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A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma afecção frequente. O diagnóstico é eminentemente clínico na presença de pirose e regurgitação, porém, em algumas situações, a Endoscopia Digestiva Alta (EDA) é mandatória. Analise as afirmativas a seguir sobre as indicações de EDA na DRGE.
I.A presença de sinais de alarme, como disfagia (dificuldade para engolir), odinofagia (dor ao engolir), perda de peso não intencional e anemia, torna a realização da EDA obrigatória.
II.Pacientes com sintomas típicos de refluxo (pirose e regurgitação) sem sinais de alarme e com idade inferior a 40-45 anos podem ser tratados com prova terapêutica (Inibidor de Bomba de Prótons) sem necessidade inicial EDA.
III.A EDA é necessária para o rastreamento de Esôfago de Barrett em homens com sintomas crônicos de DRGE (mais de 5-10 anos) e múltiplos fatores de risco (obesidade, idade > 50 anos).
IV.A ausência de esofagite erosiva na EDA exclui definitivamente o diagnóstico de Doença do Refluxo Gastroesofágico.
Assinale a alternativa que apresenta somente a(s) proposição(ões) CORRETA(S):
I, II e III.
II e III.
I, III e IV.
I, II, III e IV.
I e IV.
Na investigação da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), o exame considerado padrão-ouro para a caracterização e quantificação da exposição ácida esofágica é:
Endoscopia digestiva alta com cromoscopia.
Esofagomanometria de alta resolução.
pHmetria esofágica de 24 horas.
Seriografia contrastada do esôfago.
Teste terapêutico com IBP em dose plena.
O uso dos agonistas dos receptores do GLP1 como terapia add on após já instaurado o uso de metformina tem consequências positivas: perda de peso, redução da pressão sistólica e melhora renal em pacientes nefropatas.
Certo
Errado
Em um paciente idoso com dor abdominal intensa desproporcional aos achados físicos, qual dos seguintes eventos fisiopatológicos é o mais provável de estar ocorrendo, demandando intervenção cirúrgica urgente?
Obstrução da artéria mesentérica superior por êmbolo cardíaco, levando à necrose isquêmica do intestino delgado.
Trombose venosa mesentérica, resultando em congestão e edema da parede intestinal, com risco de perfuração.
Vasoespasmo da artéria mesentérica inferior, causando isquemia transitória do cólon esquerdo e reto.
Ruptura de um aneurisma da artéria mesentérica superior, provocando hemorragia intra-abdominal maciça.
Compressão extrínseca da artéria mesentérica superior por um tumor pancreático, levando à isquemia intestinal crônica.
A doença celíaca é uma doença comum que ocorre em todas as faixas etárias e com uma variedade de sinais e sintomas. A respeito da doença celíaca, assinale a opção correta.
São características comumente observadas na biópsia intestinal de pacientes celíacos atrofia de vilosidades, alongamento das criptas e infiltrado eosinofílico.
Após o diagnóstico de doença celíaca, é suficiente que o paciente exclua o trigo de sua dieta para cessação dos sintomas.
A anomalia cromossômica mais comumente associada à doença celíaca é síndrome de Edwards.
Nos pacientes portadores de doença celíaca, pode-se observar a hipertransaminasemia isolada como possível apresentação clínica.
Todo paciente HLA-DQ2 ou DQ8 positivo cursará com doença celíaca.
Os mecanismos da fisiopatologia da dispepsia funcional permanecem desconhecidos, apesar de recentemente terem sido identificados alguns fatores de sua etiopatogenia, como:
o etilismo
o tabagismo
a hipersecreção ácida
a aceleração do esvaziamento gástrico
Sobre hemorragia digestiva, é correto afirmar:
As varizes esofageanas são a causa mais comum de hemorragia digestiva alta e o tratamento imediato é realizado por endoscopia.
Quando a etiologia é uma úlcera gástrica, é obrigatória a biópsia durante o exame endoscópico inicial, devido ao alto risco de malignidade.
Um grande ensaio clínico randomizado recente comprovou que o uso profilático de inibidores da bomba de prótons reduz o sangramento, o tempo de internação e a mortalidade em pacientes críticos de alto risco para hemorragia digestiva.
A causa mais comum de hemorragia digestiva baixa são as lesões polipoides, o câncer e a angiodisplasia.
A infusão intravenosa contínua de um inibidor da bomba de prótons diminui a mortalidade em pacientes com úlceras de alto risco (sangramento ativo, vaso visível não hemorrágico, coágulo aderente) quando efetuada depois do tratamento endoscópico.
Um paciente apresenta história clínica com sangramento retal maciço vivo e indolor, e no exame físico se verifi ca palidez cutânea. Com base nessa avaliação, considera-se a possibilidade diagnóstica de:
coagulopatia
intussuscepção
divertículo de Meckel
síndrome de Peutz-Jeghers
No contexto da abordagem da pancreatite aguda, analise as afirmativas:
I. A pancreatite aguda biliar é uma das principais causas dessa condição.
II. A dosagem de amilase e lipase é suficiente para o diagnóstico em todos os casos.
III. A tomografia computadorizada é recomendada para avaliar complicações ou dúvidas diagnósticas.
IV. A antibioticoterapia profilática é indicada rotineiramente para prevenir infecções na pancreatite aguda.
Estão corretas:
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, III e IV, apenas.
I e III, apenas.
Qual a causa mais provável de sangramento digestivo alto com instabilidade hemodinâmica em um paciente masculino, de 65 anos?
Úlcera péptica sangrante
Esofagite erosiva
Neoplasia gástrica
Laceração de Mallory-Weiss
O sistema digestório possui uma grande extensão. O intestino possui muitas vilosidades. Ambos os fatos conferem uma eficiente absorção dos nutrientes. Contrações musculares anelares resultam nos movimentos peristálticos, que realizam a condução do bolo alimentar, fecal e do quimo.
Assinale a alternativa que denomina corretamente o tipo muscular responsável por esse movimento.
Músculo estriado esquelético.
Músculo liso.
Orbicular.
Oblíquo externo do abdome.
Músculo estriado cardíaco.
Assinale a alternativa que descreve apenas características dos adenocarcinomas gástricos do tipo intestinal de Lauren.
Familiar, sangue tipo A.
Mais comum em mulheres, disseminação hematogênica.
Pouco diferenciado, mutações do gene APC.
Atrofia gástrica, aumento de incidência com a idade.
Disseminação linfática, metaplasia intestinal.
Homem de 35 anos, previamente hígido, é admitido na sala de emergência com importante quadro de palidez cutânea e episódios de vômitos escurecidos que se iniciaram nas últimas 12 horas. Refere também fezes enegrecidas de odor muito desagradável nos últimos dois dias. Não apresenta dor abdominal no momento e o exame físico revela abdome inocente. No entanto, refere queixas dispépticas nas últimas semanas, mas não chegou a procurar atendimento médico. Nega perda ponderal, cirurgias prévias ou vícios. Ao exame físico apresenta hipotensão (PA 90x80mmHg) e taquicardia (FC 105 bpm). Toque retal com melena.
Qual das alternativas representa a causa mais provável do quadro de hemorragia digestiva nesse paciente?
Síndrome de Mallory-Weiss.
Úlcera duodenal.
Varizes esofagogástricas.
Gastrite hemorrágica aguda.
Úlcera gástrica maligna.
A colite pseudomembranosa é uma condição infecciosa com componente inflamatório secundário causado pelo microrganismo Clostridium difficile. É caraterizado pela formação de placas esbranquiçadas aderidas à mucosa intestinal.
Em relação a essa condição, assinale a alternativa correta.
O C. difficile é um bacteroide aeróbio, gram- negativo relacionado com as bactérias que causam tétano e botulismo.
O C. difficile é o patógeno mais frequentemente associado a infecções comunitárias e diarreia.
O tratamento prévio com imunossupressores é o fator de risco mais significativo para o desenvolvimento da infecção por C. difficile.
A toxina A produzida pelo patógeno está diretamente relacionada ao desenvolvimento de colite e promove a destruição das células epiteliais cólicas com liberação de mediadores inflamatórios.
O transplante de microbiota fecal perdeu espaço na prática clínica atual devido às limitações logísticas e baixa eficácia terapêutica, sendo progressivamente abandonado.
Presença de lesões descontínuas e segmentares (skip lesions), com áreas intermitentes de intestino de aspecto normal em colonoscopia, sugere diagnóstico de:
Doença de Crohn.
Retocolite ulcerativa.
Colite pseudomembranosa.
Doença diverticular.
O parasita intestinal que causa lesão de mucosa, alteração de sais biliares e exudação intestinal, levando a perda ponderal, prejuízo na absorção de nutrientes e deficiência de vitaminas A, D, E e K, é:
Giardia lamblia.
Necator americanus.
Strongloloides stercoralis.
Entamoeba histolytica.
Trichuris trichiura.
Um homem de 54 anos procura atendimento ambulatorial com queixa de dor epigástrica em queimação há cerca de três meses, com piora em jejum e alívio parcial após a alimentação. Relata uso frequente de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) para lombalgia crônica. Nega perda ponderal significativa, vômitos persistentes ou disfagia. Ao exame físico, apresenta discreta dor à palpação profunda do epigástrio, sem sinais de peritonite.
Considerando o quadro clínico e as recomendações atuais para o manejo da doença ulcerosa péptica, a conduta inicial mais adequada é:
Solicitar endoscopia digestiva alta imediatamente em todos os casos, independentemente da presença de sinais de alarme.
Iniciar inibidor da bomba de prótons em monoterapia, sem investigação etiológica adicional.
Prescrever bloqueador H₂ associado a antiácido de uso contínuo, mantendo o uso de AINEs.
Realizar teste para Helicobacter pylori e iniciar erradicação apenas se houver confirmação histológica por biópsia.
Suspender o uso de AINEs, iniciar inibidor da bomba de prótons e investigar infecção por Helicobacter pylori.
A pancreatite, tanto na forma aguda quanto crônica, envolve processos complexos de inflamação, autodigestão e possíveis disfunções sistêmicas. Considerando seus mecanismos, manifestações e manejo, analise as afirmativas a seguir.
I.Na pancreatite aguda grave, a necrose pancreática infectada torna-se geralmente evidente após a primeira semana, sendo a punção guiada por imagem reservada para casos em que o diagnóstico de infecção permanece incerto.
II.Na pancreatite crônica, a presença de calcificações ductais e parenquimatosas é altamente sugestiva de etiologia alcoólica, embora não seja exclusiva dessa causa.
III.A dosagem seriada de amilase é fundamental para monitorização da gravidade da pancreatite aguda e para decisão terapêutica nas primeiras 72 horas.
Está correto o que se afirma em:
I e III apenas.
II apenas.
I, II e III.
I e II apenas.
De acordo com a classificação Fenotípica da DRGE (Doença do Refluxo Gastro Esofageano) em pediatria, podemos afirmar que:
Na Azia Funcional, a criança apresenta uma exposição ácida normal, sem correlação com sintomas.
Na DRGE não erosiva, a criança apresenta Endoscopia digestiva alta anormal e Phmetria anormal.
Na DRGE erosiva, a criança apresenta EDA alterada e Phmetria 24 horas normal.
Os fenótipos da DRGE em crianças maiores e adolescentes são baseados apenas na sintomatologia.
No Esôfago Hipersensível, a paciente apresenta exposição ácida normal sem correlação com os sintomas.
A doença celíaca é uma intolerância permanente induzida pelo glúten, que está presente principalmente em:
Água potável e sucos naturais.
Trigo, centeio e cevada.
Carnes bovinas e suínas.
Frutas cítricas e tropicais.
Leite e derivados lácteos.