurológica urgente.
Manter a infusão e reavaliar apenas após 24 horas.
Administrar corticosteroide empírico.
Reassegurar o paciente, pois déficit neurológico transitório é esperado.
Paciente adulto no pós-operatório imediato de cirurgia cardíaca, monitorizado com cateter arterial e cateter de artéria pulmonar, apresenta baixo débito cardíaco (índice cardíaco de 1,7 L·min–1·m–2), resistência vascular sistêmica elevada, pressão arterial média preservada e sinais de hipoperfusão periférica. Não há evidência de hipovolemia ou tamponamento cardíaco. Nesse contexto hemodinâmico, qual é a droga vasoativa mais utilizada entre as alternativas abaixo?
Fenilefrina.
Dobutamina.
Vasopressina.
Noradrenalina.
Durante anestesia geral em paciente de 6 anos, observa-se aumento da pressão inspiratória de pico e um capnograma com fase expiratória prolongada (ascensão lenta), assumindo o formato de "barbatana de tubarão". De acordo com o tema, o mecanismo fisiopatológico primário desse achado é:
Obstrução do tubo orotraqueal por secreção ou acotovelamento.
Aumento da resistência das vias aéreas inferiores (broncoespasmo).
Desconexão total do ramo expiratório do circuito.
Redução abrupta do débito cardíaco com queda da perfusão pulmonar.
Redução da complacência pulmonar associada à atelectasia difusa.
Paciente pediátrico sob ventilação mecânica apresenta elevação progressiva do ETCO₂ sem alteração ventilatória. Assinale CORRETAMENTE o mecanismo que caracteriza essa alteração.
Aumento da produção metabólica de CO₂.
Redução do débito cardíaco.
Desconexão do circuito.
Embolia pulmonar.
Hiperventilação.
Paciente de 9 anos, portador de Tetralogia de Fallot, apresenta crise hipercianótica súbita durante a indução. Nesse caso, a intervenção farmacológica diretamente relacionada ao aumento da RVS é:
Administração de bolus de esmolol para reduzir a frequência cardíaca.
Infusão de fenilefrina em bolus titulados.
Aprofundamento do plano anestésico com sevoflurano.
Administração de nitroglicerina para reduzir a pós-carga.
Administração de dopamina em dose inotrópica elevada.