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As linfadenopatias reacionais com padrão folicular apresentam estímulo preferencialmente da zona B do linfonodo. No caso de um paciente com padrão folicular e proliferação de células B monocitoides e agregados de macrófagos epitelioides na região paracortical que podem invadir o centro geminativo, deve-se pensar no diagnóstico de:
HIV
sífilis
imunopatia
toxoplasmose
artrite reumatoide
Diante de um quadro de investigação para uma histiocitose de células de Langerhans, um paciente com 1 ano apresenta acometimento clínico de couro cabeludo, de áreas de flexura e de tronco. Dentre as possíveis hipóteses diagnósticas, destaca-se a:
xantoma papular
doença de Dorfman
granuloma eosinofílico
xantogranuloma infantil
doença de Letterer-Siwe
De acordo com a conduta de Gastrectomia realizada por carcinoma gástrico, assinale a alternativa CORRETA:
Deve incluir descrição da lesão, margens proximais e distais, profundidade de invasão e linfonodos, orientando estadiamento.
Deve restringir-se apenas à descrição da mucosa normal.
Deve excluir análise de linfonodos.
Deve ser feita apenas após exame microscópico.
Deve ser realizada apenas pelo cirurgião.
Um paciente falece em hospital universitário, e necropsia é solicitada para esclarecer a causa da morte. Sobre a técnica adequada, assinale a alternativa CORRETA:
A necropsia deve restringir-se à inspeção externa do corpo, sem abertura de cavidades, pois o exame interno compromete a integridade estética.
A necropsia deve ser realizada apenas em casos de morte violenta, não sendo indicada em óbitos hospitalares por causas naturais.
A necropsia deve incluir exame externo detalhado, abertura sistemática das cavidades torácica, abdominal e craniana, retirada e análise de órgãos, descrição macroscópica minuciosa e coleta de material para histologia e microbiologia, permitindo correlação clínico-patológica.
A necropsia deve ser feita sem registro escrito, limitando-se a relato verbal do patologista ao médico assistente.
A necropsia deve excluir coleta de material para exames complementares, pois o estudo histológico não acrescenta informações relevantes.
Paciente masculino, 58 anos com hematúria macroscópica. Na cistoscopia foi evidenciada uma lesão exofítica única de 3 mm.
A alteração morfológica que define a lesão como papiloma urotelial é a lesão
papilífera com eixo fibrovascular revestido por células com queratinização sem atipias nucleares.
papilífera composta de células uroteliais, com espessura variável, com núcleos aumentados e perda leve de polaridade.
papilífera com sete camadas constituídas de células polarizadas apresentando na superfície células cuboidais com núcleos aumentados com vacúolos ocasionais.
constituída por cordões com 5-1 camadas de células uroteliais polarizadas com crescimento endofítico.
plana com atipia nuclear ocupando toda a espessura do epitélio, podendo manter a polaridade.
Homem, 26 anos, massa renal sólida de 4,9 cm. Histologia: neoplasia composta por células epitelioides de citoplasma eosinofílico a levemente claro, com padrão tubular, sólido e cribriforme, além de áreas com estroma mixoide e discreto infiltrado inflamatório. Não há padrão típico de carcinoma de células claras, nem arquitetura papilífera bem formada.
Imunohistoquímica revela:
• PAX8: positivo;
• CK AE1/AE3: positivo;
• EMA: positivo; • CK7: positivo difuso;
• AMACR: negativo;
• CAIX: negativo;
• CD10: negativo;
• TFE3: negativo;
• TFEB: negativo;
• FH: preservado;
• SDHB: preservado;
• INI1: preservado.
Considerando a classificação atual da OMS, o exame complementar mais indicado para a confirmação diagnóstica é a(o)
pesquisa de mutação de VHL por NGS.
FISH para rearranjo de TFE3.
FISH/NGS para rearranjo de ALK.
pesquisa de instabilidade microssatélite (MSI).
sequenciamento do gene MET (mutações/amplificação).
Uma mulher de 32 anos realiza exame de Papanicolau. O esfregaço mostra células escamosas com alterações nucleares sugestivas de lesão intraepitelial de baixo grau. Sobre o exame, assinale a alternativa CORRETA:
O Papanicolau avalia apenas sangue periférico.
O Papanicolau é restrito a doenças hepáticas.
O Papanicolau avalia apenas proteínas plasmáticas.
O Papanicolau é restrito a células musculares.
O Papanicolau permite rastrear câncer cervical, identificando lesões precursoras e orientando colposcopia para confirmação.
Durante uma cirurgia de tumor cerebral, o neurocirurgião solicita exame por congelação para decidir se amplia a ressecção. Considerando as características desse procedimento, assinale CORRETAMENTE:
O exame por congelação é utilizado apenas em necropsias, sendo inadequado para orientar condutas cirúrgicas em tempo real.
O exame por congelação substitui integralmente o exame histológico convencional, dispensando processamento em parafina e colorações adicionais.
O exame por congelação é realizado com cortes rápidos de tecido congelado, permitindo diagnóstico intraoperatório imediato, mas com limitações técnicas em relação ao exame definitivo em parafina, especialmente na avaliação de detalhes arquiteturais.
O exame por congelação é restrito a tecidos musculares, sem aplicação em tumores do sistema nervoso central.
O exame por congelação é um método bioquímico para medir glicemia intraoperatória, sem relação com diagnóstico histológico.
Em relação aos mecanismos de reparo tecidual cutâneo, uma característica morfofuncional tipicamente associada ao reparo por segunda intenção é
A formação exuberante de tecido de granulação com contração significativa da ferida.
a re-epitelização rápida com mínima deposição de colágeno.
a ausência de proliferação vascular no leito da lesão.
o predomínio de necrose coagulativa periférica.
a cicatrização sem formação de cicatriz visível.
A doença de Kimura é uma doença infl amatória crônica eventualmente encontrada no Brasil. Os pacientes acometidos por essa enfermidade podem apresentar linfonodomegalia cervical, com ou sem infi ltração de glândulas salivares e de tecidos moles. O seu diagnóstico diferencial inclui:
AIDS
mononucleose
linfomas MALT
linfoma de Hodgkin
doença de Castleman
Há uma anomalia congênita do pâncreas que pode aumentar o risco de pancreatite crônica, em função de a drenagem de secreção pancreática ser feita apenas, ou predominantemente, pela papila maior. Evidencia-se a presença dessa anomalia no caso de:
fibrose cística
pâncreas anular
cistos congênitos
pâncreas divisum
pâncreas ectópico
Vários pigmentos são marcadores de algumas hepatopatias, sendo a coloração de Perls um meio útil de distingui-los. A hemossiderina tem grande importância diagnóstica, depositandose quando há distúrbios no metabolismo de:
ferro
sódio
cálcio
hemácia
bilirrubina
Em relação ao tumor maligno da bainha de nervo periférico, assinale a alternativa INCORRETA.
Pode ser identificado em associação com um neurofibroma plexiforme em pacientes com neurofibromatose tipo I.
A maioria dos casos de tumor maligno da bainha de nervo periférico de subtipo epitelioide revela imunoexpressão positiva para INI1.
A imunoexpressão de S100 e SOX10 é, mais frequentemente, irregular e/ou focal.
Em áreas de diferenciação glandular, pode ser encontrada imunoexpressão positiva para queratinas e CEA.
A presença de cinco ou mais figuras mitóticas/mm2 e necrose é frequente nos tumores malignos da bainha de nervo periférico de alto grau.
Uma biópsia endometrial é realizada em paciente com irregularidade menstrual. O exame mostra glândulas tortuosas, estroma edemaciado e secreção intraluminal. Conforme o achado, assinale a alternativa CORRETA:
O padrão é compatível com fase proliferativa inicial.
O padrão é compatível com fase secretora, sob ação da progesterona, indicando maturação endometrial pós-ovulatória.
O padrão é compatível com menopausa, sem atividade hormonal.
O padrão é compatível com hiperplasia endometrial atípica.
O padrão é compatível com carcinoma endometrial invasivo.
Um fragmento de biópsia hepática é encaminhado para exame histológico. Com base no processamento, é CORRETO afirmar que o tecido deve:
Ser fixado em formalina tamponada, desidratado em álcool, diafanizado em xilol e incluído em parafina, permitindo cortes finos para coloração.
Ser congelado diretamente sem fixação, pois a parafina compromete a morfologia.
Ser mantido em solução salina, sem necessidade de fixação.
Ser fixado em etanol absoluto e incluído em resina acrílica, independentemente da finalidade diagnóstica.
Ser processado sem fixação, pois o formaldeído destrói antígenos celulares.
Acerca da Prostatectomia radical realizada por adenocarcinoma, a conduta CORRETA deve:
Restringir-se apenas à descrição da uretra.
Excluir análise de margens.
Ser feita apenas após exame microscópico.
Incluir descrição do volume tumoral, relação com cápsula prostática, margens cirúrgicas e vesículas seminais, orientando estadiamento.
Ser realizada apenas pelo cirurgião.
Homem, 72 anos, apresenta nódulo eritemato-violáceo de crescimento rápido em antebraço, com 2,1 cm. Foi realizada biópsia incisional.
Microscopia: derme ocupada por neoplasia maligna difusa composta por células grandes e pleomórficas, com alto índice núcleo/citoplasma, cromatina fina a granular, nucléolos pouco evidentes e numerosas mitoses, incluindo figuras atípicas. Há focos de necrose e apoptose. A epiderme está preservada, sem conexão evidente com a lesão. Observa-se padrão de infiltração difusa na derme, com extensão para hipoderme. Não há formação glandular ou queratinização.
Assinale a opção que apresenta o diagnóstico mais provável e o painel imunohistoquímico mais compatível.
Carcinoma de células de Merkel. Imuno: CK20 positivo em padrão perinuclear dot-like, INSM1 positivo, sinaptofisina positivo, cromogranina positivo, TTF-1 negativo, CK7 negativo.
Carcinoma de pequenas células metastático (pulmão). Imuno: TTF-1 negativo, CK7 negativo, CK20 positivo dot-like, cromogranina positivo focal.
Linfoma difuso de grandes células B. Imuno: CD45 negativo, PAX5 negativo, CD138 positivo, CK AE1/AE3 positivo, CK20 positivo.
Melanoma amelanótico. Imuno: SOX10 negativo, S100 negativo, HMB45 negativo, CK AE1/AE3 positivo.
Carcinoma escamoso pouco diferenciado. Imuno: p40 negativo, p63 negativo, CK AE1/AE3 negativo, CK20 positivo dot-like, marcadores neuroendócrinos positivos.
Sobre a síndrome de lise tumoral, avalie as seguintes assertivas:
I. Pacientes com neoplasias de risco intermediário e alto de lise tumoral, no contexto de seu tratamento oncológico modificador de doença, devem receber hidratação parenteral vigorosa.
II. A furosemida deve ser sempre prescrita para os pacientes de alto risco, visando ao controle dos distúrbios eletrolíticos provocados por essa patologia.
III. A rasburicase é mais eficaz que o allopurinol no tratamento de casos mais graves, pois degrada o ácido úrico em alantoína, reduzindo seus níveis séricos de forma mais eficaz e ágil – contudo, seu preço elevado acaba sendo um limitante para aquisição nos serviços com orçamento mais restrito.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
Paciente de 74 anos, sexo masculino, com história de fibrilação atrial crônica, hipertensão arterial e aterosclerose difusa, dá entrada no pronto-socorro com dor abdominal súbita, intensa e desproporcional ao exame físico, seguida de distensão abdominal e sinais de irritação peritoneal. Evolui com choque séptico e é submetido a laparotomia exploradora, que evidencia extensa área de necrose intestinal.
Com base no quadro clínico-patológico descrito, assinale a afirmativa correta.
O íleo é o segmento mais frequentemente acometido, devido à irrigação exclusiva pela artéria mesentérica inferior, sendo a perfuração a complicação mais comum.
O principal fator de risco é a hipotensão prolongada, levando tipicamente a infartos hemorrágicos restritos ao reto.
A evolução mais comum dos infartos intestinais é a fibrose cicatricial sem risco de sepse ou perfuração.
O cólon direito é raramente acometido, pois apresenta extensa circulação colateral, o que protege contra isquemia aguda.
O intestino delgado, especialmente o território da artéria mesentérica superior, é o local mais frequentemente acometido nos infartos intestinais agudos de origem embólica.
O seguinte achado molecular exclui automaticamente o diagnóstico de glioblastoma segundo a WHO 2021:
amplificação de EGFR.
mutação no promotor de TERT.
mutação em IDH1 ou IDH2.
perda de PTEN.
ganho do cromossomo 7 e perda do 10.