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A sepse neonatal é caracterizada por precoce e tardia. Cerca de 85% dos recém-nascidos com sepse precoce apresentam manifestações nas primeiras 24 horas de vida e o restante até 72 horas de vida. Sobre o paciente neonatal criticamente doente é INCORRETO afirmar:
Fatores maternos como: febre, ITU não tratada, líquido amniótico fétido e rotura de membranas maior que 24h, assim como vários toques vaginais e as condições de parto apresentam-se como fatores de risco para a sepse neonatal;
Os agentes patológicos envolvidos mais comuns são: Streptococcus do grupo B, Staphylococcus Aureus e Staphylococcus Epidermidis;
Em pacientes críticos, frequentemente, é necessário transfusão de concentrado de hemácias para repor a volemia e aumentar a capacidade de transporte de oxigênio, estando, porém, contraindicada se o paciente apresenta hematócrito de 40% mesmo que se trate de portador de cardiopatia grave com cianose ou insuficiência cardíaca congestiva;
Plasma Fresco Congelado está indicado como expansor de volume, mormente em situações de coagulação intravascular disseminada, coagulopatias por doença hepática e coagulopatias por déficit de fatores V, VII e X.
Um recém-nascido de parto cesáreo (indicação pré-eclâmpsia), com idade gestacional de 34 semanas e cinco dias e Apgar 7/8, evoluiu com desconforto respiratório precoce, ainda em sala de parto, e taquidispneia. À ausculta pulmonar, foram observados roncos difusos. Foi realizada radiografia de tórax, que evidenciou infiltrado peri-hilar com trama vasculobrônquica aumentada, associado à demarcação de cisuras interlobulares. O paciente apresentou melhora após oxigenioterapia (FiO2 30%) e evoluiu com melhora dos sintomas no dia seguinte.
Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que o diagnóstico correto seria o de
Assinale a alternativa que apresenta a doença que causa alterações na capacidade bactericida e fagocítica dos neutrófilos, além de cursar com hipoglicemia, vômitos, icterícia, hepatomegalia, catarata e retardo mental.
Acerca das medidas profiláticas da transmissão vertical de HIV preconizadas atualmente no Brasil, assinale a alternativa correta.
Está indicado o uso de quimioprofilaxia com AZT para todos os recém-nascidos de mulheres infectadas pelo HIV, sendo iniciado preferencialmente nas primeiras quatro horas após o nascimento e mantido por seis semanas.
Está indicado o uso de quimioprofilaxia com AZT e nevirapina para todos os recém-nascidos de mulheres infectadas pelo HIV, sendo iniciado preferencialmente nas primeiras quatro horas após o nascimento e mantido por quatro semanas.
Em recém-nascidos de mulheres que não fizeram uso de TARV no pré-natal e periparto ou fizeram uso de TARV, mas com CV desconhecida ou acima de 1.000 cópias/mL no terceiro trimestre, é preconizado o uso de quimioprofilaxia com AZT e nevirapina, devendo o primeiro ser iniciado preferencialmente nas primeiras quatro horas de vida e o segundo nas primeiras 48 horas.
Está indicado o uso de quimioprofilaxia com AZT por quatro semanas, associado à lamivudina (3TC) e ao nelfinavir, em recém-nascidos de mulheres que não fizeram uso de TARV no pré-natal e periparto ou fizeram uso de TARV, mas com CV desconhecida ou acima de 1.000 cópias/mL no terceiro trimestre.
Em recém-nascidos de mulheres que fizeram uso de TARV no pré-natal e periparto, com CV documentada < 10.000 cópias/mL no terceiro trimestre, é preconizado o uso de quimioprofilaxia apenas com AZT.
Intervenções não farmacológicas têm sido recomendadas para o alívio da dor em recém-nascidos durante procedimentos que causam dor aguda, esses tipos de tratamentos, além de serem de baixo custo, apresentam baixo risco para o neonato. São exemplos dessas intervenções:
Administração de substâncias adocicadas por via oral e contato pele a pele.
Aumento da estimulação tátil e sucção não nutritiva.
Substâncias analgésicas endovenosas e contato pele a pele.
Administração de sacarose no subcutâneo e amamentação.
Administração de glicose endovenosa e diminuição do estímulo tátil.
Sobre as Infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), são definidos como fatores de risco materno:
Bolsa rota maior ou igual à 18 h; trabalho de parto em gestação menor que 37 semanas; infecção do trato urinário (ITU) materna sem tratamento ou em tratamento a menos de 72 h; febre materna nas últimas 48 h; colonização pelo estreptococo B em gestante, sem quimioprofilaxia intra-parto, quando indicada.
Bolsa rota menor ou igual à 12 h; trabalho de parto em gestação entre 38 e 41 semanas; ITU materna sem tratamento ou em tratamento a menos de 72 h; febre materna nas últimas 48 h; colonização pelo estreptococo B em gestante, sem quimioprofilaxia intra-parto, quando indicada.
Bolsa rota menor ou igual à 12 h; trabalho de parto em gestação maior que 37 semanas; ITU materna tratada no primeiro trimestre de gestação; febre materna nas últimas 48 h; colonização pelo estreptococo B em gestante, sem quimioprofilaxia intra-parto, quando indicada.
Bolsa rota maior ou igual à 18 h; trabalho de parto em gestação menor que 37 semanas; ITU materna em tratamento a 30 dias; febre materna nas últimas 56 h; colonização pelo estreptococo B em gestante, com quimioprofilaxia intra-parto, quando indicada.
Bolsa rota maior ou igual à 18 h; trabalho de parto em gestação menor que 37 semanas; ITU materna em tratamento a mais de 20 dias; febre materna nas últimas 48 h; gestante colonizada por giárdia, sem quimioprofilaxia intra-parto, quando indicada.
Dentre os principais fatores associados ao desenvolvimento de lesão pulmonar no recém-nascido, estão:
Parto prematuro, oxigênio, ventilação com pressão positiva, baixo peso, infecção, biotrauma.
Prematuridade, circular de cordão umbilical, ventilação com pressão positiva, infecção, biotrauma.
Prematuridade, oxigênio, ventilação com pressão negativa, aspiração de mecônio, biotrauma.
Prematuridade, aspiração de mecônio, ventilação com pressão positiva, persistência do canal arterial, biotrauma.
Prematuridade, oxigênio, ventilação com pressão positiva, infecção, biotrauma.
A fenilcetonúria é um erro inato do metabolismo que ocorre com frequência de 1 para 10.000 nascimentos, apresentando sinais clínicos nas primeiras semanas de vida. Crianças não tratadas podem desenvolver retardamento mental e redução na expectativa de vida. Esse distúrbio é causado pela ausência ou pela deficiência parcial da enzima fenilalanina hidroxilase que converte a fenilalanina em
tirosina.
metionina.
valina.
lisina.
São medidas da terapia nutricional que reduzem o risco de enterocolite necrosante em RNPT, EXCETO, o uso de
nutrição enteral precoce.
probióticos.
colostro.
glutamina.
Prematuro com 36 semanas de idade gestacional, PIG, apresenta, aos 7 dias de vida, quadro de icterícia e exantema petequial. Exame físico: ictérico 3+/4 até zona III de Kramer, petéquias em tronco e membros inferiores, fígado palpável a 4cm do rebordo costal direito, baço palpável a 2cm do rebordo costal esquerdo, leucocoria e sopro sistólico de 4+/6 infraclavicular.
Diante desse quadro, a principal hipótese diagnóstica é
Galactosemia.
Sífilis neonatal.
Rubéola congênita.
Atresia de vias biliares.
Uma mulher de 30 anos presencia a morte de um assaltante de bancos. Nos dias seguintes, ela se isola do contato social, mas, posteriormente, volta à sua rotina de trabalho e lazer com amigos. No entanto, ela desenvolveu uma ideia prevalente de que os supostos comparsas do bandido morto a estavam seguindo, sendo sempre reconhecidos pelo uso de bonés. Esse comportamento já dura dois anos, e ela é convencida pela família e amigos de trabalho e faculdade a buscar ajudar médica. Na entrevista, nega alterações em outras esferas cognitivas. Assinale a alternativa condizente com esse caso.
Transtorno de estresse pós-traumático.
Transtorno delirante.
Esquizofrenia paranoide.
Transtorno de personalidade com instabilidade emocional.
Esquizofrenia simples.
Recém-nascido vem encaminhado com ultrassonografia fetal, evidenciando hidronefrose à direita, com diâmetro anteroposterior da pelve de 1,2 cm. Realizou nova ultrassonografia que confirmou hidronefrose e evidenciou dilatação de ureter direito em todo seu trajeto. Restante sem alterações.
As hipóteses mais prováveis para esse paciente são:
Lactente broncodisplásico com dependência de ventilação mecânica invasiva e desmame difícil. Encontra-se estável clinicamente, sem infecções, intubado, em modo de pressão de suporte, com leve taquipneia e retração subcostal com boletim de Silveman-Anderson de 2. Ativo, hidratado, corado, com boa aceitação de dieta e reativo a estímulos táteis e visuais. Em gasometria arterial de controle, foi observado os seguintes achados: pH = 7,11; pO2 = 65; pCO2 = 85; HCO3 = 24, BE = -3. Qual o diagnóstico gasométrico e a medida corretiva?
Acidose respiratória descompensada – aumentar a frequência respiratória no ventilador.
Acidose respiratória descompensada – aumentar a peepno ventilador.
Acidose respiratória descompensada – aumentar a pressão de suporteno ventilador.
Acidose mista – aumentar a frequência respiratória no ventilador.
Acidose mista – aumentar a pressão de suporte no ventilador.
O oxigênio hoje é tido como um dos grandes vilões nas unidades neonatais devidos a possibilidade de produção de radicais livres e efeitos danosos a células em crescimento dos neonatos. O controle de oferta de oxigênio com metas de saturação restritas e rigorosas estão, portanto, sendo cada vez mais empregadas. No quinto minuto de vida de um recém-nascido, a saturação alvo é:
93%.
98%.
83%.
60%.
77%.
A hemorragia peri-intraventricular (HPIV) é uma condição de alta incidência em recém-nascidos prematuros, cuja frequência é inversamente proporcional à idade gestacional ao nascimento. Ocasiona, em muitos casos, o desenvolvimento de hidrocefalia pós-hemorrágica e outras sequelas neurológicas graves, com elevado custo social. Diante disso, inúmeras estratégias de prevenção têm sido propostas com vistas a minimizar a ocorrência de HPIV e de HPIV grave. A respeito do assunto, assinale a alternativa correta.
A administração de tocolíticos para inibição do trabalho de parto é uma estratégia eficaz em retardar o parto prematuro e, com isso, reduzir a incidência de HPIV.
A administração antenatal de corticosteroide e o uso materno de fenobarbital 48 horas antes do parto são estratégias úteis para prevenção de HPIV.
O posicionamento da cabeça do recém-nascido pode afetar a circulação sanguínea cerebral, motivo pelo qual recomenda-se a manutenção da cabeça em posição neutra e com a cabeceira elevada a 30º, para prevenção da HPIV.
Para recém-nascidos em ventilação mecânica, recomenda-se que os níveis sanguíneos de CO2 sejam mantidos abaixo de 30 mmHg, a fim de se obter vasoconstricção do sistema nervoso central e redução do risco de HPIV.
O uso profilático de indometacina endovenosa, quando disponível, está rotineiramente indicado para prevenção de HPIV grave, havendo evidências de que essa estratégia reduz as taxas de alterações graves do neurodesenvolvimento.
O conhecimento de aminas vasoativas é essencial ao pediatra para o manejo dos diferentes tipos de choque na infância. Considerando o suporte hemodinâmico no choque séptico em pediatria, assinale a alternativa CORRETA:
o vasopressor de escolha no choque frio é a epinefrina.
dopamina continua como a medicação de primeira linha no tratamento do choque séptico na infância.
na presença de choque frio com resistência vascular sistema aumentada e PA baixa apesar do uso de epinefrina o vasopressor de escolha é a vasopressina.
a dobutamina é um inotrópico negativo com pouco uso nos quadros de choque séptico em pediatria
segundo as evidencias atuais, a dopamina é superior à epinefrina como inotrópica no tratamento do choque séptico.
Mãe com 16 anos, com baixa escolaridade, obesa, evolui com DHEG grave com necessidade de uso de metildopa e hidralazina, ainda assim evoluindo com Eclampsia, sendo necessário resolução da gestação com parto cesariana. Nasce RNPT 25 semanas e peso 600 gramas, grave, com insuficiência respiratória.
Diante do quadro clinico, o plantonista opta por intubação orotraqueal. Qual o diâmetro do tubo-orotraqueal ideal para este recém-nascido recomendado pelo programa de reanimação neonatal?
Cânula de 2,5 mm
Cânula de 3,0 mm
A cânula com diâmetro interno de 2,0 mm não deve ser utilizada, pois oferece muita resistência expiratória.
Cânula de 3,5 mm
Cânula de 4,0 mm
RNPT com 29 semanas de idade gestacional, nascido de parto cesariana de urgência por eclâmpsia materna, com peso de 900 g, encontra-se em ventilação não invasiva na UTI Neonatal com CPAP PEEP 6, FiO2 30%, saturação de O2 95%, tempo de enchimento capilar < 3 segundos, diurese de 2,5 ml/kg/hora nas últimas 12 horas. Com 30 horas de vida, a pressão arterial média invasiva medida através de cateter umbilical arterial gira em torno de 29 mmHg. Optou-se por observar o RN, que com 48 horas apresentou queda da PAM para 25 mmHg, diminuição da diurese e má perfusão periférica. Este RN estava em uso de ampicilina e gentamicina (história de bolsa rota maior que 18 horas e profilaxia intraparto inadequada).
Qual o diagnóstico e conduta inicial para o tratamento desse quadro clínico?
Choque séptico/expansão de volume com 20 ml/kg de SF 0,9% em 15 minutos.
Choque séptico/expansão de volume com 10 ml/kg de SF 0,9% em 30 minutos.
Choque séptico/iniciar dopamina na dose de 5 a 10 mcg/kg/min, titulando dose até no máximo 20 mcg/kg/min conforme a resposta clínica.
Choque cardiogênico/iniciar alprostadil na dose de 0,01 mcg/kg/min.
Choque séptico/fazer hidrocortisona na dose de 1 mg/kg/min de 8/8 horas.
A incidência de linfadenomegalia é elevada principalmente na faixa etária pediátrica, e sua investigação, quando necessária, pode requerer diversos exames e até mesmo biópsia.
São critérios formais para a indicação de biópsia ganglionar:
linfonodos com diâmetro maior que 2 cm em qualquer cadeia linfática.
em qualquer situação que caracterize linfadenomegalia generalizada.
nas adenomegalias supraclaviculares, independente do tamanho do gânglio.
em casos de investigação laboratorial negativa com o gânglio se mantendo por duas semanas.
gânglios que não retornam ao tamanho normal em 4 semanas.
RN de termo, nascido de parto cesariana eletivo sem trabalho de parto, nasce com idade gestacional de 38 semanas, peso de 3200 g, sexo masculino, sem necessidade de reanimação em sala de parto, com índice de Apgar 8/9. Evolui com desconforto respiratório moderado, com taquidispneia, tiragem subdiafragmática, batimentos de aletas nasais, gemência audível com estetoscópio e saturação medida no oxímetro de pulso de 88%. Levado à UTI neonatal, colocado em CPAP nasal e solicitado um RX de tórax.
O padrão radiológico esperado com essa evolução clínica e respiratória é:
coleções de ar sob forma linear ou cística de tamanhos variados, localizadas ou difusas, comprometendo ambos os pulmões.
áreas de atelectasia com aspecto granular grosseiro alternado com áreas de hiperinsuflação em ambos os campos pulmonares.
infiltrado retículo-granular difuso (vidro moído) distribuido uniformemente nos campos pulmonares, além da presença de broncogramas aéreos e aumento de líquido pulmonar.
área de hipertransparência contornando a silhueta cardíaca e elevando o timo da sua posição normal, com o aparecimento de imagem conhecida como sinal da vela.
congestão perihilar radiada e simétrica, espessamento de cisuras interlobares, hiperinsuflação pulmonar leve ou moderada.