Questões de Concurso sobre Gastroenterologia

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
5.628 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Em lactentes, a colestase é um achado comum caracterizado pelo bloqueio, transitório ou permanente, do fluxo biliar, resultando em:


A

Acúmulo no sangue das substâncias normalmente excretadas na bile.


B

Redução da produção de enzimas pancreáticas.


C

Aumento da concentração de ácido clorídrico no estômago.


D

Diminuição da captação de oxigênio pelos pulmões.


E

Elevação da taxa de filtração glomerular nos rins.

Em pacientes submetidos à erradicação do Helicobacter pylori, deve-se realizar o controle de cura após, no mínimo, 4 semanas do término do tratamento. Qual método pode ser usado para comprovação de cura?


A

Sorologia – Anticorpo IgM para H. pylori.


B

Teste de urease em biópsia de mucosa gástrica.


C

Antígeno fecal com anticorpo monoclonal.


D

Teste respiratório de metano exalado.


E

Sorologia – Anticorpo IgG para H pylori.

Paciente do sexo masculino, 23 anos, portador de asma, procura atendimento devido a episódios de impactação alimentar que tiveram início há 6 meses. Nega pirose ou epigastralgia. Considerando a principal hipótese diagnóstica, quais são o exame indicado para sua confirmação e o tratamento apropriado?


A

Endoscopia digestiva alta com biópsia seriada de esôfago e inibidor da bomba de prótons.


B

Radiografia contrastada de esôfago e antidepressivo tricíclico.


C

Endoscopia digestiva alta com biópsia seriada de esôfago e corticoide sistêmico.


D

Radiografia contrastada de esôfago e corticoide deglutido.


E

Endoscopia digestiva alta com biópsia seriada de esôfago e antihistaminicos sistêmicos.

O câncer gástrico avançado é definido histologicamente quando essa lesão (câncer) atinge a camada muscular da parede gástrica. Sobre o assunto, marque a opção correta.


A

Pacientes com anemia perniciosa estão sob maior risco de desenvolverem câncer gástrico, por estar relacionada à gastrite autoimune na mucosa antral.


B

Os pólipos adenomatosos apresentam risco para câncer gástrico, devendo ser considerada a cirurgia se o pólipo for maior que 2 cm ou apresentar foco comprovado de carcinoma invasivo à histologia.


C

A neoplasia é precedida da seguinte sequência: gastrite crônica, gastrite crônica atrófica, hipercloridria, metaplasia intestinal, displasia e finalmente câncer gástrico.


D

Para fins de descrição, no que se refere à apresentação da lesão, considera-se a Classificação de Borrmann, sendo que o tipo I apresenta lesão ulcerada, bem delimitada de bordas elevadas.

Com relação à hepatite C, informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida marque a opção que apresenta a sequência correta.


( ) A hepatite C aguda é costumeiramente assintomática, sendo a presença de HCV RNA, a primeira evidência de infecção, sendo usualmente detectado entre 7 e 21 semanas, após a exposição ao vírus.

( ) A eliminação viral após um quadro agudo, impedindo a cronificação, não está relacionada a fatores do hospedeiro, virais e ambientais.

( ) A evolução da doença para quadros avançados é lenta, e o quadro de fibrose pode ser preditor da evolução para cirrose e suas complicações.

( ) Uma evolução mais célere da hepatopatia pode ocorrer, por exemplo, em etilistas, coinfectados com o vírus da hepatite B, imunodeprimidos.


A

(F); (F); (F); (V).


B

(F); (F); (V); (V).


C

(V); (V); (V); (F).


D

(V); (F); (F); (V).

Com relação à ação dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) no trato gastrointestinal, marque a opção correta.


A

São alguns fatores de risco para complicações associadas ao uso de AINEs: idade maior de 65 anos, infecção pelo H. pylori, doença renal e antecedentes de úlcera péptica.


B

Usuários de AINEs específicos para a COX-2 apresentam maiores taxas de Úlcera Péptica, quando comparados com usuários de anti-inflamatórios não COX-2.


C

Os AINEs inibem a síntese da prostaglandina endoperóxido (PTGS1 ou COX1) e diminui a COX2 que media o dano gastrointestinal.


D

Os AINEs diminuem a permeabilidade intestinal, o que leva a uma inflamação de baixo grau sobre a mucosa.

A icterícia significa a coloração amarelada de pele e mucosa, consequente ao acúmulo de bilirrubina no soro e tecidos, podendo ser dividida em colestática e não colestática. Sobre o assunto, informe (V) verdadeiro e (F) falso, para as afirmativas abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta a sequência correta.


( ) A icterícia não colestática é causada pela maior oferta de bilirrubina ao fígado, por deficiência de captação pelo hepatócito, ou por defeito no seu transporte intracelular e não pela conjugação caracterizando-se por hiperbilirrubinemia indireta.

( ) A colestase consiste em uma alteração da formação e excreção da bile. Alteração que pode estar localizada desde o hepatócito até a ampola de Vater.

( ) Na síndrome não colestática os pacientes podem ser assintomáticos, apenas apresentando leve icterícia em algum momento da vida, como na maioria dos defeitos hereditários.

( ) A síndrome colestática apresenta elevação dos níveis séricos de fosfatase alcalina, gamaglutaniltransferase, em igual proporção com níveis séricos de aminotransferase.


A

(F); (V); (F); (V).


B

(F); (V); (V); (F).


C

(F); (F); (V); (V).


D

(V); (V); (F); (F).

Com relação à Síndrome do Intestino Irritável (SII), informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida marque a opção que apresenta a sequência correta.


( ) O diagnóstico da SII é essencialmente clínico, pela inexistência de anormalidades físicas, achados laboratoriais, radiológicos e endoscópicos indicativos de doença orgânica usando critérios de ROMA IV.

( ) Os sintomas sugestivos de SII, quando iniciam em paciente acima dos 50 anos, impõem uma rotina de exames laboratoriais e de imagem, para se diferenciarem das doenças orgânicas.

( ) Nos pacientes com predominância de diarreia, deve-se considerar o diagnóstico diferencial, como por exemplo: disfunção tireoidiana, tumores neuroendócrinos, intolerância alimentar.

( ) Uso de antidepressivos tricíclicos ou inibidores da serotonina, anti-inflamatórios não hormonais e bloqueadores de cálcio são algumas drogas capazes de modificar o comportamento da evacuação e característica das fezes.


A

(F); (V); (F); (V).


B

(F); (V); (V); (F).


C

(V); (V); (V); (V).


D

(F); (F); (F); (F).

A identificação do H. pylori alterou drasticamente o conhecimento acerca das afecções do trato digestivo superior, sendo hoje reconhecido como o principal fator etiológico da gastrite crônica e classificado como carcinógeno do tipo 1 para a ocorrência do adenocarcinoma gástrico.


Face ao exposto, assinale a opção incorreta.


A

A metaplasia intestinal encontrada na gastrite crônica causada pelo H. pylori, pode ser dividida em tipo I, quando incompleta e tipo II, quando completa.


B

A atrofia da mucosa do corpo na gastrite crônica causada pelo H. pylori, guarda menor grau de subjetividade que àquela encontrada no antro.


C

O Sistema OLGA (Operative Link for Gastritis Assessment) foi desenvolvido para melhor avaliar a extensão e topografia (antro/corpo) das alterações atróficas da mucosa gástrica.


D

O Sistema OLGIM (Operative Link Gastric Intestinal Assessment) considera apenas a presença, a extensão e a topografia da metaplasia intestinal examinada.

A Dispepsia Funcional é caracterizada pela presença de sintomas persistente ou recorrente, localizados na região superior e central do abdome, que incluem: dor ou queimação epigástrica, empachamento ou peso pós-prandial e/ou saciedade precoce. Sobre o assunto, assinale a opção incorreta.


A

Na síndrome do Desconforto Pós-prandial (SDPP): predominam os sintomas de empachamento pós-prandial e / ou saciedade precoce, que tenham ocorrido pelo menos 3 vezes por semana, no mínimo, 6 meses antes do diagnóstico.


B

Pelo Consenso de Roma IV, as queixas dispépticas devem estar presentes durante os últimos 3 meses e que tenham se iniciado, no mínimo, 6 meses antes do diagnóstico.


C

Segundo Roma IV, ainda são critérios para o diagnóstico, a presença de um ou mais dos seguintes fatores: dor epigástrica, queimação epigástrica, empachamento pós-prandial e saciedade precoce.


D

Na fisiopatologia, são considerados alguns fatores, como por exemplo: hipersecreção ácida, dismotilidade gastroduodenal, hipersensibilidade visceral, gastrite pelo H. pylori, entre outras.

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) em lactentes é definida pela presença de sintomas ou complicações decorrentes do refluxo, diferenciando-se do refluxo fisiológico. A abordagem terapêutica deve ser escalonada e baseada na gravidade dos sintomas. Sobre o manejo da DRGE em lactentes, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.


( )Em lactentes em aleitamento materno com sintomas sugestivos de DRGE, uma prova terapêutica com a exclusão da proteína do leite de vaca da dieta da mãe por 2 a 4 semanas é uma medida inicial recomendada antes de se iniciar a terapia farmacológica.

( )O uso de inibidores da bomba de prótons (IBP), como o omeprazol, é a terapia farmacológica de primeira linha para todos os lactentes com regurgitações frequentes, mesmo na ausência de sinais de alarme como baixo ganho de peso.

( )A posição supina ("barriga para cima") para dormir deve ser mantida em todos os lactentes, incluindo aqueles com DRGE, devido à sua eficácia comprovada na redução do risco da Síndrome da Morte Súbita do Lactente, que se sobrepõe a qualquer benefício postural para o refluxo.

( )O espessamento das fórmulas infantis com gomas ou cereais é uma medida eficaz para reduzir o número de episódios de regurgitação e pode ser considerado parte do tratamento não farmacológico.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.


A

F, F, V, V.


B

V, F, V, V.


C

V, V, F, V.


D

F, V, V, F.

Mulher de 32 anos apresenta diarreia aquosa, em grande volume, sem dor abdominal importante, que persiste mesmo em jejum. O mecanismo fisiopatológico mais provável é:


A

Aumento da osmolaridade luminal por má digestão.


B

Aceleração do trânsito intestinal por hipermotilidade.


C

Diminuição da absorção por lesão vilositária.


D

Aumento da secreção ativa de eletrólitos no lúmen intestinal.


E

Osmose reversa.

A respeito da abordagem do paciente com distúrbios gastrintestinais funcionais, como a síndrome do cólon irritável (SCI), podemos afirmar:


A

A SCI está predominantemente associada a alterações estruturais identificáveis no trato gastrointestinal.


B

A dieta pobre em FODMAPs (fermentáveis) tem demonstrado benefícios significativos no manejo da SCI.


C

O uso de probióticos é contraindicado em pacientes com SCI devido ao risco de exacerbação dos sintomas.


D

Pacientes com SCI e diarreia predominante devem evitar completamente alimentos ricos em fibras.

Um homem de 45 anos apresenta pirose retroesternal há 6 meses, especialmente após refeições volumosas e à noite. Ele relata melhora parcial ao elevar a cabeceira da cama e usar antiácidos esporadicamente. Sem sinais de alarme ao exame físico. O médico suspeita de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Dentre as condutas iniciais, qual a mais adequada segundo as recomendações atuais?


A

Reforçar medidas comportamentais e iniciar terapia empírica com IBP por 4 a 8 semanas.


B

Solicitar endoscopia digestiva alta imediatamente, mesmo sem fatores de risco adicionais.


C

Iniciar antagonista H2 isoladamente, sem necessidade de medidas dietéticas.


D

Associar procinético de rotina antes de qualquer tentativa de IBP.


E

Encaminhar para cirurgia antirrefluxo sem teste terapêutico prévio.

Ano: 2025
Prova: SELECON - PM SE - Oficial de Saúde - Área: Endocrinologia - 2025

Paciente em investigação de retardo puberal apresenta na sua história clínica dor abdominal e constipação intestinal, devendo entrar como possível diagnóstico diferencial:


A

anorexia nervosa


B

hipertireoidismo


C

doença inflamatória intestinal


D

hipogonadismo hipergonadotrófico

A infecção por Helicobacter pylori no ser humano, predominantemente no antro gástrico, predispõe a úlceras de


A

fundo gástrico.


B

cárdia.


C

grande curvatura do estômago.


D

pequena curvatura do estômago.


E

duodeno.

Em relação à gastrostomia endoscópica, é correto afirmar que:


A

o risco de perfuração colônica durante o exame, apesar de muito baixo, é inerente ao procedimento e não há técnicas para evitá-lo, sendo necessário realizar exame de imagem antes da liberação da sonda para uso nutricional


B

a confecção peroral do exame pela técnica pull (Ponsky – Gauderer) é contraindicada em pacientes com neoplasias malignas de cabeça e pescoço pelo alto risco de implantação de células tumorais no óstio da gastrostomia


C

o uso da sonda de gastrostomia para nutrição deve ser retardado em pelo menos 24 horas após sua confecção para melhor maturação do pertuito gastrocutâneo e redução de efeitos adversos


D

pacientes com doença cardiovascular ou cerebrovascular devem manter a rotina de antiagregantes plaquetários para realização do exame

Homem de 22 anos apresentou quadro de dor retroesternal e sialorreia durante churrasco com amigos. Relata três episódios parecidos nos últimos dois anos, com resolução espontânea. Ele nega morbidades. Realizada endoscopia de urgência, é evidenciado bolo de carne impactado no terço médio do esôfago, associado a estrias longitudinais, pontilhado esbranquiçado esparso e edema do órgão. Durante o exame endoscópico e avaliação esofagiana, a melhor estratégia é realizar biópsias:


A

no terço distal e proximal, com seis fragmentos


B

do órgão, antes da retirada do corpo estranho


C

direcionadas, nas áreas normais e alteradas


D

posteriores, fora da urgência

Paciente masculino, 30 anos, com queixa de dor abdominal difusa, de início súbito, há 24 horas. A dor é localizada inicialmente na região periumbilical, com evolução para a fossa ilíaca direita, com piora nas últimas horas. Refere náuseas e febre baixa (38 ºC), sem vômitos.

Ao exame físico, dor à palpação da FID e hipogástrio sem sinais de defesa muscular. O exame laboratorial revela leucocitose com desvio à esquerda (14.000 leucócitos/mm³). A ultrassonografia abdominal mostra uma área de inflamação e espessamento da parede intestinal na região do íleo terminal, sugestivo de apendicite aguda.

Diante desse quadro foi submetido a videolaparoscopia exploradora que identificou um apêndice cecal normal e a presença de um divertículo à 60 cm da válvula íleo cecal, com sinais inflamatórios, sem abscedação.


A conduta adequada para o caso é


A

realizar ileotiflectomia e reconstrução com anastomose do íleo com o ascendente.


B

realizar ressecção do segmento do íleo englobando o divertículo com anastomose primária.


C

não ressecar o divertículo, manter antibioticoterapia de amplo espectro e orientação dietética no pós operatório.


D

não ressecar e programar colonoscopia terapêutica para evacuar qualquer conteúdo que esteja obstruindo o divertículo.


E

não ressecar, colocar um dreno junto ao divertículo, manter antibioticoterapia de amplo espectro e orientação dietética no pós operatório.

   
Gerar simulado