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Quanto ao hipercortisolismo na infância, assinale a alternativa correta.
Virilização e avanço dos pelos pubianos em relação ao estágio mamário e volume testicular não são estigmas da doença de Cushing.
A etiologia do hipercortisolismo é definida pela dosagem do ACTH.
A retirada da hipófise por via transesfenoidal é a primeira opção terapêutica para a doença de Cushing.
A recorrência de doença de Cushing é alta em crianças.
Avanço no crescimento linear é característica do hipercortisolismo na infância.
A diferenciação sexual é um processo complexo que pode ser afetado por uma variedade de distúrbios. Esses distúrbios podem surgir devido a anomalias genéticas ou hormonais e têm um impacto significativo no desenvolvimento físico e na saúde emocional das crianças. Profissionais de saúde, frequentemente, se deparam com casos que exigem um entendimento profundo desses distúrbios para oferecerem o tratamento adequado e o suporte necessário às famílias.
Com base nesse contexto, analise as alternativas sobre os principais distúrbios associados à diferenciação sexual, suas manifestações clínicas e assinale a alternativa incorreta.
Síndrome de Klinefelter, trata-se do aumento da produção de testosterona e desenvolvimento precoce de características sexuais masculinas.
Síndrome de Turner, é caracterizada por hipogonadismo e características sexuais secundárias subdesenvolvidas em meninas.
A Disgenesia Gonadal é resultado de em fenótipo masculino ou feminino ambíguo, devido a ausência de desenvolvimento gonadal adequado.
Hiperplasia Adrenal Congênita, é o resultado de em uma produção excessiva de andrógenos, o que leva a virilização em meninas e desenvolvimento de características sexuais secundárias precoces.
Adolescente do sexo masculino, com 10 anos e 6 meses de idade, é levado ao pediatra devido à baixa estatura. Sua estatura atual é de 125 cm, o que corresponde a um escore-z de –2,5 para idade e sexo. A velocidade de crescimento nos últimos 12 meses foi de 5,5 cm/ano. O pai mede 160 cm; e a mãe, 148 cm. A idade óssea do adolescente, avaliada por radiografia de mão e punho, é de 8 anos. A história familiar revela que o pai apresentou estirão de crescimento e puberdade tardios, aos 16 anos, e que a mãe teve menarca aos 15 anos. Ao exame físico, o menino encontra-se em estágio Tanner I, sem dismorfias ou sinais de doenças crônicas.
Considerando o quadro clínico e os dados auxológicos, assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta inicial mais adequada a ser adotada.
Baixa estatura familiar (BEF); tranquilizar a família, pois a estatura final será compatível com o potencial genético, sem necessidade de intervenção.
Retardo constitucional do crescimento e da puberdade (RCCP); explicar à família que o atraso na idade óssea e a história familiar são compatíveis com um padrão de crescimento tardio, com bom prognóstico de estatura final dentro do potencial genético, e que a conduta é expectante.
Deficiência de hormônio de crescimento (DGH); solicitar dosagem de IGF-1 e IGFBP-3 e teste de estímulo de GH para confirmar o diagnóstico e iniciar terapia com rhGH.
Baixa estatura idiopática (BEI); considerar o uso de hormônio de crescimento, após exclusão de outras causas, devido ao impacto psicossocial e à baixa estatura significativa.
Síndrome de Turner; realizar cariótipo para confirmar a alteração cromossômica, dado o escore-z de baixa estatura e a necessidade de terapia com rhGH.
AAFC é uma menina de 9 anos, que mostra desenvolvimento mamário (telarca) e início da menstruação (menarca) aos 11 anos. Sua mãe relata que a família tem um histórico de puberdade precoce na mãe e na avó. Durante a consulta, o médico endocrinologista pediátrico avalia os sinais de desenvolvimento físico e sexual da paciente, assim como seu crescimento em altura. Ele está atento a possíveis distúrbios puberais que possam afetar o desenvolvimento dela.
Com base no caso clínico, assinale a alternativa correta sobre as características da puberdade fisiológica e os sinais de distúrbios puberais.
A puberdade fisiológica é caracterizada pelo aumento dos níveis de estrogênio em meninas, levando ao desenvolvimento mamário antes dos 8 anos, o que é considerado normal.
A puberdade em meninas é marcada pelo aumento do hormônio luteinizante (LH) antes do início do desenvolvimento físico, o que pode indicar uma condição patológica.
A menarca precoce antes dos 9 anos é um sinal normal da puberdade fisiológica e não deve ser motivo de investigação adicional.
Distúrbios puberais podem incluir a falta de desenvolvimento sexual secundário após os 13 anos em meninas, indicando possível hipogonadismo ou disfunção hipotalâmica.
Dentre as condições que levam à baixa estatura, algumas ocorrem de maneira desproporcional, a exemplo das displasias esqueléticas e dos raquitismos. Nesse contexto, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Condições que cursam com desproporções corporais podem ser mais perceptivas com o passar dos anos, à medida que a criança cresce.
(__)Para o diagnóstico de desproporção corporal, a avaliação clínica com medidas antropométricas é fundamental. Exames radiológicos e consulta com geneticista podem ser necessários dependendo da suspeita clínica.
(__)Alguns exemplos de baixa estatura desproporcional são: acondroplasia, hipocondroplasia e mucopolissacaridose.
(__)A medida da altura sentada e da envergadura deverá ser realizada a partir dos 4 anos de idade.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
V − F − V − F.
V − V − F − F.
V − V − V − F.
F − F − F − V.
F − V − F − V.
Lactente, sexo masculino, 45 dias de vida, há 15 dias apresenta eliminação de fezes com raios de sangue em todas as evacuações. Evacua de 6 a 8 vezes ao dia desde o nascimento e não houve mudança na frequência ou consistência das fezes. Recebe fórmula láctea de partida desde a segunda semana de vida. Não apresenta outros sintomas e não tem alterações ao exame físico.
Considerando o diagnóstico mais provável, qual é o mecanismo fisiopatológico envolvido?
Reação alérgica mediada por IgE.
Reação alérgica não mediada por IgE.
Reação de hipersensibilidade mista.
Disabsorção por deficiência de dissacaridase.
Disabsorção por infecção/infestação de mucosa.
Em crianças com diagnóstico de carcinoma diferenciado de tireoide,
a chance de evolução com metástase pulmonar é muito mais rara que em adultos com este mesmo diagnóstico.
a extensão extratireoideana do tumor quase nunca é encontrada, pois este achado é menos comum que na população adulta.
o acometimento multifocal da tireoide é raro, sendo que, desta forma, justifica-se a remoção cirúrgica apenas do lobo tireoideano com a presença do nódulo.
a hipocalcemia transitória pós-operatória é mais frequente e mais duradoura nesta população, quando comparada aos adultos.
o carcinoma folicular é, dentre os carcinomas diferenciados, o tipo histológico mais comum na população pediátrica.
A hipoglicemia em crianças pode ser induzida pelo uso de
dipirona.
etanol.
dexametasona.
levotiroxina.
desmopressina.
Adolescente de 14 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 há 5 anos, em uso de insulina glargina e lispro, apresenta controle glicêmico inadequado (HbAlc: 98%). Monitorização glicêmica por sensor evidencia grande variabilidade, com hipoglicemias noturnas frequentes e hiperglicemia persistente no período pré-prandial matutino. Nega omissão de doses ou erros na aplicação. Exame físico sem lipodistrofias. Em relação ao fenômeno observado e sua abordagem terapêutica, assinale a alternativa correta:
O efeito Somogyi é improvável neste caso, sendo a hiperglicemia matinal decorrente do pico da glargina após 12 horas da aplicação noturna.
A redução da dose de insulina basal noturna em 20% está indicada, mantendo-se o mesmo esquema de correção com insulina ultra-rápida.
A mudança para esquema de múltiplas doses com insulina degludeca e lispro pode reduzir a variabilidade glicêmica pela maior previsibilidade farmacocinética.
O sistema híbrido de infusão contínua de insulina está contraindicado pela presença de hipoglicemia desapercebida noturna.
A metformina deve ser associada ao esquema insulínico para redução do fenômeno do alvorecer e da resistência insulínica puberal.
Dentre as doenças causadas por mutação no receptor acoplado à proteína G, qual é causada por ganho de função do receptor?
Deficiência isolada de glicocorticoide.
Resistência ao hormônio tireoideano.
Diabetes insipidus nefrogênico.
Hipercalcemia hipocalciúrica familiar.
Puberdade precoce familiar em meninos.
ATENÇÃO: use o caso a seguir para responder às duas próximas questões.
Recém-nascido à termo (40 semanas), parto vaginal, apresenta, nas primeiras horas de vida, taquipneia progressiva com cianose e dispneia.
Radiografia de tórax evidenciou imagem hipotransparente difusa do hemitórax esquerdo, com desvio do mediastino para o lado contralateral. Na ultrassonografia obstétrica do terceiro trimestre, era observado derrame pleural esquerdo.
A mais provável etiologia do caso relatado é:
quilotórax congênito.
empiema pleural.
trauma obstétrico.
cardiopatia congênita.
aspiração meconial.
CPN é uma menina de 10 anos, que apresenta queixas de fadiga intensa, dor óssea e dificuldade para se concentrar na escola. Durante a avaliação clínica, a pediatra nota que a paciente tem um histórico familiar de doenças ósseas. Ao realizar exames laboratoriais, os resultados mostram hipocalcemia (níveis baixos de cálcio no sangue) e hiperfosfatemia (níveis elevados de fósforo no sangue). Com base nesses dados, a pediatra solicita uma dosagem dos hormônios paratireoideanos para investigar a função das glândulas paratireoides.
Com base no caso clínico apresentado, marque a alternativa correta sobre o papel do hormônio paratireoideano (PTH) no metabolismo do cálcio e fósforo.
O PTH estimula a conversão da vitamina D em sua forma ativa (calcitriol), promovendo a absorção intestinal de cálcio e fósforo.
O PTH aumenta a reabsorção de cálcio nos túbulos renais, mas inibe a reabsorção de fósforo, resultando em hipocalcemia e hiperfosfatemia.
O PTH tem um efeito direto sobre os ossos, promovendo a mineralização óssea, o que leva a um aumento nos níveis séricos de cálcio.
O PTH atua, predominantemente, aumentando a excreção renal de cálcio, enquanto promove a retenção de fósforo.
Em relação à baixa estatura na infância e adolescência, é INCORRETO afirmar que:
A baixa estatura resulta da diminuição da condrogênese da placa de crescimento.
Deficiência de nutrientes como o zinco podem comprometer o crescimento estatural.
Na baixa estatura por excesso de glicocorticoide, a secreção de GH é normal.
Presença neonatal de hipoglicemia, hiperbilirrubinemia prolongada e criptorquidia sugerem deficiência de GH.
Monossomia do cromossomo X associa-se à haploinsuficiência do gene SHOX, que leva à baixa estatura.
Um médico endocrinologista pediátrico atende um paciente de 10 anos que apresenta sintomas de fadiga, ganho de peso inexplicado e dificuldade em se concentrar na escola. Após a realização de exames, foi diagnosticado com hipotireoidismo. Considerando-se a relação entre a função tireoidiana e o metabolismo dos carboidratos, qual das afirmações é verdadeira?
A diminuição da produção de hormônios tireoidianos pode levar a uma redução na taxa metabólica basal, resultando em menor utilização de carboidratos como fonte de energia.
O hipotireoidismo aumenta a sensibilidade à insulina, resultando em uma maior captação de glicose pelas células.
O tratamento com hormônios tireoidianos não tem impacto significativo no metabolismo dos carboidratos em crianças.
O aumento da atividade da glândula tireoide promove a conversão de glicose em glicogênio, armazenando assim energia para uso futuro.
Em relação aos craniofaringeomas na infância, assinale a alternativa correta.
Na infância, predominam os craniofaringeomas papilíferos.
Predominam sintomas de comprometimento visual, hipersecreção hormonal e diabetes insípido central.
O aumento na mortalidade cardiovascular está associado à obesidade hipotalâmica nos craniofaringeomas.
Sobrevida de 10 anos é observada em torno de 50% dos casos.
Reposição de GH é contraindicada quando há deficiência de GH associada ao craniofaringeoma.
Em relação aos distúrbios metabólicos na pediatria, analisar os itens.
I. A insuficiência suprarrenal pode ser classificada em primária, central secundária e central terciária, e a central secundária também é chamada de doença de Addison.
II. O hipotireoidismo congênito é a principal causa evitável de deficiência mental.
III. No exame físico de um paciente com suspeita de diabetes mellitus, infecções cutâneas de repetição, monilíase genital e necrobiose lipoídica são sugestivas do DM1.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas no item II.
Apenas nos itens I e III.
Apenas nos itens II e III.
Qual é um sinal clínico comum em crianças com hipertireoidismo (doença de Graves)?
Bradicardia e constipação.
Retardo no crescimento linear e aumento de peso.
Taquicardia, perda de peso e intolerância ao calor.
Letargia, ganho de peso e pele fria.
Hipotensão arterial e hiporreflexia.
Menina de 5 anos vinha realizando tratamento há vários meses para asma brônquica, com doses elevadas de prednisona. Ao ser suspenso o tratamento, apresentou perda de apetite e de peso, fadiga e dificuldade para realizar atividades habituais. No sentido de verificar a presença de insuficiência adrenal secundária, foram realizadas dosagens hormonais, que confirmaram o distúrbio. Qual dos resultados abaixo representa essa situação?
Cortisol, SDHEA e ACTH em níveis diminuídos
Cortisol diminuído, SDHEA e ACTH normais
Cortisol normal, SDHEA normal e ACTH indetectável
Cortisol normal, SDHEA aumentado e ACTH indetectável
Adolescente de 10 anos, com obesidade (IMC de 33 kg/m²) e dificuldade para perder peso com dieta, foi trazido à consulta pela mãe que solicitou informações sobre os novos medicamentos disponíveis para manejo da obesidade. No sentido de atender à demanda do paciente, qual dos medicamentos abaixo pode ser utilizado considerando sua aprovação pela Anvisa?
Semaglutida
Tirzepatida
Orlistat
Nenhum dos medicamentos acima está aprovado para o paciente.
De acordo com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, o sobrepeso infantil é a causa mais comum da procura por endocrinologista na área pediátrica. A doença afeta 13,2% das crianças entre 5 e 9 anos acompanhadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode trazer consequências ao longo da vida. A respeito do diagnóstico dos distúrbios do metabolismo de carboidratos na população infantil, assinale a opção correta.
Os análogos de GLP-I constituem terapias farmacológicas de primeira escolha no tratamento do diabetes melito tipo 2 nessa população, dada a alta prevalência de sobrepeso e obesidade.
A frequência de triagem de distúrbios do metabolismo de carboidratos nessa população deve ser realizada anualmente após 5 anos de idade, preferencialmente por meio de dosagem de hemoglobina glicada.
A história familiar de diabetes melito tipo 2 constitui o principal critério na escolha dos indivíduos-alvo para triagem de sobrepeso.
Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dl confirmada em segunda ocasião e independente da presença de sintomas constitui critério diagnóstico de diabetes melito.
Para essa população, a síndrome metabólica é definida como circunferência abdominal acima do percentil 90 para idade e gênero, pressão arterial acima do percentil 90 para idade, gênero e estatura, glicemia de jejum > 110 mg/dl e LDL colesterol > 130 mg/dl.