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O uso de corticoterapia para prevenção da morbidade respiratória neonatal relacionada à prematuridade está recomendado em qual intervalo de idade gestacional?
De 24 a 33+6 semanas.
De 23 a 33+6 semanas.
De 24 a 34 semanas.
De 23 a 34 semanas.
De 22 a 36 semanas.
Na revisão de um bebê de 5 dias de vida, a mãe se queixa que seu bebê está amarelo. Afirma que o bebê não evacuou desde que chegou em casa. Mostra o resultado da bilirrubina total de 20 mg/dl coletada no 5º dia de vida. Nasceu de parto vaginal, teve alta com 48 horas de vida, peso de nascimento 3.100 g, com 38 semanas de idade gestacional. Mãe e bebê são A+. O peso na consulta é de 2.700 g. A partir dessas informações, qual é a melhor conduta no caso?
Orientar a mãe a complementar o aleitamento materno e solicitar retorno para nova consulta em 2 dias.
Indicar a internação para exsanguinotransfusão.
Fototerapia de alta irradiância.
Imunoglobulina humana endovenosa.
Recém-nascido (RN) de parto normal, sexo feminino, a termo, pequeno para a idade gestacional, mãe primigesta, pré-natal sem intercorrências, refere pai com cegueira em olho direito. No alojamento conjunto, foi feito o teste do olhinho no RN (Reflexo Vermelho) que se apresentou negativo no olho direito e foi positivo no olho esquerdo.
Diante do caso, qual a principal hipótese diagnóstica e a conduta a ser tomada pelo pediatra?
Retinoblastoma no olho direito; solicitar fundo de olho ao oftalmologista.
Retinoblastoma no olho esquerdo; solicitar fundo de olho ao oftalmologista.
Glaucoma congênito no olho esquerdo; solicitar fundo de olho ao oftalmologista.
Catarata congênita no olho esquerdo; repetir o exame de reflexo vermelho com 7 dias de vida.
Glaucoma congênito no olho direito; repetir o exame de reflexo vermelho com 7 dias de vida.
Lucas, um recém-nascido de 32 semanas de idade gestacional, nasceu por parto cesáreo de urgência devido a sofrimento fetal agudo. Sua mãe apresentou febre materna intraparto (38,5 ºC) e rotura prolongada de membranas (> 18 horas), sem uso de antibióticos profiláticos. Nas primeiras 6 horas de vida, o recém-nascido desenvolveu taquipneia intensa (frequência respiratória: 72 irpm), gemência, retração subcostal e temperatura instável. O exame revelou perfusão periférica prolongada e letargia moderada. Foi iniciada oxigenoterapia e realizada coleta de exames laboratoriais, incluindo hemocultura, hemograma e proteína C reativa (PCR).
Os resultados laboratoriais mostraram:
• Hemograma: leucocitose (25.000/mm3), relação I/T aumentada (> 0,3)
• PCR: 12 mg/L (valores elevados)
• Hemocultura: aguardando resultado Diante do quadro, a equipe médica iniciou antibioticoterapia empírica.
Nesse caso, qual é a melhor conduta a ser seguida?
Suspender a antibioticoterapia em 24 horas se o recém-nascido melhorar clinicamente, pois a PCR elevada isoladamente não justifica a manutenção do tratamento.
Manter a antibioticoterapia empírica por 36 a 48 horas, reavaliando a manutenção de acordo com os resultados das hemoculturas e PCR seriada. Caso a evolução seja favorável e os exames não confirmem infecção, considerar a suspensão dos antibióticos.
Ajustar imediatamente a antibioticoterapia para cefalosporina de terceira geração, pois a sepse neonatal precoce está predominantemente associada a germes Gram-negativos e requer cobertura de amplo espectro.
Solicitar punção lombar de rotina em todos os recém-nascidos com suspeita de sepse, independentemente da estabilidade clínica e da presença de sintomas neurológicos.
Iniciar antibioticoterapia empírica com ampicilina + gentamicina, monitorizando rigorosamente sinais clínicos e laboratoriais. Caso os exames laboratoriais e a hemocultura se mantenham negativos após 48 horas e o recém-nascido apresente melhora clínica, suspender os antibióticos.
Arthur, um recém-nascido com 20 dias de vida, previamente saudável, é levado à emergência pediátrica pelos pais devido a febre de 38,2 ºC nas últimas quatro horas. Ele não apresenta sinais localizados evidentes, como tosse, rinorreia ou sinais gastrointestinais.
Ao exame físico, Arthur está irritado, com sucção débil e discretamente letárgico, sem sinais evidentes de desconforto respiratório ou hepatoesplenomegalia. Os pulsos periféricos estão preservados, mas sua perfusão capilar encontra-se ligeiramente prolongada (3 segundos). Os pais negam contato com pessoas doentes, mas relatam que o recém-nascido esteve mais sonolento nas últimas 24 horas.
Diante desse quadro, qual a conduta inicial mais apropriada?
Internação imediata para investigação completa de possível sepse neonatal, incluindo hemograma, proteína C reativa (PCR), hemocultura, urocultura, líquor e radiografia de tórax, além de início precoce de antibioticoterapia empírica.
Administrar antipirético e reavaliar o recém-nascido em 24 horas, pois a febre isolada sem sinais localizados pode ser decorrente de um quadro viral autolimitado.
Realizar apenas hemograma e proteína C reativa (PCR) para avaliação inicial, deixando a coleta de hemocultura e líquor restrita a casos com sinais clínicos mais graves, como hipotensão e convulsões.
Prescrever antibioticoterapia empírica ambulatorial e liberar o recém-nascido para acompanhamento ambulatorial, pois a ausência de instabilidade hemodinâmica reduz a probabilidade de infecção bacteriana invasiva.
Iniciar aciclovir empírico para cobertura de infecção por herpes neonatal e aguardar o resultado dos exames antes de definir a necessidade de antibioticoterapia.
João, um recém-nascido de 38 semanas de idade gestacional, nasceu por parto cesáreo eletivo, sem intercorrências. Durante o exame físico na primeira hora de vida, apresentava cianose leve, frequência respiratória de 72 irpm e saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente, sem melhora significativa com oxigenoterapia. O sopro cardíaco não era evidente, mas havia hiperfonese da segunda bulha cardíaca em foco pulmonar. O teste do coraçãozinho revelou SpO2 pré-ductal de 94% e pós- -ductal de 87%, com diferença de 7%. Diante do quadro clínico, foi realizada uma radiografia de tórax, que mostrou aumento da trama vascular pulmonar e área cardíaca aumentada. O recém-nascido foi encaminhado para um serviço especializado para realização de ecocardiograma, que confirmou o diagnóstico de transposição das grandes artérias, uma cardiopatia congênita crítica com circulação em paralelo.
Com base nesse caso, qual das alternativas a seguir representa a conduta correta para a estabilização inicial e manejo do recém-nascido antes da transferência para um centro de referência?
O recém-nascido deve receber oxigenoterapia em altas concentrações (FiO2 100%), pois isso aumentará a saturação e reduzirá a cianose, promovendo melhora hemodinâmica.
O uso imediato de diuréticos e inotrópicos é essencial para reduzir a sobrecarga de volume e melhorar o débito cardíaco no contexto de cardiopatia congênita cianótica.
A estabilização sempre ocorre com sucesso com infusão de prostaglandina E1 (PGE1) em dose de 0,01 a 0,05 mcg/kg/min para manter o canal arterial pérvio, garantindo mistura sanguínea adequada e fluxo sistêmico compensatório.
A intubação orotraqueal com ventilação mecânica é indicada para todos os recém-nascidos com suspeita de cardiopatia congênita crítica, pois reduz a demanda metabólica e melhora a oxigenação.
O teste do coraçãozinho alterado e a cianose persistente não responsiva à oxigenoterapia são indicativos de cardiopatia congênita crítica, e, nessa situação, a conduta inicial correta inclui uso de prostaglandina E1, monitorização rigorosa e encaminhamento urgente a centro de referência.
Segundo o Ministério da Saúde, o aleitamento materno é fundamental ao recém-nascido (RN). Entretanto há algumas condições maternas que podem contraindicar o aleitamento.
Considere as afirmações a seguir:
I. infecção por Herpes simples tipo I e tipo II.
II. varicela materna 5 dias antes do parto.
III. infecção por HTLV-1 e 2.
IV. hepatite C com lesões mamilares.
Assinale a alternativa que apresenta apenas contraindicações temporárias de aleitamento materno.
II e IV.
II e III.
I, III e IV.
I e III.
I e IV.
Recém-nascido (RN) nasceu de parto normal, masculino, com 38 semanas de idade gestacional, pesando 2.830 g e estatura de 48 cm, Apgar 8/9, pré-natal sem intercorrências. Tipagem sanguínea materna O negativo, tipagem sanguínea do RN B negativo, Coombs indireto e direto negativos. Apresentou icterícia Zona 3 de Kramer com 20 h de vida. Colocado em fototerapia e realizado exames: BI = 12,5mg/dL, BD = 1mg/dL, Hb = 10,8 g/dL, Ht = 32% e reticulócitos = 7,0%. Após os resultados, mãe referiu que seu primeiro filho também apresentou icterícia na maternidade e teve uma internação por anemia grave aos 4 anos de idade, após ter ingerido inadvertidamente 1 comprimido de ácido acetil salicílico.
Frente ao caso apresentado, quais exames devem ser solicitados para a confirmação das duas principais hipóteses diagnósticas?
Solicitar curva de fragilidade osmótica da hemoglobina e eluato anti-D.
Colher eluato para grupos menores do sistema Rh e dosagem de glicose 6 fosfato desidrogenase.
Pesquisar microesferócitos no sangue periférico e solicitar eluato anti-D.
Dosagem de enzimas hepáticas e ultrassonografia de fígado e vias biliares.
Solicitar eluato anti-B e dosagem de glicose 6 fosfato desidrogenase.
Qual dos achados a seguir é mais característico de um erro inato do metabolismo intermediário, como as acidemias orgânicas ou aminoacidopatias, em um neonato com manifestações cardiovasculares?
Hiperglicemia resistente, pressão arterial elevada, cardiomegalia e acidose respiratória.
Hipoglicemia, acidose metabólica com hiato aniônico aumentado, odor corporal característico e letargia progressiva.
Hipernatremia, hipotensão refratária, ausência de alterações neurológicas e sopro cardíaco sistólico.
Saturação de oxigênio persistentemente elevada com alcalose mista e ausência de cardiopatia.
Hipocalcemia e bradicardia sem outras alterações metabólicas ou neurológicas associadas.
Em relação à abordagem inicial dos recém-nascidos com mielomeningocele associada à hidrocefalia congênita, assinale a alternativa correta.
A correção cirúrgica da mielomeningocele deve ser adiada para após o primeiro mês de vida, para permitir crescimento tecidual adequado e fechamento espontâneo do defeito.
A posição prona deve ser evitada no pós-operatório imediato, devido ao risco de broncoaspiração e compressão torácica.
A mielomeningocele deve ser corrigida, preferencialmente, nas primeiras 24 horas de vida, com manutenção do recém-nascido em posição prona até a cirurgia.
A mielomeningocele é uma forma oculta de disrafismo espinhal, sendo, em geral, diagnosticada tardiamente.
O principal exame para avaliação de hidrocefalia pós-natal é a cintilografia liquórica com radioisótopos.
Qual das seguintes manifestações clínicas é mais compatível com um defeito do metabolismo energético, como nos erros inatos mitocondriais, em um recém-nascido com cardiopatia estrutural ou disfunção miocárdica?
Acidose lática persistente, disfunção miocárdica precoce, hipotonia e arritmias, mesmo sem defeitos estruturais evidentes.
Episódios recorrentes de hipoglicemia cetótica com acidose respiratória e hepatomegalia discreta.
Hipertrofia concêntrica ventricular com estenose aórtica fixa, sem distúrbios metabólicos associados.
Síndrome de má perfusão associada a shunts intracardíacos fixos, sem alteração da função mitocondrial.
Disfunção do ciclo da ureia, associada a níveis elevados de ácido úrico e hipertrigliceridemia neonatal.
A nutrição parenteral é essencial para garantir crescimento e desenvolvimento adequados em recém-nascidos pré-termo, especialmente aqueles com muito baixo peso ao nascer.
Assinale a alternativa correta em relação às necessidades de energia e macronutrientes para esses recém- -nascidos.
A oferta energética inicial na nutrição parenteral deve ser de 45 a 55 kcal/kg/dia, com progressão gradual até atingir 90 a 120 kcal/kg/dia, garantindo um ganho de peso adequado.
O fornecimento de aminoácidos na nutrição parenteral deve ser iniciado somente após 48 horas de vida para evitar sobrecarga renal e hiperamonemia, já que prematuros apresentam metabolismo proteico imaturo.
A infusão de lipídios deve ser limitada a 1 g/kg/dia durante a primeira semana de vida, pois o metabolismo imaturo dos prematuros impede a adequada utilização de ácidos graxos essenciais, podendo levar a hiperlipidemia severa.
A glicose deve ser administrada a uma taxa constante de 10 mg/kg/minuto desde o nascimento para evitar hipoglicemia, pois recém-nascidos pré-termo possuem baixa reserva hepática de glicogênio e necessitam de aporte energético elevado.
A principal fonte de carboidratos na nutrição parenteral é a frutose, pois ela é rapidamente metabolizada sem necessidade de ajustes na insulina, sendo mais segura para recém-nascidos prematuros.
No ambulatório de seguimento dos recém-nascidos prematuros, a primeira revisão deve ser organizada no momento da alta. As consultas devem ser organizadas de forma que a criança faça uma avaliação global e conjunta com a equipe multiprofissional e com as diversas especialidades médicas quando necessário, evitando retornos repetidos. Qual é a periodicidade de consultas recomendadas?
Primeira consulta: 7 a 10 dias após a alta.
Revisões mensais: até 4 meses de idade corrigida.
Revisões bimestrais: 6 meses até 12 meses de idade cronológica.
Revisões semestrais: 13 a 24 meses.
Revisões semestrais: 2 a 4 anos de idade corrigida.
Sobre os indicadores de mortalidade neonatal, analise as afirmativas:
I. O índice de Apgar é utilizado para avaliar o prognóstico de mortalidade neonatal precoce.
II. A mortalidade neonatal tardia refere-se aos óbitos ocorridos entre o 8º e o 27º dia de vida, frequentemente associada a infecções e complicações adquiridas.
III. A asfixia perinatal, caracterizada por hipoxia ao nascimento, está entre as principais causas de mortalidade neonatal precoce.
IV. A implementação de medidas de reanimação neonatal influencia significativamente na redução da mortalidade neonatal precoce, especialmente em partos de alto risco.
Estão corretas:
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III, apenas.
I, II, III e IV, apenas.
As manobras de Ortolani e Barlow são utilizadas no exame físico do recém-nascido para a triagem de displasia do desenvolvimento do quadril. Assim,são fatores de risco para essa condição:
sexo masculino e história familiar positiva.
oligodramnia e apresentação cefálica.
sexo feminino e apresentação cefálica.
sexo feminino e normodramnia.
oligodramnia e apresentação pélvica.
A regionalização do atendimento perinatal procura otimizar o atendimento de gestantes de risco e seus recém-nascidos. É um critério que justifica a solicitação de transporte para um recém-nascido de risco para um centro terciário:
Prematuro com idade gestacional menor que 36 semanas.
Peso inferior a 1.800 g.
Sepse neonatal precoce.
Hipocalcemia.
Distúrbios hemorrágicos.
Recém-nascido (RN), sexo masculino, com 4 horas de vida, mantendo uma frequência respiratória de 68 irpm associada à tiragem intercostal, batimento de asas do nariz e gemência discreta na ausculta pulmonar. O RN nasceu por cesárea eletiva, com 38 semanas de idade gestacional, peso ao nascer 3.340 g, Apgar 9 no primeiro minuto de vida e 9 no quinto minuto de vida, bolsa rota no ato, líquido amniótico claro, com grumos. Na gasometria arterial apresenta discreta hiperoxemia com hipocapnia. No raio-X de tórax, nota-se hilo congesto, do qual se irradiam condensações lineares e hiperinsuflação pulmonar, área cardíaca no limite da normalidade.
Diante do quadro geral, o diagnóstico mais provável é
hernia diafragmática.
pneumonia por Streptococcus agalactiae.
síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido (SDR).
hipertensão pulmonar persistente neonatal (HPPN).
taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN).
A doença falciforme é a hemoglobinopatia mais comum no Brasil. Por ser uma doença de importância nacional, o seu diagnóstico precoce pode ser preditor de melhor sobrevida dessas crianças; sua triagem é realizada no período neonatal.
Com base no exposto, qual o resultado característico para traço falciforme no teste do pezinho?
FA
FAS
SS
AS
FSC
Qual dos microrganismos abaixo é mais comumente associado à sepse neonatal precoce em recém-nascidos a termo, especialmente em contextos de ruptura prolongada de membranas e corioamnionite?
Escherichia coli.
Klebsiella pneumoniae.
Listeria monocytogenes.
Streptococcus agalactiae (Grupo B).
Staphylococcus epidermidis.
Qual das seguintes medidas é reconhecida como uma estratégia de neuroproteção eficaz para reduzir ou prevenir lesão cerebral em recém-nascidos pré-termo?
Administração de corticosteroide materno após o nascimento do prematuro.
Uso de hipotermia terapêutica em todos os prematuros abaixo de 34 semanas.
Administração de sulfato de magnésio para gestantes em trabalho de parto iminente antes de 32 semanas de gestação.
Ventilação com altos volumes correntes logo após o nascimento para garantir boa oxigenação cerebral.
Realização rotineira de ultrassonografia transfontanelar nas primeiras 72 horas de vida.