Questões de Concurso sobre Emergencista

 
 
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Mulher de 69 anos é encontrada pela manhã com afasia e hemiplegia em dimídio direito, tendo sido vista bem pela última vez na noite anterior, há cerca de 6 horas e meia.


Ao chegar ao hospital, NIHSS = 17. TC de crânio sem sinais de hemorragia. Na RNM de encéfalo, observa-se área de restrição à difusão (DWI) em território de artéria cerebral média esquerda, com ausência de alteração correspondente em FLAIR (mismatch DWI–FLAIR), além de oclusão de grande vaso na angio-RM.


Em relação à estratégia de reperfusão, assinale a opção que apresenta a conduta mais adequada.


A

Contraindicar qualquer reperfusão, pois o tempo em que a paciente foi vista bem pela última vez é superior a 4 horas e meia – nesse caso, está indicada a prescrição de SAPT com AAS.


B

Contraindicar qualquer reperfusão, pois o tempo em que a paciente foi vista bem pela última vez é superior a 4 horas e meia – nesse caso, está indicada a prescrição de DAPT com AAS e clopidogrel.


C

Indicar apenas trombólise intravenosa com alteplase, pois trombectomia mecânica não tem benefício após 6 horas do ictus.


D

Considerar a paciente candidata a trombectomia mecânica em janela estendida (até 24 horas), guiada por mismatch clínico radiológico e de perfusão.


E

Indicar cuidados paliativos exclusivos, visto que, com um NIHSS de 17 com 6 horas e meia de evolução, a paciente certamente ficará com alto grau de sequelas ou evoluirá a óbito.

Homem de 58 anos, com histórico de hipertensão mal controlada, dá entrada em pronto-socorro.

Apresenta déficit neurológico focal súbito (hemiparesia em dimídio direito e disartria) e com cefaleia, sem rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 15 à admissão). TC de crânio revela hematoma intraparenquimatoso em putâmen esquerdo, sem indicação imediata de neurocirurgia. PA 176 x 102 mmHg. O paciente é internado em UTI neurológica. Considere os seguintes itens de prescrição:


1. Fenitoína.

2. Compressor pneumático intermitente.

3. Dexametasona.

4. Nitroprussiato.


Assinale a opção que indica os itens que devem ser prescritos para esse paciente.


A

1 e 4, apenas.


B

2 e 4, apenas.


C

1, 2 e 3, apenas.


D

2, 3 e 4, apenas.


E

1, 2, 3 e 4.

Mulher de 60 anos, hipertensa e diabética, deu entrada no departamento de emergência com início súbito e presenciado, há 3 horas, de hemiparesia a esquerda e heminegligência. Ao exame físico, apresentava pontuação na escala National Institutes of Health Stroke (NIHSS) de 12. Tomografia de crânio sem sinais de hemorragia. Angiotomografia revelou oclusão da artéria cerebral média à direita. O hospital contava com trombólise endovenosa e com equipe capacitada para realização de trombectomia mecânica.


Marque a alternativa com a CONDUTA ADEQUADA neste caso.


A

Realizar trombectomia mecânica sem trombólise sistêmica, pois o benefício é maior e o risco é menor.


B

Realizar trombólise intravenosa com alteplase, pois trombectomia não traria benefício adicional em ictus < 4,5 horas.


C

Iniciar trombólise intravenosa com alteplase e encaminhar o paciente imediatamente para a trombectomia mecânica.


D

Não realizar reperfusão, iniciar apenas administração de antiagregante plaquetário e transferir para a unidade de acidente vascular cerebral.

O serviço de atendimento móvel de urgência foi acionado para atender um rapaz de 25 anos encontrado em via pública torporoso, taquipneico e coberto de vômito. Encaminhado à sala de emergência do pronto atendimento mais próximo. Abaixo encontram-se descritos os exames laboratoriais inicialmente solicitados:


• Gasometria arterial: pH 7,05 / PaO2 85 mmHg / PaCO2 15 mmHg / HCO3 7,0 mEq/L

• Íons: Sódio 130 mEq/L / Potássio 5,5 mEq/L / Cloreto 88 mEq/L

• Lactato: 14 mmol/L

• Glicemia capilar: 250 mg/dL


Com os exames disponíveis, marque a alternativa que apresenta uma CAUSA QUE PODE SER DESCARTADA para o distúrbio ácido-base do paciente.


A

Causa renal secundária a acidose tubular renal do tipo IV.


B

Cetoacidose diabética.


C

Acidose lática.


D

Intoxicação por etilenoglicol.

Mulher de 21 anos procura pronto atendimento com relato de que sofrera violência sexual com penetração e exposição vaginal a sêmen. Sem comorbidade, nega etilismo ou tabagismo, nulípara e esquema vacinal completo.


Após acolhimento, marque a alternativa que contém a profilaxia para infecções sexualmente transmissíveis NÃO INDICADA neste caso.


A

Ceftriaxona e azitromicina.


B

Penicilina benzatina.


C

Imunoglobulina anti-hepatite B.


D

Metronidazol.

Homem de 38 anos é levado ao serviço de emergência aproximadamente 50 minutos após ingestão voluntária de quantidade desconhecida de produto clandestino comercializado como “chumbinho”. Na admissão, encontra-se sonolento, Glasgow 10, intensamente sudoreico, com sialorreia profusa e episódios de vômitos. Apresenta PA 82/48 mmHg, FC 52 bpm, FR 30 irpm e SpO2 86% em ar ambiente.

Ao exame físico, observam-se miose puntiforme bilateral, lacrimejamento, fasciculações musculares difusas, roncos e sibilos bilaterais e broncorreia exuberante.

São imediatamente realizadas aspiração das secreções, oxigenoterapia, monitorização cardiorrespiratória e obtenção de acesso venoso. Diante do rebaixamento do nível de consciência, hipoxemia e incapacidade de proteção adequada da via aérea, procede-se à intubação orotraqueal e ventilação mecânica.

Considerando a ingestão recente, potencialmente letal e ocorrida há menos de uma hora, é realizada lavagem gástrica após proteção definitiva da via aérea, seguida das demais medidas de descontaminação consideradas pertinentes.

É então iniciada atropina intravenosa. Após as doses iniciais, a frequência cardíaca aumenta para 118 bpm. Entretanto, o paciente permanece hipotenso e apresenta broncorreia importante e sibilância persistente, com necessidade de aspiração frequente de secreções pelo tubo orotraqueal.

Familiares apresentam posteriormente a embalagem do produto ingerido, cuja análise identifica aldicarbe, um carbamato inibidor da acetilcolinesterase, sem associação com organofosforados.

Considerando a fisiopatologia da intoxicação e os objetivos do tratamento antidótico, a conduta mais apropriada, neste momento, é


A

administrar novas doses intravenosas de atropina, com escalonamento rápido e titulação pela resposta clínica até controle da broncorreia e do broncoespasmo e obtenção de parâmetros hemodinâmicos adequados à perfusão, instituindo posteriormente infusão de manutenção conforme a necessidade; manter suporte ventilatório e, diante da confirmação de intoxicação isolada por carbamato, não administrar pralidoxima rotineiramente.


B

suspender novas doses de atropina devido à frequência cardíaca superior a 100 bpm, considerando a taquicardia marcador suficiente de atropinização, e iniciar pralidoxima para reversão das manifestações nicotínicas persistentes.


C

manter a atropina apenas em infusão contínua na dose inicialmente estabelecida, sem novos bolus, pois a taquicardia demonstra bloqueio muscarínico cardiovascular suficiente; a broncorreia residual deve ser manejada com ventilação mecânica e aspiração traqueal enquanto se aguarda a descarbamilação espontânea da acetilcolinesterase.


D

iniciar imediatamente pralidoxima em altas doses, associada à atropina, uma vez que a reativação farmacológica da acetilcolinesterase constitui componente obrigatório do tratamento das intoxicações graves tanto por organofosforados quanto por carbamatos.


E

suspender a atropina e manter exclusivamente ventilação mecânica e suporte hemodinâmico, pois, uma vez estabelecida taquicardia após o antimuscarínico, a persistência de manifestações respiratórias indica predominantemente estimulação nicotínica, não responsiva a doses adicionais de atropina.

Ano: 2026
Prova: Instituto Verbena - Prefeitura de Porangatu - Médico - 2026

Leia o caso a seguir.

Paciente do sexo masculino, 72 anos, portador de doença renal crônica estágio V em acompanhamento ambulatorial regular com diretivas documentadas em prontuário médico de não iniciar terapia renal substitutiva, é internado com quadro de hemorragia digestiva alta. No momento da internação, o paciente reafirmou que “prefere morrer a realizar hemodiálise”. Endoscopia digestiva alta evidenciou úlcera duodenal com sinais de sangramento ativo, tendo recebido tratamento endoscópico e farmacológico apropriado. Hoje, no quarto dia de internação, evolui com piora da azotemia e confusão mental.

Qual é a conduta correta?


A

Iniciar a terapia renal substitutiva diante de complicações urêmicas com risco iminente de óbito, como hipercalemia ou sobrecarga volêmica refratárias.


B

Convocar os familiares e obedecer à decisão dos mesmos a respeito do início da terapia renal substitutiva, visando resguardar a equipe médica.


C

Iniciar a terapia renal substitutiva de forma imediata, visto que o quadro confusional atual impede o paciente de exercer sua autodeterminação.


D

Não realizar hemodiálise em respeito às diretivas antecipadas do paciente, mantendo todas as demais medidas de suporte clínico indicadas.

Paciente 54 anos, masculino, chegou à emergência devido à picada de serpente há três horas, com queixas de dor e edema local. Apresentava edema de maléolo lateral de membro inferior esquerdo, com marcas da peçonha, sem alterações de membro inferior direito e com pulsos preservados bilateralmente. Na avaliação laboratorial inicial, constatou-se alargamento de TAP e TTPA, com RNI de 2,1TTPA superior a 300 segundos e plaquetometria de 50.000/mm3. Após 16 horas da admissão, o paciente evoluiu com dor abdominal e sinais de peritonite, tomografia computadorizada (TC) de abdome, evidenciou extenso hematoma retroperitoneal e extraperitoneal pélvico bilateral, mais evidente à esquerda, com conteúdo hiperdenso que poderia corresponder a conteúdo hemático.

Nesse momento, os níveis de fibrinogênio plasmático do paciente encontravam-se indetectáveis.


Que outra alteração é esperada nesse contexto?


A

Elevação dos níveis de fator VII.


B

Elevação dos níveis de Proteína S.


C

Diminuição do tempo de trombina.


D

Alterações microangiopáticas no sangue periférico.


E

Diminuição nos produtos de degradação de fibrina.

Paciente masculino, de 68 anos, com histórico de hipertensão arterial, diabetes melito e tabagismo, foi admitido na Emergência após início súbito (há 1 hora) de hemiparesia direita e afasia. Ao exame, apresentava NIHSS 12. Tomografia computadorizada de crânio não mostrou sinais de hemorragia. Angiotomografia revelou oclusão da artéria cerebral média à esquerda. O hospital dispunha de trombólise intravenosa e de equipe capacitada para realização de trombectomia mecânica. Qual a conduta a ser adotada?


A

Realizar trombólise intravenosa com alteplase, pois trombectomia não traz benefício adicional.


B

Realizar trombectomia mecânica sem trombólise, pois NIHSS elevado já indica benefício.


C

Iniciar trombólise intravenosa com alteplase e encaminhar o paciente imediatamente para trombectomia mecânica.


D

Não realizar reperfusão; iniciar apenas administração de antiagregante plaquetário e aguardar a evolução clínica.

Mulher de 25 anos é levada ao pronto-socorro após tentativa de suicídio com 100 comprimidos de amitriptilina de 25 mg. Seu peso estimado é de 50 kg. A escala de Glasgow é de 8 pontos, sendo então intubada e colocada em ventilação mecânica. O eletrocardiograma (ECG) revela taquicardia sinusal, com complexo QRS de 160 ms e QTc prolongado de 440 ms. Bicarbonato de sódio intravenoso é prescrito. O pH arterial de agora é 7,46; ela permanece taquicárdica, hipotensa e com complexo QRS alargado.


Nesse contexto, a conduta recomendada é prescrever, por via intravenosa:


A

bolus de lidocaína, 1,5 mg/kg.


B

bolus adicional de 50 mL de bicarbonato de sódio a 8,4%.


C

cloreto de sódio hipertônico (bolus de 100 mL de solução salina a 3%).


D

emulsão lipídica a 20%, 1,5 mL/kg.


E

sulfato de magnésio a 10%, 20 mL.

O uso da morfina para o tratamento de edema pulmonar agudo tem sido alvo de questionamentos, pois, além de haver evidências de aumento de mortalidade com o uso do fármaco, sua ação vasodilatadora mostra-se pobre e o efeito ansiolítico pode ser obtido por outras drogas que trazem menos riscos.


C

Certo


E

Errado

Paciente, 28 anos, diabético tipo 1, chega sonolento, polipneico e desidratado. Glicemia capilar: 520 mg/dL; pH: 7,12; bicarbonato: 10 mEq/L; cetonas positivas. A principal medida inicial é


A

administração de glicose 10% EV.


B

insulina regular em bolus e infusão contínua.


C

bicarbonato de sódio EV imediato.


D

reposição de potássio antes da hidratação.


E

reposição volêmica vigorosa com SF 0,9%.

Durante uma prova de triatlo em um dia de temperatura ambiente elevada (34 °C e umidade relativa de 70%), um atleta de 28 anos cruza a linha de chegada confuso, com vômitos e pele quente e seca. No local, sua temperatura central, medida por via retal, é de 41 °C; FC140 bpm, PA 100 × 60 mmHg. Qual deve ser a conduta imediata e prioritária?


A

Iniciar reposição vigorosa com solução salina 0,9% fria.


B

Administrar antipirético (dipirona ou paracetamol) e observar resposta.


C

Administrar dantrolene sódico 2,5 mg/kg EV.


D

Encaminhar para serviço de emergência para receber o primeiro atendimento.


E

Suspender o exercício, retirar o atleta do ambiente quente, retirar roupas e iniciar resfriamento corporal rápido (imersão em água gelada).

Mulher, 67 anos, hipertensa e ex-tabagista, é atendida na sala de emergência com queixa de febre, tosse produtiva e dispneia há 3 dias. Ao exame: confusa; FR 32 irpm; PA 85 × 55 mmHg; FC 110 bpm; SatO₂ 89% em ar ambiente. Gasometria arterial mostra pO₂ 58 mmHg. Radiografia de tórax: consolidação em base direita. Com base nesse quadro, qual é a conduta mais adequada?


A

Tratar ambulatorialmente com antibiótico oral e reavaliação em 48 horas.


B

Internar em enfermaria, pois apresenta apenas critério de idade.


C

Internar em unidade de terapia intensiva por apresentar critérios de gravidade.


D

Prescrever antibiótico endovenoso e alta imediata com acompanhamento domiciliar.


E

Solicitar tomografia de tórax para confirmar o diagnóstico antes de definir internação.

Qual das seguintes situações de emergência possui manejo atual mais adequado segundo a literatura?


A

No caso de DMIII, com confusão mental nos últimos 45 minutos após o uso da insulina subcutânea, em que a paciente continua cooperativa, confusa, com deglutição preservada, HGT com resultado de 50 mg/dL, a conduta inicial mais adequada é glicose 50 mg EV imediata.


B

No caso de corte em pescoço com uma linha de pipa adicionada a cerol, em que, já na admissão, notam-se rouquidão, hematoma cervical de moderado volume e aumentando, apresentando dificuldade de respirar e dessaturando, a conduta imediata é a estabilização hemodinâmica, cateter nasal de oxigênio e acionar cirurgia para estancar o sangramento.


C

No caso de Pneumotórax hipertensivo associado à instabilidade hemodinâmica, imediatamente, deve ser feita a inserção de uma agulha de grosso calibre (28-36 French) no segundo espaço intercostal, logo posterior à linha axilar média do hemitórax afetado. A agulha deve ficar no local enquanto a drenagem pleural é realizada para prevenir recidiva e tratar definitivamente a lesão.


D

No caso de uma paciente agitada, afirmando que vai se matar, em cujo manejo apresenta ideação sem planejamento, sem automutilação, sem tratamento prévio e sem histórico de abuso de álcool, possuindo alto risco de autoextermínio, ela deve ser contida, internada e seguida por psiquiatra.


E

Agricultor, após pegar um morcego vivo, é mordido em mão direita. O manejo é de raiva grave, para o qual o soro deve ser aplicado na lesão, respeitando-se a dose preconizada. O restante deve ser aplicado via intramuscular no glúteo ou vasto lateral da coxa.

Paciente de 30 anos, sexo feminino, casada, vem sozinha à emergência com queixa de dores pélvicas crônicas, dor durante o ato sexual e vaginismo. As dores iniciaram há 1 ano, cerca de 2 meses após se casar. Paciente ansiosa e evasiva ao falar sobre sua vida sexual. Sempre que questionada sobre o marido, ela hesita, desvia o olhar, responde de forma vaga e minimiza a gravidade da situação. Queixa-se incisivamente de que, às vezes, se sente “obrigada” a ter relações sexuais, mesmo quando não quer, “para agradar” o marido. Ele com frequência usa frases como “se você me amasse, faria isso” ou “você está me rejeitando”. Durante a consulta, afirma que, em algumas ocasiões, como a que a levou à emergência, foi forçada a ter relações sexuais sem consentimento. Ela se sente culpada, envergonhada e tem medo das represálias do marido se ele souber que ela está falando sobre o assunto. Você, enquanto médico emergencista, após avaliar,


A

assume o caso como sendo de violência sexual, sendo obrigatória a notificação compulsória.


B

assume o caso como violência sexual, havendo até 72 horas após a ocorrência para iniciar a profilaxia das DST/AIDS.


C

assume o caso como violência sexual, encaminha a paciente obrigatoriamente à delegacia para registrar ocorrência e fazer exame pericial no IML.


D

assume o caso como violência sexual, inclui anamnese, exame clínico e ginecológico, sendo obrigatório o toque vaginal ou anal, além da coleta de provas para o IML.


E

assume o caso como não sendo de violência sexual, solicita exames e orienta procurar terapia de casal a ser realizada juntamente com seu marido.

A monitorização dos sinais vitais é um procedimento importante realizado no atendimento inicial no departamento de emergência. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.


A

A oximetria de pulso mede quanto oxigênio o sangue está transportando, sendo uma ferramenta rápida e não invasiva, mas sem boa correlação com a gasometria arterial.


B

A cardioscopia é a forma simplificada do eletrocardiograma, onde em DI e AVF nos monitores, obtém-se a melhor atividade elétrica do coração.


C

A pressão arterial não invasiva (PANI) está presente na maioria dos monitores hospitalares e é considerada padrão-ouro na monitorização da pressão arterial em uma emergência.


D

A administração de oxigênio suplementar estará indicada, nos casos de insuficiência respiratória aguda ou crônica, quando a PaO2 for inferior a 60 mmHg ou a SaO2 inferior a 90%.


E

A capnografia é útil para confirmação de intubação orotraqueal e para avaliação de efetividade de compressões torácicas durante reanimação cardiopulmonar.

A respeito das Diretrizes Brasileira de Cardiologia em 2025, é correto afirmar que


A

na emergência hipertensiva da dissecção aguda de aorta, deve-se promover controle da dor com morfina, e o nitroprussiato é a primeira droga a ser feita nesse grupo.


B

na emergência dos pacientes com Fibrilação Atrial sem instabilidade hemodinâmica, cujos sintomas iniciaram certeiramente há 36h, é necessário internar e realizar a cardioversão.


C

em indivíduos com triglicérides ≥ 500 mg/dL de forma persistente, recomenda-se o uso de estatina para reduzir o risco de pancreatite.


D

em paciente com SARS-CoV-2 que usa losartana ou captopril para hipertensão ou outras condições clínicas, devem ser mantidas as medicações, mesmo sabendo que a fisiopatologia da COVID-19 envolve o sistema renina angiotensina aldosterona.


E

é recomendado, em pacientes com Acidente Vascular Isquêmico (AVCI) e PA ≥ 185/110 mmHg, que não receberam trombolítico e não tenham comorbidades, reduzir a PA em 20% durante as primeiras 24h após início do AVCI.

Apesar de ser um medicamento seguro e amplamente utilizado, muitos médicos, como intensivistas e emergencistas, não estão cientes das aplicações clínicas atuais da cetamina. A cetamina pode ser usada em todas as seguintes situações, exceto:


A

em estado asmático.


B

para analgesia e sedação.


C

para doença cardíaca isquêmica.


D

em hemorragia obstétrica.

Um trabalhador rural é trazido à emergência após exposição dérmica e inalatória a um agrotóxico durante a pulverização de uma lavoura. O paciente apresenta-se sonolento, com miose puntiforme, sialorreia intensa, broncorreia (ausculta pulmonar "úmida"), vômitos, diarreia e bradicardia (FC 40 bpm). Ele também apresenta fasciculações musculares difusas. Sobre este quadro de intoxicação, analise as afirmativas a seguir:


I.O quadro clínico, caracterizado pela síndrome colinérgica (miose, bradicardia, broncorreia, diarreia), é compatível com a intoxicação por inseticidas organofosforados ou carbamatos.

II.O mecanismo de ação desses agentes é a inibição irreversível (organofosforados) ou reversível (carbamatos) da enzima acetilcolinesterase, levando ao acúmulo de acetilcolina nas sinapses.

III.O tratamento específico envolve o uso de Atropina (antagonista muscarínico) para reverter os sintomas de broncorreia e bradicardia, e Pralidoxima (um reativador da colinesterase) no caso específico de organofosforados, para reverter os sintomas nicotínicos (fraqueza, fasciculações).


Está correto o que se afirma em:


A

I e III, apenas.


B

II e III, apenas.


C

I, II e III.


D

I e II, apenas.

 
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