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Sarcopenia é há bastante tempo uma condição associada ao processo de envelhecimento. Entretanto, evidências atuais demonstram se tratar de condição patológica que se inicia ainda na vida adulta, de origem multifatorial além da idade por si só. Seu conceito permanece em constante discussão, sendo o Consenso Europeu para definição e diagnóstico de Sarcopenia o principal documento norteador do debate científico. Segundo as definições mais atuais sobre o tema, é possível afirmar que
Sarcopenia caracteriza-se pela somação entre redução da massa e da força muscular, sendo a redução da função muscular um parâmetro de estratificação de gravidade.
Sarcopenia caracteriza-se pela presença de redução da velocidade de marcha associada à perda de massa muscular ou perda de força muscular.
Sarcopenia é uma condição clínica preditora de risco de quedas, fraturas, mas não se associa ao aumento do risco de morte entre idosos.
dificuldades práticas para aferição da massa muscular motivaram a modificação do Consenso Europeu, que substituiu essa variável pela velocidade de marcha como parâmetro de partida para a avaliação de Sarcopenia.
Sarcopenia é a progressiva e generalizada disfunção muscular caracterizada pela redução da qualidade e da função muscular.
Assinale a alternativa que corretamente identifica os componentes do escore ABCD2 , que determina o risco de um acidente vascular encefálico após um ataque isquêmico transitório.
Idade superior a 80 anos; pressão arterial maior que 160/90 mmHg; características clínicas: hemiparesia unilateral, comprometimento da fala sem hemiparesia; duração do déficit de 10 a 59 minutos ou superior a 60 minutos; e diabetes mellitus.
Idade superior a 60 anos; pressão arterial maior que 140/90 mmHg; características clínicas: hemiparesia unilateral, comprometimento da fala sem hemiparesia; duração do déficit entre 60 a 119 minutos ou superior a 120 minutos; e intolerância a glicose.
Idade superior a 80 anos; pressão arterial maior que 160/90 mmHg; características clínicas: paraparesia, comprometimento da fala sem hemiparesia; duração do déficit entre 60 a 119 minutos ou superior a 120 minutos; e diabetes mellitus.
Idade superior a 60 anos; pressão arterial maior que 160/90 mmHg; características clínicas: hemiparesia unilateral, comprometimento da fala com hemiparesia; duração do déficit de 10 a 59 minutos ou superior a 60 minutos; e hipercolesterolemia.
Idade superior a 60 anos; pressão arterial maior que 140/90 mmHg; características clínicas: hemiparesia unilateral, comprometimento da fala sem hemiparesia; duração do déficit de 10 a 59 minutos ou superior a 60 minutos; e diabetes mellitus.
Sobre a vacinação contra influenza, assinale a alternativa correta.
É indicada apenas para idosos
É composta por vírus influenza inativados (split viral)
Sua composição é modificada a cada cinco anos
A OMS recomenda vacinação apenas em países subdesenvolvidos, tendo em vista a alta prevalência da doença
Deve ser aplicada no período do verão para atingir níveis adequados no inverno
Homem de 66 anos é avaliado com o relato de 7 meses de falta de ar de inicio gradual, progressiva, associado à tosse seca. O histórico médico não é digno de nota e ele não toma medicamentos. Ao exame físico: sinais vitais são normais; SatO2 em ar ambiente: 93%; cardíaco: normal; ausculta pulmonar: crepitações finas inspiratórias em ambas as bases; nota-se baqueteamento digital; não há erupções cutâneas ou edema. A radiografia de tórax revela pequenos volumes pulmonares e infiltrados reticulares em bases, sem linfadenopatia ou derrame pleural. A espirometria revela uma relação VEF1/CVF de 0,87; CVF de 62% do previsto; capacidade de difusão pulmonar para o monóxido de carbono de 48% do previsto.
Nesse momento, a conduta mais apropriada é solicitar
tomografia de tórax de alta resolução.
ecocardiografia transtorácica.
broncoscopia com biópsia pulmonar transbrônquica.
tomografia de tórax com contraste endovenoso.
teste de esforço cardiopulmonar.
Uma das escalas mais utilizadas para se avaliar o desempenho nas atividades da vida diária é a escala de independência em atividades da vida diária ou escala de Katz, que foi desenvolvida para a avaliação dos resultados dos tratamentos em idosos e para predizer o prognóstico nos doentes crônicos, assim como seu grau de independência e autonomia. A respeito desse assunto, assinale a alternativa correta.
Para avaliar a função “vestir-se”, consideram-se o ato de pegar as roupas no armário, o ato de se vestir propriamente dito, incluindo-se botões, fechos e cintos, e o ato de calçar sapatos.
A função “usar o banheiro” compreende o ato de ir ao banheiro para excreções, o ato de higienizar-se e o ato de arrumar as próprias roupas. Dependentes são aqueles que recebem qualquer auxílio direto ou que não desempenham a função, não se devendo incluir o uso de “papagaios” ou “comadres”.
A função “transferência” é avaliada pelo movimento desempenhado pelo idoso para sair da cama e para sentar-se em uma cadeira e vice-versa. Dependentes são as pessoas que recebem auxílio somente para sair da cama.
A função “alimentar-se” relaciona-se ao ato de dirigir a comida do prato (ou similar) à boca e ao ato de avaliar o processo de cortar os alimentos ou prepará-los. Dependentes são as pessoas que recebem qualquer assistência pessoal.
A avaliação da atividade “banhar-se” é considerada em relação ao uso do chuveiro ou da banheira e ao ato de esfregar-se em qualquer uma dessas situações.
Ao utilizarmos a escala de desempenho de Karnofsky, para classificar o paciente oncológico, é incorreto afirmar a seguinte correlação:
sem sinais de queixas, sem evidência de doença – 100% na escala.
moribundo, morte iminente – 10% na escala.
cuida de si, mas não é capaz de trabalhar – 70% na escala.
necessita de assistência ocasional, mas não consegue realizar a maioria de suas atividades habituais – 60% na escala.
mínimos sinais e sintomas, capaz de levar a vida normal – 90% na escola.
O estado confusional agudo ou Delirium é um subtipo de encefalopatia de alta prevalência entre idosos hospitalizados. Entretanto é condição subdiagnosticada e manejada de forma subótima em muitos cenários. Considerando fatores predisponentes, precipitantes e diagnóstico de Delirium, qual alternativa contém a assertiva verdadeira?
Delirium é um subtipo de encefalopatia de causa multifatorial, podendo ser de etiologia orgânica, metabólica ou psiquiátrica.
A combinação entre fatores predisponentes (maior vulnerabilidade) e a gravidade dos fatores precipitantes (etiologia orgânica) é determinante para a incidência e prognóstico do delirium.
O diagnóstico de Delirium entre pacientes com Demência não pode ser realizado porque o paciente já apresenta déficit cognitivo anterior.
O Confusion Assessment Method ou CAM é considerado ferramenta padrão-ouro para o diagnóstico de Delirium.
Dentre os fatores predisponentes mais comuns para Delirium estão as infecções bacterianas e os distúrbios eletrolíticos.
Paciente, 71 anos, gênero feminino, comparece ao consultório para uma consulta de rotina. Há 5 anos, faz tratamento para osteoporose com alendronato, 70 mg/sem, e suplementação de carbonato de cálcio, 500 mg/d, e colecalciferol, 7.000 U/sem. Sua densitometria óssea realizada há 5 anos mostrava um T score de – 2,7 no colo do fêmur. Após esse período de tratamento, o T score do colo do fêmur é de – 2,6.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a conduta a ser tomada.
A dose de alendronato deve ser aumentada para 140 mg/sem.
Deve ser dosado o C-telopeptídeo; baixa dosagem desse marcador de turnover ósseo implica em baixa aderência; a prescrição de uma dose anual de ácido zoledrônico melhoraria a aderência.
O tratamento deve ser suspenso devido ao aumento do risco de fraturas atípicas, que é observado após 3 anos de uso do alendronato.
A dosagem do C-telopeptídeo, independentemente de seus resultados, não vai auxiliar na tomada de decisão em relação à conduta.
Como não houve melhora significativa, a troca do tratamento para ácido zoledrônico deve ser realizada.
Leia o texto abaixo:
“Experiências com camundongos amarelos, que apresentam hipometilação do gene agouti e têm alto risco de obesidade, câncer, diabetes e reduzida longevidade, mostraram que eles, após sua alimentação com suplementos dietéticos ricos em metil durante a gestação, passaram à sua prole um baixo risco das mesmas condições e, ainda, maior longevidade (Cooney et al., 2002)”.
A teoria do envelhecimento a que se refere o relato acima sobre as modificações no genoma que são herdadas pelas gerações subsequentes, mas que não alteraram a sequência do DNA é a teoria ________. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Epigenética
Neuroendócrina
Do dano oxidativo
Genética
Do uso e desgaste
Homem de 60 anos é atendido com queixa de dormência e formigamento nas extremidades inferiores há cerca de 10 meses, sem perda da força. O histórico é significativo para diabete melito tipo 2 há 6 anos e tabagismo de 30 anos-maço. O exame revela sensação diminuída ao toque leve, picada de agulha e sensação vibratória em ambos os pés, estendendo-se até 7 cm abaixo dos joelhos, simetricamente. Nota-se falta de pelos nas pernas no mesmo nível. Tórax, abdome e extremidades superiores têm sensibilidade normal. Os reflexos são normais em membros superiores e quadríceps, mas ausente em Aquiles bilateralmente. O restante de seu exame médico e neurológico é normal.
O diagnóstico mais provável é
síndrome da cauda equina.
mononeurite múltipla precoce.
síndrome de Guillain-Barré.
síndrome paraneoplásica.
neuropatia periférica.
Assinale a alternativa que indica o pior prognóstico relacionado a pacientes idosos com mieloma múltiplo.
Beta-2-microglobulina baixa.
DHL elevada.
Citogenética de alto risco ausente.
Albumina sérica ≥ 3,5 g/dL
Paciente hígido, sem fragilidades ou comorbidades.
Considere as encefalopatias prevalentes no idoso, quando os familiares próximos observam o aparecimento de uma degeneração da memória, com perda da capacidade cognitiva da linguagem, que leva o idoso ao isolamento, abandono e impede sua convivência social. Tal encefalopatia é sugestiva de:
Demência.
Delirium.
Depressão senil.
Acidente vascular encefálico localizado.
Transtorno de ansiedade.
Homem de 74 anos, portador de cardiopatia isquêmica dilatada com fração de ejeção de ventrículo esquerdo preservada e fibrilação atrial há 4 anos, sofreu ataque isquêmico transitório há 3 meses. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta medicamentosa.
Ácido acetilsalicílico e metoprolol
Ácido acetilsalicílico e amiodarona
Warfarina e metoprolol
Ácido acetilsalicílico e digoxina
Warfarina e metoprolol
Uma senhora de 65 anos vem à consulta por queixa de dor nas articulações das mãos, especialmente no período da manhã e nos dias mais frios, com limitação de movimentação das mãos com duração de 15 minutos ao acordar. Refere que notou aumento de volume articular e presença de nodulações em articulações dos dedos das mãos, especialmente nas articulações interfalangeanas proximais e distais. Nega febre, perda ponderal ou acometimento de outras articulações. Diante do quadro clínico exposto, é correto afirmar:
O quadro clínico é típico de artrite reumatoide, sendo indicada a pesquisa do Fator Reumatoide para definição diagnóstica.
Deve-se investigar infecção recente pelo vírus Chikungunya como causa provável do quadro articular relatado.
O quadro clínico é compatível com osteoartrose, sendo indicado tratamento sintomático com analgésicos.
Não é possível definir o diagnóstico da paciente sem exame radiológico e painel de autoanticorpos.
O uso de corticoesteroides em doses baixas é o tratamento de primeira linha para a condição apresentada pela paciente.
Delirium é uma síndrome clínica presente em 10-16% dos pacientes idosos atendidos no Departamento de emergência. Apesar de a presença de delirium correlacionar-se de modo consistente com aumento da morbimortalidade, estima-se que até 60% dos casos não sejam diagnosticados. A apresentação clínica do delirium tem como característica central
a instalação lenta.
as alucinações auditivas.
o curso flutuante ao longo do dia.
o nível de atenção preservado.
Com relação à duração e monitorização do tratamento da osteoporose, assinale a alternativa correta.
Após a interrupção do ácido zoledrônico, há necessidade de sua substituição imediata por alendronato, sob risco no aumento na incidência de fraturas vertebrais e não vertebrais.
A redução de fraturas vertebrais e não vertebrais em pacientes utilizando alendronato por 5 anos pode ainda ser observado por mais 2 ou 3 anos após sua interrupção.
Após uma interrupção do ácido zoledrônico após 3 anos de uso anual, observa-se uma diminuição no risco de fraturas vertebrais e não vertebrais por um período de até 10 anos.
O ácido zoledrônico somente começa a diminuir os riscos de fratura vertebral após 10 anos.
O uso de alendronato deve ser contínuo, e seu benefício na diminuição de fraturas vertebrais e não vertebrais somente é observado após 8 anos de tratamento.
Quanto às recomendações para o tratamento do tromboembolismo venoso (TEV), assinale a alternativa correta.
Quando houver recomendação do tratamento do TEV agudo por mais de 6 meses, os DOACs devem ser substituídos por varfarina.
Todo paciente diagnosticado com TEV deve ser internado para tratamento inicial por via parenteral com heparina não fracionada.
Os anticoagulantes orais de ação direta (DOACs) devem ser utilizados por um período de 6 meses após o diagnóstico de TEV agudo.
Não há indicação de se estender a prescrição de DOACs por mais de 3 meses para o tratamento de TEV agudo quando há somente fatores de risco transitórios.
Pacientes com câncer, diagnosticados com TEV agudo, somente devem utilizar varfarina no seu tratamento.
Assinale a alternativa na qual constam as variáveis clínicas que devem ser avaliadas para o diagnóstico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada.
Idade superior a 60 anos, índice de massa corpórea < 23 kg/m2, hipertensão pulmonar.
Bloqueio de ramo esquerdo, diabetes mellitus, índice de massa corpórea > 30 kg/m2.
Idade inferior a 40 anos, índice de massa corpórea < 23 kg/m2, hipertensão pulmonar.
Estenose aórtica, uso de pelo menos dois anti-hipertensivos, aumento do intervalo QTc.
Hipertensão pulmonar, idade > 60 anos, índice de massa corpórea > 30 kg/m2.
O emagrecimento involuntário em pessoas idosas é um risco importante de morbimortalidade e risco de desnutrição. Qual valor devemos considerar que um idoso tenha baixo peso quanto ao Índice de Massa corporal (IMC)?
IMC menor de 24.
IMC menor ou igual a 22.
IMC menor ou igual a 24.
IMC somente se abaixo de 17.
IMC somente se abaixo de 20.
T.S.D., 67 anos, sexo feminino, queixa-se de dores nas articulações das mãos (interfalangeanas distais, proximais, metacarpofalangeanas e punhos) há 6 meses, sendo a dor pior pela manhã, com rigidez matinal de 90 minutos, com melhora com anti-inflamatórios. Tem histórico de dores em crises nos pés (região de metatarsofalangeana). Ao exame físico articular, nota-se presença de nódulos em região de interfalangeana distal, edema de algumas metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais e punhos. Traz os seguintes exames: VHS: 50 mm/h (VR: < 20 mm/h), fator reumatoide 10 UI/mL (VR: < 20 UI/mL), anti-CCP: 1,5 U/mL (VR: < 2,0U/mL), ácido úrico sérico: 5,9 mg/dL (VR: 2,4 a 5,7 mg/dL), Rx de mãos/punhos: erosão de 2ª metacarpofalangeana direita. Considerando o caso, o melhor raciocínio clínico e a conduta terapêutica são
osteoartrite, utilizar anti-inflamatório por 5 dias, após analgesia simples com paracetamol, conforme a necessidade.
doença por deposição de pirofosfato de cálcio, utilizar anti-inflamatório por 5 dias, após tratamento com anti-inflamatório tópico para controle dos sintomas.
polimialgia reumática, utilizar corticoide (prednisona) até controle dos sintomas, e reintrodução da medicação, se nova crise da doença.
artrite gotosa crônica, iniciar anti-inflamatório até controle da crise, com posterior introdução de alopurinol para controle da doença.
artrite reumatoide, iniciar corticoterapia (prednisona) e, após avaliação criteriosa, metotrexate como droga modificadora do curso da doença.