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As arboviroses configuram-se como um grande problema de saúde pública global, destacando-se entre as principais categorias de Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN). Considere a seguinte imagem:

Em relação a seu manejo na emergência, seguindo o Guia Prático de Arboviroses Urbanas – Atenção Primária à Saúde de 2024, assinale a alternativa correta.
São sinais de alarme da dengue: vômitos persistentes; acúmulo de líquidos em cavidades; hipotensão postural e diminuição progressiva do hematócrito.
Orienta-se pedir o antígeno NS1 até 5º dia do início dos sintomas de dengue, a sorologia IgM a partir do 6º dia de início dos sintomas da dengue e a sorologia IgM a partir do 6º dia para Chikungunya.
Na Chikungunya, a artralgia é poliarticular, simétrica, em grande e pequenas articulações, podendo ter edema, cuja droga de escolha na fase aguda é o AINE ou prednisona.
A imagem representa a prova do laço, teste fácil de ser feito na UBS/UPA. Ele deve ser feito em todas as pessoas com suspeita de dengue que não têm sangramento espontâneo e, se negativo, exclui a dengue.
Na gestante diabética com suspeita de dengue, sem sinais de alarme, a hidratação deve ser endovenosa, em leito de observação, sem obrigação de exames. O retorno é diário e a hidratação oral deve ser feita por até 24-48h após o primeiro dia sem febre, sendo opcional a notificação.
Paciente masculino, 17 anos, diabético tipo 1 há 10 anos, deu entrada na emergência com história de náuseas, fadiga, poliúria e polidipsia há 24h. Relata que estava em uso irregular de insulina e nega outras comorbidades. Ao exame físico, encontra-se em estado grave, desidratado (+3/+4), pele pegajosa, hálito cetônico, respiração de Kussmaul e confuso. Nos exames, encontra-se: Cetonemia = 4,5 mmol/L; K = 3,0 mEq/L; Glicemia = 500 mg/dL; Gasometria Arterial com pH = 7,18; HCO₃⁻ = 12 mEq/L; Cr = 1,8 md/dl. Sobre o manejo mais recente para cetoacidose diabética, assinale a alternativa correta.
A solução salina normal a 0,9% continua sendo a de escolha, na qual é feita hidratação vigorosa, mesmo em vigência da acidose metabólica hiperclorêmica.
A insulinoterapia priorizando-se deve ser atrasada, como tratamento inicial a ressuscitação fluídica com reposição de potássio até que os níveis estejam acima de 3,3 mmol /
Nesse caso, uso de bicarbonato de sódio 1 ml/Kg traria benefício já que possui a indicação do pH < 7.25 e da presença da acidose metabólica com ânion gap aumentado.
Outros possíveis distúrbios eletrolíticos nessa situação são a hipercloremia, que pode ocorrer em até 1/3 dos pacientes, além da hipermagnesemia e da hipernatremia.
a dosagem de CPK deve ser feita na suspeita da rabdomiólise já que a causa principal seria a hiperfosfatemia grave que pode ocorrer nesses pacientes se não tratados a tempo.
Um homem de 68 anos, com histórico de fibrilação atrial (sem uso de anticoagulante), tabagismo e dislipidemia, é levado à emergência com queixa de dor súbita e intensa no membro inferior esquerdo há 5 horas. Relata que a dor começou abruptamente, acompanhada de dormência e incapacidade de mover o pé. Ao exame físico, o membro inferior esquerdo encontra-se pálido e frio, desde o joelho até os pododáctilos. Os pulsos femoral, poplíteo, tibial posterior e pedioso estão ausentes. Há déficits sensitivo e motor importantes. O membro inferior contralateral não apresenta alterações. Considerando o quadro clínico e a urgência da situação, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada e imediata para esse paciente.
Iniciar infusão de heparina intravenosa e solicitar ultrassonografia doppler arterial do membro para definir tratamento cirúrgico mais apropriado.
Realizar angiotomografia do membro inferior e preparar o paciente para trombólise sistêmica caso o trombo seja visualizado.
Iniciar heparina intravenosa e encaminhar o paciente imediatamente para angiografia diagnóstica invasiva com vistas à revascularização de emergência.
Administrar analgesia potente, aquecer o membro e aguardar avaliação neurológica.
Realizar angiotomografia para mapeamento anatômico, aguardar evolução em 24 horas e, em caso de persistência dos sintomas, considerar embolectomia.
Um paciente de 65 anos, obeso, chega com quadro de dor torácica pleurítica, taquipneia e saturação de 88%. Ele relata voo prolongado recente. A angiotomografia pulmonar revela trombo no ramo lobar direito. Sobre o tromboembolismo pulmonar (TEP) e seu manejo, a ação CORRETA é:
Priorizar ventilação mecânica invasiva imediatamente, deixando para avaliar a necessidade de trombólise e anticoagulantes apenas após estabilização respiratória prolongada.
Iniciar anticoagulação plena com heparina de baixo peso molecular ou anticoagulante oral direto, caso sem instabilidade. Se houver instabilidade hemodinâmica, avaliar trombólise.
Evitar mobilização ou fisioterapia, pois incrementa risco.
Administrar somente vasodilatador pulmonar e adiar terapia anticoagulante.
Paciente, 32 anos, vítima de atropelamento em rodovia. Com sinais de trauma em região torácica e abdominal, bem como fratura exposta em membro inferior direito com sangramento ativo. Esse paciente na avaliação física apresenta critérios para transfusão maciça. Qual é a definição mais completa do protocolo de transfusão maciça?
Transfusão maior ou igual a 5 concentrados de hemácias em 24 horas ou maior ou igual a 2 concentrados de hemácias na primeira hora.
Transfusão maior ou igual a 10 concentrados de hemácias em 12 horas.
Transfusão maior ou igual a 10 concentrados de hemácias em 24 horas, maior ou igual a 4 concentrados de hemácias na primeira hora.
Transfusão maior ou igual a 5 concentrados de hemácias em 24 horas.
Considere que uma paciente do sexo feminino, de 59 anos de idade, branca, diabética compensada, tabagista, seja atendida em um pronto-socorro e relate ao médico história de hemiparesia à direita, além de afasia súbita e dificuldade de compreensão de comandos verbais há cerca de 3 horas. Considere também que a paciente tenha sido submetida a uma cirurgia de revascularização miocárdica no mesmo hospital há 10 dias, sem intercorrências, e que, realizada tomografia de crânio, não tenha sido detectado nenhum sinal de hemorragia, mas percebida uma grande área hipodensa no território da artéria cerebral média esquerda. Nesse caso, a hipótese diagnóstica para a paciente é de um acidente vascular encefálico isquêmico, recomendando-se trombólise imediata.
Certo
Errado
Paciente dá entrada ao pronto atendimento com quadro de sialorreia, sudorese, lacrimejamento, dispneia, confusão mental, bradicardia, hipotensão e pupilas mióticas. Dentre as alternativas esse quadro é mais compatível com qual síndrome tóxica?
Síndrome simpaticomimética.
Síndrome colinérgica.
Síndrome anticolinérgica.
Síndrome serotoninérgica.
No choque séptico, assim como no hipovolêmico, a pressão venosa central encontra-se normal ou baixa, e a resistência vascular sistêmica, elevada.
Certo
Errado
A avaliação adequada da respiração e ventilação é fundamental em situações clínicas e de emergência. Analise os itens a seguir:
I. Para avaliação da respiração e ventilação, deve-se expor completamente o tórax de modo a verificar movimentos respiratórios simétricos.
II. A ausculta pulmonar deve ser feita somente em casos de parada respiratória.
III. A ausculta pulmonar deve ser realizada apenas em um dos lados do tórax, já que o fluxo aéreo é simétrico em todos os casos.
É correto o que se afirma em:
Apenas o item I está correto.
Apenas os itens I e II estão corretos.
Apenas os itens I e III estão corretos.
Apenas o item II está correto.
Todos os itens estão corretos.
Homem, 38 anos, atleta amador, é atendido na emergência após completar prova de triatlo de 113 km. Relata dor muscular intensa em membros inferiores, fraqueza generalizada e urina escura desde o final da competição. Refere que, no dia anterior, apresentou diarreia e não conseguiu ingerir adequada quantidade de líquidos. Ao exame, encontra-se desidratado, com FC 115 bpm e PA 100 × 60 mmHg. Exames laboratoriais: CK 42.000 U/L; Creatinina 2,1 mg/dL; K⁺ 6,0 mEq/L; urina cor marrom-avermelhada Diante do quadro, qual é a conduta inicial mais adequada?
Administrar diurético de alça para forçar diurese e aguardar melhora espontânea.
Indicar hemodiálise de urgência.
Iniciar hidratação vigorosa com solução salina isotônica e monitorar função renal e eletrólitos.
A primeira conduta a ser tomada consiste em administrar glicose hipertônica e insulina para correção do potássio.
Corrigir hipocalcemia com gluconato de cálcio EV para prevenir tetania muscular.
Ainda sobre o caso anterior, considerando a fisiopatologia da rabdomiólise e as condutas indicadas, a conduta em relação ao cálcio é
iniciar correção imediata com gluconato de cálcio EV para evitar lesão muscular.
administrar cálcio oral para prevenir complicações durante a fase de recuperação.
adiar qualquer correção até o cálcio total atingir níveis abaixo de 6 mg/dL, mesmo que sintomático.
não corrigir a hipocalcemia, pois é transitória e pode agravar o dano muscular se tratada precocemente.
iniciar reposição combinada de cálcio e magnésio para estabilizar a membrana muscular.
Homem, 64 anos, hipertenso e diabético, apresenta dor torácica em aperto há 1 hora, irradiando para o braço esquerdo. ECG mostra supra de ST em DII, DIII e aVF. Qual é a conduta imediata mais adequada?
Administrar ácido acetilsalicílico, clopidogrel e iniciar trombólise.
Encaminhar para angioplastia primária imediata.
Administrar nitroglicerina sublingual e aguardar melhora clínica.
Solicitar troponina e aguardar resultado antes de iniciar tratamento.
Iniciar anticoagulação com heparina de baixo peso molecular e observar.
Paciente, 65 anos, diabético tipo 2, apresenta glicemia capilar de 760 mg/dL, sem cetonuria; está sonolento, com desidratação importante e osmolaridade plasmática de 340 mOsm/kg. O diagnóstico mais provável é
cetoacidose diabética.
hiperglicemia refratária.
estado hiperglicêmico hiperosmolar.
síndrome de secreção inapropriada de ADH.
insuficiência adrenal aguda.
Durante uma maratona aquática em mar aberto, uma atleta de 32 anos é resgatada inconsciente, sem respiração e sem pulso após submersão prolongada. A equipe de suporte inicia o atendimento imediatamente. Qual é a conduta imediata e prioritária diante de um afogamento grau 6?
Fazer ventilação de resgate, remover o paciente do ambiente aquático e iniciar reanimação cardiopulmonar (RCP) imediatamente, com ênfase na ventilação.
Posicionar em decúbito lateral esquerdo e aguardar socorro avançado.
Realizar compressões torácicas, somente, sem a necessidade de ventilar o paciente.
Administrar adrenalina 1 mg IV e iniciar compressão torácica, sem a necessidade de fazer ventilações de resgate.
Ventilar com oxigênio suplementar por máscara e remover para hospital.
Homem, 32 anos, previamente saudável, apresenta súbita sensação de calor, prurido generalizado e dispneia logo após a ingestão de camarão. Ao exame, encontra-se hipotenso (PA 80×50 mmHg), taquicárdico (FC 120 bpm), com estridor e urticária difusa. Após garantir a via aérea, qual deve ser a conduta imediata e prioritária?
Administrar anti-histamínico endovenoso.
Administrar hidrocortisona 500mg.
Administrar adrenalina intramuscular na face anterolateral da coxa.
Iniciar infusão rápida de soro fisiológico 0,9%.
Administrar hidrocortisona 200 mg IM e, se não houver melhora do estridor, após alguns minutos, administrar 1 mg de adrenalina IM.
Mulher, 60 anos, em uso de diurético tiazídico, evolui com confusão mental. Na⁺ sérico: 114 mEq/L; osmolaridade plasmática: 240 mOsm/kg. A conduta inicial, nesse caso, é
suspender diurético e restringir líquidos.
corrigir sódio rapidamente com soro hipertônico até normalização.
administrar bolus de NaCl 3% (100 mL em 10 minutos).
iniciar reposição oral de sódio.
administrar glicose 5% para evitar mielinólise osmótica.
Homem, 24 anos, é admitido no pronto-socorro após ferimento por arma branca em abdome. Apresenta-se consciente, pálido e taquicárdico (FC 120 bpm), com PA = 90 × 60 mmHg e queixa de dor abdominal intensa. FAST (ultrassom à beira-leito) mostra líquido livre em cavidade abdominal. Enquanto é preparada a aparotomia de urgência, a equipe discute a reposição volêmica. De acordo com os princípios de reanimação no trauma e controle de danos, a conduta hemodinâmica inicial mais adequada é
repor grandes volumes de solução salina até normalizar completamente a pressão arterial antes da cirurgia.
administrar fluidos em pequenas quantidades, visando manter perfusão mínima até o controle do sangramento.
iniciar infusão contínua de vasopressor (noradrenalina) para restaurar a pressão arterial.
repor apenas coloides para evitar edema tecidual.
manter o paciente em restrição hídrica até a laparotomia.
Homem, 36 anos, vítima de colisão automobilística, apresenta dispneia, hipersonoridade à percussão e ausência de murmúrio vesicular à direita. A conduta imediata é
solicitar radiografia de tórax antes de qualquer intervenção.
inserir dreno torácico em selo d’água imediatamente.
realizar punção descompressiva no 5º espaço intercostal direito.
administrar oxigênio e observar evolução clínica.
realizar intubação orotraqueal antes da punção.
Homem, 58 anos, portador de cirrose hepática alcoólica e ascite volumosa, é admitido com febre (38,5 °C), dor abdominal difusa e discreta sonolência. Realizada paracentese diagnóstica, o líquido ascítico apresenta: contagem de neutrófilos 420 cél/mm³; proteína total 1,2 g/dL. Com base nesse quadro, qual deve ser a conduta imediata?
Iniciar antibioticoterapia empírica e administrar albumina EV.
Aguardar resultado da cultura do líquido ascítico para definir tratamento antibiótico.
Realizar lavagem peritoneal e drenagem cirúrgica do líquido ascítico.
Introduzir diurético em altas doses e restringir sal e líquidos.
Solicitar nova paracentese em 48 h para confirmar o diagnóstico.
Paciente, 68 anos, sexo feminino, internado devido a quadro de Pneumonia Comunitária apresenta parada cardiorrespiratória. A equipe de ressuscitação iniciou a reanimação cardiopulmonar (RCP) com o objetivo de maximizar a perfusão cerebral e coronariana. Sobre o manejo da parada cardiorrespiratória neste cenário, assinale a opção correta.
A desfibrilação deve ser realizada o mais rápido possível em pacientes com ritmos chocáveis, com pausas mínimas (menores que 10 segundos) para permitir a aplicação do choque, de forma a maximizar a ressuscitação.
A administração de epinefrina é indicada apenas para pacientes com ritmos não chocáveis durante a parada cardiorrespiratória.
A intubação orotraqueal deve ser realizada imediatamente após o início da RCP, mesmo que isso cause interrupção prolongada das compressões torácicas, para garantir a via aérea de forma prioritária.
Durante a ressuscitação é recomendado interromper as compressões torácicas para avaliar a resposta ao choque e para administrar medicamentos, garantindo intervalos de pelo menos 30 segundos para essas ações.