Questões de Concurso sobre Emergencista

 
 
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Qual das seguintes condutas está corretamente indicada no tratamento agudo da paralisia de Bell?


A

Início de corticoterapia idealmente nas primeiras 72 horas.


B

Antivirais como terapia isolada em casos leves.


C

Desmame obrigatório da corticoterapia após 7 dias.


D

Associação obrigatória de Inibidores da Bomba de Prótons (IBPs) à corticoterapia.


E

Contraindicação de corticoides para gestantes.

Carlos estava no parque fazendo sua caminhada matinal, quando percebeu que um homem adulto, de aproximadamente 45 anos, desmaiou repentinamente e caiu no chão. Carlos imediatamente vai até esse homem e verifica que ele não responde, não respira normalmente e não apresenta pulso perceptível. Carlos solicita que outra pessoa que estava próximo do local acione o serviço de emergência (SAMU – 192) e decide iniciar o atendimento. Qual deve ser a conduta imediata recomendada nesse caso, de acordo com as diretrizes de primeiros socorros?


A

Iniciar compressões torácicas.


B

Dar água com açúcar ao paciente para tentar reanimá-lo.


C

Realizar respiração boca a boca por 5 minutos antes de qualquer outro procedimento.


D

Levantar as pernas do paciente e esperar ele acordar sozinho.


E

Colocar o paciente sentado para facilitar a respiração.

Paciente com paralisia facial apresenta desvio de rima oral, apagamento de sulco nasolabial e ausência de rugas na fronte. Qual é o diagnóstico mais provável?


A

Paralisia Facial Central (PFC).


B

Paralisia Facial Periférica (PFP).


C

Neurite óptica.


D

Síndrome cerebelar.


E

Esclerose lateral amiotrófica.

O acolhimento com classificação de risco usando cores é aplicado principalmente em serviços de urgência e emergência (como UPAs, prontos-socorros e hospitais), conforme protocolos como o de Manchester adaptado (Portaria MS nº 2.048/2002 e atualizações).


Pacientes que chegam com quadro de dor torácica intensa e suspeita de infarto agudo do miocárdio, devem ser categorizados como:


A

Azul: Sem risco. Atendimento no dia, agendado.


B

Amarelo: Prioridade. Atendimento a ser realizado no dia, mas com prioridade.


C

Vermelho: Emergência/risco de vida. Atendimento imediato.


D

Verde: Baixo risco. Atendimento agendado ou realizado no dia, sem caráter de urgência.


E

Laranja: Urgência. Atendimento prioritário, mas não imediato.

Homem, 32 anos, vítima de colisão automobilística, é encaminhado ao pronto-socorro pelo SAMU. Chega pálido, sudorético e com sinais de dor abdominal difusa. Avaliação inicial (ABCDE):


• A: via aérea pérvia;

• B: FR 28 irpm, SatO₂ 94%;

• C: PA 80 × 50 mmHg, FC 132 bpm, pulsos periféricos filiformes;

• D: responde apenas a estímulos dolorosos;

• E: trauma contuso de abdome, sem fraturas evidentes.


Após reposição inicial de 1.000 mL de solução cristaloide aquecida, o paciente mantém hipotensão (PA 85×55 mmHg). Qual deve ser a conduta mais adequada nesse momento?


A

Administrar mais 2.000 mL de solução fisiológica rápida e reavaliar após 15 minutos.


B

Iniciar transfusão de hemoderivados em protocolo de transfusão maciça, visando controle do choque hemorrágico.


C

Indicar infusão contínua de vasopressor (noradrenalina) até estabilizar a pressão arterial.


D

Solicitar tomografia de abdome contrastada para localizar o foco do sangramento antes de transfundir.


E

Restringir fluidos até confirmação diagnóstica para evitar coagulopatia dilucional.

Mulher, 70 anos, apresenta déficit motor súbito em dimídio direito há 1 hora e 40 minutos. PA: 160×90 mmHg. TC de crânio sem alterações. A conduta inicial é


A

administrar AAS imediatamente.


B

iniciar trombólise venosa com alteplase.


C

manter observação e repetir TC em 6 horas.


D

reduzir PA para <140×90 antes de qualquer medida.


E

solicitar ressonância magnética antes da conduta.

Indivíduo de 28 anos, sexo masculino, motociclista, dá entrada na emergência, às 07h05min, com história de colisão frontal com um carro durante o trajeto ao trabalho, tendo sido ejetado da motocicleta cerca de 5 m de distância. O SAMU chegou em 10 minutos ao local, encontrando o paciente confuso, desorientado, com queixa de dor abdominal difusa e dificuldade para respirar. O indivíduo foi imobilizado em prancha longa e encaminhado à emergência. Paciente não tem comorbidades. Ao exame físico da admissão, apresenta: abertura ocular espontânea, resposta verbal confusa e a motora localizando a dor. Na sua avaliação primária, seguindo o ATLS, última edição, identifica:


A: Via aérea pérvia. Paciente verbaliza, mas com dificuldade. Colar cervical mantido.

B: Taquipneia (FR 27), SpO2 92%. Murmúrio vesicular presente e simétrico bilateralmente. Ausência de sinais de pneumotórax hipertensivo ou hemotórax maciço. Foi iniciada a oxigenoterapia.

C: PA = 90x60 mmHg, FC = 122 bpm com pulsos periféricos presentes, porém filiformes.

D: Reação pupilar presente e simétrica. Glicemia capilar normal.

E: Paciente totalmente exposto onde a inspeção apresenta escoriações e equimoses na região torácica, abdominal e nos membros inferiores. Presença de distensão abdominal, com rigidez à palpação profunda em todos os quadrantes, principalmente no hipocôndrio direito. Diminuição dos ruídos hidroaéreos. Tórax estável e sem outras alterações. Coberto no fim com manta térmica.


Considerando essas informações e os próximos passos a serem seguidos, é correto afirmar que


A

segundo a Escala de Glasgow desse paciente, ele possui um trauma cranioencefálico moderado.


B

deve ser feita a notificação compulsória do acidente, sem necessidade de abrir CAT, pois não se caracteriza como acidente de trabalho.


C

exame positivo para líquido livre no abdômen é indicativo de lesão intra-abdominal de órgão sólido, excluindo lesão em órgãos ocos.


D

na avaliação secundária do exame abdominal do paciente, a presença de timpanismo difuso e o desaparecimento da macicez hepática falam muito a favor de pneumoperitôneo.


E

a realização do FAST deve ser feita após a avaliação primária e consiste em avaliar, no máximo, três espaços potenciais onde podemos encontrar fluido patológico: janela hepática, esplênica e pélvica.

O manejo de medicações em uma emergência é essencial para o médico. Nesse contexto, é correto afirmar que


A

a morfina é um opioide muito potente e pode ser usada para analgesia de dor moderada ou grave, sem necessidade de ajuste de dose nos renais crônicos ou em insuficiência renal aguda.


B

a noraepinefrina é a droga de eleição no choque séptico, porém também é utilizada em outros tipos de choques distributivos ou mesmo no choque cardiogênico.


C

na sala de emergência, etomidato e cetamina são respectivamente as primeiras escolhas de agentes de indução e neurobloqueadores na sequência de intubação rápida.


D

o nitroprussiato é indicado na síndrome coronariana aguda, na insuficiência cardíaca descompensada e no edema agudo de pulmão, porém não deve ser utilizado no paciente que usou inibidores de fosfodiesterase-5.


E

a dopamina é droga de primeira escolha em insuficiência cardíaca, choque cardiogênico ou disfunção miocárdica secundária à sepse, sendo sua diluição padrão de 4 ampolas (80 ml) + SF 0,9% e sua infusão de 2-4 mL/kg/hora.

Um paciente de 48 anos é admitido na emergência com cefaleia occipital intensa, confusão mental e turvação visual. Ele é hipertenso conhecido, mas parou de tomar seus medicamentos (Enalapril e Anlodipino) há uma semana. Ao exame, apresenta-se agitado, com Pressão Arterial (PA) de 230/140 mmHg e fundoscopia revelando papiledema bilateral. Qual é o diagnóstico e a meta de redução da PA nas primeiras horas de tratamento?


A

Hipertensão arterial estágio 3, descontrolada; a meta é reintroduzir a medicação oral e reavaliar em 7 dias, pois o paciente está assintomático.


B

Urgência hipertensiva; a meta é a redução de 25% da PAM em 24-48 horas, usando fármacos por via oral.


C

Emergência hipertensiva (encefalopatia hipertensiva); a meta é a redução de 10-20% da Pressão Arterial Média (PAM) na primeira hora e 25% em 24 horas, usando fármacos intravenosos.


D

Emergência hipertensiva (encefalopatia hipertensiva); a meta é a normalização da PA (120/80 mmHg) o mais rápido possível, em 30 minutos, com Nitroprussiato de Sódio.

Em situações de emergência, o médico da Atenção Primária deve ser capaz de executar condutas imediatas e eficazes que preservem a vida até a chegada de suporte avançado. Associe os conceitos aos procedimentos de primeiros socorros correspondentes:


1. Compressão torácica com dois dedos no centro do tórax, após 5 tapas interescapulares.

2. Início de compressões torácicas em ritmo de 100 a 120/min após checagem de pulso.

3. Uso imediato de adrenalina intramuscular e posicionamento do paciente em Trendelenburg.

4. Compressão direta do local com gaze estéril e elevação do membro afetado.

5. Aplicação do protocolo CAB com acionamento do serviço de emergência e desfibrilação precoce.


( ) Obstrução de vias aéreas em lactente

( ) Reanimação cardiopulmonar (RCP) em adulto inconsciente

( ) Choque anafilático

( ) Hemorragia arterial externa

( ) Parada cardiorrespiratória em ambiente extra-hospitalar


Assinale a sequência CORRETA:


A

1 – 2 – 3 – 4 – 5


B

2 – 1 – 4 – 3 – 5


C

1 – 2 – 3 – 5 – 4


D

1 – 4 – 3 – 2 – 5


E

5 – 3 – 2 – 4 – 1

Durante a ventilação com BVM, qual das práticas abaixo é considerada INCORRETA?


A

Utilizar volume suficiente para elevação do tórax.


B

Comprimir a bolsa por aproximadamente 1 segundo.


C

Realizar a ventilação a cada 6 segundos durante PCR.


D

Aplicar volumes correntes >10 mL/kg em adultos saudáveis.


E

Ajustar a máscara para cobrir nariz, boca e mento.

Durante a Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) em adultos com uso de BVM, qual das condutas abaixo é correta?


A

Utilizar volume corrente entre 5 e 6 mL/kg durante a RCP.


B

Ventilar com frequência superior a 20 vezes por minuto.


C

Priorizar volumes altos para compensar o baixo débito cardíaco.


D

Realizar a ventilação de forma assíncrona com as compressões torácicas até a obtenção de uma via aérea definitiva.


E

Evitar o uso de adjuntos como cânulas orofaríngeas.

Sobre o funcionamento e os princípios da ventilação com BVM, assinale a alternativa correta.


A

O dispositivo depende de fonte externa de oxigênio para se insuflar.


B

A válvula da BVM tem como função liberar CO₂ na inspiração.


C

O uso de BVM está contraindicado na ausência de oxigênio suplementar.


D

A BVM é capaz de fornecer 100% de oxigênio com fluxo adequado e bom selamento.


E

A máscara cobre apenas a boca e o nariz, deixando o mento livre.

Sobre a classificação de Cormack-Lehane, assinale a alternativa correta.


A

O grau 1 indica impossibilidade de visualização da glote.


B

O grau 2 corresponde à visualização apenas da epiglote.


C

Os graus 3 e 4 estão associados a intubações mais difíceis.


D

A classificação é baseada na posição da laringe na traqueia.


E

O exame é feito com o paciente acordado e sentado.

Na farmacologia aplicada às urgências, a escolha dos analgésicos deve ser feita com base na gravidade da dor, na rapidez do alívio necessário e nos potenciais riscos de efeitos adversos. Com base nisso, assinale a alternativa que melhor descreve o contexto adequado para o uso de Oxicodona:


A

Quando a dor é de intensidade leve a moderada, especialmente em pacientes com histórico de doenças cardíacas.


B

Em casos de dor pós-operatória intensa, quando há necessidade de analgesia contínua por longo período.


C

Quando a dor é causada por inflamação muscular, sem necessidade de um analgésico de ação prolongada.


D

Para o manejo de dores agudas e passageiras, como em crises de cefaleia ou dor abdominal.


E

Sempre que houver necessidade de alívio rápido da dor, independentemente da causa ou da gravidade da dor.

Em relação às situações de emergências, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as seguintes síndromes tóxicas aos seus respectivos agentes envolvidos.


Coluna 1

1. Anticolinérgica.

2. Colinérgica.

3. Serotoninérgica.


Coluna 2

( ) Alcaloides da beladona.

( ) Fisostigmina.

( ) Inibidores da monoaminoxidase.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

1 – 2 – 3.


B

1 – 3 – 2.


C

2 – 1 – 3.


D

2 – 3 – 1.


E

3 – 1 – 2.

Mulher de 50 anos é levada ao departamento de emergência após ingerir algumas cartelas de aspirina de 500 mg há cerca de 4 horas. O histórico é notável para depressão, tentativas anteriores de suicídio e osteoartrite. Ela estava tomando escitalopram e tramadol. Ao exame físico: escala de Glasgow: 15; pressão arterial: 160 x 90 mmHg; frequência cardíaca: 86 bpm; frequência respiratória: 30 ipm; há leve sensibilidade epigástrica à palpação. Exames séricos: sódio: 135 mEq/L; potássio: 4,3 mEq/L; creatinina: 1,13 mg/dL. Gasometria arterial: pH 7,46; bicarbonato: 17 mEq/L; PCO2 : 18,8 mmHg; PO2 : 98 mmHg. Nível sérico de salicilato: 48 mg/dL (nível terapêutico: 15 a 30).


Nesse momento, além de prescrever expansão com fluídos, a conduta indicada é iniciar o tratamento com


A

alcalinização urinária.


B

carvão ativado.


C

furosemida.


D

hemodiálise.


E

hemoperfusão.

Qual das seguintes características é mais típica da síndrome de Ramsay Hunt em relação à paralisia de Bell?


A

Disgeusia ipsilateral nos 2/3 anteriores da língua.


B

Otalgia leve.


C

Pico de paralisia em até 72 horas.


D

Fenômeno de Bell.


E

Erupção vesicular em conduto auditivo e pavilhão auricular.

A respeito de situações de emergência, reconhecimento, condutas e manejo, assinale a alternativa INCORRETA.


A

No campo dos transtornos mentais, são exemplos de fatores de risco importantes no comportamento suicida de pessoas: história prévia de tentativa de suicídio, associação de depressão com ansiedade, abuso de álcool e outras substâncias, esquizofrenia, estresse pós-traumático e delirium.


B

Nas situações de transtornos mentais com comportamento suicida, são condições de agravamento: sentimentos de desesperança, rompimento de relações afetivas, desemprego, dor ou doença crônica, abusos físicos, sexuais e morais na infância, morar em regiões rurais, e ter acesso a armas.


C

No atendimento às emergências por trauma cranioencefálico, a avaliação pela Escala de Coma de Glasgow em indivíduo com abertura ocular com resposta à voz, resposta verbal estando orientado e interagindo, resposta motora que obedece a comandos, atinge escore de 9 a 12, grau de trauma moderado.


D

Entre as medidas de manejo em pessoas com afogamento mais graves, com hipoxemia cerebral devido à aspiração pulmonar, há indicação de oxigenação e ventilação, sonda nasogástrica para descompressão do estômago, infusão de manitol em caso de edema cerebral e correção de distúrbios hidreletrolíticos.


E

Em pacientes com psicose, agitação psicomotora e comportamento violento, o manejo com haloperidol IM associado com prometazina favorece o efeito antipsicótico, sedativo e ansiolítico, podendo ser usado midazolam IM em casos de extrapiramidalismo severo com uso de antipsicóticos típicos.

Emergências clínicas exigem ação rápida e precisa. Em um pronto-socorro, ao atender um paciente com traumatismo cranioencefálico, o neurologista utiliza uma escala para avaliar o estado de consciência. Sobre a Escala de Coma de Glasgow, assinale a alternativa correta.


A

Avaliar o estado de consciência pela Escala de Coma de Glasgow é restrito a pacientes com parada cardiorrespiratória.


B

Avaliar o estado de consciência pela Escala de Coma de Glasgow é usado apenas em crianças.


C

Avaliar o estado de consciência pela Escala de Coma de Glasgow inclui abertura ocular, resposta verbal e motora.


D

Avaliar o estado de consciência pela Escala de Coma de Glasgow exclui a resposta motora.


E

Avaliar o estado de consciência pela Escala de Coma de Glasgow não inclui abertura ocular.

 
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