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A sepse neonatal tardia é uma complicação frequente em recém-nascidos prematuros, especialmente aqueles internados em unidades de terapia intensiva neonatal e submetidos a procedimentos invasivos. Assinalar a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o agente etiológico mais comumente associado a essa condição.
Escherichia coli.
Streptococcus do grupo B.
Herpes simplex vírus.
Staphylococcus coagulase-negativo.
O médico é chamado no alojamento conjunto para avaliar um recém-nascido ictérico até a raiz da coxa. Nasceu de parto cesáreo, com 36 semanas de idade gestacional, está com 36 horas de vida e com dificuldade na amamentação. A mãe é do tipo sanguíneo A+, e o bebê, B+. Com base nessas informações, pode-se suspeitar que o mecanismo causador da icterícia é:
Incompatibilidade RH.
Aumento da atividade da enzima uridino difosfato glicuronil transferase.
Aumento do nível sérico de albumina.
Aumento da captação hepática de bilirrubina indireta.
Aumento da circulação entero-hepática.
Na reanimação neonatal, a ventilação com pressão positiva intermitente (VPPI) deve ser iniciada se a frequência cardíaca estiver abaixo de 100 bpm após os primeiros 30 segundos de avaliação e intervenções iniciais, como posicionamento, aspiração de vias aéreas e secagem do recém-nascido, sem a necessidade de avaliação prévia de apneia ou respiração ofegante.
Certo
Errado
Um RN de 21 dias é levado ao pronto-socorro por vômitos com sangue em grande quantidade. É feito diagnóstico de doença hemorrágica do RN (forma tardia).
A condição que está mais frequentemente associada a essa apresentação é
uso materno de antibióticos ou anticonvulsivantes durante a gestação ou puerpério.
oferta de fórmula infantil como complemento ao leite materno.
aleitamento materno exclusivo sem administração profilática de vitamina K ao nascer.
prematuridade com necessidade de nutrição parenteral.
Um recém-nascido a termo, filho de mãe com diabetes mellitus, apresenta tremores e cianose central com 3 horas de vida. A glicemia plasmática é de 30 mg/dL.
Qual deve ser a primeira conduta?
Administrar glicose endovenosa em push de 200 mg/kg.
Iniciar infusão contínua de glicose EV a 4 mg/kg/min.
Oferecer seio materno.
Oferecer fórmula infantil adequada.
Recém-nascido prematuro extremo, nascido com 25 semanas de idade gestacional e peso de 900 g, encontra-se internado em UTI neonatal, atualmente com 4 semanas de vida. Apresenta uso prolongado de nutrição parenteral, restrição de movimentação, sem suplementação adequada de cálcio e fósforo nas primeiras semanas. Evolui com hipotonia axial discreta, diminuição da atividade espontânea e leve alargamento de metáfises ao exame físico.
Diante da suspeita de doença metabólica óssea da prematuridade, os resultados laboratoriais esperados para confirmação dessa hipótese são:
fósforo baixo e fosfatase alcalina alta.
fósforo alto e fosfatase alcalina alta.
fósforo alto e fosfatase alcalina baixa.
fósforo baixo e fosfatase alcalina baixa.
Recém-nascido apresentou leve desconforto respiratório nas primeiras horas de vida. Radiografia de tórax mostrou aumento da transparência no lobo superior esquerdo, com leve desvio do mediastino para o lado oposto. Qual o provável diagnóstico e qual a conduta inicial?
Hiperinsuflação lobar congênita - observação
Hérnia diafragmática - cirurgia de urgência
Sequestro pulmonar - embolização arterial
Malformação congênita das vias aéreas pulmonares - cirurgia de urgência
Recém-nascido a termo, 38 semanas, parto vaginal, apresenta icterícia até as coxas com 36 horas de vida. Bom estado geral, aleitamento materno eficaz. Exames laboratoriais: bilirrubina total: 12,5 mg/dL; bilirrubina direta: 1,3 mg/dL; hemoglobina: 15g/dL; hematócrito: 46%; reticulócitos discretamente elevados. Coombs direto negativo, mãe O+, RN B+.
Qual a conduta correta ?
Investigar colestase neonatal.
Reavaliar em 24 a 48 horas (icterícia fisiológica).
Suspender aleitamento materno temporariamente.
Iniciar fototerapia e monitorar bilirrubina sérica.
Em neonatos com infecção congênita por toxoplasmose, o tratamento considerado eficaz e de escolha é:
Rifampicina, isoniazida e pirazinamida.
Sulfametoxazol-trimetoprima (SMX-TMP) e ácido folínico.
Pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.
Rifampicina, sulfadiazina e ácido folínico.
Um recém-nascido é admitido na UTI neonatal com diagnóstico de cardiopatia congênita grave. Durante a estabilização, surge a dúvida sobre a necessidade de manter o canal arterial pérvio por meio de infusão contínua de prostaglandina E1 para garantir fluxo pulmonar ou sistêmico adequado. A equipe de cardiologia avalia o caso e orienta que a infusão contínua de prostaglandina E1 não é necessária.
Dentre as condições a seguir, aquela que é a mais provável nesse recém-nascido é
tronco arterial comum.
síndrome do coração esquerdo hipoplásico.
tetralogia de Fallot com estenose pulmonar crítica.
transposição das grandes artérias.
Paciente de 10 dias de vida, nascido a termo com peso de 2.950 g, iniciou, há um dia, quadro de hipoatividade e recusa alimentar. Sem febre na história, familiares não trouxeram demais dados do período neonatal. Dá entrada no Pronto-Socorro em mau estado geral, hipoativo e hiporreativo, com pulsos periféricos ausentes, pulsos femorais ausentes e pulsos braquiais finos, FC = 177 bpm com sopro sistólico ++/6+. Extremidades muito frias, principalmente em membros inferiores. Sem alterações de ausculta pulmonar, FR = 26 ipm, com respiração agônica (gasping) eventual. SatO2 não detectável.
Considerando o quadro apresentado, assinale a alternativa que descreve a conduta adequada.
Fenobarbital e infusão de prostaglandina E1.
Infusão de prostaglandina E1 e antibióticos empíricos.
Imunoglobulina endovenosa e antibióticos.
Fenitoína e imunoglobulina endovenosa.
Recém-nascido de 10 dias, 38 semanas, submetido à laparotomia por enterocolite necrosante. No pós-operatório imediato, encontra-se em ventilação mecânica. A equipe discute analgesia com opioides.
Sobre o uso de opioides no recém-nascido no pós-operatório, assinale a alternativa correta.
A morfina deve ser evitada em RN por ausência de receptores opioides funcionais no período neonatal, o que reduz a eficácia analgésica.
O fentanil tem início de ação mais rápido que a morfina, menor liberação de histamina e é útil em bolus ou infusão contínua em RN críticos.
O uso de opioides não apresenta risco de depressão respiratória em neonatos, pois o sistema respiratório é menos sensível a esses fármacos.
A metadona é contraindicada em RN devido à meia-vida prolongada e risco de acúmulo, não devendo ser considerada em protocolos de desmame.
Não existem evidências de tolerância ou abstinência em RN expostos a opioides por tempo prolongado em UTI neonatal.
Recém-nascido de 38 semanas, 3.250 g, pario normal, apresenta icterícia visível no 2º dia de vida, sem alterações clínicas associadas. Bilirrubina sérica total: 9,8 mg/dL (direta 0,4 mg/dL). Considerando a fisiologia da bilirrubina no período neonatal, assinale a alternativa correta.
A bilirrubina direta, por ser lipossolúvel, tem maior risco de neurotoxicidade, o que explica a importância clínica da colestase neonatal.
A circulação entero-hepática da bilirrubina é reduzida no neonato devido à colonização intestinal precoce por flora bacteriana produtora de beta-glucuronidase.
A bilirrubina indireta é hidrossolúvel, atravessa a barreira hematoencefálica apenas em concentrações muito elevadas e não se liga à albumina.
A maior produção de bilirrubina nos primeiros dias de vida decorre principalmente da curta meia-vida das hemácias fetais e do maior volume globular relativo do neonato.
A principal via de eliminação da bilirrubina indireta no período neonatal é a excreção renal, já que o fígado imaturo não consegue processá-la adequadamente.
Recém-nascido de 40 semanas, parto vaginal prolongado, Apgar 1/3/5, gasometria do cordão: pH 6,85, déficit de base —18. Evolui com crises convulsivas nas primeiras 8 horas de vida. Sobre a fisiopatologia da encefalopatia hipóxico-isquêmica, assinale a alternativa correta.
A fase inicial de hipóxia-isquemia leva a hiperpolarização da membrana neuronal, com redução do cálcio intracelular, protegendo contra necrose.
Após a reperfusão, ocorre liberação excessiva de glutamato, entrada maciça de cálcio e sódio, disfunção mitocondrial e produção de radicais livres, levando a morte celular por necrose e apoptose.
O período de latência pós-isquemia é caracterizado por estabilidade metabólica prolongada, sem risco de lesão neuronal adicional.
A fase tardia (> 24 h) é marcada por reparo neuronal eficiente, sem relação com inflamação ou apoptose.
A hipotermia terapêutica atua principalmente reduzindo metabolismo cerebral, mas não influencia processos inflamatórios ou apoptóticos associados à EHI.
Um recém-nascido apresenta insuficiência respiratória e distensão vesical importante, sendo diagnosticado com válvula de uretra posterior. Após sondagem e melhora clínica, qual é o próximo passo indicado?
Manter antibiótico profilático prolongado e acompanhar função renal ambulatorialmente.
Retirar a sonda em 24 horas e aguardar resolução espontânea.
Realizar derivação urinária cutânea bilateral imediata em todos os casos.
Proceder à cistoscopia para ablação das válvulas, conforme estabilidade clínica.
Recém-nascido a termo, com 15 dias de vida, em aleitamento materno exclusivo, apresenta icterícia persistente, com bom estado geral, crescimento adequado, exame físico sem alterações relevantes, fezes normocólicas e urina clara. Exames laboratoriais revelam bilirrubina total de 10,8 mg/dL, com predomínio da fração indireta. Hemograma, enzimas hepáticas e triagem neonatal estão dentro da normalidade. Diante do quadro clínico e laboratorial, qual é o mecanismo fisiopatológico mais provável envolvido nesta forma de icterícia neonatal?
Aumento da atividade da enzima uridina difosfato-glicuroniltransferase (UGT1A1).
Elevação da concentração sérica de albumina.
Aumento da atividade da enzima beta-glucuronidase intestinal.
Superexpressão da proteína Y, moduladora hepática de bilirrubina.
Redução da produção hepática de haptoglobulina neonatal.
Recém-nascido, parto normal a termo, com peso de 3.100 g, Apgar 9 e 10, tipo sanguíneo B positivo e mãe O positivo, com 30 horas de vida, tem bilirrubina indireta de 6 mg/dL, hemoglobina 15 g/dL e reticulócitos 10%. Considerando os dados informados, a melhor conduta, nesse momento, é
solicitar teste de Coombs direto e eluato para avaliar prognóstico e gravidade da hemólise.
iniciar fototerapia para prevenir reinternação do recém-nascido.
monitorar bilirrubina direta e presença de esferócitos na análise em lâmina.
estimular o aleitamento materno e realizar acompanhamento laboratorial da bilirrubina indireta.
prescrever infusão de albumina 100 mg/kg para intensificar a conjugação de bilirrubina.
Neonato, 14 dias de vida, nascido a termo, em aleitamento materno exclusivo, tem baixo ganho de peso mesmo com apetite voraz e várias evacuações ao dia. Os pais foram convocados para nova coleta por alteração na triagem neonatal. Em consulta de retorno, após 5 dias, está apático, taquipneico, hidratado, anictérico, sem outras alterações, mantém baixo ganho de peso. Nesse momento, a conduta indicada é
solicitar gasometria, dosagem de sódio, potássio e cloro séricos e prescrição de soro de hidratação oral, aos poucos, durante todo o dia.
solicitar hemograma, PCR, lactato, hemocultura, urina I e urocultura, e iniciar antibiótico VO.
solicitar radiografia de tórax e ecocardiograma, e iniciar antibiótico VO.
iniciar suplementação com formula láctea e oferta de água entre as mamadas.
iniciar terapia com levotiroxina 50 mcg ao dia.
Criança com 2 dias de vida, nascida de parto vaginal sem intercorrências (idade gestacional de 39 semanas, peso ao nascimento de 2.200 g) apresentou icterícia, hepatoesplenomegalia, petéquias difusas e fontanela anterior abaulada. A mãe de 25 anos, G2P2, informou não ter feito pré-natal de forma adequada e ter tido quadro de febre e exantema não investigado durante a gestação. Os exames do neonato indicaram hemoglobina de 11 g/dl, 4.800 leucócitos/mm³ (sem desvio à esquerda) e 98.000 plaquetas/mm³. A ultrassonografia transfontanelar evidenciou diversas pequenas calcificações periventriculares. Com base no quadro, assinale a assertiva correta.
O diagnóstico mais provável é toxoplasmose congênita, e o tratamento indicado é espiramicina.
O quadro é compatível com sífilis congênita precoce, e o tratamento indicado é penicilina cristalina, intravenosa, por 10 dias.
Os achados são compatíveis com citomegalovirose congênita, e o tratamento pode incluir ganciclovir ou valganciclovir.
O diagnóstico mais provável é herpes congênito, e o tratamento indicado é aciclovir, intravenoso, por 21 dias.
Entre as alternativas a seguir, assinale a alternativa que não corresponde a uma causa comum de sangramento no período neonatal:
Enterites bacterianas (proctite infecciosa).
Alergia à proteína do leite de vaca.
Invaginação intestinal.
Dermatite
Fissuras anais.