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Em lactentes, a colestase é um achado comum caracterizado pelo bloqueio, transitório ou permanente, do fluxo biliar, resultando em:
Acúmulo no sangue das substâncias normalmente excretadas na bile.
Redução da produção de enzimas pancreáticas.
Aumento da concentração de ácido clorídrico no estômago.
Diminuição da captação de oxigênio pelos pulmões.
Elevação da taxa de filtração glomerular nos rins.
Em pacientes submetidos à erradicação do Helicobacter pylori, deve-se realizar o controle de cura após, no mínimo, 4 semanas do término do tratamento. Qual método pode ser usado para comprovação de cura?
Sorologia – Anticorpo IgM para H. pylori.
Teste de urease em biópsia de mucosa gástrica.
Antígeno fecal com anticorpo monoclonal.
Teste respiratório de metano exalado.
Sorologia – Anticorpo IgG para H pylori.
Paciente do sexo masculino, 23 anos, portador de asma, procura atendimento devido a episódios de impactação alimentar que tiveram início há 6 meses. Nega pirose ou epigastralgia. Considerando a principal hipótese diagnóstica, quais são o exame indicado para sua confirmação e o tratamento apropriado?
Endoscopia digestiva alta com biópsia seriada de esôfago e inibidor da bomba de prótons.
Radiografia contrastada de esôfago e antidepressivo tricíclico.
Endoscopia digestiva alta com biópsia seriada de esôfago e corticoide sistêmico.
Radiografia contrastada de esôfago e corticoide deglutido.
Endoscopia digestiva alta com biópsia seriada de esôfago e antihistaminicos sistêmicos.
O câncer gástrico avançado é definido histologicamente quando essa lesão (câncer) atinge a camada muscular da parede gástrica. Sobre o assunto, marque a opção correta.
Pacientes com anemia perniciosa estão sob maior risco de desenvolverem câncer gástrico, por estar relacionada à gastrite autoimune na mucosa antral.
Os pólipos adenomatosos apresentam risco para câncer gástrico, devendo ser considerada a cirurgia se o pólipo for maior que 2 cm ou apresentar foco comprovado de carcinoma invasivo à histologia.
A neoplasia é precedida da seguinte sequência: gastrite crônica, gastrite crônica atrófica, hipercloridria, metaplasia intestinal, displasia e finalmente câncer gástrico.
Para fins de descrição, no que se refere à apresentação da lesão, considera-se a Classificação de Borrmann, sendo que o tipo I apresenta lesão ulcerada, bem delimitada de bordas elevadas.
Com relação à hepatite C, informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida marque a opção que apresenta a sequência correta.
( ) A hepatite C aguda é costumeiramente assintomática, sendo a presença de HCV RNA, a primeira evidência de infecção, sendo usualmente detectado entre 7 e 21 semanas, após a exposição ao vírus.
( ) A eliminação viral após um quadro agudo, impedindo a cronificação, não está relacionada a fatores do hospedeiro, virais e ambientais.
( ) A evolução da doença para quadros avançados é lenta, e o quadro de fibrose pode ser preditor da evolução para cirrose e suas complicações.
( ) Uma evolução mais célere da hepatopatia pode ocorrer, por exemplo, em etilistas, coinfectados com o vírus da hepatite B, imunodeprimidos.
(F); (F); (F); (V).
(F); (F); (V); (V).
(V); (V); (V); (F).
(V); (F); (F); (V).
Com relação à ação dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) no trato gastrointestinal, marque a opção correta.
São alguns fatores de risco para complicações associadas ao uso de AINEs: idade maior de 65 anos, infecção pelo H. pylori, doença renal e antecedentes de úlcera péptica.
Usuários de AINEs específicos para a COX-2 apresentam maiores taxas de Úlcera Péptica, quando comparados com usuários de anti-inflamatórios não COX-2.
Os AINEs inibem a síntese da prostaglandina endoperóxido (PTGS1 ou COX1) e diminui a COX2 que media o dano gastrointestinal.
Os AINEs diminuem a permeabilidade intestinal, o que leva a uma inflamação de baixo grau sobre a mucosa.
A icterícia significa a coloração amarelada de pele e mucosa, consequente ao acúmulo de bilirrubina no soro e tecidos, podendo ser dividida em colestática e não colestática. Sobre o assunto, informe (V) verdadeiro e (F) falso, para as afirmativas abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta a sequência correta.
( ) A icterícia não colestática é causada pela maior oferta de bilirrubina ao fígado, por deficiência de captação pelo hepatócito, ou por defeito no seu transporte intracelular e não pela conjugação caracterizando-se por hiperbilirrubinemia indireta.
( ) A colestase consiste em uma alteração da formação e excreção da bile. Alteração que pode estar localizada desde o hepatócito até a ampola de Vater.
( ) Na síndrome não colestática os pacientes podem ser assintomáticos, apenas apresentando leve icterícia em algum momento da vida, como na maioria dos defeitos hereditários.
( ) A síndrome colestática apresenta elevação dos níveis séricos de fosfatase alcalina, gamaglutaniltransferase, em igual proporção com níveis séricos de aminotransferase.
(F); (V); (F); (V).
(F); (V); (V); (F).
(F); (F); (V); (V).
(V); (V); (F); (F).
Com relação à Síndrome do Intestino Irritável (SII), informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida marque a opção que apresenta a sequência correta.
( ) O diagnóstico da SII é essencialmente clínico, pela inexistência de anormalidades físicas, achados laboratoriais, radiológicos e endoscópicos indicativos de doença orgânica usando critérios de ROMA IV.
( ) Os sintomas sugestivos de SII, quando iniciam em paciente acima dos 50 anos, impõem uma rotina de exames laboratoriais e de imagem, para se diferenciarem das doenças orgânicas.
( ) Nos pacientes com predominância de diarreia, deve-se considerar o diagnóstico diferencial, como por exemplo: disfunção tireoidiana, tumores neuroendócrinos, intolerância alimentar.
( ) Uso de antidepressivos tricíclicos ou inibidores da serotonina, anti-inflamatórios não hormonais e bloqueadores de cálcio são algumas drogas capazes de modificar o comportamento da evacuação e característica das fezes.
(F); (V); (F); (V).
(F); (V); (V); (F).
(V); (V); (V); (V).
(F); (F); (F); (F).
A identificação do H. pylori alterou drasticamente o conhecimento acerca das afecções do trato digestivo superior, sendo hoje reconhecido como o principal fator etiológico da gastrite crônica e classificado como carcinógeno do tipo 1 para a ocorrência do adenocarcinoma gástrico.
Face ao exposto, assinale a opção incorreta.
A metaplasia intestinal encontrada na gastrite crônica causada pelo H. pylori, pode ser dividida em tipo I, quando incompleta e tipo II, quando completa.
A atrofia da mucosa do corpo na gastrite crônica causada pelo H. pylori, guarda menor grau de subjetividade que àquela encontrada no antro.
O Sistema OLGA (Operative Link for Gastritis Assessment) foi desenvolvido para melhor avaliar a extensão e topografia (antro/corpo) das alterações atróficas da mucosa gástrica.
O Sistema OLGIM (Operative Link Gastric Intestinal Assessment) considera apenas a presença, a extensão e a topografia da metaplasia intestinal examinada.
A Dispepsia Funcional é caracterizada pela presença de sintomas persistente ou recorrente, localizados na região superior e central do abdome, que incluem: dor ou queimação epigástrica, empachamento ou peso pós-prandial e/ou saciedade precoce. Sobre o assunto, assinale a opção incorreta.
Na síndrome do Desconforto Pós-prandial (SDPP): predominam os sintomas de empachamento pós-prandial e / ou saciedade precoce, que tenham ocorrido pelo menos 3 vezes por semana, no mínimo, 6 meses antes do diagnóstico.
Pelo Consenso de Roma IV, as queixas dispépticas devem estar presentes durante os últimos 3 meses e que tenham se iniciado, no mínimo, 6 meses antes do diagnóstico.
Segundo Roma IV, ainda são critérios para o diagnóstico, a presença de um ou mais dos seguintes fatores: dor epigástrica, queimação epigástrica, empachamento pós-prandial e saciedade precoce.
Na fisiopatologia, são considerados alguns fatores, como por exemplo: hipersecreção ácida, dismotilidade gastroduodenal, hipersensibilidade visceral, gastrite pelo H. pylori, entre outras.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) em lactentes é definida pela presença de sintomas ou complicações decorrentes do refluxo, diferenciando-se do refluxo fisiológico. A abordagem terapêutica deve ser escalonada e baseada na gravidade dos sintomas. Sobre o manejo da DRGE em lactentes, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.
( )Em lactentes em aleitamento materno com sintomas sugestivos de DRGE, uma prova terapêutica com a exclusão da proteína do leite de vaca da dieta da mãe por 2 a 4 semanas é uma medida inicial recomendada antes de se iniciar a terapia farmacológica.
( )O uso de inibidores da bomba de prótons (IBP), como o omeprazol, é a terapia farmacológica de primeira linha para todos os lactentes com regurgitações frequentes, mesmo na ausência de sinais de alarme como baixo ganho de peso.
( )A posição supina ("barriga para cima") para dormir deve ser mantida em todos os lactentes, incluindo aqueles com DRGE, devido à sua eficácia comprovada na redução do risco da Síndrome da Morte Súbita do Lactente, que se sobrepõe a qualquer benefício postural para o refluxo.
( )O espessamento das fórmulas infantis com gomas ou cereais é uma medida eficaz para reduzir o número de episódios de regurgitação e pode ser considerado parte do tratamento não farmacológico.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
F, F, V, V.
V, F, V, V.
V, V, F, V.
F, V, V, F.
Mulher de 32 anos apresenta diarreia aquosa, em grande volume, sem dor abdominal importante, que persiste mesmo em jejum. O mecanismo fisiopatológico mais provável é:
Aumento da osmolaridade luminal por má digestão.
Aceleração do trânsito intestinal por hipermotilidade.
Diminuição da absorção por lesão vilositária.
Aumento da secreção ativa de eletrólitos no lúmen intestinal.
Osmose reversa.
A respeito da abordagem do paciente com distúrbios gastrintestinais funcionais, como a síndrome do cólon irritável (SCI), podemos afirmar:
A SCI está predominantemente associada a alterações estruturais identificáveis no trato gastrointestinal.
A dieta pobre em FODMAPs (fermentáveis) tem demonstrado benefícios significativos no manejo da SCI.
O uso de probióticos é contraindicado em pacientes com SCI devido ao risco de exacerbação dos sintomas.
Pacientes com SCI e diarreia predominante devem evitar completamente alimentos ricos em fibras.
Um homem de 45 anos apresenta pirose retroesternal há 6 meses, especialmente após refeições volumosas e à noite. Ele relata melhora parcial ao elevar a cabeceira da cama e usar antiácidos esporadicamente. Sem sinais de alarme ao exame físico. O médico suspeita de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Dentre as condutas iniciais, qual a mais adequada segundo as recomendações atuais?
Reforçar medidas comportamentais e iniciar terapia empírica com IBP por 4 a 8 semanas.
Solicitar endoscopia digestiva alta imediatamente, mesmo sem fatores de risco adicionais.
Iniciar antagonista H2 isoladamente, sem necessidade de medidas dietéticas.
Associar procinético de rotina antes de qualquer tentativa de IBP.
Encaminhar para cirurgia antirrefluxo sem teste terapêutico prévio.
Paciente em investigação de retardo puberal apresenta na sua história clínica dor abdominal e constipação intestinal, devendo entrar como possível diagnóstico diferencial:
anorexia nervosa
hipertireoidismo
doença inflamatória intestinal
hipogonadismo hipergonadotrófico
A infecção por Helicobacter pylori no ser humano, predominantemente no antro gástrico, predispõe a úlceras de
fundo gástrico.
cárdia.
grande curvatura do estômago.
pequena curvatura do estômago.
duodeno.
Em relação à gastrostomia endoscópica, é correto afirmar que:
o risco de perfuração colônica durante o exame, apesar de muito baixo, é inerente ao procedimento e não há técnicas para evitá-lo, sendo necessário realizar exame de imagem antes da liberação da sonda para uso nutricional
a confecção peroral do exame pela técnica pull (Ponsky – Gauderer) é contraindicada em pacientes com neoplasias malignas de cabeça e pescoço pelo alto risco de implantação de células tumorais no óstio da gastrostomia
o uso da sonda de gastrostomia para nutrição deve ser retardado em pelo menos 24 horas após sua confecção para melhor maturação do pertuito gastrocutâneo e redução de efeitos adversos
pacientes com doença cardiovascular ou cerebrovascular devem manter a rotina de antiagregantes plaquetários para realização do exame
Homem de 22 anos apresentou quadro de dor retroesternal e sialorreia durante churrasco com amigos. Relata três episódios parecidos nos últimos dois anos, com resolução espontânea. Ele nega morbidades. Realizada endoscopia de urgência, é evidenciado bolo de carne impactado no terço médio do esôfago, associado a estrias longitudinais, pontilhado esbranquiçado esparso e edema do órgão. Durante o exame endoscópico e avaliação esofagiana, a melhor estratégia é realizar biópsias:
no terço distal e proximal, com seis fragmentos
do órgão, antes da retirada do corpo estranho
direcionadas, nas áreas normais e alteradas
posteriores, fora da urgência
Deverá ser prescrito à paciente o uso de ciprofloxacino 500 mg, a cada doze horas, por três dias.
Certo
Errado
Paciente masculino, 30 anos, com queixa de dor abdominal difusa, de início súbito, há 24 horas. A dor é localizada inicialmente na região periumbilical, com evolução para a fossa ilíaca direita, com piora nas últimas horas. Refere náuseas e febre baixa (38 ºC), sem vômitos.
Ao exame físico, dor à palpação da FID e hipogástrio sem sinais de defesa muscular. O exame laboratorial revela leucocitose com desvio à esquerda (14.000 leucócitos/mm³). A ultrassonografia abdominal mostra uma área de inflamação e espessamento da parede intestinal na região do íleo terminal, sugestivo de apendicite aguda.
Diante desse quadro foi submetido a videolaparoscopia exploradora que identificou um apêndice cecal normal e a presença de um divertículo à 60 cm da válvula íleo cecal, com sinais inflamatórios, sem abscedação.
A conduta adequada para o caso é
realizar ileotiflectomia e reconstrução com anastomose do íleo com o ascendente.
realizar ressecção do segmento do íleo englobando o divertículo com anastomose primária.
não ressecar o divertículo, manter antibioticoterapia de amplo espectro e orientação dietética no pós operatório.
não ressecar e programar colonoscopia terapêutica para evacuar qualquer conteúdo que esteja obstruindo o divertículo.
não ressecar, colocar um dreno junto ao divertículo, manter antibioticoterapia de amplo espectro e orientação dietética no pós operatório.