Questões de Concurso sobre Medicina da Família

 
 
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O uso da bupropiona é muito comum na realidade da atenção primária. Sobre a bupropiona, analisar os itens.


I. A bupropiona não atua no sistema serotoninérgico e, por isso, tem baixo risco de disfunção sexual.

II. O risco de convulsão com a bupropiona independe da dose.

III. Pacientes com ansiedade grave ou transtorno de pânico não devem ser medicados com bupropiona.


Está CORRETO o que se afirma:


A

Apenas no item I.


B

Apenas no item II.


C

Apenas nos itens I e III.


D

Apenas nos itens II e III.

Homem de 45 anos de idade apresenta perda ponderal de 6 kg em três meses, mialgia e episódios recorrentes de dor abdominal, fraqueza e parestesias em mãos e pés, com piora progressiva. AP: hepatite B; HAS. Exame físico: paresia em dorsoflexão do pé direito e perda da sensibilidade tátil e dolorosa no dorso do pé direito e na face lateral da perna esquerda. Exames laboratoriais: creatinina 1,8 mg/dL; sumário de urina sem alterações; ANCA negativo. Biópsia de nervo sural: inflamação transmural de artéria de médio calibre com necrose fibrinoide.


O diagnóstico é


A

poliarterite nodosa.


B

granulomatose com poliangeíte.


C

poliangeíte microscópica.


D

arterite de células gigantes.


E

crioglobulinemia.

Considere que Lucas, de 42 anos de idade, procura atendimento porque, ao acordar, sente mal‑estar, tem tremores e, eventualmente, falta ao trabalho. Sedentário, relata alimentação irregular, baseada em “fast‑food”, uso diário de bebida alcóolica de 5 a 10 doses de pinga. Relata que há alguns meses fez alguns exames que demonstraram alterações hepáticas. Apesar de ter sido orientado a largar a bebida, afirma que ainda não o fez porque é muito ansioso, e algumas doses ao dia o ajudam a relaxar. Ao ser abordado com a possibilidade de alcoolismo, ele diz que não é alcoólatra, já que tem emprego estável, não vê prejuízo associado ao consumo do álcool e que controla a quantidade de bebida ingerida.


A fase da motivação e o objetivo da abordagem de Lucas, nesse momento, são, respectivamente:


A

Contemplação e focar.


B

Pré‑contemplação e engajar.


C

Contemplação e engajar.


D

Pré‑contemplação e focar.

As equipes de Atenção Primária (eAP) representam um modelo de equipe na Atenção Primária à Saúde (APS), estruturadas conforme os fundamentos e orientações da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), com adaptabilidade na formação de membros e compostas, no mínimo, por:


A

Enfermeiro preferencialmente especialista em saúde da família e técnico de enfermagem.


B

Enfermeiro preferencialmente especialista em saúde da família e 4 a 5 agentes comunitários de saúde.


C

Médico preferencialmente da especialidade medicina de família e comunidade e 4 a 5 agentes comunitários de saúde.


D

Médico preferencialmente da especialidade medicina de família e comunidade e enfermeiro preferencialmente especialista em saúde da família.


E

Agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias.

Em uma Unidade Básica de Saúde, o médico acompanha uma paciente de 47 anos com dor lombar crônica e sintomas depressivos leves. Durante as consultas, percebe que as queixas físicas estão relacionadas a sobrecarga emocional e a dificuldades familiares. Ele decide reunir a equipe multiprofissional para compreender melhor o contexto social, familiar e emocional da paciente e, em conjunto com ela, construir um plano de cuidado que envolva acompanhamento psicológico, fisioterapia e apoio familiar.


A ferramenta da atenção primária que melhor orienta essa conduta é o


A

Projeto terapêutico singular.


B

Ecomapa.


C

Genograma.


D

Método SOAP.


E

Método clínico centrado na pessoa.

O Acolhimento com Classificação de Risco e a Estratificação de Risco são importantes ações no processo de avaliação de risco e vulnerabilidade na Atenção Básica.


Assinale a opção que apresenta a ação que é considerada um desfecho da Estratificação de Risco.


A

O procedimento para resolução de demanda simples prevista em protocolo, como renovação de receitas para pessoas com condições crônicas para o seguimento de linha de cuidado bem definida.


B

A identificação de subgrupos de acordo com a complexidade da condição crônica de saúde, para diferenciar o cuidado clínico e os fluxos na Rede de Atenção à Saúde para um cuidado integral.


C

A orientação sobre territorialização e fluxos da RAS, com indicação específica do serviço de saúde que deve ser procurado.


D

O encaminhamento a outro ponto de atenção da RAS, mediante contato prévio, respeitado o protocolo aplicável.


E

A consulta ou o procedimento imediato.

Assinale a opção que apresenta o item necessário para o funcionamento das equipes de Consultório na Rua (eCR).


A

Funcionar preferencialmente no período diurno.


B

Contar com agente social na sua composição mínima.


C

Cumprir a carga horária mínima semanal de 20 horas.


D

Realizar as atividades restritas à modalidade itinerante e na unidade móvel.


E

Ter, no máximo, dois profissionais da mesma profissão de saúde, seja de nível médio ou superior.

Paciente, homem, 50 anos, comparece à Unidade Básica de Saúde relatando tentativa frustrada de cessação do tabagismo por conta própria. Fuma, em média, 20 cigarros por dia, há mais de 30 anos. Relata sintomas de abstinência intensa quando tenta parar, como irritabilidade, ansiedade e insônia. Ele tem diagnóstico prévio de hipertensão bem controlada. Suas medicações de uso contínuo são: enalapril 10mg, 1 comprimido de 12 em 12 horas e hidroclorotiazida 25 mg, 1 comprimido ao dia. Nega quaisquer outras comorbidades e nega histórico patológico prévio.


Após consulta com seu médico de família, opta por participar do tratamento para cessação do tabagismo. Durante a consulta, informa que, além do uso de cigarro, há 30 dias está fazendo uso de goma de nicotina comprada sem prescrição médica, mas com pouca adesão. Deseja iniciar o uso de medicamentos pelo SUS.


Considerando o PCDT do tabagismo, a conduta correta da equipe de saúde responsável pelo caso do paciente é:


A

incluir o paciente no protocolo apenas para tratamento medicamentoso, visto que já está utilizando Terapia de Reposição com Nicotina (TRN) sem sucesso.


B

oferecer a TRN combinada (adesivo e goma) imediatamente, mesmo com o paciente ainda fumando 20 cigarros por dia, pois há indícios de alta dependência e falha terapêutica prévia.


C

incluir o paciente no grupo multidisciplinar de cessação do tabagismo da Clínica de Saúde da Família, orientando interrupção da automedicação e início formal com acompanhamento para avaliação de tratamento medicamentoso.


D

encaminhar o paciente para atenção especializada, pois o uso anterior de TRN sem prescrição caracteriza falha terapêutica e exige avaliação por especialista em cessação do tabagismo.


E

negar a entrada do paciente no grupo multidisciplinar de cessação do tabagismo da Clínica de Saúde da Família, pois o mesmo já iniciou o uso de TRN de forma irregular, o que o exclui dos critérios do PCDT.

Em uma visita domiciliar, o Agente Comunitário de Saúde (ACS) encontrou uma senhora de 40 anos, que lhe informou que estava há cinco dias com os seguintes sintomas: febre alta: 39°C a 40°C, dor de cabeça, no fundo dos olhos e nas juntas, fraqueza, náuseas, vômitos e manchas vermelhas na pele. O ACS informa que ela deve procurar consulta na unidade de saúde, pois os sintomas apresentados podem ser característicos de que doença?


A

Hanseníase.


B

Dengue.


C

Leishmaniose Tegumentar.


D

Escabiose.


E

Sarampo.

Puérpera G1POAO de 21 anos de idade comparece ao consultório para a consulta pré-natal inicial com 12 semanas de gestação. A urinálise evidencia bacteriúria e a urocultura é positiva para Escherichia coli com mais de 100.000 UFC. Contudo, a paciente encontra-se completamente assintomática. Qual a conduta mais apropriada nesse momento?


A

Não instituir antibioticoterapia e repetir a urinálise na próxima consulta.


B

Não instituir antibioticoterapia, mas encorajar a paciente a aumentar a ingesta hídrica e de suco de cranberry diariamente.


C

Interromper a urinálise nas consultas pré-natais devido à alta taxa de falsos-positivos em jovens assintomáticas.


D

Reassegurar a paciente de que a administração de antibióticos não é necessária, a menos que ela desenvolva sintomas.


E

Tratar a paciente com um ciclo de 7 dias de amoxicilina oral.

Enfermeiro da Estratégia Saúde da Família (ESF) está acompanhando, em uma comunidade de alta vulnerabilidade social, uma gestante adolescente que manifesta recorrentemente ao profissional seu desejo de não envolver a família na gestação, temendo represálias e violência doméstica. Durante as visitas, a adolescente apresenta sinais de sofrimento psicológico e entrega ao profissional um diário com relatos de experiências sensíveis. O enfermeiro deve tomar uma decisão ética e bioética sobre o sigilo das informações obtidas. Em relação à conduta mais eticamente adequada, o profissional deve


A

encaminhar o caso para os órgãos de proteção social, especialmente pela gravidade dos relatos, pois a atenção primária deve compartilhar casos potenciais de conflito familiar com a rede de proteção.


B

revelar integralmente as informações à equipe multiprofissional e aos gestores, priorizando a integralidade do cuidado e o cumprimento das metas do serviço, uma vez que a situação transcende o escopo da ESF.


C

proceder à quebra do sigilo, comunicando à família, devido ao princípio da autonomia compartilhada que fundamenta a atuação da atenção primária à saúde em cenário de alta vulnerabilidade social.


D

manter o conteúdo confidencial e compartilhar informações apenas quando indispensáveis à proteção do adolescente e, mesmo assim, buscando o seu consentimento, em respeito à autonomia, sigilo profissional e bioética da proteção.


E

subordinar a decisão individual à maioria da equipe, acatando a deliberação coletiva, uma vez que o princípio da justiça distributiva se sobrepõe ao sigilo em cenários de vulnerabilidade social.

Mulher, 52 anos, relata dificuldade para iniciar o sono e acorda várias vezes durante a noite nos últimos 3 meses. Refere cansaço diurno, irritabilidade e dificuldade de concentração no trabalho. Nega uso de medicamentos, álcool ou substâncias estimulantes recentes. Relata estresse familiar.


Acerca da conduta frente à insônia na Atenção Primária à Saúde (APS), é CORRETO afirmar que compete ao médico:


A

focar em mudanças pontuais de hábitos, como reduzir cafeína e atividades noturnas estimulantes, sem planejamento estruturado ou acompanhamento da rotina de sono.


B

solicitar polissonografia e exames laboratoriais para investigar causas secundárias de insônia antes de qualquer intervenção comportamental ou educativa.


C

prescrever benzodiazepínico de curta duração, com monitoramento periódico do uso e reavaliação da necessidade da medicação após algumas semanas.


D

recomendar fitoterápicos ou melatonina, com orientações gerais sobre horários de sono, considerando a suplementação como recurso principal no manejo inicial.


E

implementar estratégias de higiene do sono e intervenção cognitivo-comportamental, orientando sobre rotina, ambiente e estímulos do sono, com acompanhamento da evolução clínica.

A promoção da equidade e inclusão social no território da Estratégia Saúde da Família (ESF) é feita por meio de ações que reconhecem e respondem às necessidades específicas de cada grupo social e indivíduo.


A territorialização e mapeamento de vulnerabilidades é caracterizada quando:


A

As equipes, especialmente os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), realizam visitas domiciliares e buscam ativamente indivíduos e famílias que não conseguem acessar a unidade de saúde.


B

A ESF trabalha em parceria com outras áreas e organizações locais para enfrentar os determinantes sociais da saúde que impactam a equidade, como a falta de acesso à educação, saneamento básico e emprego.


C

O atendimento é moldado pelas necessidades de cada pessoa ou grupo, e não por um modelo único e igualitário, com um maior investimento para aqueles com condições de saúde mais complexas ou em maior vulnerabilidade.


D

Viabiliza a realização de grupos, palestras e atividades de educação em saúde que capacitem a comunidade a cuidar melhor de sua saúde e a lutar por seus direitos.


E

As equipes de ESF realizam o mapeamento detalhado da área de abrangência para identificar as condições de vida, moradia, trabalho e renda da população, bem como grupos vulneráveis.

De acordo com a Diretriz do Ministério da Saúde (“Integração da Atenção Primária à Saúde à Vigilância em Saúde”), que estrutura as atividades da Estratégia Saúde da Família (ESF), qual é o papel central das equipes ESF (médico, enfermeiro, ACS/ACE) no controle de riscos epidemiológicos?


A

Priorizar campanhas educativas gerais anuais, sem investigação territorial ou capacitação de ACE/ACS.


B

Atuar como triagem para encaminhamento hospitalar de todos os suspeitos, sem implementação de ações locais de controle.


C

Realizar exclusivamente eliminação de criadouros de vetores (Aedes), sem identificação de riscos humanos ou monitoramento de condições.


D

Identificar riscos à saúde, monitorar condições e eventos no território, investigar casos/surtos (ex.: quimioprofilaxia/vacinação), com capacitação obrigatória de ACE/ACS via programa “Mais Saúde com Agente”.


E

Limitar-se à notificação compulsória isolada via SINAN, delegando monitoramento e ações à Vigilância Epidemiológica municipal, sem treinamento específico de agentes.

No manejo de doenças crônicas prevalentes, uma mulher de 58 anos, sedentária (trabalha sentada), na consulta de rotina na Atenção Primária à Saúde apresenta uma glicemia de jejum 145 mg/dL (confirmada 2 vezes), HbA1c 7,2%, IMC 32 kg/m², sem neuropatia ou retinopatia e história familiar de diabetes mellitus tipo 2 (DM2) , com a mãe diagnosticada com 50 anos.


Assinale a alternativa que indica corretamente o manejo farmacológico inicial de acordo com o Protocolo da Sociedade Brasileira de Diabetes e Ministério da Saúde 2025.


A

Iniciar DPP-4 inibidor 50 mg/dia e metformina, com foco em perda 10% peso e rastreio calórico, reavaliando glicemia capilar pós-prandial diária para meta <140 mg/dL.


B

Prescrever insulina NPH 0,2 UI/kg/dia basal ao jantar, com monitoramento glicêmico 4×/dia e ajuste semanal, priorizando controle estrito <7% HbA1c para evitar hipoglicemias noturnas em sobrepeso inicial.


C

Optar por SGLT2 inibidor 10 mg/dia isolado, com dieta baixa caloria e jejum intermitente, monitorando cetonas urinárias semanais para proteção CV/renal em IMC elevado.


D

Iniciar metformina 500 mg 2 vezes ao dia (aumentar gradualmente a 2 g/dia), associada a educação em autocuidado, dieta hipocalórica e atividade 150 min/semana, com reavaliação HbA1c em 3 meses e meta <7,5% para prevenção microvascular.


E

Associar gliclazida 80 mg/dia à metformina desde o início, com ênfase em restrição de carboidratos <45 g/refeição, visando remissão rápida via cetogênica e meta HbA1c <6,5% em 1 mês.

Dentre as competências do Médico de Família e Comunidade (MFC), temos a Organização dos processos de trabalho e a Gestão da clínica. Baseado nesse quesito, podemos afirmar que o MFC precisa:


( ) Avaliar as tecnologias de gestão da clínica para lidar com fatores como pressão assistencial, frequentação, lista de pacientes, estratificação de risco e/ou vulnerabilidade.

( ) Dominar o manejo do paciente hiperfrequentador, gerindo problemas de saúde simultâneos por meio da identificação, exploração, negociação, aceitação e estabelecimento de prioridades.

( ) Avaliar a rede de assistência à saúde e a função dos seus componentes em relação à Atenção Primária.

( ) Gerenciar os fluxos de resultados de exame.

( ) Dominar os sistemas de informação vigentes no SUS e analisar os dados disponíveis a fim de avaliar as ações de saúde e realizar planejamento em saúde.

( ) Dominar a gestão da agenda, realizando consultas individuais, grupais, visitas domiciliares, consultas agendadas e não agendadas, e tarefas administrativas.


Em relação as afirmações, assinale a alternativa que contemple a sequência, de cima para baixo, correta:


A

V * V * V * F * V * F


B

V * V * V * V * V * V


C

V * V * V * F * V * V


D

F * V * V * F * V * F

A equipe de Saúde da Família (eSF) é o principal grupo de trabalho na Atenção Primária à Saúde, encarregada de executar iniciativas de saúde para indivíduos, famílias e comunidades, abrangendo promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, terapia, recuperação, minimização de riscos, cuidados paliativos e monitoramento sanitário.


Para implantar uma equipe de Saúde da Família (eSF), a composição essencial deve incluir:


A

Médico generalista, ou especialista em Saúde da Família, ou médico de família e comunidade; enfermeiro generalista ou especialista em saúde da família; auxiliar ou técnico de enfermagem; agente de combate às endemias.


B

Enfermeiro generalista ou especialista em saúde da família; auxiliar ou técnico de enfermagem; agentes comunitários de saúde.


C

Enfermeiro generalista ou especialista em saúde da família; auxiliar ou técnico de enfermagem; agentes comunitários de saúde; agente de combate às endemias.


D

Auxiliar ou técnico de enfermagem; agentes comunitários de saúde; agente de combate às endemias.


E

Médico generalista, ou especialista em Saúde da Família, ou médico de família e comunidade; enfermeiro generalista ou especialista em saúde da família; auxiliar ou técnico de enfermagem; agentes comunitários de saúde.

As equipes multiprofissionais de Atenção Primária à Saúde (eMulti) consistem em grupos formados por especialistas de diversas áreas e profissões da saúde.


Elas atuam de forma suplementar e coordenadas com outras equipes da Atenção Primária à Saúde (APS), incluindo:


1. Equipes de Saúde da Família (eSF).

2. Equipes de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR).

3. Equipes de Consultório na Rua (eCR).

4. Equipes de Atenção Primária (eAP).


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.


B

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.


C

São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.


D

São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.


E

São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.

Mulher, 28 anos, procura a Estratégia Saúde da Família (ESF) com queixa de olho vermelho, secreção mucopurulenta e leve desconforto ocular há 2 dias. Refere ter usado lentes de contato recentemente e nega dor intensa, fotofobia ou diminuição significativa da visão.


Considerando o quadro clínico, sobre o manejo do caso na Atenção Primária à Saúde (APS), é CORRETO afirmar que:


A

conjuntivites virais devem ser tratadas com antibióticos tópicos preventivamente para evitar complicações bacterianas secundárias.


B

toda conjuntivite deve ser imediatamente encaminhada para oftalmologista, sem prescrição de medicação na APS.


C

o acompanhamento na APS pode limitar-se à prescrição de colírios sintomáticos e orientações gerais, sem necessidade de identificar tipo de conjuntivite ou monitorar evolução, considerando que a maioria dos casos é autolimitada.


D

o manejo inicial na APS inclui identificar o tipo provável de conjuntivite (bacteriana, viral ou alérgica), orientar higiene ocular, suspender lentes de contato, prescrever colírio antibiótico quando indicado, monitorar evolução e encaminhar casos graves ou suspeitos de complicações para referência especializada.


E

não é necessário orientar suspensão de lentes de contato ou cuidados de higiene ocular, pois a conjuntivite é sempre autolimitada.

Paciente, 45 anos, trabalha em unidade prisional e apresenta tosse persistente há 3 semanas, febre vespertina e perda de peso. Ele procurou a equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) para avaliação. Considerando o cuidado integral da tuberculose na Atenção Primária à Saúde (APS), é CORRETO afirmar que:


A

apenas a identificação de tosse há mais de duas semanas é suficiente para iniciar tratamento antituberculoso na APS, dispensando exames complementares.


B

na APS, é fundamental apenas identificar casos em populações vulneráveis, rastrear contatos próximos e integrar ações de educação em saúde para prevenir novos casos de tuberculose.


C

a equipe da APS deve investigar fatores de risco, orientar realização de exames laboratoriais, notificar casos suspeitos, iniciar tratamento conforme diretrizes do Ministério da Saúde, orientar sobre adesão e prevenção da transmissão, fazer acompanhamento domiciliar e vacinar contatos elegíveis com BCG.


D

o acompanhamento do paciente na APS deve incluir monitoramento da resposta ao tratamento, registro adequado e articulação com a rede de referência quando necessário, garantindo continuidade do cuidado. A notificação e início de tratamento devem ser deixados como função específica do serviço especializado do município.


E

a prevenção da tuberculose na APS envolve não só a vacinação BCG, mas também triagem de sintomas, educação em saúde e identificação precoce de contatos apenas em populações de baixo risco.

 
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