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Pacientes com graves sequelas de queimadura facial são um desafio à cirurgia plástica reparadora, principalmente, porque as áreas doadoras estão, frequentemente, comprometidas e os resultados em sua maioria são limitados. Sobre essa informação INCORRETO afirmar:
As sequelas de queimadura não demandam de tratamento cirúrgico mais complexo, quando retalhos são muitas vezes as indicações mais apropriadas para o restabelecimento da função de um determinado membro ou articulação.
O uso de retalhos locais e microcirúrgicos constitui opção de enorme valia na reconstrução facial, nos casos de graves de sequelas de queimadura.
Queimaduras profundas faciais apresentam morbidade, invariavelmente, significante ao paciente, seja do ponto de vista estético, funcional ou emocional.
Nenhuma das alternativas.
A reconstrução de mama pode ser realizada com diferentes técnicas, utilizando tecidos da própria paciente ou com o auxílio de implantes de silicone. Sobre as reconstruções de mama, tem-se o seguinte:
o retalho de músculo grande dorsal é bastante versátil, podendo ser usado nas mastectomias poupadoras de pele, por exemplo, mas a colocação de expansor de pele abaixo do músculo pode comprometer a vascularização e não pode ser feita.
a complicação mais comum nos retalhos de músculo grande dorsal é a necrose da ilha de pele, enquanto no TRAM é a formação de seroma na área doadora.
apesar da extensão do músculo grande dorsal, a ilha de pele no dorso deve ser posicionada somente na horizontal.
é comum a ocorrência de hérnias como complicação tardia nas reconstruções com músculo grande dorsal.
em casos de atrofia do músculo grande dorsal, é maior o risco de lesão do seu pedículo vascular, o que gera a necessidade do ramo do serrátil intacto para o uso do retalho.
Assinale a alternativa que apresenta o resultado final de uma enxertia de pele que pode ser decorrente da conduta cirúrgica utilizada.
Hematoma
Seroma
Hipertrofia cicatricial
Pele de aspecto muito diferente da área receptora
Sobre a cranioplastia marque verdadeiro ou falso:
( ) A cranioplastia é uma cirurgia, primariamente, reparadora para recuperar a função protetora do crânio e tratar a síndrome do trefinado. O enxerto autólogo de parietal segue sendo a primeira escolha. A prótese está indicada quando há um grande defeito ou quando a captação do enxerto parietal não é possível.
( ) As reconstruções dos ossos do crânio podem ser, especialmente, desafiadoras para o cirurgião plástico craniofacial. Os defeitos muitas vezes são complexos, apesar de não estar envolvendo outros tecidos além do osso, a proximidade com o sistema nervoso central requer conhecimento técnico-anatômico e material cirúrgico de qualidade.
( ) Defeitos do crânio podem ser resultado de uma série de causas: trauma, sequela de intervenção neurocirúrgica, malformação congênita, neoplasia, radioterapia e infecções. Não há um consenso a respeito do tamanho mínimo de um defeito craniano para indicar cranioplastia.
( ) Em relação ao contorno craniano, além da evidente questão estética, a deformidade muitas vezes pode despertar nos outros preconceitos em relação à saúde neurológica e capacidade mental do paciente. No entanto, em alguns pacientes, defeitos cranianos podem sim acarretar sintomas neurológicos.
Assinale a alternativa CORRETA.
V, F, V, V.
V, V, V ,V.
F, F, V, V.
Nenhuma das alternativas.
A reconstrução de parede abdominal é desafiadora, principalmente em grandes defeitos, e requer amplo conhecimento anatômico. Nesse tipo de reconstrução,
a opção pelo retalho de fáscia lata só é possível se for pediculado, pois esse retalho livre não serve para a reconstrução de parede abdominal.
o retalho íleo-lombar bipediculado é usado para cobertura de defeitos no terço médio do abdome e é baseado na artéria epigástrica superior.
o uso do retalho miocutâneo de oblíquo externo é uma boa opção para a cobertura de defeitos de abdome superior, podendo cobrir deformidades de até dois terços de abdome superior.
os defeitos maiores do que 7 cm em abdome inferior, compreendendo partes moles e tecidos muscular e fascial podem ser reconstruídos com retalho miocutâneo pediculado de grande dorsal e de retoabdominal associados.
as incisões de relaxamento descritas por Ramirez permitem a separação dos componentes estruturais da parede abdominal, auxiliando no fechamento de defeitos laterais e inferiores de parede.
Com relação às lesões do leito ungueal, assinale a alternativa correta.
Pequenas perdas de leito ungueal podem ser reparadas com rotações de retalhos do leito ungueal vizinho.
A remoção dos enxertos do leito ungueal não deve ser realizada com magnificação.
Para as lesões na ponta do dedo, retalhos em “V - Y” não são indicados.
Nas lesões rasas das falanges, não se regulariza a superfície óssea.
É o segmento da pele e subcutâneo com suprimento vascular próprio, que será movido de uma área (doadora) para outra (receptora), com a finalidade de preencher uma ferida cirúrgica. Existe uma comunicação do retalho com a área doadora por meio de um pedículo, o que garantirá sua sobrevivência. Trata-se de:
Sutura.
Retalho.
Deiscência.
Nenhuma das alternativas.
Sobre o Isoenxerto , assinale alternativa CORRETA.
Quando o doador e o receptor são indivíduos diferentes, porém, geneticamente idênticos. Ex: gêmeos univitelinos.
Quando o doador e o receptor são indivíduos diferentes, porém da mesma espécie. Ex: curativo biológico (utilizado de forma temporária).
Consistem em uma porção intacta contendo toda epiderme e a derme, com um componente adicional de gordura ou cartilagem. Ex: enxerto condrocutâneo (pele conectada a uma das faces da cartilagem), enxerto condrobicutâneo (pele conectada a ambas a face da cartilagem), enxerto dermogorduroso (derme com tecido gorduroso).
Nenhuma das alternativas.
Criança, do sexo masculino, com 1 ano de idade, é submetida a correção cirúrgica de hipospádia distal, pela técnica de Snodgrass (TIP – incisão e tubularização da placa uretral). A complicação mais comum que pode ocorrer, nesse caso, é a(o)
Estenose meatal
Estenose uretral
Fístula uretrocutânea
Meato retrusivo
Divertículo uretral
É uma lesão elevada, brilhante, pruriginosa ou dolorosa, de localização dérmica e que ultrapassa os limites da ferida original, ou seja, invade a pele normal adjacente. Apresenta crescimento ao longo do tempo e não regride espontaneamente. Comumente evolui com recorrência após excisão. Estamos falando de:
Paciente de 25 anos e 70 kg, aproximadamente, chega à emergência com queimadura de 2º Grau, acometendo todo o tórax e abdome anterior, todo o membro superior direito e metade do membro superior esquerdo.
Considerando-se a regra de Wallace para o cálculo da superfície corporal queimada, o primeiro atendimento deve ser
iniciado com observação da permeabilidade de vias aéreas e hidratação venosa com solução cristaloide com cerca de 8,8 L / 24 h, adaptando-se de acordo com débito urinário.
iniciado com observação de permeabilidade de vias aéreas e hidratação venosa com albumina humana 20%.
iniciado com hidratação venosa com solução cristaloide com cerca de 15 L / 24 h, adaptando-se com o débito urinário.
iniciado com curativo e desbridamento das flictenas.
feito com hidratação oral, limpeza das flictenas e curativo com sulfadiazina de prata 1%.
Em alguns casos, o cirurgião plástico necessita usar expansores cutâneos para obter um ganho adicional e funcional de pele e com isso alcançar o melhor resultado estético numa cirurgia reparadora. Das seguintes opções, NÃO ocorre na pele expandida:
redução no número total de glândulas sebáceas, sudoríparas e folículos pilosos
presença de fibras colágenas de diferentes espessuras e aumento de fibroblastos
derme mais delgada e com atrofia do subcutâneo
formação de cápsula fibrosa ao redor do expansor
Paciente de 27 anos apresenta lesão de mama direita com diagnóstico de carcinoma ductal infiltrante e indicação de mastectomia total. Ela deseja a reconstrução imediata da mama. A possibilidade de reconstrução sugerida à paciente foi a colocação de expansor de pele. Sobre essa cirurgia, tem-se que a(o)
colocação do expansor de pele é feita no plano subcutâneo, de modo a preservar a musculatura adjacente.
escolha do tamanho do expansor deve ser feita de modo independente ao tamanho e à possibilidade de abordagem cirúrgica da mama contralateral.
posicionamento da válvula remota do expansor é importante, não devendo estar muito próxima para que não seja coberta pelo próprio expansor, durante a expansão.
opção da colocação de expansor de pele só deve ser feita em pacientes que não serão submetidas a tratamento oncológico com radioterapia.
troca do expansor pela prótese definitiva pode ser feita antes do término do tratamento oncológico adjuvante.
É um enrijecimento progressivo das bandas do tecido fibroso (denominadas fáscias) no interior das palmas das mãos, provocando a contração dos dedos que pode acabar resultando em uma mão com aspecto de garra. É uma doença hereditária comum, que ocorre especialmente em homens, principalmente depois dos 45 anos. Porém, ser portador do gene anormal não significa que a pessoa terá a doença. A doença afeta ambas as mãos em 50% das pessoas. Nos casos em que apenas uma mão é afetada, a mão direita é afetada duas vezes mais frequentemente do que a esquerda. Aqui abordamos:
Das seguintes opções a seguir, são causas de ginecomastia:
dexametasona, cocaína, carcinoma hipofisário e síndrome de Turner
digoxina, metanfetamina, leucemia mieloide e síndrome de Cushing
vincristina, maconha, neuroblastoma e síndrome de Tourette
espironolactona, heroína, carcinoma testicular e síndrome de Klinefelter
Sobre a enxertia cutânea da fase aguda das queimaduras, assinale a alternativa incorreta.
O desbridamento deve ser realizado até atingir os tecidos vitais, após a remoção da pele necrosada.
Os enxertos cutâneos devem ser posicionados considerando-se as linhas de tensão da pele.
As regiões de articulações são preferencialmente enxertadas com pele de média espessura.
No caso específico dos braços, recomenda-se posicionar os enxertos cutâneos transversalmente.
O retalho fasciocutâneo mais utilizado na coxa, podendo ser pediculado ou livre, é baseado na artéria circunflexa:
medial
lateral
ilíaca superficial
ilíaca profunda
O aporte sanguíneo principal da orelha advém da:
ramos profundos da artéria maxilar
artéria auricular posterior e artéria occipital
artéria temporal superficial e artéria auricular profunda
artéria auricular posterior, ramo da carótida externa e artéria auricular anterior, ramo da artéria temporal superficial
Dentre os tratamentos mais utilizados para correção de alterações na cicatrização, é possível citar:
irradiação, acetonido de triancinolona, pentoxifilina, esteroides
acetonido de triancinolona, compressão, crioterapia, análogos da prolina
crioterapia, análogos da prolina, irradiação, acetonido de triancinolona
compressão, irradiação, acetonido de triancinolona, esteroides
Paciente de 55 anos foi atendido em pronto atendimento devido à dor abdominal em fossa ilíaca esquerda (FIE). Negou crises anteriores semelhantes. Ao exame, apresentava-se em bom estado geral, corado e hidratado, temperatura de 37,6 °C. Referiu dor moderada ao palpar o abdômen inferior, principalmente em FIE. Ausência de sinais de irritação peritoneal e com ruídos hidroaéreos presentes. Os exames laboratoriais apresentavam uma leucocitose com desvio nuclear à esquerda como alteração única. A tomografia abdominal demonstrou espessamento de parede e densificação da gordura pericolônica no sigmoide. Nesse segmento, foi identificado um abscesso pericolônico de 8 cm, com ar no seu interior. Divertículos foram visualizados no cólon esquerdo, principalmente no sigmoide. Para esse caso, a melhor conduta é:
sigmoidectomia com anastomose primária.
laparotomia com ressecção do cólon sigmoide, estoma proximal e fechamento do coto retal (cirurgia de Hartmann).
drenagem do abscesso guiado por tomografia, jejum e antibioticoterapia.
laparotomia com drenagem do abscesso e transversostomia em alça.
antibioticoterapia específica contra anaeróbicos.