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A infecção por Helicobacter pylori é relevante na prática clínica devido ao seu potencial de causar doenças graves. Com base nas características e complicações associadas a esse patógeno, assinale a alternativa correta.
É um protozoário intracelular responsável por hepatite fulminante.
Trata-se de um helminto que invade o intestino grosso e causa obstrução intestinal.
Trata-se de um fungo encontrado em alimentos contaminados, sem implicações clínicas digestivas.
É um vírus respiratório que afeta exclusivamente os brônquios e pulmões.
É uma bactéria microaerofílica Gramnegativa que pode levar a úlceras, linfoma de tecido linfoide associado à mucosa e câncer gástrico.
Produz-se pela hipertrofia e hiperplasia das capas circular e longitudinal do piloro, que gera uma obstrução e dificuldade para a passagem do alimento:
Divertículo de Meckel.
Polipose longitudinal.
Carcinoma de ductos duodenais.
Estenose hipertrófica do piloro.
Homem de 45 anos com diarreia crônica, perda ponderal, anemia e esteatorréia. O exame inicial mais apropriado para investigação é:
Teste respiratório com carbono-14.
Teste de hidrogênio expirado para lactose.
Endoscopia digestiva alta com biópsias de duodeno.
Colonoscopia com biópsias.
Dosagem de elastase fecal.
Em um surto de gastroenterite por alimento contaminado, vários pacientes evoluem com diarreia sanguinolenta sem febre alta. Assinale a alternativa que indica o agente mais associado a essa apresentação:
Vibrio cholerae.
Enterohemorrhagic E. coli (EHEC / STEC).
Enterotoxigenic E. coli (ETEC).
Shigella spp.
Clostridium difficile.
Sobre a avaliação de paciente com cistoadenoma mucinoso de pâncreas, assinale a alternativa que apresenta um fator preditor de malignidade.
Elevação sérica de CEA.
Tamanho da lesão superior a 1 cm.
Histórico familiar de neoplasia de pâncreas.
Presença de estroma do tipo ovariano.
Dilatação do ducto Wirsung.
Paciente do sexo masculino, 51 anos, é portador de hepatite B em tratamento com tenofovir há mais de 10 anos, atualmente com carga viral não detectável. Em relação ao rastreio de carcinoma hepatocelular nesse paciente, assinale a alternativa correta.
Para avaliar necessidade de rastreio de carcinoma hepatocelular é necessário realizar primeiro biópsia hepática para estadiamento de fibrose.
Iniciar rastreio de carcinoma hepatocelular com exame de imagem e alfafetoproteína a cada 6 meses.
Devemos indicar início do rastreio de carcinoma hepatocelular apenas de carga viral detectável.
Não é necessário realizar rastreio de carcinoma hepatocelular.
Indicar rastreio de carcinoma hepatocelular com exame de imagem a cada 3 meses e alfafetoproteína a cada 6 meses.
O câncer gástrico precoce (CGP) é definido como lesão neoplásica (carcinoma) que não invade além da submucosa, independentemente do envolvimento ganglionar. Sobre o assunto, marque a opção correta.
Segundo a classificação de LAUREN, existem duas variantes histológicas para o adenocarcinoma gástrico: o tipo intestinal (bem diferenciado) e o tipo difuso (indiferenciado), sendo o mais comum o tipo difuso, frequentemente localizado no corpo do estômago distal e formado por pequenas lesões.
Acredita-se que o câncer gástrico tipo difuso, seja resultado de um processo sequencial, inicialmente desencadeado por um estado inflamatório contínuo, enquanto o tipo intestinal não apresenta lesões pré-neoplásicas estabelecidas e o papel da inflamação crônica permanece obscuro na sua patogênese.
A atrofia da mucosa e metaplasia intestinal, resultante da infecção pelo Helicobacter pylori, são consideradas lesões precursoras e fatores de risco independente para o desenvolvimento do adenocarcinoma gástrico, especialmente do tipo difuso.
Quando macroscopicamente a lesão for ulcerada, menor ou igual a 3 cm, e a histologia demonstrar se tratar do tipo intestinal (diferenciado), o tratamento deverá ser endoscópico, preferencialmente através de ESD (submucosal endoscopic dissection) expandida, e não para indicação cirúrgica, pois a ESD pode levar à cura quando realizada adequadamente.
Com relação à Retocolite Ulcerativa (RCU), pode-se afirmar, exceto:
Por ser caracterizada por um processo inflamatório restrito à mucosa dos cólons e reto, a RCU apresenta quadro clínico menos heterogêneo que da Doença de Crohn (DC).
São algumas características laboratoriais e endoscópicas da RCU, por exemplo: localização nos cólons e reto, acometimento transmural, sendo incomum a anemia ferropriva e a depleção de mucina.
Dentre os marcadores sorológicos, principalmente o pANCA (anticorpo contra estruturas citoplasmáticas do neutrófilo, padrão perinuclear), apresenta baixa acurácia para DII e não deve ser solicitada de rotina.
O megacólon tóxico é um quadro grave, que pode resultar em hemorragia digestiva baixa, perfuração intestinal e necessidade de cirurgia de urgência com colectomia.
Paciente do sexo feminino, 25 anos, sem comorbidades, refere quadro de pirose retroesternal associado à regurgitação ácida com início há 2 anos. Relata que, nos últimos meses, notou piora sintomática, sem alívio com o uso de hidróxido de magnésio que, inicialmente, lhe trazia alívio. Nega disfagia, perda ponderal ou sangramento digestivo. Qual é a conduta mais adequada?
Solicitar endoscopia digestiva alta.
Solicitar phmetria esofágica.
Iniciar omeprazol dose padrão por 8 semanas.
Solicitar teste respiratório de hidrogênio exalado.
Iniciar cimetidina por 12 semanas.
Em relação à paciente anterior, na avaliação nutricional é esperado encontrar deficiência de qual vitamina?
Vitamina B12.
Vitamina D.
Ácido fólico.
Vitamina B6.
Vitamina C.
A doença celíaca é uma enteropatia inflamatória crônica, autoimune, desencadeada pela sensibilidade ao glúten da dieta em indivíduos geneticamente suscetíveis. Para o seu diagnóstico sem biópsia, são necessárias algumas condições:
sintomas não sugestivos de doença celíaca, anti-transglutaminase IgA(10x o limite superior da normalidade), anti-endomísio IgA reagente em segunda amostra de sangue, HLADQ2 negativo.
sintomas sugestivos de doença celíaca, anti-transglutaminase tecidual IgA(10x o limite superior da normalidade), anti-endomísio IgAreagente em segunda amostra de sangue, HLADQ2 e/ou HLADQ8 positivos.
sintomas sugestivos de doença celíaca, anti-transglutaminase tecidual IgA(10x o limite superior da normalidade), anti-endomísio IgAnão reagente em segunda amostra de sangue, HLADQ2 e/ou HLADQ8 positivos.
anti-transglutaminase IgA<10, anti-transglutaminase IgG>10, antiendomísio IgA reagente e anti-endomísio IgG não reagente.
anti-gliadina IgA>20, anti-gliadina IgG <20 , anti-endomísio IgA não reagente.
A hemorragia digestiva alta (HDA) caracteriza-se clinicamente por manifestações como hematêmese e/ou melena. Sobre a melena, assinale a alternativa correta:
A melena é caracterizada por fezes endurecidas e esbranquiçadas, geralmente sem odor.
A melena ocorre quando há constipação intestinal grave, com formação de fecaloma e sangramento anal posterior.
A melena é caracterizada pela ausência total de evacuações por mais de 72 horas.
A melena é definida como evacuação de fezes amolecidas, de coloração negra, com aumento da frequência e com intenso mau cheiro.
A melena é um tipo de hemorragia nasal que ocorre após vômitos intensos.
Paciente, sexo masculino, 58 anos, apresenta queixa de epigastralgia, saciedade precoce e plenitude pós-prandial há seis meses. Nega comorbidades ou uso de medicamento de uso contínuo. Foi submetido à Endoscopia Digestiva Alta (EDA), com achado de úlcera em antro gástrico, de bordas bem definidas, além de gastrite moderada de antro. Teste da urease positivo. Foram realizadas biópsias para investigação de malignidade para úlcera e optado pelo tratamento de Helicobacter pylori. De acordo com as recomendações do Quarto Consenso Brasileiro sobre Infecção por H. pylori, sobre a condução do caso desse paciente, é correto afirmar que:
A antibioticoterapia de primeira linha tem duração de quatorze dias.
Por se tratar de uma úlcera de antro gástrico, não é necessária uma EDA de controle.
O teste respiratório da urease não pode ser utilizado como controle de erradicação do H. pylori.
Recomenda-se a interrupção de inibidores de bomba de prótons por quarenta e oito horas antes de se realizar exames para diagnóstico de infecção pelo H. pylori.
A diarreia aguda é uma alteração do hábito intestinal, resultante do movimento rápido de conteúdo fecal através do intestino. Na imensa maioria dos casos, trata-se de eventos autolimitados. Ao conduzir casos de diarreia aguda em sua prática clínica, o médico precisa ter conhecimento sobre as causas mais comuns, indicação correta de antibióticos e antiparasitários e manejo adequado a fim de evitar condutas desnecessárias e prejudiciais ao paciente. Sobre esse quadro, tem-se que,
em mais de 80% dos casos de diarreia aguda, a causa é não infecciosa.
mesmo nas formas graves da doença, se os vômitos não forem um sintoma limitante, deve-se manter a dieta leve, pastosa e líquida sem lactose.
em casos leves de diarreia aguda em adultos, o antibiótico de primeira linha é o Sulfametoxazol + Trimetoprima.
em relação às infecções parasitárias, deve-se solicitar duas amostras de fezes para o diagnóstico correto e pesquisa de larvas, parasitas e ovos.
A hérnia inguinal pode aumentar o risco de complicações gastroesofágicas, como esofagite por refluxo, úlceras esofágicas, estenose esofágica, Barrett's esophagus (esôfago de Barrett) e, em casos raros, adenocarcinoma esofágico.
Certo
Errado
Durante uma colonoscopia em um paciente com suspeita de doenga de Crohn, qual dos seguintes achados endoscópicos é MAIS característico dessa condição?
Ulceras aftosas.
Ulceras serpiginosas.
Estenose do lúmen intestinal.
Lesıes salteadas (skip lesions).
Pseudopdlipos.
A doença ulcerosa péptica gastroduodenal foi considerada por muito tempo como sendo uma patologia crônica de etiologia desconhecida, com períodos de remissão e recidiva. A descoberta do H.pylori por Warren e Marshall, em 1984, e o uso de substâncias antissecretoras, principalmente os inibidores de bombas de prótons-IBP, modificaram a epidemiologia e o curso da doença.
Acerca de úlcera péptica gastroduodenal, assinale a alternativa CORRETA:
Os pacientes portadores de úlceras pépticas apresentam, em torno de 70%, sintomatologia de epigastralgia e plenitude gástrica.
A endoscopia digestiva alta representa o exame de maior sensibilidade para o diagnóstico, sendo indicado nos casos suspeitos, e a pesquisa de H.pylori por teste de uréase ou exame histológico está indicada em todos os portadores de úlceras gástrica e duodenal.
A perfuração é a complicação mais comum nas úlceras gástrica e duodenal e a mais frequente causa de hospitalização, mantendo taxa elevada de mortalidade.
A síndrome de Zollinger – Ellison tem como caraterística a hipersecreção ácida relacionada a tumores produtores de gastrina localizados no estômago e com manifestações clínicas na presença de mestástases hepáticas.
Os anti-inflamatórios não esteroidais e o ácido acetilsalicílico representam importantes causas de úlcera duodenal em pacientes jovens portadores de patologias reumatológicas, pela estimulação à secreção ácida.
De acordo com a Classificação de Laurén para o adenocarcinoma gástrico, o tipo intestinal apresenta:
crescimento de padrão expansivo
estrutura geral com células isoladas
idade média menor do que o tipo difuso
metaplasia intestinal e displasias frequentes
estrutura celular com secreção abundante de muco
Paciente de 30 anos, sexo feminino, com diarreia aquosa profusa, cólicas abdominais e rubor facial, apresenta níveis elevados de peptídeo intestinal vasoativo (VIP) no plasma. A tomografia computadorizada de abdome revela tumor pancreático. Qual a alternativa que apresenta o diagnostico MAIS PROVÁVEL e o tratamento indicado?
Insulinoma - diazóxido.
Glucagonoma - octreotide.
Gastrinoma - inibidor de bomba de prótons.
Somatostatinoma - quimioterapia.
Vipoma - resseção cirúrgica do tumor.
Sobre a úlcera péptica, é correto afirmar que:
A principal causa de úlcera péptica é a infecção por vírus Helicobacter pylori.
O uso crônico de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) não está associado ao desenvolvimento de úlcera péptica.
A úlcera péptica gástrica é mais comum que a úlcera péptica duodenal.
A presença de sangramento gastrointestinal não é uma complicação potencial das úlceras pépticas.
O tratamento de escolha para úlceras pépticas associadas ao H. pylori inclui uma combinação de inibidores da bomba de prótons e antibióticos.