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Paciente 65 anos, submetido à prostatectomia aberta sob raquianestesia, encontra-se em sala de recuperação anestésica. Apresenta-se consciente, responde e obedece a comandos, apresenta bromage de 3, sem dispneias, pressão arterial em níveis pré-anestésicos, saturando 91% em ar ambiente:
Apresenta 9 pontos na escala de Aldrete e deve permanecer em SRPA até melhor recuperação.
Apresenta 8 pontos na escala de Aldrete e deve permanecer em SRPA até melhor recuperação.
Apresenta 7 pontos na escala de Aldrete e deve receber via aérea definitiva para melhor saturação.
Apresenta 9 pontos na escala de Aldrete e deve receber alta para enfermaria.
Apresenta 8 pontos na escala de Aldrete e deve receber alta para enfermaria.
Na anestesia geral, os métodos que melhor monitorizam o grau de hipnose são:
hipertensão arterial e taquicardia.
eletroencefalograma e fração inspirada do anestésico inalatório.
monitorização com sequência de quatro estímulos e temperatura.
movimento ocular e reatividade pupilar à luz.
Índice Biespectral e concentração expirada do anestésico inalatório.
São fatores de risco intraoperatórios para delirium pós-operatório em pacientes idosos com fratura de fêmur, EXCETO:
Artroplastia total de quadril.
Sangramento.
Politransfusão.
Dor.
Profundidade da sedação/anestesia.
A anestesia geriátrica pode ser um desafio até mesmo para anestesistas mais experientes, devido às suas particularidades. Assim sendo, é correto afirmar que:
a disfunção cognitiva pós-operatória em pacientes idosos é quase sempre irreversível
a incidência de delírio pós-operatório é sensivelmente maior em pacientes sem demência pré-operatória
exacerbações de doenças crônicas costumam ter uma apresentação atípica em pacientes muito idosos
em pacientes idosos, geralmente, são necessárias maiores doses de um anestésico, para se atingir o efeito clínico desejado
Valores de HCO3- inferiores a 7,10 associam-se a condições que podem ameaçar a vida do paciente, e os sistemas respiratório, cardiovascular e nervoso são os mais acometidos durante uma acidose metabólica. São os principais indicativos desse quadro, EXCETO:
Diminuição da ventilação.
Diminuição da contratilidade do diafragma.
Deslocamento da curva de dissociação da hemoglobina para a direita.
Aumento da resistência vascular pulmonar, podendo favorecer edema pulmonar.
Diminuição do limiar para a fibrilação ventricular e predisposição a arritmias cardíacas.
Em relação aos mediadores da resposta inflamatória da circulação extracorpórea e assistência circulatória mecânica no bypass cardiopulmonar (CPB), analise as assertivas a seguir:
I. As plaquetas não contribuem para a resposta inflamatória do CPB.
II. A exposição dos componentes sanguíneos às superfícies artificiais do circuito de CPB levam à ativação das cascatas de coagulação.
III. A lesão de reperfusão é o dano tecidual causado pelo sangue que retorna ao tecido após um período de isquemia ou falta de oxigênio.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas II e III.
I, II e III.
Considerando a indução e manutenção da anestesia geral para cirurgias de revascularização do miocárdio (RM), assinale a alternativa correta.
Existe uma técnica padronizada e universal para o manejo anestésico de pacientes submetidos a RM, sendo padrão a não utilização combinada de medicamentos.
Não há recomendação para o controle da glicemia no perioperatório, não impactando na redução de complicações pós-RM.
A hipotermia deve ser mantida rigorosamente após a circulação extracorpórea e durante o período inicial do cuidado intensivo.
É recomendado que não se limite a dose e o uso de agentes de longa duração, particularmente opioides e benzodiazepínicos.
Pacientes com lesões graves, fluxo-dependentes, ou estenoses valvares coexistentes podem ser mais sensíveis à hipotensão e à depressão miocárdica excessiva.
São recomendações para a avaliação pré-operatória de pacientes com sopro, angina, dispneia ou edema periférico previamente desconhecido, EXCETO:
Em pacientes com sopro recém detectado e sintomas ou sinais de Doença Cardiovascular (DCV), recomenda-se a realização de Ecocardiograma Transtorácico (ETT) antes da Cirurgia Não Cardíaca (CNC).
No caso de um paciente a ser submetido à CNC eletiva apresentar dor torácica ou outros sintomas sugestivos de doença arterial coronariana não diagnosticada, outros exames diagnósticos são recomendados antes da CNC.
Em pacientes com dispneia e/ou edema periférico e elevação de peptídeo natriurético de tipo B N – terminal (NT-proBNP/BNP), recomenda-se um ETT antes da CNC.
No caso de um paciente com necessidade de CNC aguda também apresentar dor torácica ou outros sintomas sugestivos de DAC não detectada, sugere-se uma avaliação multidisciplinar.
Deve-se dispensar a realização de ECG e biomarcadores antes de CNC de alto risco em pacientes com idade entre 45 e 65 anos sem sinais, sintomas ou histórico de DCV.
Um paciente jovem, neuropata, será submetido à anestesia neuroaxial, devido a uma cirurgia de correção ortopédica. No que diz respeito ao bloqueio do neuroeixo, consiste em uma contraindicação absoluta a:
mielopatia
espinha bífida
esclerose múltipla
incapacidade do paciente de se manter quieto durante a punção com a agulha
Um paciente internado em hospital cirúrgico, em uso de um determinado anticoagulante, começou a apresentar trombocitopenia. Sobre a trombocitopenia induzida por heparina (HIT), é correto afirmar que:
geralmente ocorre dentro de um prazo de 2 semanas após a exposição à heparina
é um transtorno imunomediado, caracterizado por anticorpos direcionados contra reticulócitos
a heparina de baixo peso molecular (HBPM) tem uma probabilidade maior de causar HIT do que a heparina não fracionada
os anticoagulantes alternativos que podem ser utilizados nesses pacientes incluem danaparoide sódico, lepirudin e argatroban
Um médico de plantão administra sulfato de magnésio intravenoso em uma paciente gestante, com diagnóstico de eclâmpsia. O objetivo dessa medicação, nessa situação, é:
tratar a causa da eclâmpsia
fazer reposição hidroeletrolítica
controlar a pressão arterial elevada
reduzir a excitabilidade neuromuscular
A ventilação por máscara é uma técnica simples e não invasiva para o manejo das vias aéreas que pode ser usada como modo primário de ventilação para uma anestesia de curta duração ou como uma ponte para o estabelecimento de uma via aérea mais definitiva. A característica que é considerada um preditor de dificuldade de ventilação por máscara é:
edêntulos
ausência de barba
paciente do sexo feminino
classificação de mallampati II
Em relação à anestesia para procedimentos de cardiologia intervencionista percutânea, assinale a alternativa correta.
Os cateterismos em cardiopatias congênitas são realizados por via percutânea, utilizando apenas os vasos femorais, tanto em adultos quanto em recém-nascidos.
Entre as considerações anestésicas nos casos de shunt da esquerda para a direita, não há necessidade de limitação na queda da resistência vascular pulmonar e/ou depressão miocárdica.
A isquemia miocárdica resultante de anomalias de artérias coronárias não tem capacidade de causar disfunção ventricular.
Pacientes com lesões cianóticas resultantes de derivações da direita para a esquerda têm uma indução inalatória mais lenta pela queda do fluxo pulmonar.
Nos casos de implante de valva aórtica transcateter, no momento da implantação da prótese valvar, há necessidade de uma bradicardia induzida.
Ao final de uma cirurgia sob anestesia geral, o anestesista é informado de que a medicação sugammadex não está disponível no hospital. Dessa forma, a melhor opção viável para reverter o bloqueio neuromuscular do paciente será com o uso do(a):
naloxona
flumazenil
atropina isolada
neostigmina associada à atropina
Ao revisar os exames pré-operatórios de uma paciente que será submetida a uma cirurgia de urgência, constata-se que ela é portadora de doença de von Willebrand. Sobre essa condição, a alteração esperada no exame de sangue é:
leucopenia
plaquetopenia
tempo de protrombina alargado
tempo de tromboplastina parcial ativada alargado
Segundo as diretrizes da ASA (American Society of Anesthesiologists), um paciente de 45 anos, tabagista ativo, com hipertensão arterial bem controlada e sem outras comorbidades, é classificado como:
ASA I.
ASA II.
ASA III.
ASA IV.
ASA V.
Uma mulher de 40 anos, vítima de queimadura, é internada em estado grave. Após a estabilidade hemodinâmica, a paciente é levada ao centro cirúrgico para a realização de desbridamento mecânico pela equipe de cirurgia plástica. O anestesista de plantão opta por utilizar, então, a succinilcolina na indução anestésica. Nesse contexto, é correto afirmar que:
a succinilcolina, nesses casos, só é indicada após 48 horas da queimadura
diante de uma queimadura, é seguro utilizar a succinilcolina em até 24 horas após o ocorrido
a succinilcolina é contraindicada em paciente vítimas de queimaduras graves, independente do tempo
em até 24 horas, a succinilcolina deve ser contraindicada, pelo alto risco de hipercalemia e de arritmia cardíaca
Qual é o tipo de anestesia mais indicado para histeroscopia cirúrgica?
Geral inalatória.
Local (bloqueio paracervical).
Geral venosa com máscara laríngea.
Regional (raquianestesia ou peridural).
Geral venosa com intubação orotraqueal.
Os procedimentos e contextos em que a monitorização neurofisiológica é tipicamente aplicada compartilham a característica de que as alterações detectadas nos sinais monitorizados podem ser corrigidas ou minimizadas, seja modificando a abordagem cirúrgica, seja manipulando parâmetros fisiológicos e farmacológicos sob o controle do anestesiologista.
A monitorização neurofisiológica realizada durante uma craniotomia com o paciente acordado para a ressecção de um tumor tem como objetivo a localização e identificação funcional do
estímulo doloroso durante a cirurgia.
tumor ao se estimular o terceiro ventrículo.
quiasma ótico durante a cirurgia de ressecção tumoral.
tumor ao se estimular o quarto ventrículo.
córtex motor durante a cirurgia de ressecção tumoral.
Uma avaliação completa do paciente, a aplicação de testes diagnósticos rápidos e a ativação precoce de recursos são vitais para garantir os melhores resultados possíveis em pacientes com lesões traumáticas graves.
Os pacientes que, em uma observação rápida e inicial após trauma, possuem provavelmente lesões graves com alto risco para a vida são os que apresentam
resposta motora na escala de Glasgow ˂ 3; frequência respiratória ˂ 10 ou > 22/min; SpO2 ˂ 95% em ar ambiente.
resposta motora na escala de Glasgow ˂ 8; frequência respiratória ˂ 8 ou > 29/min; SpO2 ˂ 91% em ar ambiente.
resposta motora na escala de Glasgow ˂ 5; frequência respiratória ˂ 9 ou > 22/min; SpO2 ˂ 90% em ar ambiente.
resposta motora na escala de Glasgow ˂ 6; frequência respiratória ˂ 10 ou > 29/min; SpO2 ˂ 90% em ar ambiente.
resposta motora na escala de Glasgow ˂ 4; frequência respiratória ˂ 8 ou > 30/min; SpO2 ˂ 88% em ar ambiente.