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Adolescente 13 anos, oriundo de zona rural vítima de acidente ofídico iniciando quadro com mialgia intensa, mal estar, sudorese, náuseas, vômitos, ptose palpebral, flacidez de musculatura facial. Queixa-se também de diplopia. Após 4 horas, paciente apresenta quadro de insuficiência respiratória. Assinale a alternativa que contemple o tipo de acidente ofídico e o tipo predominante da insuficiência respiratória.
Acidente botrópico, insuficiência respiratória hipercápnica.
Acidente crotálico, insuficiência respiratória hipoxêmica.
Acidente laquético, insuficiência respiratória hipoxêmica.
Acidente crotálico, insuficiência respiratória hipercápnica.
Considerando o quadro clínico apresentado, assinale a alternativa que indica a forma mais adequada de avaliação da gravidade da desidratação.
A gravidade da desidratação pode ser determinada exclusivamente pela avaliação clínica, considerando a aparência da criança e os sinais vitais.
A gravidade da desidratação pode ser determinada pela avaliação do nível de consciência da criança.
A gravidade da desidratação pode ser determinada pela análise clínica e laboratorial, incluindo a avaliação da concentração sérica de sódio e o grau de elevação da ureia e creatinina.
A gravidade da desidratação pode ser determinada pela ausculta cardíaca e pulmonar.
A gravidade da desidratação pode ser determinada pelo peso da criança e o tempo de início dos sintomas.
A cetoacidose diabética é uma complicação grave do diabetes mellitus, resultante de uma descompensação metabólica.
Assinale corretamente a alternativa que apresenta o mecanismo fisiopatológico fundamental que leva à formação de corpos cetônicos e acidose na cetoacidose diabética.
Acúmulo de glicose no sangue devido à resistência à insulina, levando à produção aumentada de corpos cetônicos.
Redução da secreção de insulina pelo pâncreas, resultando em aumento dos níveis de ácidos graxos livres.
Aumento da atividade da enzima lactato desidrogenase, levando à produção excessiva de ácido lático.
Insuficiência de insulina que resulta em lipólise aumentada e oxidação incompleta de ácidos graxos, gerando acúmulo de corpos cetônicos e acidose metabólica.
Consumo excessivo de alimentos ricos em proteínas, levando à formação de aminoácidos cetoácidos.
Paciente do sexo masculino, 22 anos, chega à sala de emergência com queixa súbita de falta de ar intensa, dor torácica aguda no lado direito do peito e aumento da frequência cardíaca, após queda da bicicleta. Ao exame físico, o paciente está agitado, apresenta cianose nas extremidades e aumento da retração das estruturas do tórax no lado direito. A percussão revela hipersonoridade no hemitórax direito e a auscultação pulmonar revela diminuição dos murmúrios vesiculares nessa região.
Com base nas informações clínicas e no quadro apresentado, assinale corretamente a alternativa que apresenta a indicação principal para a realização imediata de drenagem torácica nesse paciente.
Avaliação da função cardíaca devido à taquicardia.
Tratamento de uma infecção respiratória aguda.
Alívio da dor torácica causada pela agitação.
Alívio imediato da pressão intratorácica para prevenir a deterioração hemodinâmica.
Confirmação diagnóstica da presença de exsudato nos pulmões.
Após a implantação do marcapasso provisório no paciente na sala de emergência, o paciente evolui com dor no local de inserção do cateter e fica hipotenso. O monitor cardíaco exibe uma frequência cardíaca de 150 batimentos por minuto, porém os complexos QRS estão largos e semelhantes aos complexos QRS prévios. O paciente apresenta confusão mental e sudorese aumentada, evoluindo com rebaixamento do nível de consciência e sinais de choque.
A complicação mais provável associada à passagem do marcapasso provisório é
embolia pulmonar.
perfuração do ventrículo direito.
taquicardia supraventricular.
trombose do marcapasso.
hemorragia na artéria poplítea.
O método diagnóstico mais apropriado para confirmar a encefalopatia hepática nesse paciente é
tomografia computadorizada (TC) de crânio.
ressonância magnética (RM) de crânio.
eletroencefalograma (EEG).
gasometria arterial.
análise do liquor.
Homem de 70 anos chega à sala de emergência com queixa de desconforto abdominal inferior, dor suprapúbica e incapacidade de urinar, apesar da vontade de fazê-lo. O paciente possui histórico de hiperplasia prostática benigna (HPB).
Assinale a alternativa que apresenta a abordagem terapêutica inicial mais apropriada para o manejo desse paciente.
Prescrever antibióticos de amplo espectro para tratar possível infecção urinária e agendar consulta com um urologista.
Realizar punção suprapúbica de alívio para esvaziamento da bexiga e iniciar tratamento com bloqueadores alfa-adrenérgicos.
Realizar cateterização uretral para alívio imediato da retenção urinária e iniciar tratamento específico para HPB, como alfa-bloqueadores ou inibidores da 5-alfa-redutase, de acordo com a avaliação do urologista.
Encaminhar o paciente diretamente para cirurgia de ressecção transuretral da próstata.
Administrar diuréticos para aumentar a produção de urina e promover o esvaziamento da bexiga.
A hipercalemia é uma desordem comum e potencialmente ameaçadora à vida, visto que pode causar fraqueza/paralisia muscular, defeitos de condução cardíaca e arritmias cardíacas. Qual é a intervenção terapêutica que atua antagonizando diretamente o efeito do potássio no potencial de membrana, e que deve ser priorizada na vigência de alterações eletrocardiográficas sugestivas de hipercalemia?
Furosemida.
Bicarbonato de sódio.
Solução de glico-insulina.
Guconato ou cloreto de cálcio.
Leia o caso a seguir.
Paciente do sexo feminino, 22 anos, trazida ao departamento de emergência com relato de ter iniciado quadro de prurido intenso, náuseas e “mal estar” trinta minutos após a ingestão de frutos do mar em um restaurante. Evoluiu com dispnéia e rebaixamento do nível de consciência. Ao exame físico: paciente responsiva, com aparente edema de lábios e língua, frequência respiratória de 30 incursões por minuto, saturação periférica de oxigênio de 88% em ar ambiente, expansibilidade torácica e murmúrio vesicular reduzido bilateralmente, frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto, pressão arterial aferida em membros superiores e inferiores 70x40mmHg, abertura ocular a estímulos verbais, emitindo palavras desconexas, com resposta flexora de localização a estímulos dolorosos. Erupção cutânea eritematosa difusa. Abdome flácido, ruídos hidroaéreos presentes, ausência de visceromegalias, massas palpáveis ou sinais de irritação peritoneal.
Qual das medidas farmacológicas citadas abaixo constitui a primeira linha de tratamento neste cenário?
Epinefrina.
Difenidramina.
Metilprednisolona.
Sulfato de magnésio.
Leia o caso a seguir.
Paciente do sexo feminino, 24 anos, trazida por familiares para unidade de pronto atendimento após episódio de síncope. Relata que vinha apresentando “mal estar” e astenia intensa há 2 dias, além de dispnéia progressiva há mais ou menos 4 semanas. Nega quaisquer comorbidades, uso de medicamentos ou drogas ilícitas. Ao exame físico, apresenta abertura ocular a estímulos verbais, emitindo palavras desconexas, localizando estímulos dolorosos. Pressão arterial 80x60mmhg, tempo de enchimento capilar lentificado. Eletrocardiograma representado na imagem a seguir.

Que intervenção farmacológica pode auxiliar no manejo inicial desta paciente na sala de emergência?
Digoxina.
Atropina.
Adenosina.
Amiodarona.
O choque é um dos quadros clínicos mais complexos em emergências médicas e medicina intensiva. Sobre a classificação dos estados de choque e principais etiologias, assinale a alternativa correta.
Queimaduras graves podem levar ao choque hipovolêmico.
Hipertermia é uma causa comum de choque distributivo.
Tamponamento pericárdico não resulta em choque obstrutivo.
Embolia pulmonar é causa comum de choque hipovolêmico.
Todas as cardiopatias culminam em choque neurogênico.
Os distúrbios do equilíbrio ácidobasico ocorrem com grande frequência nos indivíduos que procuram atendimento na emergência. Acerca do tema, considere o quadro a seguir.
Distúrbios | pH | Bicarbonato | PCO2 |
Acidose metabólica | Cai | A | Cai* |
Alcalose metabólica | Sobe | B | Sobe* |
Acidose respiratória | Cai | C | Sobe |
Alcalose respiratória | Sobe | D | Cai |
*alteração secundária, compensatória. Acerca do tema distúrbios ácido-base simples, é correto afirmar que as marcações A, B, C e D correspondem, respectivamente, a:
Sobe; Cai; Sobe, Sobe.
Cai; Sobe, Sobe*, Cai*.
Cai; Sobe; Cai*; Sobe*.
Sobe*; Cai*; Cai; Sobe.
Sobe*; Sobe*; Cai; Sobe.
Paciente de 60 anos chega à sala de emergência queixando-se de dor intensa e localizada na região lombar, após uma queda acidental em casa. Ela relata que a dor é diferente de qualquer outra que já tenha sentido antes. A paciente possui um histórico de câncer de mama metastático, que foi diagnosticado há cerca de 2 anos e estava sob tratamento. O exame físico revela sensibilidade à palpação na região lombar e dor à movimentação. A radiografia de coluna lombar mostra uma fratura vertebral com características que sugerem fragilidade óssea.
Com base no caso clínico apresentado, assinale a alternativa que indica a abordagem mais apropriada na sala de emergência para avaliação e o manejo inicial dessa paciente.
Realizar imobilização da coluna lombar com um colete cervical e encaminhar a paciente para avaliação ortopédica eletiva.
Prescrever analgésicos potentes para alívio imediato da dor e agendar uma consulta ambulatorial para avaliação ortopédica.
Realizar uma ressonância magnética da coluna lombar para avaliar a extensão da lesão e determinar a necessidade de intervenção.
Solicitar uma ultrassonografia da coluna lombar para confirmar a presença de fratura e avaliar o comprometimento neurológico.
Realizar avaliação clínica detalhada, solicitar exames laboratoriais de urgência (incluindo hemograma e marcadores tumorais) e consultar imediatamente as equipes de ortopedia e oncologia para discussão do caso e definição do plano de manejo.
Qual alternativa é melhor condizente com o quadro clínico de um paciente que chega ao atendimento de emergência apresentando intoxicação aguda por ingesta abusiva de antidepressivos tricíclicos:
Hipotermia, Bradicardia, Hipotensão, Bradipneia, Miose, Depressão Respiratória e no Sistema Nervoso Central, Hiporreflexia e Edema Pulmonar.
Hipotermia, Bradicardia, Hipotensão, Bradipneia, Miose, Confusão Mental, Convulsões, Sudorese, Fasciculações e Broncoconstrição.
Hipertermia, Taquicardia, Hipertensão, Taquipneia, Midríase, Agitação, Alucinação, Delírio, Convulsões, Mucosas Secas E Retenção Urinária.
Hipertermia, Taquicardia, Hipertensão, Taquipneia, Midríase, Agitação, Hiperreflexia, Hipertonia muscular e Sonolência.
Hipotermia, Bradicardia, Hipertensão, Dispneia, Midríase, Depressão Respiratória, sudorese, Hiporreflexia e Edema Pulmonar.
Uma jovem com 18 anos de idade deu entrada em unidade hospitalar de emergência em razão de dor em fossa ilíaca esquerda de início súbito e de forte intensidade, associada a sangramento vaginal em pequena quantidade. A paciente referia atraso menstrual de sete semanas. Na emergência, foi solicitada a dosagem do beta-HCG e realizada ultrassonografia transvaginal, que evidenciou endométrio de 14 mm, massa complexa em região anexial de 5,5 cm de diâmetro e moderada quantidade de líquido livre na cavidade peritoneal.
Acerca do caso clínico descrito, assinale a opção correta.
Os achados ultrassonográficos permitem confirmar o diagnóstico de apendicite aguda.
Se o exame de beta-HCG tiver resultado negativo, exclui-se o diagnóstico de gestação ectópica.
Caso os níveis de beta-HCG evidenciem valor superior a 2 000 UI/mL, o diagnóstico de gestação ectópica é excluído.
Como a ultrassonografia não evidenciou saco gestacional ou embrião, a possibilidade de gestação ectópica é excluída.
Alternativa nula (excluída pela banca organizadora).
Um paciente com 61 anos de idade chega para atendimento em pronto-socorro com queixa de dor abdominal difusa, do tipo cólica, há dois dias, relatando que, há poucas horas, sentiu aumento da intensidade da dor associada a vômitos de conteúdo gástrico, que pioravam com a ingesta de alimentos. Nega febre, tabagismo ou consumo de bebida alcoólica. Afirma ter hábito intestinal irregular, com evacuação a cada três dias e fezes endurecidas, mas, dessa vez, não evacua há seis dias. Informa também que faz uso regular de varfarina, losartana e metformina. O paciente tem antecedente de fibrilação atrial crônica, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e cirurgia para correção de hérnia umbilical, realizada há seis anos.
Ao exame físico, registram-se: FC de 110 bpm, FR de 16 irpm, PA de 94 × 62 mmHg. O paciente apresenta-se em regular estado geral, descorado (+1/+4), desidratado (+2/+4), eupneico, anictérico, acianótico e afebril. À ausculta cardíaca, notam-se bulhas hipofonéticas, arrítmicas, sem sopros; a ausculta pulmonar não apresenta alterações; o abdome está distendido com massa visível em cicatriz cirúrgica periumbilical, ruídos hidroaéreos reduzidos globalmente, hipertimpanismo à percussão em todo o abdome, principalmente na região mesogástrica, e palpação de massa dolorosa em região periumbilical, não redutível, sem pulsatilidade.
Considerando-se esse caso, a hipótese diagnóstica e o exame complementar adequados são, respectivamente,
isquemia mesentérica aguda; angiorressonância de abdome com contraste.
neoplasia de retossigmóide; ressonância magnética de abdome com contraste.
aneurisma de aorta abdominal; tomografia computadorizada de abdome sem contraste.
obstrução aguda de intestino delgado; tomografia computadorizada de abdome sem contraste.
Alternativa nula (excluída pela banca organizadora).
Leia o caso a seguir.
Chega ao plantão de um hospital municipal um paciente do sexo masculino, 38 anos, com história de dor abdominal intensa, associada a vômitos, iniciada há mais ou menos 24 horas após ingesta excessiva de bebida alcoólica. Antecedente de doença hepática crônica secundária ao uso de álcool, em acompanhamento irregular. Ao exame físico: fácies de dor, frequência respiratória de 32 incursões por minuto, saturação periférica de oxigênio de 84%, frequência cardíaca de 140 batimentos por minuto, pressão arterial de 90x50mmHg, tempo de enchimento capilar bastante prejudicado. Abertura ocular a estímulos verbais, confuso, porém obedecendo comandos simples. Abdome distendido, com dor difusa à palpação, porém sem sinais de irritação peritoneal. Exames colhidos evidenciaram: gasometria com pH 7,40 pO2 58mmHg pCO2 30mmHg e bicarbonato 18mEq/L. Sódio 150mEq/L; Potássio 4,5mEq/L; Cloro 113mEq/L.
Qual é o diagnóstico gasométrico?
Acidose metabólica hiperclorêmica.
Acidose metabólica com alcalose respiratória.
Ausência de distúrbios do metabolismo ácido básico.
Alcalose respiratória com resposta metabólica compensatória.
Considerando um paciente com parada cardiorrespiratória extra-hospitalar, assinale o item que apresenta o prognóstico menos favorável quanto à sobrevida do mesmo:
Estabelecimento de cuidados pós-ressuscitação
Parada cardíaca não testemunhada pelo profissional
Início precoce e efetivo dos procedimentos de reanimação
Ritmo inicial de fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular.
Desfibrilação precoce
Paciente é levado ao atendimento de emergência por sobredose de anfetamina. A alternativa que melhor descreve o quadro apresentado por este paciente é:
Síndrome tóxico simpaticomimética: Hipertermia, Hipertensão, Taquicardia, Hiperpneia, Midríase, Agitação, Delírio, Diaforese e Hiperreflexia.
Síndrome tóxico colinérgica: Hipertermia, Hipertensão, Taquicardia, Hiperpneia, Midríase, Agitação, Delírio, Diaforese e Hiperreflexia.
Síndrome tóxico simpaticomimética: Hipotermia, Bradicardia, Hipotensão, Bradipneia, Sialorreia intensa e Hiperreflexia.
Síndrome tóxico colinérgica: Hipotermia, Bradicardia, Hipotensão, Bradipneia, Sialorreia intensa e Hiperreflexia.
Síndrome Toxico Hipnótica Sedativa Narcótica: Miose, Depressão do Sistema Nervoso Central, Hiporreflexia, Hipotensão, Hipopneia.
Em relação ao escorpionismo é correto afirmar que:
Devido ao risco de gravidade nos acidentes classificados clinicamente como leves está indicado o tratamento soroterápico.
Crianças menores de 7 anos em acidentes causados por Tityus serrulatus (escorpião amarelo), apresentam maior risco de complicações sistêmicas e de óbito.
Para o diagnóstico é necessário exame laboratorial de rotina para confirmação do tipo de veneno circulante.
O tratamento específico consiste na administração do soro antiescorpiônico de 2 a 3 ampolas nos casos graves.
A realização do teste de sensibilidade cutânea é essencial na rotina da administração de soros heterólogos.