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A maioria das crianças com TDAH tem algumas dificuldades sociais. As que são socialmente disfuncionais têm taxas significativamente mais altas de transtornos psiquiátricos comórbidos e apresentam mais problemas de comportamento na escola e com colegas e familiares. No total, o prognóstico do TDAH na infância parece estar relacionado à psicopatologia comórbida persistente, em especial:
I - o transtorno da conduta.
II - dificuldades na escrita.
III - fatores familiares sólidos.
É correto o que se afirma em:
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
São componentes do exame psiquiátrico em crianças e adolescentes:
I - Entrevista com os pais ou responsáveis.
II - Entrevista com a criança ou adolescente.
III - Observação do comportamento.
IV - Avaliação do desenvolvimento.
Estão corretos:
I e II, apenas.
II e III, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
I, II, III e IV.
Sobre o comportamento explosivo em portadores de retardo mental, o tratamento indicado, nesses casos, poderá ser:
inibidores da recaptação de serotonina, como fluoxetina.
antagonistas do receptor β-adrenérgico (betabloqueadores), como o propranolol.
antagonistas de narcóticos como a naltrexona.
anticonvulsivantes, incluindo carbamazepina e ácido valproico.
estimulante leve do sistema nervoso central, como metilfenidato.
Paciente, sexo masculino, 8 anos, é levado pelos pais para avaliação psiquiátrica devido a queixas de desatenção, impulsividade e hiperatividade. Os sintomas estão presentes desde a pré-escola, mas se tornaram mais evidentes e prejudiciais após o ingresso no ensino fundamental. A criança tem dificuldades para seguir instruções, completar tarefas e se organizar, o que tem impactado negativamente seu desempenho acadêmico e suas relações sociais. Os pais relatam que o paciente tem um primo com diagnóstico de TDAH e que o pai também apresentava sintomas semelhantes na infância. Qual o próximo passo mais adequado para o manejo desse caso?
Recomendar psicoterapia cognitivo-comportamental como tratamento.
Realizar entrevistas para confirmar o diagnóstico e fatores contextuais.
Iniciar tratamento farmacológico com metilfenidato e orientação.
Solicitar avaliação neuropsicológica e exames de neuroimagem.
Considerando-se a questão etiológica, há grandes dificuldades relativas ao estabelecimento de um modelo causal do autismo, uma vez que, mesmo com acurada pesquisa diagnóstica, a inespecificidade dos dados obtidos é marcante, embora a sua associação com fatores biológicos seja indiscutível. De acordo com os níveis de gravidade dos transtornos do espectro autístico, o nível 3 apresenta a seguinte característica:
Resposta à interação social reduzida ou anormal.
Moderado estresse quando rituais ou rotinas são interrompidas.
Não necessita de suportes constantes.
Preocupações, rituais fixos e/ou comportamentos repetitivos que interferem de maneira intensa no funcionamento em todas as áreas.
Sobre os dados epidemiológicos mais recentes de suicídios entre os adolescentes brasileiros, é correto afirmar que
a maior prevalência acontece entre jovens do sexo feminino.
as taxas de suicídio são menores entre os adolescentes pretos e pardos.
a prevalência de suicídio entre adolescentes é menor do que entre crianças de até 10 anos.
as taxas de suicídio diminuíram nos últimos 5 anos e houve aumento dos comportamentos de autolesão sem intenção suicida.
em 2020, ano de início da pandemia de covid-19, houve discreta diminuição da taxa de suicídios entre adolescentes.
Em relação à terapia familiar, indique qual a sua utilidade no tratamento de transtornos mentais em crianças e adolescentes:
A terapia familiar pode ajudar a identificar e modificar padrões familiares que contribuem para o transtorno mental.
A terapia familiar é contraindicada para famílias com crianças e adolescentes com transtornos mentais graves.
A terapia familiar é apenas eficaz no tratamento de transtornos de comportamento em crianças e adolescentes.
A terapia familiar não é eficaz no tratamento de transtornos mentais em crianças e adolescentes.
A terapia familiar é apenas eficaz para famílias com pais autoritários.
Assinale a alternativa que apresenta o método psicoterápico que tem demostrado evidências de eficácia expressivas e consistentes para o tratamento de adolescentes com dificuldade de manejo de intensas emoções, alto risco de suicídio e autolesão.
Terapia dialética comportamental.
Psicodrama.
Terapia construtivista.
Neurofeedback.
Terapia Eye Movement Desensitization and Reprocessing (EMDR).
Um menino de 10 anos é levado pela mãe ao consultório psiquiátrico devido a preocupações persistentes sobre doenças graves, como câncer ou ataques cardíacos, apesar de não apresentar sintomas físicos. Ele relata sentir-se constantemente ansioso e preocupado com sua saúde e a de seus familiares, o que interfere em suas atividades diárias e no desempenho escolar. Durante a entrevista, a mãe menciona que o menino também tem dificuldade em se separar dela, evitando situações em que estejam separados por períodos prolongados. Com esses sintomas, o psiquiatra identificou que a criança sofre de Transtorno de Ansiedade de Separação (TAS).
Qual dos seguintes fatores NÃO tem sido associado ao desenvolvimento do TAS em crianças?
Exposição a situações estressantes, como a separação dos pais.
Predisposição genética e desequilíbrios químicos no cérebro.
Uso excessivo de dispositivos eletrônicos na infância.
Falta de habilidades sociais e dificuldades de comunicação por parte da criança.
Superproteção dos pais.
O metilfenidato, utilizado no tratamento do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), atua no sistema nervoso central através de:
Bloqueio dos receptores alfa-2 adrenérgicos.
Inibição da recaptação de serotonina.
Inibição da recaptação de dopamina e noradrenalina.
Aumento da recaptação de dopamina.
Agonismo dos receptores D2 da dopamina.
Leia:
“Escore para número de sintomas ajustados ao ponto de corte do DSM para diagnóstico de TDAH; escores-padrão permitem derivação de significân- cia clínica para escore total e dois fatores (Desatento-Hiperativo e Impulsivo-Hiperativo).”
O parágrafo descreve:
Teste do Desenho para TDHA.
Questionário de Situações de TDHA.
Escala de Classificação de TDAH.
Questionário de Personalidade de TDHA.
Teste Gestalt TDHA.
Paciente do sexo feminino, 16 anos, apresenta perda de peso significativa nos últimos 6 meses, recusa em se alimentar e distorção da imagem corporal. Relata medo intenso de engordar e realiza exercícios físicos excessivamente. Ao exame físico, observa-se:
• IMC: 14 kg/m².
• amenorreia.
• bradicardia.
• fadiga.
• pele seca e descamativa.
Considerando o caso clínico, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
Transtorno de Personalidade Borderline.
Bulimia Nervosa.
Transtorno Depressivo Maior.
Anorexia Nervosa.
No exame psiquiátrico da criança, a avaliação da cognição não inclui:
Memória espontânea.
Habilidades visuoespaciais.
Compreensão dos papéis e responsabilidades pessoais.
Habilidade construtiva.
Função sensorial fina (estereognose, grafestesia, discriminação de dois pontos).
Das manifestações do transtorno do desenvolvimento da coordenação, são manifestações motoras amplas em crianças mais velhas:
Derrubar objetos, esbarrar nas coisas e destrutividade.
Problemas de equilíbrio: quedas, hematomas frequentes e andar vacilante.
Baixo desempenho em esportes, lançar, apanhar, chutar e bater na bola.
Atraso em alcançar marcos motores como sentar, engatinhar e caminhar.
Marcha anormal.
Assinale a alternativa que apresenta a importância da avaliação familiar na abordagem terapêutica de crianças com TOD.
Identificar transtornos psiquiátricos hereditários que possam exigir intervenção médica imediata.
Garantir que a criança seja removida de um ambiente familiar potencialmente tóxico
Avaliar a necessidade de intervenções educacionais especializadas para os pais, sem foco na terapia familiar.
Compreender a dinâmica familiar e implementar estratégias de manejo que envolvam todos os membros da família.
Em relação ao autismo, é a importância da avaliação diagnóstica precoce e abrangente:
Não é necessária para crianças com autismo leve.
É dispensável, pois o diagnóstico de autismo é facilmente estabelecido pelos pais ou responsáveis.
Deve ser realizada apenas por psiquiatras, com o uso de instrumentos específicos.
Permite o início precoce de intervenções terapêuticas, maximizando o potencial de desenvolvimento da criança.
O diagnóstico pode ser realizado apenas com base na observação do comportamento da criança.
Sofia, 6 anos, tem dificuldades em manter o sono durante a noite, acordando várias vezes e tendo problemas para voltar a dormir. Essas interrupções no sono têm afetado seu humor e atenção durante o dia.
É o diagnóstico mais provável para Sofia:
Terror noturno.
Narcolepsia.
Insônia.
Sonambulismo.
Síndrome das pernas inquietas.
Criança, 7 anos, sexo feminino, há 2 meses apresenta medo de ficar longe da mãe, sair de casa e dormir sozinha. Para a mãe tem sido difícil deixá-la na escola ou com a avó. Quando se afasta e vai trabalhar, a menina chora e grita intensamente. Nos últimos dias, passou a se queixar de dores abdominais e cefaleia antes de ir para a escola. Além disso, mesmo quando a mãe consegue fazê-la adormecer no próprio quarto, a filha acorda no meio da noite chorando e pede para dormir na cama da genitora. Esta ressalta ainda que os sintomas começaram após a morte do cachorro de estimação. Assinale a alternativa que apresenta a principal hipótese diagnóstica para o caso.
Transtorno do estresse agudo.
Transtorno opositivo desafiador.
Transtorno de apego reativo.
Transtorno de ansiedade de separação.
Transtorno de sintoma somático.
São fatores de risco para transtorno do espectro autista (TEA):
prematuridade, sexo masculino, idade materna acima de 40 anos.
tabagismo materno, sexo feminino, diabetes gestacional.
irmão com TEA, peso ao nascimento acima de 2500 g, vacinação para influenza.
ser branco, idade paterna acima de 40 anos, sexo masculino.
sexo feminino, nascimento no inverno, defeitos congênitos cardíacos.
Leia:
“É uma condição relativamente rara (186 casos relatados) que ocorre mais em adolescentes (11 a 17 anos, média de 15 anos). Há episódios periódicos de sonolência, com média de 10 dias de duração, em que o paciente dorme excessivamente durante o dia e a noite. Quando acordado, come vorazmente (hiperfagia), fica irritado e desinibido socialmente (algo semelhante ao episódio de mania), podendo apresentar também hipersexualidade e agressividade.”
O excerto descreve a Síndrome de:
Wiedemann.
Pickwick.
Beckwith.
Kleine-Levin.
Paralisia do Sono.