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Sobre o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), é correto afirmar que:
o subtipo predominantemente hiperativo-impulsivo de TDAH é caracterizado pela incapacidade de ficar quieto ou inibir o comportamento.
adolescentes com TDAH que não são tratados e em um ambiente onde o álcool e outras substâncias comumente abusadas estão prontamente disponíveis correm menor risco de se envolver no uso ou experimentação de drogas do que os adolescentes sem TDAH.
a apresentação predominantemente desatenta do TDAH é caracterizada pela capacidade aumentada de focar a atenção e velocidade acentuada de processamento cognitivo e resposta.
para atender aos critérios de TDAH, os sintomas principais não devem prejudicar a função nas atividades acadêmicas, sociais ou ocupacionais da criança ou adolescente.
a avaliação do TDAH deve ser iniciada em crianças ≥ 6 meses de idade que apresentam sintomas de desatenção, hiperatividade ou impulsividade.
No contexto das epilepsias e distúrbios paroxísticos neuropediátricos, associe corretamente o sinal semiológico específico observado no exame físico à sua implicação diagnóstica:
Espasmos infantis majoritariamente indicam a presença de transtornos do espectro do autismo.
Desvio unilateral dos olhos durante uma crise epiléptica aponta especificamente para uma origem no lobo frontal.
Automatismos, como piscar ou mastigar durante uma crise, são indicativos de crises de lobo temporal.
Sinais de Babinski presentes bilateralmente após uma crise tônico-clônica generalizada sugerem a presença de uma disfunção cortical difusa.
A presença de atonia súbita em uma criança sugere a possibilidade de crises atônicas, relevantes na síndrome de Lennox-Gastaut.
Em relação ao diagnóstico de gangliosidose GM2, pode-se afirmar:
na variante AB a dosagem de hexosaminidases é normal.
na doença de Tay-Sachs há redução das hexosaminidases A e B.
o teste molecular só é útil quando pelo menos uma das hexosaminidases está reduzida.
na doença de Sandhoff há redução de hexosaminidase A com hexosaminidase B normal.
o achado oftalmológico de mancha vermelho-cereja é raro.
Uma criança de 4 anos apresenta episódios súbitos de perda de tônus muscular, com quedas ao solo, sem perda de consciência. Os episódios duram poucos segundos, ocorrem várias vezes ao dia e são desencadeados por frustração ou contrariedade. O exame neurológico interictal é normal. Qual a principal hipótese diagnóstica e a conduta terapêutica inicial recomendada?
Epilepsia atônica; iniciar ácido valproico.
Síncope vasovagal; orientar sobre medidas preventivas e evitar gatilhos.
Cataplexia; iniciar oxibato de sódio.
Crise de perda de fôlego; tranquilizar os pais e orientar sobre a benignidade do quadro.
Transtorno de ansiedade de separação; psicoterapia e orientação familiar.
Na avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM), a anamnese é essencial, e o examinador deve sempre ter em mente a idade cronológica do paciente, é importante obter detalhes sobre a gestação (saúde materna, uso de substâncias, como álcool ou drogas, consanguinidade), além de informações sobre o parto (idade gestacional [IG], índice de Apgar).
Certo
Errado
A neuropatia hereditária sensitiva e autonômica subtipo IA (relacionada ao gene SPTLC1) é responsável por gerar na população pediátrica o quadro clínico de:
diminuição do paladar, refluxo gastroesofágico, degeneração articular, fraturas indolores e acrosteólise
surdez neurossensorial, pé cavo, fraqueza muscular distal e perda sensorial distal de todas as modalidades
atraso no desenvolvimento neurológico, deficiência intelectual, hipotensão postural, anidrose e insensibilidade à dor
fraqueza muscular leve, atraso no desenvolvimento motor, hiperidrose, disfunção gastrointestinal e fraturas indolores
ausência do reflexo córneo-palpebral, redução da produção lacrimal e da transpiração, redução da sensibilidade à temperatura
A cefaleia (comumente definida como dor localizada acima da linha orbitomeatal) é uma das queixas mais comuns em crianças e adolescentes. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
Todas as crianças que se apresentam aos serviços de emergência pediátrica com cefaleia aguda tem uma doença viral ou uma infecção respiratória superior como etiologia sintomática da cefaleia.
As cefaleias primárias menos comuns em crianças são a enxaqueca e a cefaleia tensional.
Cefaléias autonômicas do trigêmeo (incluindo cefaleias em salvas) são muito comuns em crianças menores de 10 anos e principalmente em pacientes mais velhos.
As dores de cabeça de localização occipital apresentam um risco diminuído de causa secundária.
As dores de cabeça do tipo tensional (CTT) são caracterizadas por dores de cabeça de localização difusa, não latejantes, de gravidade leve a moderada e que não pioram com a atividade (embora a criança possa não querer participar da atividade).
No acompanhamento do crescimento e desenvolvimento craniano em bebês, é essencial observar as características das fontanelas e a morfologia do crânio, pois elas podem indicar diversas condições de saúde. Sobre o assunto, julgue as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F):
(__)Fontanelas com diâmetro aumentado podem estar relacionadas com hipotireoidismo ou osteogênese imperfeita.
(__)Em caso das tensões tiverem aumentadas (abauladas) ou diminuídas (retraídas) pode ser sinal de Hipertensão intracraniana e desidratação respectivamente.
(__)A fontanela anterior, ao nascer, pode estar fechada ou aberta e seu processo de calcificação deve ocorrer até o quarto mês de vida.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento está correta:
F − F − F.
V − V − F.
V − F − F.
V − V − V.
Em um lactente com sinais de encefalite, é o principal vírus a ser considerado na etiologia da doença:
Vírus Epstein-Barr (EBV).
Vírus da imunodeficiência humana (HIV).
Vírus do herpes simples (HSV).
Vírus do sarampo.
Vírus sincicial respiratório (VSR).
As anormalidades cromossômicas costumam cursar com atraso no desenvolvimento neurológico e déficit intelectual, vinculados a desvios em vários sistemas de fenótipo morfológico externo, sendo indicada a análise cromossômica na hipótese de:
perda ou ganho de segmentos cromossômicos em tumores
investigação de anomalias cromossômicas em diagnóstico pré-natal
casais com histórico de abortamentos de repetição e/ou infertilidade
desvios fenotípicos sugestivos de síndromes determinadas por microdeleções
ganho de segmentos cromossômicos em indivíduos com alterações cromossômicas complexas
Paciente de 4 anos apresentou três episódios, com intervalo de aproximadamente um mês entre eles, caracterizados por mal-estar, palidez e vômitos. Ocorreram durante o sono, duraram aproximadamente 30 minutos e, em um dos eventos, teve parada comportamental e deixou de responder por poucos minutos. O exame físico entre os episódios é normal. O eletroencefalograma mostrou atividade epileptiforme em região posterior. Esse quadro clínico sugere
síndrome de Panayiotopoulos.
síndrome dos vômitos cíclicos.
epilepsia rolândica.
síndrome de Gastaut.
hipertensão intracraniana.
A epilepsia pode estar associada aos erros inatos do metabolismo (EIM), principalmente no caso de início precoce ou refratariedade do tratamento. Os EIM que cursam com epilepsia no período neonatal têm como etiologia a:
deficiência de creatina
deficiência de arginina
hiperglicemia não cetótica
dependência de piridoxina
lipofuscinose ceroide neuronal
Uma criança de 9 anos de idade, previamente hígida, apresenta episódios de vômitos matinais, ataxia e cefaleia há 3 semanas. Ao exame, há sinais de hipertensão intracraniana, como papiledema. A tomografia de crânio revela uma lesão hiperdensa na fossa posterior, com hidrocefalia associada.
Quanto ao diagnóstico, assinale a alternativa correta.
Meduloblastoma
Astrocitoma pilocítico
Ependimoma
Craniofaringioma
A __________ consiste na ausência dos hemisférios cerebrais. É geralmente acompanhada por um defeito na formação do crânio posteriormente, deixando a parte de trás da cabeça sem proteção esquelética. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do enunciado.
Microcefalia grave.
Holoprosencefalia.
Meroencefalia.
Onfalocele.
Anencefalia.
No exame neurológico de uma criança com suspeita de distúrbio do desenvolvimento, é o teste é utilizado para avaliar a coordenação motora fina e habilidades visuomotoras:
Teste de Denver II.
Questionário de Desenvolvimento Infantil.
Escala de Coma de Glasgow pediátrica.
Escala de Avaliação Psicomotora de Vitor da Fonseca.
Teste de Apgar.
Embora seja mais comum em adultos mais velhos, o acidente vascular cerebral (AVC) também ocorre em neonatos, bebês, crianças e adultos jovens, resultando em morbidade e mortalidade significativas. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
Bebês e crianças pequenas com acidente vascular cerebral podem apresentar fraqueza focal, mas são menos propensos do que crianças mais velhas a apresentar convulsões e estado mental alterado.
Todas as crianças que tiveram AVC isquêmico vão apresentar crises convulsivas em algum momento da vida.
O AVC isquêmico arterial causado por doença cardíaca tende a ocorrer predominantemente entre crianças mais novas com doença cardíaca congênita complexa e está associado a uma frequência relativamente alta de convulsões.
A ressonância magnética de crânio é geralmente considerada inadequada para diagnosticar AVC isquêmico em crianças, e a tomografia computadorizada pode ser necessária para excluir com segurança os mimetizadores de AVC.
Sinais precoces de infarto, como apagamento cortical com perda de diferenciação branco-acinzentada podem ser observados agudamente na TC de crânio sem contraste e, dentro de 24 horas, pode ser observado hiperdensidade em território arterial.
Os tumores do sistema nervoso central (SNC) incluem tumores não malignos e malignos do cérebro e da medula espinhal. Os tumores malignos primários do SNC são as segundas malignidades infantis mais comuns, depois das malignidades hematológicas, e são o tumor pediátrico de órgão sólido mais comum. Diante da importância desse tema, assinale a alternativa correta.
Tumores da fossa posterior estão associados a dor nas costas e marcha anormal. Já tumores do tronco cerebral seus sintomas geralmente são inespecíficos e, portanto, esses tumores tendem a ter atrasos maiores no diagnóstico desde o início dos primeiros sintomas.
Quanto à sintomatologia dos tumores, os únicos sintomas identificáveis em bebês e crianças pequenas são náuseas e vômitos. Em crianças mais velhas e adolescentes, outros achados incluem dor de cabeça, marcha anormal, má coordenação, papiledema e convulsões.
Em bebês, as suturas cranianas não fundidas podem acomodar o aumento da pressão intracraniana sem comprometer gravemente o estado neurológico; portanto, a microcefalia é o sintoma de apresentação mais comum nessa faixa etária.
Os tumores do SNC podem produzir sintomas e sinais por invasão local; compressão de estruturas adjacentes; e aumento da pressão intracraniana por efeito de massa, que comprime as estruturas normais do SNC, ou por causar obstrução do fluxo do líquido cefalorraquidiano, resultando em hidrocefalia.
A cefaléia é a manifestação mais comum dos tumores do SNC. Náuseas e vômitos são sintomas comuns de tumores do SNC em crianças de qualquer idade. Os tumores do tronco encefálico são particularmente propensos a causar náuseas e vômitos.
Paciente T., 4 anos e 2 meses, sexo masculino. Vem ao consultório acompanhado dos pais, que relatam que paciente está se desenvolvendo bem, porém faz “xixi na cama” de noite, cerca de 2 vezes na semana. Pais relatam que o desfralde diurno aconteceu pouco antes dos 2 anos de idade, tendo a criança adquirido rápido controle esfincteriano tanto para urina quanto fezes. Porém os escapes noturnos acontecem desde então, o que os deixa preocupados e cansados com a limpeza. T. está se desenvolvendo bem em todos os aspectos, sem outras queixas ou comorbidades clínicas ou neurológicas, sem uso contínuo de medicações.
É possível afirmar, em relação a T., que
apresenta diagnóstico de encoprese.
apresenta diagnóstico de enurese primária.
apresenta diagnóstico de enurese secundária.
apresenta diagnóstico de parassonia.
não apresenta patologias identificáveis.
Adolescente de 16 anos, hígido e com desenvolvimento neurológico normal, apresentou uma crise tônico-clônica bilateral cerca de 15 minutos após acordar. Refere que estava cansado, pois tinha dormido tarde, mas nega uso de álcool. Não tem história anterior pessoal ou familiar de crises epilépticas. Refere alguns abalos nas mãos, às vezes nas duas, às vezes em uma apenas, mas não são repetitivos e não afetam as atividades. Realizou exame de ressonância magnética do crânio que foi normal e um EEG que mostrou atividade de base normal e atividade epileptiforme generalizada como polispículas difusas, em incidência ocasional.
Baseando-se no caso clínico, analise as afirmativas abaixo:
I. Com os dados acima, é possível afirmar que o paciente tem epilepsia.
II. Com os dados acima, é possível definir uma Síndrome Epiléptica provável.
III. Os abalos focais têm características de clonias e, portanto, trata-se de uma epilepsia focal; os achados de EEG devem representar propagação difusa das descargas.
Está CORRETO o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
III, apenas.
todas.
II e III, apenas.
Crianças com epilepsia, quando comparadas a outras, têm mais sonolência excessiva diurna, alterações cognitivas e prejuízos no desenvolvimento. A alternativa que relaciona corretamente os estágios do sono NREM (movimento não rápido dos olhos) e sono REM (movimento rápido dos olhos) com epileptogênese é a que afirma que, no sono:
REM, há aumento da propagação e, em consequência, de descargas epilépticas
REM, há ativação do tônus muscular antigravitário, o que facilita a atividade epiléptica ictal
NREM, há maior sincronização neuronal e facilitação de propagação de descargas neuronais
NREM, há redução do tônus muscular e das manifestações clínicas motoras das crises epilépticas
REM e NREM, a privação do sono facilita a ocorrência de crises epilépticas, exceto em quadros bem controlados