Questões de Concurso sobre Pediatria

 
 
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Lactente de 6 meses, previamente hígido, apresenta coriza e tosse há 3 dias, evoluindo com taquipneia e sibilância difusa. Saturação 91% em ar ambiente e redução de ingesta. Sem história de asma/atopia. Nesse caso, o plano terapêutico inicial CORRETO é:


A

Iniciar broncodilatador em horário fixo e corticoide sistêmico, usando redução de sibilos como critério de alta.


B

Realizar suporte com higiene nasal, hidratação e oxigênio conforme alvo, reavaliando esforço respiratório.


C

Prescrever antibiótico e solicitar radiografia de tórax, tratando dessaturação como pneumonia bacteriana subjacente.


D

Administrar antitussígeno e anti-histamínico, buscando reduzir tosse e congestão e melhorar aceitação alimentar.


E

Indicar fisioterapia respiratória intensiva e nebulização com solução hipertônica como eixo inicial do tratamento.

Lactente de 12 dias chega com a mãe relatando dor ao amamentar e fissuras mamilares. A criança tem diurese reduzida e perda de peso acima do esperado. Não há febre materna nem sinais de abscesso mamário. Com base no caso, a intervenção inicial CORRETA é:


A

Suspender amamentação por 72 horas e manter fórmula, retomando o peito após cicatrização.


B

Corrigir pega/posicionamento, tratar fissura e manter oferta de leite com seguimento próximo.


C

Iniciar antibiótico sistêmico materno e indicar drenagem preventiva por risco de mastite grave.


D

Prescrever anticolinérgico para reduzir ejeção láctea e orientar mamadas mais espaçadas.


E

Indicar desmame definitivo e substituir por fórmula, devido à persistência de fissuras.

Criança de 10 anos com febre, cefaleia e rigidez de nuca apresenta rebaixamento progressivo e déficit focal. A equipe discute punção lombar para diagnóstico. Considerando o enunciado, assinale a conduta CORRETA:


A

Realizar punção lombar imediatamente e tratar hipertensão intracraniana após o líquor.


B

Coletar hemoculturas e iniciar antimicrobiano, solicitar neuroimagem antes da punção e manter monitorização.


C

Adiar antimicrobiano até completar punção e neuroimagem, para aumentar sensibilidade de culturas.


D

Solicitar radiografia de crânio e liberar punção se não houver fratura.


E

Iniciar corticosteroide isolado e reavaliar após melhora neurológica antes de decidir punção.

RN de 38 semanas, 72 horas de vida, em aleitamento materno, apresenta icterícia progressiva. Bilirrubina total está acima do limiar de fototerapia para idade em horas no nomograma. Tipagem revela incompatibilidade ABO e Coombs direto positivo. De acordo com o caso, assinale a conduta CORRETA:


A

Alta com retorno em 72 horas para repetição de bilirrubina, mantendo seguimento ambulatorial.


B

Suspender aleitamento e iniciar fórmula por 48 horas como principal medida de tratamento.


C

Iniciar fenobarbital e hidratação venosa como eixo inicial para reduzir bilirrubina.


D

Realizar exsanguíneotransfusão imediata, sem fototerapia, por Coombs positivo.


E

Iniciar fototerapia, avaliar hemólise e monitorar bilirrubina, mantendo suporte ao aleitamento.

Criança de 18 meses, previamente saudável, apresenta palidez progressiva após episódio viral recente. Exames mostram anemia normocítica de moderada a grave, reticulócitos baixos, leucograma com neutropenia discreta, plaquetas normais a elevadas, VCM adequado para a idade, HbF normal e adenosina desaminase eritrocitária normal.


Com base na principal hipótese diagnóstica, o mecanismo fisiopatológico envolvido é a


A

ação direta de agente citotóxico.


B

variante patogênica do gene RPS19.


C

deficiência de precursor vitamínico.


D

interação com o antígeno P das hemácias.


E

participação de IgG, IgM e mediação celular.

Adolescente, 11 anos, é trazida à pediatria por ganho ponderal progressivo. Ao exame, circunferência abdominal acima do percentil 90 e pressão arterial de 132/86 mmHg em medidas repetidas. Exames laboratoriais mostram triglicérides de 178 mg/dL, HDL de 36 mg/dL, LDL 135 mg/dL e glicemia de jejum de 104 mg/dL.


Com base na principal hipótese diagnóstica, assinale a afirmativa correta.


A

Os níveis tensionais indicam a necessidade de uso de diurético tiazídico.


B

Apesar dos achados, alimentação e atividade física são por ora suficientes.


C

O uso de estatina deve ser indicado devido aos valores encontrados do LDL.


D

Deve-se considerar o uso de medicamentos pelos valores dos triglicerídeos.


E

O teste de sobrecarga de glicose deverá definir o uso de hipoglicemiante oral.

Adolescente, 15 anos, apresenta dor epigástrica recorrente, de forte intensidade, associada a episódios frequentes de diarreia. Evolui com múltiplas úlceras pépticas de difícil controle, com localizações atípicas, apesar do tratamento adequado. Exames laboratoriais iniciais evidenciam hipersecreção ácida gástrica e níveis persistentemente elevados de gastrina em jejum.


Baseado na principal hipótese diagnóstica, a presença de diarreia crônica sugere


A

má absorção de peptídeos no intestino delgado.


B

precipitação dos sais biliares no intestino proximal.


C

má absorção de eletrólitos e peptídeos no intestino delgado.


D

aumento da motilidade gástrica e do intestino delgado proximal


E

ação direta da gastrina na musculatura lisa do intestino delgado.

Criança de 4 anos é admitida no pronto-socorro com vômitos, dor abdominal intensa e respiração profunda e rápida. Ao exame físico apresenta hálito adocicado, desidratação, taquicardia e perfusão periférica reduzida.

Exames laboratoriais: leucocitose (16.000/mm3) com neutrofilia; glicemia 468 mg/dL, pH 7,12, HCO₃⁻ 9 mEq/L, pCO₂ 22 mmHg, ânion gap 26 mEq/L, Na⁺ 130 mEq/L, K⁺ 5,6 mEq/L, creatinina 1,3 mg/dL (VR: 0,2–0,6), ureia 28 mg/dL (VR: 15–40), além de cetonemia e cetonúria positivas.

Com base na principal hipótese diagnóstica, deve-se prescrever


A

antibióticos empíricos por leucocitose, com SF 0,9% em bolus único e insulina subcutânea.


B

bicarbonato EV imediato para corrigir pH <7,2, associado a insulina e SF 0,45% em manutenção.


C

manitol EV para suspeita de edema cerebral, seguido de hipoglicemiantes orais e restrição hídrica.


D

expansão volêmica inicial com cristaloide isotônico, seguida de insulina regular EV após expansão inicial.


E

solução salina hipertônica 3% contínua para hiponatremia, sem insulina inicial até normalização do sódio.

Assinale a afirmativa correta em relação à profilaxia para prevenção de recidivas de infecção do trato urinário em crianças.


A

Deve ser evitada nas crianças com recidivas frequentes sem alterações anatômicas.


B

Deve ser realizada nos casos de refluxo vesicoureteral de grau II, independentemente de serem assintomáticos.


C

É razoável que se seja mantida até a realização dos exames de imagem, quando deve ser suspensa.


D

Na presença de refluxo vesicoureteral de grau III, é prudente fazer a profilaxia, apesar de ela não ser mandatória.


E

Estudos apontam para a redução do risco de recidivas, sem impacto significativo no surgimento de novas cicatrizes.

Criança de 4 anos, admitida para internação, portadora de encefalopatia crônica não progressiva por asfixia perinatal, em uso de traqueostomia e gastrostomia, apresenta palidez, hipotermia e glicemia capilar de 40 mg/dL. Encontra-se em desnutrição grave.


A conduta imediata é


A

aporte nutricional de 70% da meta; infusão de glicose de 6 mg/kg/minuto; checar o nível de fósforo, sódio e potássio.


B

aporte nutricional de 50% da meta; infusão de glicose de 12 mg/kg/minuto; checar o nível de fósforo, magnésio e potássio.


C

aporte nutricional de 40% da meta, infusão de glicose de 4 mg/kg/minuto; checar o nível de fósforo, magnésio e potássio.


D

aporte nutricional de 30% da meta, infusão de glicose de 5 mg/kg/minuto; checar o nível de cálcio, sódio e potássio.


E

aporte nutricional de 25% da meta, infusão de glicose de 10 mg/kg/minuto; checar o nível de fósforo, magnésio e potássio.

Com base na Nota Técnica nº 35/2018 do Ministério da Saúde, assinale a afirmativa correta a respeito da conduta imediata em um recém-nascido com anquiloglossia diagnosticada pelo teste do frênulo lingual.


A

A abordagem cirúrgica deve ser realizada de pronto, já que o teste que levou ao diagnóstico segue o critério anatômico.


B

Deve-se indicar abordagem cirúrgica, que deverá ser realizada após a terceira semana de vida para não prejudicar a amamentação ao seio.


C

Deve-se acompanhar clinicamente, priorizando o uso do copinho para evitar perda ponderal, independentemente da eficácia da sucção ao seio.


D

Deve ser feito o acompanhamento clínico com equipe multiprofissional, incluindo um consultor de amamentação, observando a evolução.


E

Não intervir de imediato, repetir o teste em três semanas e, caso haja alguma repercussão, iniciar acompanhamento com consultor de amamentação.

Criança com chiado recorrente, tosse noturna e melhora com broncodilatador inalatória tem quadro compatível com:


A

bronquiolite.


B

pneumonia viral.


C

laringite aguda.


D

asma brônquica.


E

coqueluche.

D.M.A., criança de 3 anos, sexo feminino, sem histórico vacinal, é atendida em unidade básica de saúde com febre alta há 4 dias, associada a tosse seca, hiperemia ocular, fotofobia e exantema maculopapular iniciando em face e pescoço, com progressão cefalocaudal. A mãe relata que a paciente teve contato domiciliar com primo diagnosticado com sarampo 12 dias antes. O município encontra- -se em alerta de surto ativo, com baixa cobertura vacinal (<80%) e transmissão comunitária confirmada.

Diante do quadro clínico e do contexto epidemiológico, qual é a conduta obrigatória e imediata segundo o Guia de Vigilância em Saúde – Ministério da Saúde (2022)? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.


A

Registrar apenas como síndrome exantemática aguda no e-SUS e orientar retorno em caso de agravamento.


B

Coletar sorologia IgM e aguardar resultado antes de notificar ou iniciar investigação.


C

Realizar notificação compulsória imediata (em até 24 horas) e iniciar investigação epidemiológica, mesmo antes da confirmação laboratorial.


D

Aguardar 5 dias de exantema para validar a definição de caso suspeito e posterior notificação.

J.R.F., menino de 4 anos, previamente hígido, é trazido à emergência por febre alta (40 °C) com início há 12 horas. No exame, encontra-se taquicárdico (FC: 165 bpm), com enchimento capilar > 4 segundos, extremidades frias e pulso periférico fino. A pressão arterial está dentro dos parâmetros normais para a idade. Não há evidências de sobrecarga hídrica. O hospital dispõe de unidade de terapia intensiva pediátrica com acesso a suporte avançado. Qual deve ser a conduta inicial mais apropriada? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.


A

Iniciar apenas fluidos de manutenção, sem bolus, na ausência de hipotensão.


B

Iniciar vasopressor de forma precoce, mesmo antes de expansão volêmica, para evitar agravamento hemodinâmico.


C

Adiar qualquer expansão volêmica até confirmação laboratorial de lactato elevado.


D

Administrar bolus de fluido de 10–20 mL/kg, com reavaliações contínuas, interrompendo se surgirem sinais de sobrecarga volêmica.

I.A.S., 6 anos, sexo masculino, previamente hígido, apresenta edema matinal facial há 8 dias, com leve distensão abdominal e redução do volume urinário. Sem febre, hematúria ou queixas respiratórias. Ao exame: PA 98/60 mmHg, TRC <2s, edema de membros inferiores, ausculta normal.


Exames iniciais revelam:


• Urina 1: proteinúria 4+; ausência de hematúria

• Relação proteína/creatinina urinária: 3,5 mg/mg

• Albumina sérica: 1,9 g/dL

• Ureia e creatinina: normais

• C3: normal • Sorologias virais: negativas

• PCR: negativa


Iniciada prednisolona oral 60 mg/m²/dia. Após 10 dias de tratamento, urina ainda com proteinúria 3+ em fita, sem sinais de sobrecarga volêmica.

Qual é a classificação atual do paciente e a conduta imediata recomendada? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.


A

Síndrome nefrótica sensível a esteroide; a persistência de proteinúria até o 10º dia não muda a conduta.


B

Síndrome nefrótica resistente a esteroide; manter prednisolona por até 4 semanas antes de reclassificar.


C

Síndrome nefrótica frequentemente recidivante; iniciar imunossupressor adjuvante.


D

Síndrome nefrótica dependente de esteroide; reduzir progressivamente a dose de prednisolona.

T.R.M., lactente do sexo feminino, 7 meses, encontra- -se em aleitamento materno parcial, com crescimento adequado e sem intercorrências clínicas. Durante consulta de puericultura, a mãe relata oferecer apenas papas peneiradas por receio de engasgos, evitando alimentos com maior textura. Questiona quando e como deve progredir a consistência da alimentação complementar, de forma segura.

De acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde para alimentação complementar entre 6 e 23 meses (2023), qual conduta deve ser orientada para essa criança? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.


A

Introduzir progressivamente alimentos com texturas mais espessas e consistência apropriada à idade, respeitando o desenvolvimento oral e motor da criança.


B

Manter alimentos exclusivamente amassados ou peneirados até pelo menos 12 meses de idade, priorizando segurança e digestibilidade.


C

Adiar a oferta de alimentos sólidos até a erupção dos molares decíduos, como critério de prontidão para texturas mais firmes.


D

Utilizar apenas alimentos liquidificados, servidos em mamadeiras adaptadas, até que o lactente complete 2 anos.

S.V.A., menina de 2 anos, previamente hígida, apresenta tosse seca e aumento do esforço respiratório há 24 horas. No exame, observa-se frequência respiratória de 52 IRPM, tiragem subcostal, sem batimento de asa do nariz, sem gemência, sem estridor. A criança encontra-se ativa, com boa aceitação oral e sem cianose. A saturação de oxigênio em ar ambiente é 93%. Não há sinais de perigo geral como convulsões, sonolência ou recusa alimentar. O serviço é ambulatorial, sem suporte hospitalar.

Segundo a diretriz da Organização Mundial da Saúde (WHO 2024), qual é a classificação clínica e a conduta indicada para esta criança? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.


A

Pneumonia — tratar com antibiótico oral em domicílio, com retorno orientado.


B

Pneumonia grave — internação imediata e início de antibiótico parenteral.


C

Doença muito grave — oxigenoterapia e suporte intensivo devido à hipoxemia limítrofe.


D

Infecção respiratória alta — sem necessidade de antibiótico, apenas cuidados gerais.

Paciente pediátrico com anemia falciforme apresenta dor abdominal recorrente, icterícia e hepatomegalia. Exames mostram hiperbilirrubinemia indireta e sinais de colestase. A complicação hepática CORRETAMENTE característica desse caso é:


A

Hepatite viral aguda.


B

Hemocromatose secundária.


C

Síndrome hepática falciforme com colestase intra-hepática.


D

Doença de Wilson.


E

Cirrose alcoólica.

Embora raro em pediatria, um adolescente de 16 anos apresenta massa gástrica infiltrativa. O fator de risco CORRETAMENTE associado ao adenocarcinoma gástrico em jovens é:


A

Infecção crônica por Helicobacter pylori.


B

Uso prolongado de IBP.


C

Dieta rica em fibras.


D

Deficiência de ferro.


E

História de alergia alimentar.

Recém-nascido de 25 dias apresenta icterícia persistente, fezes hipocolóricas e hepatomegalia. Exames laboratoriais mostram bilirrubina direta elevada e transaminases discretamente aumentadas.


Com base no caso, o diagnóstico CORRETAMENTE prioritário é:


A

Deficiência de alfa-1-antitripsina.


B

Atresia biliar extra-hepática.


C

Hepatite viral congênita.


D

Síndrome de Alagille.


E

Colestase por nutrição parenteral.

 
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