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Um paciente de 20 anos encontra-se em enfermaria cirúrgica, com queixa de náuseas. Após a administração de 10 mg de metoclopramida, o paciente refere uma sensação de inquietude e de ansiedade. A mais provável reação da medicação, compatível com o quadro relatado, refere-se à:
alergia
acatisia
constipação
síndrome serotoninérgica
Um anestesista de plantão decide usar um opioide para indução anestésica em um paciente que será submetido a uma neurocirurgia. Nesse contexto, é correto afirmar que:
os opioides podem levar à rigidez muscular
a classe dos opioides tende a aumentar a pressão intracraniana
a morfina é um dos opioides que frequentemente leva à dilatação pupilar
pacientes idosos são menos sensíveis aos efeitos anestésicos e depressores respiratórios dos opioides
Em relação à adrenalina como vasopressor, assinale a alternativa INCORRETA.
Estimula os receptores α1 na pele, nas mucosas e na vasculatura hepatorrenal, promovendo vasoconstrição.
O fluxo sanguíneo coronário diminui e depende da elevação da pressão arterial.
Pode ser utilizada em casos graves de broncoespasmo.
Na anafilaxia, uma das ações benéficas da adrenalina incluem venoconstrição com aumento do retorno venoso.
É um potente agente α e β-adrenérgico e seus efeitos são dependentes da dose.
Gestante a termo, em início de trabalho de parto, opta por não ser submetida a analgesia via neuroeixo. Já no segundo estágio do trabalho de parto refere maior intensidade da dor, pergunta por alguma opção analgésica, mas insiste em não aceitar analgesia no neuroeixo.
A anestesiologista que a acompanha oferece uma técnica venosa, sob monitorização intensiva da paciente, além de avisá-la que esta técnica venosa é inferior, em qualidade analgésica, a analgesia espinhal.
O fármaco melhor indicado para a técnica que a anestesiologista propôs é a(o)
meperdina.
sufentanil.
remifentanil.
alfentanil.
fentanil.
As estratégias modernas de ressuscitação volêmica no choque circulatório estão se afastando da administração empírica de volumes intravenosos e se voltando para uma abordagem racional. Há muitos marcadores indiretos utilizados como indicadores de perfusão de órgãos-alvo, mas todos apresentam limitações e fatores de confusão.
Sabe-se, atualmente, que os marcadores mais comumente utilizados no choque são a verificação de
acidose respiratória, PVC e débito cardíaco.
alcalose metabólica, déficit de base e PVC.
débito cardíaco, débito urinário e acidose respiratória.
débito urinário, lactato e déficit de base.
lactato, acidose metabólica e PVC.
Homem, 35 anos, sofre acidente e é encaminhado à emergência com traumatismo cranioencefálico, alternando acentuadamente o nível de consciência.
A resultante da equação pressão arterial média menos pressão intracraniana deve ser mantida, nas primeiras 48 a 72 horas, após traumatismo cranioencefálico em adultos, na faixa alvo de
40-60 mmHg.
50-60 mmHg.
50-80 mmHg.
60-70 mmHg.
70-80 mmHg.
O anestésico utilizado para indução inalatória em crianças que causa alterações epileptiformes no EEG quando administrado em altas concentrações, apesar de a etiologia dessas alterações ainda não estar bem estabelecida, é o
desflurano.
sevoflurano.
óxido nitroso.
halotano.
xenônio.
Ao realizar anestesia em um lactente de 1 mês, nascido a termo, o anestesiologista sabe que a maturidade funcional do fígado é incompleta nestes lactentes. A maioria dos sistemas enzimáticos para o metabolismo de fármacos está desenvolvida, mas não totalmente ativada ao nascimento.
À medida que o bebê cresce, a capacidade de metabolizar substâncias aumenta rapidamente, conforme o fluxo sanguíneo hepático aumenta e os sistemas enzimáticos são funcionalmente induzidos. O sistema do citocromo P450 e o metabolismo de fase I de alguns compostos se encontram em cerca de 50% dos valores de adultos.
Diante dessa realidade, o anestesiologista deve estar atento quando necessitar, para essa criança, usar compostos com características
lipofílicas.
ácidas.
básicas.
hidrofílicas.
esterásicas.
O aumento do tônus simpático pode resultar em estresse miocárdico e incapacidade de o paciente eliminar eficazmente as secreções pulmonares.
Portanto, para a recuperação cardíaca e pulmonar do paciente, é essencial um bom controle, no período pós-operatório, da
síndrome delirante.
hipertermia.
dor pós-operatória.
resposta neuropática ao estresse.
hipercarbia.
A monitorização do débito cardíaco por termodiluição é considerada como gold standard para a medição do débito cardíaco (DC) devido à sua facilidade de implementação e à longa experiência clínica com a sua utilização em diversos contextos, sendo a técnica clínica mais utilizada atualmente com este objetivo. Porém está sujeita a erros de aferição.
Uma causa frequente para erros é
regurgitação grave da válvula tricúspide.
regurgitação leve da válvula aórtica.
lenta injeção do fluido intravenoso.
estenose leve da válvula aórtica.
shunt extracardíaco.
R.B.C, 24 anos, ASA I (American Society of Anesthesiologists – classe física I), submetido a apendicectomia sob anestesia geral com sevoflurano. Após 30 minutos de anestesia, observa-se elevação progressiva do ETCO₂ (pressão parcial de dióxido de carbono ao final da expiração) para 68 mmHg, refratária à hiperventilação, frequência cardíaca de 145 bpm, rigidez muscular generalizada, temperatura corporal de 39 °C e potássio sérico de 6,1 mEq/L.
Qual é a conduta imediata mais adequada? Assinale entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Suspender imediatamente o anestésico inalatório, administrar oxigênio a 100% e iniciar dantrolene intravenoso.
Aumentar a ventilação minuto e administrar bicarbonato de sódio intravenoso.
Substituir a cal sodada e revisar todo o circuito anestésico.
Administrar betabloqueador para controle da taquicardia e antitérmico para redução da temperatura.
M.A.S, 62 anos, submetida a bloqueio interescalênico guiado por ultrassonografia com ropivacaína. Minutos após a injeção do anestésico local, evolui com gosto metálico, seguida de crise convulsiva tônico-clônica generalizada e hipotensão. A administração do anestésico local foi imediatamente interrompida, e a paciente encontra-se em ventilação assistida com oxigênio suplementar. A conduta farmacológica inicial mais apropriada após o reconhecimento do quadro é: assinale entre as alternativas abaixo a mais correta.
Administração de epinefrina em bolus repetidos em altas doses.
Administração de flumazenil para reversão neurológica.
Intubação orotraqueal imediata como única medida inicial.
Administração de benzodiazepínico para controle da convulsão associada ao início precoce de emulsão lipídica intravenosa.
Puérpera, 28 anos, recebeu analgesia peridural durante o trabalho de parto, evoluindo com punção dural acidental com agulha de Tuohy. No 2º dia pós-parto, apresenta cefaleia intensa, de caráter postural (piora ao sentar ou ficar em pé e melhora ao deitar), associada a fotofobia leve, sem febre, sem rigidez de nuca e com exame neurológico normal. Medidas conservadoras iniciais, incluindo analgésicos e hidratação, não controlaram os sintomas. Diante desse quadro, qual é a conduta mais adequada? Assinale entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Indicar epidural blood patch, após avaliação clínica de segurança, diante de cefaleia pós-punção dural típica e refratária ao tratamento conservador.
Solicitar tomografia computadorizada de crânio antes de qualquer intervenção, pois cefaleia no pós-parto é sempre secundária.
Manter apenas tratamento conservador por 7 dias, pois o epidural blood patch aumenta significativamente o risco infeccioso.
Administrar trombólise sistêmica devido ao risco de acidente vascular cerebral isquêmico no puerpério.
Paciente pediátrico com refluxo gastroesofágico será submetido a anestesia com máscara laríngea. Diante do exposto, a consideração CORRETA desse caso é:
Proteção equivalente à intubação.
Uso seguro independente do risco.
Menor estímulo de vias aéreas, porém sem proteção contra aspiração.
Dispensa anestesia geral.
Garante ventilação em qualquer condição.
Considerando que crianças pequenas apresentam maior risco de hipotermia inadvertida durante cirurgias prolongadas, o fator anatômico-fisiológico que é o principal determinante dessa vulnerabilidade é:
Maior espessura da camada de gordura subcutânea isolante.
Elevada relação entre a superfície corporal e a massa (peso).
Maior limiar para o início da termogênese sem calafrios.
Reduzida perda de calor por radiação em comparação ao adulto.
Redução da taxa metabólica basal em relação ao adulto.
Com base em um paciente pediátrico que apresenta parada cardíaca com ritmo chocável durante anestesia, assinale a conduta CORRETA.
Priorizar ventilação.
Desfibrilação precoce associada a compressões de alta qualidade.
Adrenalina antes da desfibrilação.
Aguardar estabilização.
Evitar desfibrilação.
Paciente de 5 anos apresenta queda súbita da saturação durante anestesia geral. Ao exame do circuito ventilatório observa-se aumento da pressão inspiratória de pico e diminuição da complacência pulmonar com sibilância difusa e aumento da resistência expiratória. Acerca do caso, o diagnóstico provável é:
Broncoespasmo.
Hipotermia.
Hipoglicemia.
Embolia venosa aérea.
Atelectasia pulmonar difusa.
Um paciente pediátrico desenvolve hipotensão severa, broncoespasmo e edema de face imediatamente após a administração de um antibiótico venoso. Nesse caso, a dose e via inicial de escolha da adrenalina para o tratamento desta anafilaxia, conforme protocolos de emergência, deve ser:
1 mg IV em bolus direto.
0,01 mg/kg por via intramuscular ou intravenosa titulada.
0,1 mg/kg por via subcutânea.
Infusão contínua de 1 mcg/kg/min sem bolus prévio.
0,1 mg/kg por via intravenosa em bolus rápido.
A anestesia pediátrica apresenta características fisiológicas e farmacológicas específicas, exigindo adaptação de técnicas e doses para garantir segurança e eficácia. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Crianças possuem menor taxa metabólica basal que adultos, o que reduz a necessidade de anestésicos e analgésicos.
(__)O jejum prolongado é obrigatório em todos os casos para evitar qualquer risco de regurgitação e aspiração, sem exceções.
(__)A monitorização intraoperatória em pediatria pode ser menos rigorosa que em adultos, pois eventos adversos são raros.
(__)O risco de depressão respiratória é maior em lactentes devido à menor reserva funcional pulmonar e maior complacência torácica.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, F, V.
V, F, F, F.
V, V, V, V.
F, F, V, V.
Um circuito de anestesia é conectado a um sistema circular e o volume combinado de ambos é de 6L. O fluxo de gases frescos é de 3L/min. Após ligar o fluxo de isoflurano a 2%, quanto tempo irá levar para que a concentração do circuito alcance 1,96% de isoflurano (ou seja, 98,1% da concentração ajustada do vaporizador)?
2.
4.
8.
1.
0,5.