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Analise as afirmativas sobre a Síndrome de Resistência ao Hormônio Tireoidiano (RTH).
I.É uma síndrome de sensibilidade reduzida dos tecidos aos hormônios tireoidianos, mais comumente causada por mutações no gene THRB (receptor beta do hormônio tireoidiano).
II.O perfil laboratorial clássico é a elevação do Hormônio Tireoestimulante (TSH) na presença de níveis elevados de T4 livre e T3 livre (hipertireoidismo inapropriado).
III.O tratamento de escolha é a tireoidectomia total seguida de ablação com iodo radioativo, para cessar a produção hormonal.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS:
I e III.
I e II.
I, II e III.
II e III.
A Insuficiência Adrenal Secundária decorrente da supressão do eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal por uso crônico de glicocorticoides exógenos é a causa mais comum de hipocortisolismo na prática clínica. O reconhecimento do risco de crise adrenal aguda durante situações de estresse, como cirurgias de grande porte, exige protocolos de reposição profilática. No contexto da fisiopatologia e manejo do desmame de corticoides para prevenir a insuficiência adrenal, assinale a alternativa correta.
Pacientes que utilizaram o equivalente a vinte miligramas ou mais de prednisona por dia por um período superior a três semanas devem ser considerados portadores de supressão do eixo e necessitam de avaliação ou cobertura em situações de estresse.
A utilização de Hidrocortisona por via intramuscular é vedada em pacientes com crise adrenal aguda, devendo o Clínico Geral priorizar a administração de Dexametasona por via inalatória para evitar a absorção sistêmica errática.
O teste de tolerância à insulina é contraindicado para a avaliação da reserva adrenal em pacientes com suspeita de insuficiência adrenal secundária, sendo a dosagem de Corticotrofina (ACTH) plasmática o único método bioquímico validado.
A secreção de mineralocorticoides (Aldosterona) encontra-se severamente comprometida na insuficiência adrenal secundária, resultando obrigatoriamente em hiperpotassemia grave e acidose metabólica hiperclorêmica em todos os casos.
Em relação à consequência da exposição prolongada a alto nível de glicocorticoides, analisar os itens.
I. Aumenta a absorção de cálcio no intestino.
II. Aumenta a ação de osteoclastos.
III. Diminui a síntese de ácido aracdônico.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas nos itens I e II.
Apenas nos itens I e III.
Apenas nos itens II e III.
Em todos os itens.
Na apoplexia hipofisária, o déficit hormonal agudo pode ampliar o risco vital antes da definição do tratamento cirúrgico. A relação clínica e fisiopatológica correta é definida por:
uma descarga aguda de hormônio antidiurético produz poliúria, hipernatremia e hipertensão, justificando desmopressina como primeira intervenção endócrina antes da avaliação neuro-oftalmológica.
um excesso abrupto de cortisol produz hiperglicemia, hipertensão e rebaixamento da consciência, justificando bloqueio esteroidogênico antes da estabilização hemodinâmica e neurológica.
uma hiperprolactinemia isolada causa oftalmoplegia e rebaixamento da consciência, justificando agonista dopaminérgico como tratamento inicial antes da avaliação por imagem.
uma deficiência aguda de hormônio tireoestimulante produz colapso circulatório imediato, justificando levotiroxina antes da reposição de glicocorticoide e da avaliação especializada.
uma deficiência aguda de corticotrofina pode causar colapso hemodinâmico, justificando glicocorticoide parenteral antes da reposição tireoidiana e avaliação especializada urgente.
O estudo clínico TRANSCEND, recém-publicado, traz um ensaio clínico randomizado sobre a retatrutida, medicação utilizada para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, que tem como mecanismo de ação:
Análogo de GLP-1 (peptídeo-1 semelhante ao glucagon) isolado.
Análogo de GLP-1 e GIP (polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose).
Análogo de GIP isolado.
Inibidor do cotransportador sódio-glicose tipo 2.
Agonista triplo de receptor hormonal GLP-1, GIP e glucagon.
Homem de 48 anos, com carcinoma diferenciado da tireoide de baixo risco, submetido a tireoidectomia total e radioiodoterapia. Encontra-se em uso de levotiroxina, com anticorpos anti-tireoglobulina negativos e ultrassonografia cervical sem alterações.
Qual valor de tireoglobulina suprimida é compatível com excelente resposta ao tratamento?
< 0,2 ng/mL.
< 0,5 ng/mL.
< 1,0 ng/mL.
< 2,0 ng/mL.
< 2,5 ng/mL.
Assinale a alternativa correta sobre a regulação neuroendócrina da puberdade e da pulsatilidade do GnRH.
A proteína MKRN3 (proteína makorin tipo 3) estimula a secreção de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas).
A puberdade resulta de perda completa do feedback negativo.
Neurônios KNDy, que coexpressam kisspeptina, neurocinina B e dinorfina, participam da regulação da pulsatilidade do GnRH.
Adrenarca é obrigatória antes da gonadarca.
Leptina atua diretamente nos neurônios de GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas).
A metformina pertence a qual classe dos antidiabéticos orais?
Tiazolidinedionas.
Inibidores da SGLT-2.
Inibidores da DPP-4.
Sulfonilureias.
Biguanidas.
Você acompanha uma pessoa de 62 anos com diabete melito diagnosticado há 3 anos e em uso de metformina 850 mg, com três tomadas diárias. Seu controle glicêmico desde o diagnóstico sempre foi muito bom com última hemoglobina glicada de 6,2%. Recentemente passou a apresentar sintomas de parestesia em membros inferiores.
Considerando o paciente em questão, a conduta a seguir é
solicitar exames laboratoriais com prioridade para a análise da vitamina B12, considerando o uso de metformina.
iniciar pregabalina considerando uma possível neuropatia diabética devido ao tempo do diagnóstico.
solicitar uma ressonância de coluna lombar para avaliar possível radiculopatia reproduzindo seus sintomas.
indicar uso de meia elástica considerando a alta prevalência de insuficiência venosa em pessoas com diabetes.
indicar uso de glibenclamida associada a modificações do estilo de vida visando melhora dos sintomas.
Marina, 28 anos, do lar, procura atendimento por cansaço intenso, queda de cabelo e ganho de peso de 5 kg nos últimos 4 meses, sem alterações na dieta. Refere constipação frequente, pele ressecada e intolerância ao frio. Várias alterações endócrinas podem ocorrer no hipotireoidismo. Entre as mais importantes, destaca-se:
Hipoprolactinemia, redução nos níveis de IGF-1 e hiporresponsividade do GH aos testes de estímulo.
Hiperprolactinemia, aumento dos níveis de IGF-1 e hiporresponsividade do GH aos testes de estímulo.
Hiperprolactinemia, redução nos níveis de IGF-1 e hiporresponsividade do GH aos testes de estímulo.
Hiperprolactinemia, redução nos níveis de IGF-1 e hiperresponsividade do GH aos testes de estímulo.
Hipoprolactinemia, aumento dos níveis de IGF-1 e hiperresponsividade do GH aos testes de estímulo.
Uma paciente de 45 anos apresenta fadiga, intolerância ao frio, ganho ponderal e pele ressecada. Ao exame físico, observa-se redução da frequência cardíaca e aumento discreto da tireoide. Considerando a hipótese diagnóstica mais provável, assinale a alternativa CORRETA:
Os achados são compatíveis com infecção sistêmica de evolução prolongada.
O quadro apresenta características predominantes de hipertireoidismo, com necessidade de investigação metabólica complementar.
O quadro clínico é sugestivo de hipotireoidismo, devendo ser avaliado com dosagem de TSH e hormônios tireoidianos.
Os sintomas descritos possuem maior relação com alterações respiratórias crônicas de evolução lenta.
A manifestação clínica indica distúrbio gastrointestinal relacionado à absorção inadequada de nutrientes.
Assinale a alternativa correta com relação à conduta inicial prioritária.
Infusão de insulina regular em bomba contínua.
Reposição de bicarbonato intravenoso.
Administração de solução fisiológica 0,9% para hidratação.
Reposição de potássio antes de iniciar insulina.
Uso de insulina subcutânea em doses intermitentes.
Em relação às afecções de origens de alterações metabólicas e endócrina, assinale a afirmativa incorreta.
A principal causa do raquitismo nutricional é a deficiência de vitamina D.
A etiologia hereditária mais comum do raquitismo é a hipofosfatemia ligada ao cromossoma X.
A apresentação clínica da osteodistrofia renal em estágio terminal inclui hiperparatireoidismo assim com raquitismo.
Uma alteração causadora da síndrome autossômica recessiva da osteopetrose com acidose tubular renal é a deficiência da anidrase carbônica.
O hipertireoidismo leva à perda óssea por meio do aumento da renovação óssea, o aumento do cálcio e a diminuição dos fosfatos séricos, inibem a produção do paratormônio e 1.25-di-hidroxivitamina D.
Homem de 68 anos, portador de cardiopatia hipertensiva e arritmia, é encaminhado para avaliação de disfunção tireoidiana. Usa diariamente losartana 100 mg, hidroclorotiazida 25 mg, anlodipino 10 mg e amiodarona 200 mg há dois anos. Nega antecedentes de tireopatia. Ao exame físico, não apresenta bócio. Apresenta T4L igual a 1,7 ng/dL (VR: 0,4 a 1,5); TSH igual a 0,01 mUI/L (VR: 0,3 a 4); anticorpo antiperoxidase e TRAb negativos; captação de iodo radioativa suprimida.
Assinale a alternativa correta com relação a esse quadro clínico.
Trata-se de um caso de tireotoxicose induzida por amiodarona (TIA) tipo II na qual se observa aumento da produção hormonal.
Trata-se de um caso de TIA tipo II que cursa com fluxo vascular intratireoidiano diminuído na ultrassonografia com doppler diminuído.
Recomenda-se a associação de metimazol para controle da tireotoxicose e manutenção do antiarrítmico.
Recomenda-se ablação com iodo radioativo logo após uso de propiltiouracil para que o paciente continue usando amiodarona.
O paciente deve ser encaminhado para tireoidectomia total nesse caso de TIA tipo I.
Com relação às alterações endócrinas associadas à AIDS, é correto afirmar que
a lipodistrofia associada ao HIV é uma síndrome que envolve lipoatrofia central (abdome, mamas e região dorso-cervical) e lipo-hipertrofia periférica.
baixos níveis de CD4 e a carga viral diminuída são fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus.
sexo masculino com baixos níveis de testosterona e maior tempo de infecção ao HIV são fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus.
menopausa tardia é mais comum em mulheres infectadas pelo HIV do que na população geral.
a síndrome do eutireoideo doente pode estar presente em pacientes graves infectados pelo HIV e se caracteriza por níveis reduzidos de T3 e T3 reverso.
Mulher de 30 anos, dentista, relata aumento significativo da sede e da diurese (6 litros por dia) há 4 meses. Na investigação diagnóstica, apresenta os seguintes resultados: osmolalidade plasmática: 300 mOs/kg; sódio: 145 nmol/L; glicemia: 85 mg/dL; TSH: 2,0 mUI/L.
Quais diagnósticos a seguir podem ser descartados nesse caso?
Diabetes mellitus (DM) e polidipsia primária (PP).
DM e diabetes insipidus central.
PP e diabetes insipidus central.
Resistência renal à vasopressina e diabetes insipidus central.
DM e resistência renal à vasopressina.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente manifestações da síndrome de Sheehan.
Sela túrcica vazia e amenorreia secundária.
Sela túrcica parcialmente vazia e amenorreia primária.
Necrose hipotalâmica e agalactia.
Amenorreia secundária e necrose hipotalâmica.
Amenorreia secundária e hiperglicemia.
No planejamento terapêutico de um paciente diabético, no qual se pretende introduzir uma medicação com alta eficácia e que necessariamente também gere perda de peso, independente do custo, pode-se prescrever:
inibidor da DPP4
inibidor do SGLT2
análogo de GLP-1
análogo da alfa-glicosidade
Acerca da cetoacidose diabética (CAD) no ambiente de emergência, leia as afirmativas abaixo:
I. A CAD apresenta hiperglicemia, acidose metabólica e cetonemia.
II. A reposição de líquidos e o uso de insulina regular em bomba, são bases do tratamento, ajustando potássio conforme níveis séricos.
III. O bicarbonato IV é usado rotineiramente mesmo com pH acima de 7,30.
IV. O monitoramento frequente de glicemia e eletrólitos é indispensável.
Estão CORRETAS as afirmativas:
II, III e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
I e IV, apenas.
I, II e IV, apenas.
Assinale a alternativa correta com relação ao hipogonadismo masculino.
Os níveis de testosterona total e livre se elevam a partir do décimo dia de aplicação diária do gel de testosterona no tratamento do hipogonadismo.
A fração da testosterona não ligada ou livre, que é a biologicamente ativa, representa apenas 1% a 4% da testosterona circulante.
Devido ao risco de eritrocitose, não se recomenda iniciar terapia de reposição com testosterona em pacientes com valores basais de hematócrito acima de 40%.
O undecilato de testosterona é a melhor opção para homens jovens hipogonádicos que desejam preservar a fertilidade.
As formulações com cipionato de testosterona ou a combinação de diferentes ésteres de testosterona são consideradas de longa duração.