

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Homem de 70 anos, com diagnóstico de doença de Alzheimer moderada, vem apresentando, nos últimos meses, agitação vespertina, gritos, desorientação acentuada e delírios persecutórios.
O termo técnico que descreve essa piora dos sintomas comportamentais e psicológicos no final do dia é:
catatonia;
síndrome de Capgras;
delirium superposto;
síndrome do pôr do sol;
síndrome de Klüver-Bucy.
Paciente adulto apresenta delírios bem estruturados, ausência de prejuízo significativo no comportamento ou na fala e manutenção da funcionalidade básica. Os sintomas iniciaram-se há 4 meses, e não há histórico de episódios de humor associados ao quadro.
O avaliador precisa estabelecer o diagnóstico mais compatível com essas características segundo CID e DSM.
Segundo o relato apresentado, o diagnóstico mais adequado é:
esquizofrenia;
transtorno esquizoafetivo;
transtorno psicótico breve;
transtorno esquizofreniforme;
transtorno delirante persistente.
O delirium é uma condição aguda e flutuante comum em idosos hospitalizados, frequentemente precipitada por fatores como infecções e medicações.
A característica clínica que mais distingue o delirium de uma demência é:
a desorientação temporoespacial;
a presença de agitação psicomotora;
a presença de sintomas psicóticos, como delírios.
o prejuízo na memória e outras funções cognitivas;
o início agudo e o curso flutuante com alteração do nível de consciência.
A avaliação de capacidade civil é uma demanda comum na psiquiatria forense. Um senhor de 85 anos, com diagnóstico de doença de Alzheimer (DA) moderada, deseja alterar seu testamento.
A conduta médica mais adequada, frente a esse pedido, é:
solicitar que dois médicos assinem um atestado confirmando que apresenta doença de Alzheimer, o que bastaria para invalidar o testamento;
impedir a alteração, pois todo portador de doença de Alzheimer é absolutamente incapaz;
avisar o cartório sobre o diagnóstico de demência, o que automaticamente invalidará qualquer novo testamento;
explicar que ele pode alterar o testamento livremente, pois a capacidade testamentária é um direito personalíssimo;
encaminhar o paciente para uma avaliação neuropsicológica de seu estado cognitivo, que avalie sua compreensão sobre a natureza e consequências da alteração testamentária.
Um homem de 46 anos apresentava sintomas de tristeza profunda, ideação suicida, anedonia e hipersonia há cerca de três meses. Após tratamento com inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), a família relatou melhora da depressão. Durante nova consulta, foi relatado que, após a melhora do quadro depressivo, o paciente passou a apresentar episódios de energia aumentada e fala acelerada, que nunca haviam sido mencionados anteriormente.
O diagnóstico mais provável é:
distimia;
transtorno de ansiedade;
transtorno bipolar tipo II;
transtorno depressivo maior recorrente;
transtorno de ajustamento com humor deprimido.
O delirium diferencia-se da demência principalmente pela:
Presença de déficit cognitivo global e progressivo irreversível.
Ausência completa de alterações do nível de consciência.
Instalação aguda com flutuação do quadro clínico ao longo do dia.
Ocorrência preferencial em indivíduos jovens sem comorbidades.
Resposta inadequada a tratamento com antipsicóticos típicos.
O transtorno factício imposto a si mesmo diferencia-se da simulação porque:
Há ganho externo evidente como benefícios financeiros ou jurídicos.
Os sintomas são genuínos e não produzidos intencionalmente pelo indivíduo.
Há ausência completa de produção deliberada de sinais ou sintomas.
O paciente produz sintomas sem motivação externa clara identificável.
O diagnóstico exclui qualquer busca por atenção médica ou hospitalização.
Os antipsicóticos de segunda geração diferenciam-se dos típicos principalmente por:
Maior potência no bloqueio de receptores dopaminérgicos D2 estriatais.
Perfil farmacológico com antagonismo serotoninérgico 5-HT2A associado.
Ausência completa de efeitos colaterais metabólicos ou cardiovasculares.
Eficácia restrita ao tratamento de sintomas positivos da esquizofrenia.
Risco elevado de síndrome extrapiramidal e discinesia tardia comparativo.
Um homem de 22 anos, há vários meses vem presentando conduta isolacionista, descuido com a higiene pessoal, tem dito que entidades espirituais controlam seus pensamentos e que programas de televisão transmitem mensagens direcionadas a ele. Abandonou a faculdade que vinha cursando. Ao exame mental, detecta-se embotamento afetivo, discurso empobrecido, delírios de influência e prejuízo global do funcionamento. Não usa substâncias psicoativas e não há história de doença clínica associada. Quanto ao uso de medicamentos o que é correto nestes casos?
O tratamento inicial deve ser feito com Risperidona na dose de 6 mg ao dia.
Se a resposta terapêutica ao primeiro antipsicóticos não for satisfatória deve-se acrescentar um segundo.
Em geral considera-se que a dose mínima de um antipsícótico necessária para garantir que não haja recaída é de um terço da dose máxima utilizada na fase aguda.
A duração do tratamento de manutenção tem sido discutida em diversas diretrizes, sendo considerado o prazo mínimo de cinco anos para pacientes com múltiplos episódios e dois anos para paciente após o primeiro episódio.
Um homem de 33 anos com 1padrão de conduta exageradamente moralista — faz discursos frequentes sobre “decência” e “bons costumes” e critica roupas e atitudes alheias com severidade — procura atendimento por “pensamentos ruins”. Relata que, repetidamente e contra a vontade, surge na mente a ideia de agarrar e transar com a cunhada. Considera isso totalmente incompatível com seus valores e, 2esses pensamentos aparecem sem qualquer sentimento erótico. Para aliviar a tensão e a culpa, sempre que o pensamento surge ele 3bate três vezes na mesa para que nada de ruim aconteça. Qual sequência de mecanismos de defesa está relacionada à formação dos sintomas descritos?
Projeção – Repressão – Deslocamento
Dissociação – Racionalização – Inibição
Sublimação – Intelectualização – Negação
Formação reativa – Isolamento – Anulação
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo)) caracteriza-se pela presença de obsessões, compulsões ou ambas. A compreensão psicopatológica desses fenômenos é essencial para o diagnóstico diferencial e tratamento. Analise as afirmativas abaixo e marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
(__)Obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que são vivenciados como intrusivos e indesejados, causando acentuada ansiedade ou sofrimento na maioria dos indivíduos.
(__)Compulsões são comportamentos repetitivos ou atos mentais que o indivíduo se sente compelido a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser aplicadas rigidamente.
(__)Para o diagnóstico de TOC, as obsessões ou compulsões devem consumir tempo (p. ex., levar mais de uma hora por dia) ou causar sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social.
(__)O insight (crítica) no TOC é sempre preservado; se o indivíduo acredita que as crenças obsessivas são verdadeiras, o diagnóstico deve ser alterado para Transtorno Delirante.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, V, F, V.
F, V, V, F.
V, V, V, F.
V, F, F, V.
F, F, V, V.
Os Transtornos de Personalidade representam padrões persistentes de experiência interna e comportamento que se desviam acentuadamente das expectativas culturais. O DSM-5 agrupa esses transtornos em três clusters (A, B e C). Assim, analise as afirmativas a seguir.
I.O Transtorno de Personalidade Borderline (Cluster B) caracteriza-se por instabilidade nos relacionamentos interpessoais, na autoimagem e nos afetos, além de impulsividade acentuada.
II.O Transtorno de Personalidade Esquizoide (Cluster A) é marcado por um padrão de distanciamento das relações sociais e uma faixa restrita de expressão emocional, com preferência por atividades solitárias.
III.O Transtorno de Personalidade Histriônica (Cluster B) envolve um padrão de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia, acreditando ser especial e único.
IV.O Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva (Cluster C) difere do TOC por ser egossintônico, envolvendo preocupação com ordem, perfeccionismo e controle, muitas vezes em detrimento da flexibilidade.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
I, II e III.
I e IV.
II, III e IV.
I, II e IV.
I e III.
Em relação às psicoterapias utilizadas no tratamento dos transtornos de personalidade, assinale a alternativa correta.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) não apresenta evidência para o tratamento do transtorno de personalidade borderline, sendo recomendada apenas para transtornos ansiosos e depressivos.
A Terapia Dialética-Comportamental (DBT) é considerada uma abordagem estritamente individual, sem utilização de componentes em grupo ou treino de habilidades.
A Terapia Baseada na Mentalização (MBT) tem como foco principal reduzir crenças disfuncionais por meio de reestruturação cognitiva direta, sem ênfase em aspectos relacionais.
A Terapia Focada no Esquema (TFE) não é recomendada para transtornos de personalidade, pois atua apenas em distorções cognitivas simples, sendo pouco eficaz para padrões duradouros.
A Terapia Dialética-Comportamental (DBT) apresenta forte evidência científica para o tratamento do transtorno de personalidade borderline, especialmente na redução de comportamentos autolesivos e impulsividade.
Um adolescente de 14 anos é trazido pelos pais à consulta na Atenção Primária à Saúde (APS) devido a queixas de comportamento desafiador persistente nos últimos 8 meses. Ele discute frequentemente com professores e pais, recusa-se a seguir regras em casa ou na escola, perde a calma facilmente com pequenas frustrações, culpa os outros por seus erros e demonstra irritabilidade constante, mas sem episódios de agressão física grave, roubo ou violação de direitos alheios. Não há hiperatividade motora excessiva nem déficits de atenção notáveis em tarefas acadêmicas.
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), adotado em diretrizes brasileiras de saúde mental, qual é o diagnóstico para esse caso?
Transtorno de Conduta.
Transtorno Opositor Desafiador.
Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.
Transtorno Depressivo Maior.
Transtorno de Ansiedade Generalizada.
Paciente de 25 anos apresenta padrão persistente de instabilidade emocional, relacionamentos intensos e instáveis, medo de abandono e episódios de automutilação. Nesse contexto, qual transtorno de personalidade é mais provável?
Transtorno de Personalidade Antissocial.
Transtorno de Personalidade Histriônica.
Transtorno de Personalidade Narcisista.
Transtorno de Personalidade Dependente.
Transtorno de Personalidade Borderline.
Na síndrome de abstinência alcoólica, qual medicação constitui primeira escolha para prevenção de convulsões e delirium tremens?
Haloperidol.
Carbamazepina.
Tiamina.
Diazepam.
Naltrexona.
Paciente do sexo masculino, 28 anos, apresenta há 3 meses delírios persecutórios, alucinações auditivas de comando e deterioração funcional significativa. Nega uso de substâncias. Os exames laboratoriais e de neuroimagem estão normais. O diagnóstico mais provável nesse caso é
transtorno esquizofreniforme.
esquizofrenia.
transtorno delirante.
transtorno psicótico induzido por substância.
transtorno psicótico breve.
Um paciente de 65 anos, com histórico de múltiplos AVCs isquêmicos, apresenta declínio cognitivo abrupto após cada evento, com platôs. Tem déficits focais de memória, linguagem (dificuldade em nomear objetos) e função executiva. A esposa relata ausência de alucinações proeminentes ou flutuações cognitivas marcadas e parkinsonismo mínimo. De acordo com o DSM-5-TR, qual é o diagnóstico neurocognitivo mais provável nesse caso?
Transtorno Neurocognitivo Maior devido à Doença de Alzheimer.
Transtorno Neurocognitivo Maior com Corpos de Lewy.
Transtorno Neurocognitivo Maior Frontotemporal.
Transtorno Neurocognitivo Maior devido à Doença de Parkinson.
Transtorno Neurocognitivo Maior Vascular.
Condição puerperal que é uma emergência psiquiátrica de alto risco para mãe e bebê e que é caracterizada por início súbito de sintomas psicóticos, maníacos ou depressivos graves.
O enunciado se refere ao(à)
Disforia puerperal (“Baby Blues”).
Transtorno Depressivo Pós-parto.
Psicose Puerperal.
Transtorno de Ansiedade Pós-parto.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo Pós-parto.
Paciente em uso de carbamazepina para transtorno bipolar inicia tratamento com fluoxetina. Assinale a alternativa que apresenta a interação farmacológica que deve ser monitorizada nesse caso.
Aumento dos níveis de carbamazepina por inibição do CYP3A4.
Redução dos níveis de fluoxetina por indução do CYP3A4.
Síndrome serotoninérgica por potencialização.
Redução dos níveis de carbamazepina por competição enzimática.
Aumento dos níveis de fluoxetina por inibição da P-glicoproteína.