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Um paciente submetido a uma colostomia apresenta sinais de colite associada ao estoma, incluindo irritação da pele ao redor do estoma e sangramento leve. Qual das seguintes condições é a mais provável associada a esses sintomas?
Estenose do estoma.
Prolapso do estoma
Hérnia parastomal.
Fístula enterocutânea.
Dermite periestomal.
A estomia (ou ostomia) é um procedimento cirúrgico que consiste na exteriorização de parte do sistema respiratório, digestório e urinário, criando uma abertura artificial (orifício) entre órgãos internos e o meio externo. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta:
Após a realização da colostomia, o paciente não poderá ter vida sexual normal.
A colostomia pode ser feita quando se faz uma cirurgia no intestino.
Doença de Crohn não pode ser uma indicação para colostomia.
As atividades físicas não devem ser realizadas após a realização da colostomia.
Um paciente de 42 anos de idade, com ileostomia devido à doença de Crohn, refere débito aumentado pela ileostomia na última semana, evoluindo nos últimos dias com fraqueza e parestesias. O exame laboratorial evidenciou potássio de 2,9 mEq/L. Foi iniciada correção da hipovolemia com solução isotônica e feita reposição de potássio, porém mantendo hipocalemia persistente.
A causa mais provável da hipocalemia persistente, nesse caso, é
hipomagnesemia.
hiperglicemia.
cirrose hepática.
aumento da diurese.
Um paciente que compareceu ao atendimento ambulatorial, cujo sangramento é a principal queixa, manchando o papel higiênico durante o asseio, gotejante no vaso ou em jato durante ou imediatamente o ato de defecar. O prolapso é outra queixa, sendo constatada a exteriorização dos mamilos pelo canal anal durante o ato defecatório ou atividade física.
Nesse caso, se for constatado que os mamilos prolapsam e reduzem manualmente, caracteriza-se o seguinte tipo de hemorroida:
Grau I.
Grau II.
Grau III.
Grau IV.
JCS masculino, 20 anos, relata obstipação, associado a tenesmo e hematoquezia há um mês. O quadro se intensificou no final desse mês, com surgimento de dor anal que persistia após a evacuação. Um ano depois, recebeu o diagnóstico de tres fissuras anais e foi tratado com AINES, analgésicos e pomada anestésica. Com a falha do tratamento e perda ponderal de 22kg, foi submetido a uma fissurectomia após 3 meses. Não houve melhora do quadro, e cursando com dor abdominal em cólica de forte intensidade, seguida de diarreia sanguinolenta, inapetência e aftas orais. Suspeitou-se de DII e a colonoscopia apresentou padrão macroscópico compatível com DII, com anatomopatológico inconclusivo. Após revisões das lâminas, foram observados granulomas e o diagnóstico foi concluído.
Assinalar V (verdadeiro) e F (falso) para as afirmativas abaixo sobre a doença do paciente:
( ) A doença é classificada em 3 padrões principais: (1) primariamente inflamatória, que depois de vários anos costuma evoluir para (2) primariamente estenótica ou obstrutiva ou (3) primariamente penetrante ou fistulizante.
( ) A doença começa no reto e pode estender-se proximalmente de uma forma contígua sem manchas intervenientes do intestino normal.
( ) A doença tipicamente afeta o íleo e/ou colo, mas poupa o reto (o qual é invariavelmente afetado na colite ulcerativa).
( ) Áreas intermitentes do intestino enfermo são bem demarcadas a partir do intestino normal adjacente (chamadas áreas poupadas).
( ) Tratar a doença leve a moderada com 5-AAS por via retal e, para a doença proximal, por via oral.
( ) Os sintomas envolvem principalmente diarreia e dor abdominal episódica; o sangramento gastrintestinal é raro.
( ) As complicações incluem abscessos abdominais e fístulas enterocutâneas.
( ) Tratar doença leve a moderada com ácido 5-aminossalicílico e/ou antibióticos (p. ex., metronidazol, ciprofloxacino, rifaximina).
( ) Tratar a doença grave com corticoides e, às vezes, imunomoduladores (p. ex., azatioprina) ou agentes anti-FNT (p. ex., infliximabe, vedolizumabe, ustekinumabe).
( ) Tratar a doença fulminante com altas doses de corticoides IV ou ciclosporina e antibióticos (p. ex., metronidazol, ciprofloxacino) ou infliximabe; pode ser necessária uma colectomia.
(F); (V); (F); (F); (V); (F); (F); (V); (V); (V).
(V); (F); (V); (V); (F); (V); (V); (V); (V); (F).
(V); (F); (V); (F); (F); (V); (F); (V); (F); (F).
(F); (V); (F); (V); (F); (F); (V); (F); (F); (V).
A doença celíaca é uma doença autoimune, permanente, desencadeada pelo glúten (componente do trigo, do centeio e da cevada da dieta). É CORRETO afirmar que é considerada a forma clássica da doença celíaca e o teste de triagem indicado para seu diagnóstico:
Diarreia crônica e anticorpo antitransglutaminase do tipo IgA.
Dermatite hepertiforme e anticorpo anti-músculo liso
Dor abdominal e anticorpo antigliadina IgA.
Baixa estatura e anticorpo anti-mitocôndria.
Hipotrofia da musculadura glútea e anti – saccharomyces (Asca).
Homem de 66 anos foi submetido a colonoscopia de rotina para prevenção de câncer colorretal. Nega patologias e está assintomático. Exame físico e exames laboratoriais normais. Durante a colonoscopia, observa-se 3 angiectasias com 1 a 2 cm de diâmetro em ceco.
Qual a conduta mais adequada para as lesões deste paciente?
Terapia hormonal.
Observação.
Coagulação com plasma de argônio.
Eletrocoagulação bipolar.
Ligação endoscópica.
Sobre a coledocolitíase, assinale a alternativa correta.
A colecistectomia na mesma admissão é recomendada para pacientes com pancreatite biliar.
Em pacientes com cálculos biliares grandes, após esfincterotomia, a dilatação papilar endoscópica não está indicada.
Em pacientes com pancreatite biliar, sem colangite ou obstrução biliar, é recomendada CPRE urgente (<48 horas).
Em pacientes com risco intermediário de coledocolitíase (10%-50%,) a ecoendoscopia não está indicada por não ser terapêutica.
Os stents metálicos não facilitam a remoção de cálculos em vias biliares e precisam ser trocados a cada 6 a 12 meses.
A síndrome do intestino irritável é um distúrbio que se caracteriza por episódios de desconforto abdominal, dor, diarreia e prisão de ventre. Mudanças na alimentação ajudam a prevenir as crises.
Sobre as causas da Síndrome do Intestino Irritável é correto afirmar que:
I. Motilidade anormal do intestino delgado durante o jejum, contrações exageradas depois da ingestão de alimentos gordurosos ou em resposta ao estresse.
II. Hipersensibilidade dos receptores nervosos da parede intestinal à falta de oxigênio, distensão, conteúdo fecal, infecção e às alterações psicológicas.
III. Níveis elevados de neurotransmissores (como a serotonina, por exemplo) no sangue e no intestino grosso.
IV. Infecções e processos inflamatórios.
V. Depressão e ansiedade.
Estão CORRETAS:
I, II apenas.
III, IV, V apenas.
II, IV apenas.
I, IV, V apenas.
I, II, III, IV, V.
Sobre a doença hemorroidária, avalie as proposições:
I.Em pacientes que apresentam mamilos hemorroidários internos de 2º grau, a melhor opção curativa é a hemorroidectomia.
II.A trombose hemorroidária caracteriza-se por apresentar, além do processo inflamatório endoflebítico, intenso edema e necrose.
III.Nas hemorroidas agudas e dolorosas, o exame proctológico deve limitar-se à inspeção estática do canal anal.
Assinale a alternativa correta:
Apenas a proposição I está correta.
Apenas as proposições II e III estão corretas.
Apenas a proposição III está correta.
Apenas a proposição II está correta.
O supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO ou SCBID) ainda não tem um consenso sobre sua definição. Sua etiologia é complexa e sua prevalência é desconhecida.
São crescentes os dados de reconhecimento e entendimento sobre essa patologia.
Sobre essa condição, assinale a afirmativa correta.
Secreção gástrica ácida aumentada é um fator de risco bem estabelecido.
Teste respiratório do hidrogênio expirado é o padrão ouro para o diagnóstico, com sensibilidade e especificidade maiores que 90%.
Ressecção intestinal prévia é fator de proteção, uma vez que ao retirar parte do intestino leva-se junto sua extensa colônia de bactérias.
Pode ocorrer quando há alteração na distribuição da microbiota intestinal e não somente pelo excesso de bactérias.
Em relação à doença de Crohn, assinale a alternativa INCORRETA.
O tabaco é um fator protetor.
É uma doença inflamatória crônica transmural.
A região mais frequentemente afetada é o íleo terminal.
Pode estar distribuída em todo o trato digestivo, da boca até o ânus.
Está relacionada com fístulas ou fissuras anais.
Um paciente de 65 anos com histórico de câncer colorretal submeteu-se à ressecção segmentar do cólon e à confecção de um estoma intestinal. No 10º dia de pós-operatório, ele apresenta queixa de diarreia frequente, com fezes líquidas e em grande volume, pelo estoma. É a conduta mais adequada para a investigação da diarreia:
Solicitar colonoscopia para avaliação da mucosa intestinal restante.
Prescrever antidiarreico de ação rápida para controle dos sintomas.
Realizar dosagem de eletrólitos e iniciar reposição intravenosa, se necessário.
Orientar o paciente sobre a dieta adequada para estomas e aumentar a ingestão de líquidos.
Solicitar tomografia computadorizada para descartar a presença de abscesso intra-abdominal.
Uma paciente de 50 anos apresenta um estoma intestinal há 5 anos, em decorrência de uma doença inflamatória intestinal. Ela relata dificuldades no manejo do estoma, com frequentes irritações na pele periestomal e odor fétido. Das abordagens para auxiliar a paciente na adaptação ao estoma e na melhora da qualidade de vida, a incorreta é apontada em:
Prescrever antibióticos tópicos para tratar as irritações na pele periestomal.
Orientar sobre o uso de cremes e barreiras protetoras para a pele periestomal.
Recomendar o uso de uma bolsa coletora de estoma com filtro de carvão ativado.
Encaminhar a paciente para acompanhamento psicológico para lidar com os aspectos emocionais da condição.
Solicitar avaliação por um nutricionista para adequar a dieta e reduzir o odor fétido das fezes.
A neuromodulação sacral é uma das estratégias disponíveis para o tratamento da incontinência fecal. Na primeira etapa, coloca-se um eletrodo no forame de S3, utilizando orientação fluoroscópica. A confirmação da correta posição do eletrodo é determinada quando, à estimulação do eletrodo, ocorre:
Deflexão descendente dos pododáctilos no lado ipsilateral.
Flexão descendente dos pododáctilos no lado ipsilateral.
Deflexão descendente dos pododáctilos no lado contralateral.
Flexão descendente dos pododáctilos no lado contralateral.
Deflexão ascendente dos pododáctilos no lado ipsilateral.
Um dos indicadores de qualidade proposto na colonoscopia é a taxa de detecção de adenomas. Qual deve ser a taxa ideal de detecção de adenomas na população geral (feminina e masculina) em indivíduos assintomáticos de risco médio em exames de triagem?
10%.
15%.
20%.
25%.
30%.
Em relação aos distúrbios eletrolíticos na falência intestinal, é correto afirmar que:
A hipocalemia pode resultar da perda do conteúdo gástrico rico em K.
A hipernatremia provavelmente é resultado da alta oferta pela NP.
Os sais de magnésio via oral devem ser a primeira escolha para correção da hipomagnesemia se valores >1,4 meq/L.
Altas perdas intestinais de bicarbonatos não são causa de acidose metabólica hiperclorêmica.
A adição de sais de acetato diminui os níveis de bicarbonato e agrava a acidose hiperclorêmica.
Constituem fatores de risco para desenvolvimento de adenocarcinoma colorretal em paciente com retocolite ulcerativa:
I. Idade jovem ao diagnóstico.
II. Maior duração da doença.
III. Gravidade e extensão da inflamação.
IV. História familiar positiva de câncer colorretal.
V. Presença de colangite esclerosante primária.
Quais estão corretos?
Apenas I e V.
Apenas I, II, III e IV.
Apenas I, II, III e V.
Apenas II, III, IV e V.
I, II, III, IV e V.
Qual desses casos estaria formalmente indicado à realização de neoadjuvância?
Neoplasia de reto superior com invasão da gordura perirretal.
Neoplasia de sigmoide metastática.
Neoplasia de reto com invasão até a camada muscular, sem comprometimento linfonodal.
Neoplasia de reto inferior com invasão da gordura mesorretal.
Neoplasia de reto médio “in situ”.
Assinale a alternativa CORRETA quanto ao diagnóstico de paciente com suspeita de obstrução da via biliar extra-hepática:
O exame de primeira linha a ser solicitado nessa circunstância é a colangiorressonância.
Exames laboratoriais são suficientes para determinar que um quadro de paciente ictérico é devido a uma litíase residual.
O diagnóstico da litíase residual pode ser feito ainda no pós-operatório imediato de colecistectomia, através de dreno transcístico ou dreno de Kehr.
As imagens patognomônicas de cálculo são sempre visualizadas ao ultrassom.
Os exames laboratorias que podem fazer o diagnóstico de litíase residual de colédoco são aumento da bilirrubinase, gama GT e fosfatase alcalina.