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Paciente 15 anos, foi mordido pelo cachorro do vizinho, animal passível de observação, sem sinais de raiva no momento, em região dorsal da mão direita. Sendo ferimento profundo. Qual alternativa apresenta a conduta mais adequada para esse caso?
Por se tratar de um acidente grave, lavar o ferimento com água e sabão, iniciar profilaxia com vacina e soro, bem como observar o animal por 10 dias.
Por se tratar de um acidente leve, lavar o ferimento com água e sabão, não iniciar profilaxia e observar o animal por 10 dias.
Por se tratar de um acidente grave, lavar o ferimento com água e sabão, iniciar profilaxia com vacina e observar o animal por 10 dias.
Apesar de ser um acidente considerado grave, lavar o ferimento com água e sabão, não iniciar profilaxia e observar o animal por 10 dias.
Homem ribeirinho, 58 anos, sofreu um acidente ofídico em pé direito e foi levado à unidade de saúde de referência de sua comunidade, onde recebeu soro antiofídico e suporte clínico. Nas primeiras 48 horas, evoluiu com oligúria e edema generalizado. Os exames laboratoriais mostraram creatinina de 3,5 mg/dL (VR: 0,6 a 1,3 mg/dl), ureia de 126 mg/dL (VR: 13 e 43 mg/dL) e potássio de 7,2 mEq/L (VR: 3,5 - 5,1 mEq/L). Um eletrocardiograma revelou ondas T acentuadas, alargamento do complexo QRS e prolongamento do intervalo PR. No manejo do distúrbio hidroeletrolítico, a medida a ser inicialmente adotada neste caso é:
Poliestirenossulfonato de cálcio
Hidratação vigorosa + furosemida
Gluconato de cálcio
Solução glicoinsulina
Bicarbonato de sódio
Em relação à indicação do soro antidiftérico (SAD), é correto afirmar que
a administração deve ser realizada na unidade básica de saúde.
não tem ação sobre a toxina já impregnada no tecido.
deve ser administrado após a confirmação do diagnóstico laboratorial.
a realização do teste de sensibilidade cutâneo é obrigatória na rotina da administração de SAD.
as doses do SAD dependem do peso e da idade do paciente.
Durante o manejo de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) com ritmo chocável, recomenda-se carga escalonada para os choques subsequentes da desfibrilação.
Certo
Errado
Paciente dá entrada à sala de emergência de um hospital com história de afasia, disartria, desvio de rima e hemiparesia à direita há 2 horas e 40 minutos. Realizada tomografia de crânio e excluído sangramentos intraparenquimatosos. Sem histórico de comorbidades. Sinais vitais no momento PA 210x110 mmhg, FC 87 e SAT 96% em aa. Dentre as alternativas, qual apresenta as condutas iniciais mais completas e adequadas para esse caso?
Suporte básico de vida, monitorização hemodinâmica, controle pressórico e anticoagulação plena com AAS e Clopidogrel.
Suporte básico de vida, monitorização hemodinâmica, controle glicêmico, medidas de controle pressórico, após, trombólise química.
Suporte básico de vida, monitorização hemodinâmica, controle pressórico e vigilância neurológica, estando contraindicado trombólise química por início dos sintomas maior que duas horas e 30 minutos.
Suporte básico de vida, monitorização hemodinâmica e trombólise química imediata, sem precisar antes controlar a pressão arterial, visto que, essa encontra-se dentro da meta adequada.
Paciente feminina, 24 anos, G1, P0, A0, dá entrada na UPA com dispneia, edema progressivo, zumbido, visão turva, cefaleia e pouca diurese há 7 dias. Refere lúpus (LES) há 3 anos, uso irregular de hidroxicloroquina e prednisona. Nega sangramentos vaginais e queixas urinárias. Ao exame: lúcida; orientada; PA = 170/100 mmHg; FC: 110 bpm; FR: 25 irpm; T. Axilar: 37,0 ºC; SpO₂: 93% em ar ambiente. Peso: 68 kg; MV diminuído em bases, com estertores crepitantes bibasais. Abdome gravídico; AFU 27 cm; BCF = 150 bpm, regular. Sem sinais de irritação peritoneal. Membros Inferiores: edema ++/4+ bilateral até joelhos. Exame Obstétrico: IG estimada por USG: 29 semanas; BCF: 155 bpm; movimentos fetais reduzidos, restante normal.
Exames laboratoriais: Hb = 9,2 g/dL; Ht = 27%, Leucócitos = 8.500/mm³; Plaquetas = 85.000/mm³; Cr = 1,9 mg/dL (basal da paciente = 0,8 mg/dl); U = 54 mg/d; EAS: Proteinúria (+++); hemácias 10-15/campo; leucócitos 6-10. Proteinúria de 24h = 2,5 g/24h, DHL = 520 U/L; TGO = 64 U/L, TGP = 70 U/L; FAN 1:640 nuclear pontilhado grosso; Anti-dsDNA = Positivo alto; C3 e C4 baixos.
Ecocardiograma: somente leve derrame pericárdico.
Raio-X de Tórax: infiltrado intersticial bilateral e cardiomegalia discreta.
Fundo de Olho: Exsudatos algodonosos e Papiledema leve.
Ultrassonografia Obstétrica: feto único; vivo, em apresentação cefálica; movimentos fetais diminuídos; líquido amniótico reduzido (ILA: 7 cm); Doppler umbilical com aumento de resistência e peso fetal estimado: 900 g (P < p10).
A respeito desse caso, é correto afirmar que
o acometimento renal mais provável é a Nefrite Lúpica Classe V e, por isso, não há necessidade de biópsia renal.
se a evolução levar à instabilidade materna ou ao sofrimento fetal, a opção por fazer parto normal é mandatória, devido ao risco de sangramento na cesárea.
após 14h do atendimento, a diurese foi de 200 ml e a creatinina de 2,0 mg/dl, ou seja, apresenta LRA KDIGO 2.
na urocultura cresceu E.coli > 100.000 UFC e a paciente persiste sem sintomas urinários. Nesse caso, não deve ser tratada por se tratar de bacteriúria assintomática.
devem ser feitos sulfato de magnésio, hidralazina EV, diurético se houver sobrecarga volêmica evidente e deve ser evitado o uso de corticoide sistêmico nessa fase devido à gestação.
A respeito das intervenções e dos procedimentos na emergência, é correto afirmar que
em caso de falha na intubação, a primeira manobra de resgate a ser realizada quando se observa dessaturação (SpO2 90%) é a VNI imediata.
a cânula nasofaríngea é flexível e, ao ser inserida na narina, desloca o palato mole e a língua posterior. É indicada em pacientes com reflexo de vômito intacto e ausência de trauma de face.
são indicações para intubação endotraqueal de emergência: espasmo laríngeo, bradipneia, taquipneia, escala de Glasgow < 10, uso de musculatura acessória e queimadura de vias aéreas.
na prática clínica, vários métodos para pré-oxigenação antes da intubação estão disponíveis, como máscara não reinalante (MNR), BVM e cateter nasal de alto fluxo (CNAF), este padrão-ouro para pacientes com hipoxemia grave.
havendo indicação de cricotireoidostomia após a inserção do tubo endotraqueal guiado pela bougie, deve-se realizar a ausculta de murmúrios vesiculares para confirmar a posição, realizando raios x de tórax, sem necessidade de capnografia.
Após 48 horas de internação na UTI, a paciente de 45 anos referida na questão anterior evoluiu com choque séptico refratário e insuficiência respiratória aguda. Foi realizada a Gaso Arterial = pH = 7,1; Bic = 16 mEq/; pCO2 = 44 mmHg; PaO2 = 40 mmHg. A paciente evoluiu com parada cardiorrespiratória (PCR) com o seguinte ECG:

Após 30 minutos de ressuscitação, houve retorno da circulação espontânea (RCE), no entanto o tempo de hipóxia cerebral resultante da PCR foi prolongado. Após a PCR, o exame neurológico evidenciou EC Glasgow = 3. Sobre o caso e seguindo ACLS mais recente, é correto afirmar que
a paciente apresenta um distúrbio acido-básico do tipo alcalose metabólica, sendo considerada uma das causas clássicas da PCR por assistolia.
devido ao quadro apresentado, a paciente deve receber VNI de imediato para assegurar a oxigenação adequada.
o exame clínico deve ser realizado em dois momentos distintos, intervalo de 2h no mínimo, por médicos diferentes, devidamente capacitados, desde que não participem das equipes de captação ou de transplantes.
dentre os pré-requisitos básicos para a abertura do protocolo de morte encefálica, está observação clínica de no mínimo 6h se houver lesão neurológica direta ou 24h para lesão hipóxica-isquêmica, devendo ser mantida sem drogas depressoras do sistema nervoso central por um período predeterminado.
na PCR, deve-se iniciar imediatamente compressões torácicas, frequência de 80-100/min, profundidade de 5-6 cm, mantendo ciclos de 30 compressões/2 ventilações até a intubação. Evitar interrupções nas compressões para maximizar a perfusão cerebral e coronariana até que seja possível fazer a desfibrilação.
Sobre os preditores anatômicos de intubação difícil, assinale a alternativa INCORRETA.
Mandíbula pequena e retraída dificulta o alinhamento dos eixos.
Incisivos superiores proeminentes dificultam a inserção da lâmina.
Língua grande pode obstruir a visualização da glote.
Abertura bucal menor que três dedos é considerada de risco.
Pescoço curto e grosso impede o uso de ventilação com pressão positiva.
Em relação à técnica de uso da BVM, assinale a alternativa INCORRETA.
A técnica de selamento “EC” utiliza uma mão com polegar e indicador formando um “C”, e os demais dedos em forma de “E”.
A técnica com duas pessoas tende a gerar volumes maiores do que com uma pessoa.
A técnica com dois polegares permite selamento com ambas as mãos, enquanto o segundo operador ventila.
O operador mais inexperiente deve assumir o controle da máscara.
As manobras de via aérea e uso de adjuntos melhoram a eficácia da ventilação.
Um homem de 70 anos chega ao plantão com edema agudo de pulmão (EAP) e dispneia severa. Nesse sentido, leia as afirmativas abaixo:
I. O EAP cardiogênico resulta de pressão capilar pulmonar elevada, acarretando transudação alveolar.
II. O diurético de alça IV e vasodilatadores são cruciais para reduzir sobrecarga hídrica e pré-carga.
III. A morfina pode ser usada com cautela para aliviar ansiedade e diminuição do drive simpático, mas requer vigilância da via aérea.
IV. O suporte ventilatório não invasivo (CPAP) ou invasivo é necessário em hipoxemia grave.
Estão CORRETAS as afirmativas:
I, II e III, apenas.
II e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Analise a Figura 1 abaixo:

São alterações possíveis após um acidente com esta espécie de ofídio, EXCETO:
Oftalmoplegia.
Paralisia muscular.
Insuficiência respiratória.
Necrose no local da picada.
Sobre emergências hematológicas em Medicina de Urgência, leia as afirmativas abaixo:
I. A crise falciforme vaso-oclusiva requer hidratação, analgesia potente e oxigênio se hipoxemia.
II. A aplasia medular hiperaguda em leucemias dispensaria transfusões mesmo com pancitopenia.
III. A anemia hemolítica autoimune grave pode exigir imunossupressores e transfusão de concentrado de hemácias.
IV. A plaquetopenia severa (por ex. PTI) com sangramentos intensos pode demandar infusão de imunoglobulina.
Estão CORRETAS as afirmativas:
I, III e IV, apenas.
II e III, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Sobre o suporte hemodinâmico e complicações cardiovasculares no manejo hospitalar de vítimas graves de afogamento, é correto afirmar que:
A monitorização da pressão intracraniana é prioritária e suficiente para avaliar disfunção cardiovascular no paciente grau 6.
A infusão de dobutamina pode ser considerada nos casos de disfunção cardíaca refratária, com baixa fração de ejeção.
A administração de soluções hipotônicas é indicada nos casos de afogamento em água salgada.
Diuréticos devem ser utilizados de rotina nos casos de edema pulmonar por afogamento grau 4, mesmo com débito cardíaco baixo.
O uso de corticosteroides está indicado nos casos de disfunção hemodinâmica por broncoaspiração de água contaminada.
O atendimento a situações de urgência e emergência requer do médico discernimento técnico, rapidez de decisão e respeito aos protocolos de suporte básico e avançado de vida. A correta identificação da gravidade do quadro e a priorização de condutas imediatas são determinantes para o prognóstico do paciente. Assinale a alternativa INCORRETA quanto às condutas e princípios que regem o atendimento de urgência e emergência.
Emergência caracteriza-se pela necessidade de intervenção imediata para evitar o óbito ou lesões irreversíveis.
A avaliação primária no atendimento pré-hospitalar segue a sequência A-B-C-D-E (vias aéreas, respiração, circulação, incapacidade e exposição).
O transporte de um paciente crítico deve ser realizado sem estabilização prévia, para que o tempo de deslocamento seja reduzido.
Urgência é toda situação clínica que exige atendimento rápido, mas que não implica risco imediato de morte.
Homem de 72 anos, portador de miocardiopatia dilatada (fração de ejeção 25%), chega ao pronto-socorro com dispneia intensa, sudorese fria e confusão mental. Apresenta PA 80/50 mmHg, FC 104 bpm, SpO₂ 86%, estertores crepitantes bibasais e perfusão periférica reduzida. Gasometria: pH 7,28; PaCO₂ 52 mmHg; PaO₂ 58 mmHg (FiO₂ 40%). Qual deve ser a conduta inicial mais adequada?
Iniciar nitroprussiato de sódio e furosemida para reduzir a congestão pulmonar.
Iniciar dobutamina e noradrenalina em infusão contínua.
Iniciar ventilação não invasiva (CPAP 10 cmH₂O) e infusão de nitroglicerina.
Prescrever morfina e suspender qualquer droga vasoativa até estabilização.
Administrar antibiótico e hidrocortisona por possível choque séptico associado.
Homem, 45 anos, é internado após traumatismo cranioencefálico grave. Encontra-se em coma não perceptivo, Glasgow 3, sem sedação, hemodinamicamente estável e em ventilação mecânica. Após avaliação clínica e exames complementares adequados, a equipe médica suspeita de morte encefálica (ME). Assinale a alternativa correta quanto ao diagnóstico de ME.
O diagnóstico pode ser confirmado por um único médico, desde que especialista em neurologia.
O teste clínico é suficiente para o diagnóstico, sendo os exames complementares opcionais.
O tempo mínimo entre os dois exames clínicos varia conforme a faixa etária do paciente.
A presença de atividade elétrica cerebral no EEG não impede o diagnóstico, se houver ausência de reflexos de tronco.
O teste de apneia não é obrigatório quando há estabilidade hemodinâmica e ventilatória.
Mulher, 38 anos, previamente hígida, é admitida na UTI com quadro de sepse por pneumonia. Apresenta sangramento difuso em locais de punção, equimoses espontâneas e petéquias. Exames laboratoriais mostram: plaquetas 45.000/mm³; TAP (RNI) = 2,1; TTPa = 68 s; fibrinogênio 90 mg/dL. Com base nesse quadro, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada no manejo inicial da CIVD associada à sepse.
Iniciar heparina plena endovenosa para evitar formação de microtrombos.
Administrar plasma fresco congelado, crioprecipitado e concentrado de plaquetas, conforme necessidade clínica e laboratorial.
Repor vitamina K endovenosa e aguardar melhora espontânea da coagulação.
Administrar ácido tranexâmico para conter o sangramento.
Suspender antibióticos e iniciar corticoide para modulação inflamatória.
Homem, 52 anos, portador de cirrose hepática alcoólica, é admitido no pronto-socorro com hematêmese volumosa e hipotensão (PA 85×55 mmHg). Apresenta confusão mental e taquicardia (FC 118 bpm). O exame físico mostra icterícia, ascite e circulação colateral abdominal. Em relação à conduta inicial, qual é a mais adequada?
Administrar omeprazol EV em altas doses e agendar endoscopia eletiva em 24 horas.
Iniciar vasopressor noradrenalina e evitar fluidos devido ao risco de ascite.
Iniciar terlipressina EV e antibiótico profilático, além de reposição volêmica e preparo para endoscopia urgente.
Realizar sondagem nasogástrica para confirmar a origem do sangramento antes de qualquer medida.
Corrigir coagulopatia e plaquetopenia com transfusão antes de iniciar qualquer medicação vasoativa.
Paciente de 68 anos, sexo masculino, apresenta-se à emergência da UPA relatando que, há 2 horas, iniciou com dor em aperto na região precordial, intensa, irradiando para braço esquerdo e região cervical. Após repouso de 1h, a dor não melhorou e o paciente evoluiu com falta de ar progressiva e sudorese fria, estando letárgico, confuso e com as extremidades frias. Exame Físico na admissão evidenciou turgência de jugular; PA: 60/38 mmHg; FC: 115 bpm; presença de B3; abafamento de bulhas; pulso fino e rápido; FR: 28 irpm; SpO2 88% (ar ambiente) com crepitações finas em bases pulmonares bilateralmente. Paciente agitado e nervoso. Foi solicitado ECG, que evidenciou:

Laboratório inicial: Troponina T ultrassensível: Elevada; Lactato Sérico: Cr: 2,8 mg/dL Eletrólitos: normais. 4,5 mmol/L;
Considerando o caso e as informações apresentadas, segundo as recomendações mais atuais publicadas pela AHA 2025, é correto afirmar que
os critérios de hipoperfusão estão ausentes nesse paciente.
o paciente deve ser rapidamente encaminhado para cateterismo cardíaco.
mesmo se disponível na unidade, o ecocardiograma transtorácico ou ultrassom cardíaco à beira do leito não tem indicação nesse momento do quadro.
o paciente encontra-se em choque cardiogênico, mas não tem critérios para tamponamento cardíaco grave e nem para transferência de nível de cuidado mais avançado.
a hipoperfusão pode ser tratada inicialmente com altas doses de medicações vasoativas intravenosas, incluindo inotrópicos, cronotrópicos, inopressores, inodilatadores, vasodilatadores e vasopressores.