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Acerca das asfixias, assinale a alternativa correta.
Na caracterização de um afogamento incompleto, não há necessidade de que todo o corpo da vítima esteja submerso, bastando os orifícios naturais (respiratórios).
As chamadas “lesões gerais das asfixias” compreendem a presença de cianose, petéquias, congestão polivisceral, fluidez do sangue e “espuma” nas vias aéreas (edema pulmonar), porém elas só podem ser identificadas nos casos de asfixias naturais.
A ocorrência de equimose retrofaríngea de Brouardel, sinal de Amussat e sinal de Friedberg confirmam uma morte por asfixia com sufocação direta.
No soterramento, a presença de asfixia ocorre em função da falta de renovação do ar.
A presença de líquidos nas vias aéreas inferiores de uma vítima de afogamento branco é um achado necroscópico frequente.
Ao exame pericial, a presença de um sulco horizontal, de profundidade uniforme, completo na maioria das vezes e localizado externamente na região cervical, associado à presença de sinais externos de asfixia, sugere
sufocação indireta.
estrangulamento.
esganadura.
sufocação direta.
enforcamento.
Experimentalmente, o enforcamento evolui em três períodos até o êxito letal. Constitui um sinal clínico característico da evolução do seu “segundo período”:
Calor.
Convulsão.
Fosfeno.
Zumbido.
Ao chegar ao local do óbito, o perito se deparou com o cadáver dentro de um veiculo todo fechado, com uma mangueira presa no cano de descarga e a outra por dentro da janela, levando a crer que a morte foi suicídio por inalação excessiva de dióxido e monóxido de carbono. Assim, antes da retirada do corpo, o perito informará no seu laudo que o corpo foi encontrado com sinais aparente de morte por:
toxicologia.
asfixia.
ação cortocontusa.
ação cortante.
ação contundente.
Cianose, petéquias, congestão polivisceral, fluidez do sangue e espuma no sistema respiratório são sinais de alta sensibilidade e alta especificidade para asfixias criminosas.
Assinale a opção que apresenta uma característica típica do sulco no pescoço em casos de estrangulamento.
interrompido ao nível do nó.
fundo pergaminhado.
geralmente único.
profundidade uniforme.
disposição oblíqua e ascendente.
Uma vítima que apresenta à inspeção externa inúmeros pontilhados hemorrágicos oculares, cianose e edema faciais, equimoses em linha quebrada no tórax e, na inspeção interna, apenas fratura de dois arcos costais, sem hemorragia intracavitária ou lesão visceral, morreu por:
traumatismo de tórax devido a atropelamento.
asfixia mecânica por compressão do tórax.
eletroplessão.
fulguração.
ação contundente e asfixia por sufocação.
A visualização de equimoses viscerais nos pulmões e no pericárdio é compatível com morte por asfixia mecânica.
Certo
Errado
Ao examinar um cadáver que chegou ao necrotério para necropsia, o perito, à inspeção evidenciou, livores de hipóstase de coloração azulada intensa com face congesta. O exame necroscópico não evidenciou achados significativos, afora os comuns às asfixias mecânicas. Apresentava no pescoço um laço que foi removido, deixando visível a existência de sulco único, com as seguintes características: assimétrico, de profundidade desigual, interrompido ao nível do nó. O sulco está oblíquo e ascendente e acima da cartilagem tireoide. Com base nesses achados, conclui-se que a provável causa da morte e a possível causa jurídica foram, respectivamente:
estrangulamento e acidente.
estrangulamento e homicídio.
sufocação e acidente.
enforcamento e suicídio.
enforcamento e homicídio.
Assinale a alternativa INCORRETA.
As equimoses subpleurais, também conhecidas com manchas de Paltauf, são raras no afogamento, mais comuns são manchas de Tardieu, de dimensões maiores, 2cm ou mais, de contornos irregulares, tonalidade vermelho-clara.
Na Asfixia por monóxido de carbono (CO), este, fixandose na hemoglobina dos glóbulos vermelhos, impede o transporte de oxigênio aos tecidos, levando a um tipo especial de asfixia por “carboxiemoglobinemia”. A pesquisa do monóxido de carbono no sangue pode ser realizada pelas Provas de Katayama, Liebmann, Kunckel-Weltezel e Stockis, além da espectroscopia.
As sufocações diretas por oclusão da boca e das fossas nasais são quase sempre de caráter criminoso, sendo necessária acentuada desproporção de forças entre a vítima e o agressor; nas sufocações por oclusão das vias aéreas, as causas são quase sempre acidentais, sendo comum encontrar-se o corpo estranho obstruindo a glote, a bifurcação brônquica ou um dos brônquios fonte, inclusive alimentos e aspirações de vômito.
No estrangulamento antibraquial “golpe da gravata”, a morte geralmente se dá por oclusão das vias aéreas ou da obstrução da circulação das carótidas, por ação da prega do cotovelo sobre a face lateral do pescoço, mas também pode ser devida a reflexo laríngeopneumogástrica ou “estrangulamento branco de Claude Bernard-Lacassagne”, em que, por vezes, pressões menos significativas do pescoço podem resultar e parada cardíaca sem os sinais clássicos de asfixia.
A esganadura é sempre homicida, podendo a morte ocorrer por asfixia, como por inibição por compressão de feixes nervosos; as lesões externas mais importantes são as escoriações produzidas pelo agressor, no pescoço da vítima, teoricamente de forma semilunar, apergaminhadas, de tonalidade pardo-amareladas, conhecidas como “estigmas ungueais”.
A hipótese de morte súbita por anafilaxia não pode ser descartada.
Assinale a alternativa incorreta:
A máscara equimótica de Morestin é um achado comum nas asfixias por sufocação indireta
Na esganadura, podemos encontrar secções semilunares na túnica íntima das artérias carótidas comuns (sinal de França).
Nos afogamentos, o sangue no hemicoração direito se acha mais diluído que no hemicoração esquerdo.
No confinamento, a asfixia se dá pela permanência da vítima em local fechado, sem renovação do ar respirável.
A natureza jurídica da esganadura é sempre homicida.
Em exame de perícia, Pedro poderá apresentar, em decorrência do acidente, cianose cérvico-facial.