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Um paciente do sexo masculino de 2 meses de idade é trazido pelos pais devido ao lacrimejamento constante e à secreção purulenta no olho direito desde o nascimento. Ao exame, observa-se epífora e uma leve distensão do saco lacrimal. A pressão sobre o saco lacrimal resulta em saída de secreção purulenta pelo ponto lacrimal inferior. Não há sinais de celulite periorbital. Nos exames complementares: o teste de irrigação lacrimal confirma obstrução nasolacrimal no lado direito. A ultrassonografia de órbita mostra dilatação do saco lacrimal sem sinais de abscesso.
Conforme o caso relatado, assinale a alternativa correta.
A obstrução nasolacrimal no recém-nascido geralmente se resolve espontaneamente com massagem e antibioticoterapia tópica, e a sondagem só deve ser considerada após 2 anos de idade.
O manejo inicial deve incluir antibioticoterapia tópica, sendo indicada sonda lacrimal precoce para corrigir a obstrução nasolacrimal.
A dacriocistorrinostomia é o tratamento de escolha em todos os recém-nascidos com obstrução lacrimal, independentemente da resposta ao manejo clínico.
O tratamento inicial deve incluir antibioticoterapia oral e massagem do saco lacrimal, com cirurgia dacriocistorrinostomia sendo reservada para casos persistentes após 12 meses de idade.
A indicação de tratamento cirúrgico para um paciente com glaucoma depende de fatores como o tipo de glaucoma, tempo de evolução e a possibilidade de complicações, sendo que a:
viscocanalostomia implica em incisões de espessura total no olho
crioterapia é uma alternativa terapêutica no estágio inicial da doença
goniotomia não é útil para tratamento do glaucoma congênito primário
trabeculoplastia a laser pode reduzir o tratamento clínico e adiar a realização de cirurgia
trabeculectomia tem como principal complicação a maculopatia secundária à hipotonia ocular
Qual das medicações abaixo pode ser utilizada de forma intravítrea para o tratamento de toxoplasmose ocular?
Clindamicina.
Espiramicina.
Pirimetamina.
Azitromicina.
Sulfametoxazol.
As doenças virais podem ser responsáveis por causar alterações oculares no quadro clínico dos pacientes. Caso se identifique a presença de retinite necrosante exuberante com oclusão arteriolar, hemorragias e edema, pode-se dizer que o quadro provavelmente é causado por:
poliomielite
varicela-zoster
herpes simples
mononucleose infeciosa
doença de inclusão citomegálica
Um paciente do sexo masculino de 8 anos de idade, com esotropia intermitente desde os 3 anos, foi tratado previamente com óculos, sem melhora significativa do alinhamento ocular. A esotropia é maior ao olhar para longe (20 dioptrias prismáticas) e apresenta limitação leve na abdução. O teste de cover revela alternância entre os olhos, sem preferência fixa. O exame neurológico apresenta normalidade, e não há histórico de trauma ou cirurgias oculares. Nos exames complementares: refração cicloplegica de +3,50 D em ambos os olhos. A topografia corneana sem evidências de irregularidades que expliquem o desvio. A ressonância magnética cerebral aponta normalidade.
cerca do caso apresentado, assinale a alternativa correta.
O tratamento de escolha é a injeção de toxina botulínica no músculo reto medial para relaxar a esotropia e melhorar a abdução, com cirurgia reservada para casos de falha do tratamento.
A correção cirúrgica com recessão do reto medial é indicada, uma vez que o tratamento com óculos não conseguiu corrigir o desvio, e a toxina botulínica só é usada para estrabismos restritivos.
A toxina botulínica é contraindicada em crianças com estrabismo intermitente, sendo indicada a correção cirúrgica de ambos os músculos retos mediais para prevenir a ambliopia.
O manejo de esotropia intermitente deve ser exclusivamente com óculos prismáticos, reservando a cirurgia ou toxina botulínica apenas para casos de esotropia constante.