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Paciente feminina de 73 anos foi submetida a uma colectomia esquerda realizada de maneira eletiva por neoplasia de cólon. No resultado de anatomia patológica apresenta o seguinte laudo: adenocarcinoma de colon, com invasão até a camada muscular própria, com comprometimento de metástase presente em 7/15 linfonodos pericólicos.
Considerando que não há metástases a distância detectadas, a correta classificação TNM e o estágio da doença, nesse caso, são, respectivamente:
T3N2M0–Estágio II.
T2N2M0–Estágio III.
T2N1M0–Estágio III.
T3N2M0–Estágio III.
T1N1M0–Estágio II.
Assinale a alternativa correta sobre a anatomia do reto e do canal anal.
A drenagem linfática da porção superior do canal anal (acima da linha pectínea) dirige-se preferencialmente para a cadeia de linfonodos inguinais superficiais.
O canal anal é composto pelos músculos esfíncter anal interno e externo, além do músculo puborretal, porém esses músculos não possuem nenhuma função no que tange ao tônus de repouso do canal anal.
As três válvulas retais têm as seguintes características: a superior e inferior estão na parede retal direita, e a média, à esquerda.
Anatomicamente, a fáscia de Denonvilliers separa o reto anteriormente da próstata e vesículas seminais, sendo um plano importante de orientação no ato operatório.
O reto baixo possui irrigação da artéria retal superior, do ramo direto da artéria ilíaca interna, da artéria retal média e retal inferior e dos ramos diretos da artéria mesentérica inferior.
Homem de 53 anos, assintomático e sem fatores de risco, procura orientação preventiva com solicitação de colonoscopia.
Assinale a alternativa correta sobre esse exame.
Permite identificar e remover pólipos adenomatosos, interrompendo a sequência adenoma–carcinoma e reduzindo a incidência de câncer.
É o método inicial de rastreamento populacional de escolha no SUS por ser mais barato e ter maior adesão que testes fecais.
Tem como principal função detectar precocemente lesões malignas já estabelecidas, sem interferir em lesões precursoras.
Deve ser repetida a cada 2 anos em todos os indivíduos acima de 50 anos, independentemente dos achados prévios.
Substitui completamente a pesquisa de sangue oculto nas fezes como método de rastreamento populacional.
Paciente do sexo masculino com 82 anos de idade, hipertenso de base e tabagista, procura o pronto-socorro por dor abdominal associada à enterorragia importante e diarreia. No exame físico de entrada, apresenta taquicardia e sinais de desidratação. Os exames de laboratório da admissão mostram leucocitose discreta, aumento discreto das atividades de provas inflamatórias, queda discreta de hemoglobina comparada com os exames anteriores e discreta alteração da função renal.
Assinale a alternativa que apresente as hipóteses diagnósticas mais prováveis.
Como a doença de Crohn não acomete idosos, não deve ser considerada como diagnóstico diferencial.
A colite isquêmica é um provável diagnóstico nesse caso, e acomete mais comumente o cólon esquerdo e a flexura esplênica.
Hidratação, jejum e antibioticoterapia empírica não fazem parte do tratamento inicial, independentemente da causa.
Retocolite ulcerativa intestinal não deve ser considerada como diagnóstico diferencial.
A doença de Crohn é mais comum em jovens, porém também pode acometer idosos, e o diagnóstico só pode ser feito com a dosagem de calprotectina fecal.
Senhora de 80 anos de idade, acamada devido a uma cirurgia recente de fratura de fêmur, começa a evoluir com distensão abdominal, parada de eliminação de gases e fezes e queda do estado geral. A tomografia computadorizada realizada na urgência evidenciou grande distensão do cólon, com níveis hidroaéreos e com diâmetro cecal de cerca de 10 cm, não sendo evidenciados pontos de obstrução mecânica.
Em relação a esse caso, assinale a alternativa com o diagnóstico mais provável e o tratamento.
Neoplasia de cólon avançada, sendo indicada a derivação do trânsito intestinal.
Abdome agudo obstrutivo, provável brida ou hérnia interna, sendo indicada laparotomia exploradora.
Suboclusão em idoso por fecaloma, sendo indicado enteroclisma de horário.
Síndrome de Ogilvie, sendo indicada colonoscopia descompressiva.
Abdome agudo obstrutivo por volvo de sigmoide, sendo indicado tratamento por devolvulação por colonoscopia.
Paciente de 50 anos de idade é encaminhado pelo clínico geral ao proctologista devido ao achado. Em colonoscopia de rotina, cerca de 40 pólipos adenomatosos em todo o cólon. Adicionalmente, em endoscopia pedida na mesma rotina, evidenciam-se pólipos no duodeno. Investigado, paciente não possui histórico de polipose adenomatosa familiar (PAF).
Em relação a esse caso, assinale a alternativa correta.
O paciente em questão deve ser investigado com rastreamento de mutação do gene MYH.
A retirada dos pólipos via endoscópica indica cura da doença.
Os parentes de primeiro grau desse paciente não precisam ser investigados adicionalmente com colonoscopia.
A polipose associada ao gene MYH (PAM) não apresenta risco de desenvolvimento de câncer colo retal.
A polipose associada ao gene MYH (PAM) é uma condição genética autossômica dominante.
Assinale a alternativa correta sobre a biópsia prostática, quando indicada.
A biópsia transretal deve ser precedida de limpeza retal com povidine.
A biópsia transperineal não necessita de preparo cutâneo.
Não se recomenda antibioticoterapia profilática baseada por swab retal ou coprocultura, devendo sempre ser utilizado antibiótico de amplo espectro.
Pode ser realizada por via transretal ou transperineal, sem preferência quanto à via de acesso, pois elas têm o mesmo risco infeccioso.
O material da biópsia necessita apenas ser lateralizado em dois frascos, independentemente do número de fragmentos colhidos.
Nos princípios de oncologia cirúrgica em proctologia, a drenagem venosa do reto é um aspecto crucial, especialmente no câncer de reto, devido à sua relação com a disseminação metastática hematogênica.
Assinale a alternativa correta sobre a anatomia da drenagem venosa.
A veia retal superior drena o reto superior e a junção retossigmoide, conectando-se à veia mesentérica inferior (VMI) que drena para a veia cava inferior, integrando o sistema venoso sistêmico.
A veia retal superior drena o reto superior e a junção retossigmoide, conectando-se às veias ilíacas internas (via pudenda interna para a veia retal inferior) e drenam para a veia ilíaca comum e, posteriormente, para a veia cava inferior, integrando o sistema venoso sistêmico.
As veias retal média e inferior drenam o reto médio e inferior (abaixo de 10 cm da borda anal), conectando-se à veia mesentérica inferior (VMI) que drena para a veia porta hepática, integrando o sistema venoso portal.
A veia retal superior drena o reto superior e a junção retossigmoide, conectando-se à veia mesentérica inferior (VMI) que drena para a veia porta hepática, integrando o sistema venoso portal.
As veias retal média e inferior drenam o reto médio e inferior (abaixo de 10 cm da borda anal), conectando-se às veias ilíacas internas (via pudenda interna para a veia retal inferior) e drenam para a veia porta hepática, integrando o sistema venoso portal.
A proctite é caracterizada por desconforto anorretal, tenesmo, constipação e secreção com muco ou sangue. Muitos casos de proctite são sexualmente transmitidos, em especial por sexo anal. Sobre os microrganismos que podem causar proctite infecciosa, analisar os itens.
I. A infecção por clamídia pode provocar proctite similar à proctite gonorreica; no entanto, algumas infecções são assintomáticas.
II. Sífilis anal é caracterizada por proctocolite com febre e diarreia sanguinolenta, ulcerações perianais dolorosas, estenoses e fístulas anorretais e adenopatia inguinal (bubões).
III. O vírus herpes simples é uma causa comum de infecção anorretal. Os sintomas incluem dor intensa, prurido, constipação, tenesmo, retenção urinária e dor radicular em razão do envolvimento das raízes nervosas lombares ou sacrais.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas no item II.
Apenas nos itens I e III.
Em todos os itens.
Durante o estudo da anatomia do assoalho pélvico, é essencial reconhecer os componentes musculares do grupo conhecido como músculo elevador do ânus, estrutura com papel fundamental na continência e no suporte visceral.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente os músculos que compõem o músculo elevador do ânus.
Puborretal, iliococcígeo e isquiococcígeo.
Pubococcígeo, transverso profundo e esfíncter interno.
Puborretal, pubococcígeo e iliococcígeo.
Pubococcígeo, iliococcígeo e isquiococcígeo.
Puborretal, esfíncter externo e iliococcígeo.
Uma mulher de 60 anos apresenta dor abdominal no quadrante inferior esquerdo há 2 dias, de início gradual, agora constante e moderada (6/10 em escala de dor). Relata febre de 38°C, constipação recente e náusea leve sem vômitos. Não há sangramento retal. No exame físico, há sensibilidade localizada no QIE, sem sinais de peritonite ou rigidez generalizada. A frequência cardíaca é 92 bpm, e o peristaltismo está presente, mas discretamente reduzido.
Assinale a alternativa que indica, respectivamente, o diagnóstico inicial correto e a investigação complementar que deve ser realizada.
Doença diverticular do cólon – colonoscopia.
Diverticulite aguda – tomografia computadorizada.
Megacólon – clister opaco com duplo contraste.
Retocolite ulcerativa – retoscopia.
Doença inflamatória intestinal – ultrassonografia abdominal.
As doenças orificiais são comuns na área da Proctologia. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta:
O prurido anal é o sintoma mais frequente na doença hemorroidária.
A localização mais comum da fissura anal é na linha média posterior.
Uma possível sequela da fístula anal é o abscesso anal.
A retocolite ulcerativa é o fator etiológico mais comum para a fístula anal.
O tratamento padrão da fissural anal aguda é cirúrgico.
Paciente do sexo feminino, 62 anos, previamente hígida, apresenta quadro progressivo de distensão abdominal, perda de apetite e episódios de náuseas há 2 semanas. Ao exame físico, apresenta ascite moderada, ruídos hidroaéreos aumentados e timpanismo em flancos. A tomografia de abdome revela dilatação de alças delgadas, presença de líquido livre, espessamento peritoneal com implantes nodulares e omento com aspecto de “bolo omental”. A paciente não tem histórico oncológico conhecido e está em investigação diagnóstica.
A respeito do caso apresentado, assinale a alternativa correta.
Deve-se propor a cirurgia com exérese tumoral ampla com peritonectomia.
A carcinomatose peritoneal é causada por descamação de células neoplásicas dentro da cavidade peritoneal, e, portanto, o tumor primário certamente está localizado na cavidade abdominal.
Deve-se propor a quimioterapia hipertérmica seguida de ressecção dos nódulos visíveis.
A presença de carcinomatose peritoneal contraindica procedimentos paliativos como derivação.
O câncer de mama é o tumor primário extra-abdominal mais frequentemente associado à carcinomatose peritoneal.
Assinale a alternativa correta sobre os tumores associados à síndrome de Lynch
Os tumores associados à síndrome de Lynch são caracterizados por mutações germinativas nos genes do reparo do DNA, especialmente APC e MUTYH.
O câncer colorretal na síndrome de Lynch apresenta baixa instabilidade de microssatélites e está geralmente relacionado à polipose difusa.
A presença de mais de 100 pólipos adenomatosos é característica da síndrome de Lynch clássica e define indicação de colectomia total.
A síndrome de Lynch está associada a tumores colorretais e a neoplasias de endométrio, ovário, trato urinário superior, estômago e pâncreas.
A síndrome de Lynch está associada principalmente a câncer colorretal de início precoce, geralmente no cólon direito.
Paciente do sexo masculino, 74 anos, com histórico de adenocarcinoma de próstata tratado com radioterapia há 1 ano, passa a apresentar sangramento retal intermitente em pequena quantidade. A colonoscopia evidencia mucosa retal friável, com telangiectasias e pontos de sangramento difuso entre 4 e 10 cm da borda anal, sem lesões ulceradas profundas ou sinais de neoplasia.
Considerando o quadro e as opções terapêuticas disponíveis, é correto afirmar que
o uso de corticosteroides sistêmicos é a primeira linha de tratamento nos casos leves de retite actínica hemorrágica.
a anticoagulação deve ser introduzida para reduzir a chance de isquemia segmentar induzida pela radioterapia.
a coagulação com plasma de argônio é uma opção terapêutica eficaz e segura para controlar sangramentos de telangiectasias na retite actínica.
a biópsia das áreas telangiectásicas é fundamental antes de qualquer abordagem terapêutica local.
a retossigmoidectomia com anastomose coloanal é o tratamento de primeira linha nos casos de sangramento retal pós-radioterapia.
Assinale a alternativa que indica corretamente uma afecção que pode se manifestar de modo persistente ou súbito, definida pela emergência de uma cavidade cística ou coleção purulenta na área sacrococcígea, desencadeada pela entrada de fios capilares dispersos na derme dessa zona, impulsionados para o interior por ações cíclicas como o ato de se acomodar ou friccionar a área.
Abscesso anorretal
Proctite
Cisto pilonidal
Retocolite ulcerativa
Síndrome de Fournier
Paciente do sexo masculino, 45 anos, com queixas de exteriorização de mamilos hemorroidários ao evacuar, necessidade frequente de redução manual e sangramento intermitente, foi diagnosticado com hemorroidas internas grau III. Após falha do tratamento clínico, considera-se tratamento cirúrgico.
Com relação ao procedimento para prolapso e hemorroidas (PPH), é correto afirmar que
a técnica PPH é preferida em casos de hemorroidas externas isoladas com importante componente cutâneo.
o PPH consiste na excisão completa dos mamilos hemorroidários com ligadura dos pedículos vasculares.
o PPH está contraindicado em pacientes com hemorroidas internas grau III por risco elevado de recidiva.
a principal desvantagem do PPH está na maior necessidade de analgesia pós-operatória em comparação à técnica convencional.
o mecanismo do PPH envolve ancoragem da mucosa prolapsada com grampeamento acima da linha pectínea.
Paciente do sexo masculino, 61 anos, no 8º dia pós-operatório de retossigmoidectomia com anastomose colorretal término-terminal, protegida por ileostomia, apresenta febre, leucocitose e dor pélvica. A tomografia de abdome com contraste revela coleção perianastomótica pequena, sem gás livre. A retossigmoidoscopia mostra deiscência parcial da anastomose com cavidade associada e exsudato purulento, sem necrose extensa. O tratamento endoscópico com sistema de vácuo foi proposto.
Sobre o funcionamento da terapia de vácuo endoscópico nesse contexto, é correto afirmar que
o mecanismo principal envolve pressão negativa intermitente ou contínua, que promove granulação tecidual e controle da secreção.
o vácuo atua promovendo acidificação do ambiente perianastomótico, inibindo proliferação bacteriana.
o sistema utiliza gás comprimido para irrigação contínua da cavidade, associado a esponja biocompatível.
a terapia consiste na aplicação de pressão positiva intermitente, que estimula o fechamento da fístula.
o sucesso da técnica depende da obliteração completa da cavidade com cola biológica antes da instalação do sistema.
Paciente do sexo feminino, 69 anos, com histórico de histerectomia abdominal, apresenta queixa de exteriorização de massa pelo canal vaginal ao esforço, sensação de peso pélvico e desconforto em posição ortostática. O exame físico revela prolapso apical sintomático (estágio III) com comprometimento da cúpula vaginal. Foi indicada correção cirúrgica por via abdominal.
Sobre a técnica de sacropromontofixação, é correto afirmar:
pode ser feita com fixação de tela ao promontório, criando um suporte para os órgãos pélvicos.
também chamada de técnica de Delorme, é considerada padrão-ouro para prolapso vaginal.
é realizada exclusivamente por via perineal e tem menor taxa de recidiva que as técnicas abdominais.
está contraindicada em pacientes com prolapso apical isolado sem comprometimento de compartimento anterior.
deve ser evitada em pacientes previamente submetidas à histerectomia.
Considere as dilatações venosas anormais nas redes vasculares hemorroidárias, situadas na zona anal e retal, capazes de gerar incômodo, perda sanguínea e outras manifestações clínicas.
Assinale a alternativa correta sobre as hemorroidas.
As dilatações externas se localizam superiormente à linha dentada e são revestidas por tecido mucoso colunar do epitélio retal, decorrentes das divisões da artéria retal média.
A rede hemorroidária interna se posiciona inferiormente à linha dentada e é coberta por tecido mucoso colunar ou de transição.
A maior parte dos indivíduos exibe três protuberâncias hemorroidárias internas (geralmente nas regiões direita anterior, direita posterior e esquerda lateral), decorrentes das divisões da artéria retal principal.
A rede hemorroidária interna surge da vaso arterial retal principal, com suas vias de drenagem conectadas às vias pudendas externas, direcionando para o sistema venoso sistêmico.
A formação de coágulo nas hemorroidas externas não representa uma ocorrência habitual, envolvendo aglutinação sanguínea no vaso, levando a dor aguda, inchaço e, ocasionalmente, morte tecidual superficial cutânea.