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A síndrome do X frágil é uma das causas mais comuns de deficiência intelectual de origem genética, sendo diagnóstico diferencial importante do transtorno do espectro autista (TEA) e podendo ocorrer também em comorbidade com este. É causada por uma mutação no gene FMR1, que se localiza no cromossomo X. Assinale a alternativa que apresenta o exame mais preciso para avaliar se o indivíduo com características autísticas e déficit cognitivo é portador da Síndrome do X-frágil.
Teste farmacogenético.
Southern Blot.
Teste do pezinho.
Ressonância magnética de encéfalo.
Cariótipo com banda G.
Dereck, apesar de alguns progressos, após a primeira consulta, ainda apresenta explosões de raiva significativas, desobediência persistente e dificuldade em aderir a regras, o que continua afetando, negativamente, seu desempenho escolar e relações interpessoais. Avaliações complementares sugerem sintomas coexistentes de TDAH. Com base nessa avaliação adicional, o psiquiatra considera a introdução de uma terapia medicamentosa. Assinale a alternativa que apresenta o tratamento medicamentoso mais apropriado para ser introduzido no manejo de Dereck, considerando o diagnóstico coexistente de TOD e TDAH.
Estimulantes, como o metilfenidato, para melhorar a atenção, reduzir a hiperatividade e impulsividade.
Anticonvulsivantes, usados como estabilizadores de humor para gerenciar a desregulação emocional.
Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS), visando reduzir a impulsividade e melhorar o humor.
Medicamentos antipsicóticos atípicos, para controle das explosões de raiva e comportamento agressivo.
Adolescente do sexo feminino, 15 anos, apresenta comportamento frequentemente dramático e emocionalmente instável. Busca constantemente ser o centro das atenções e se sente desconfortável quando não é notada. Veste-se de maneira provocativa e exibe comportamentos sedutores, mesmo em situações inapropriadas. Tem necessidade constante de aprovação e validação externa, e suas opiniões e crenças mudam facilmente de acordo com o grupo social com o qual está interagindo. Em seus relacionamentos, é intensa e possessiva, mas também se torna facilmente entediada e busca novidades constantes.
Considerando o caso clínico, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
Transtorno de Ansiedade Social.
Transtorno Depressivo Maior.
Transtorno de Personalidade Borderline.
Transtorno de Personalidade Histriônica.
Uma criança com dois meses de idade deve ter um elenco de vacinas aplicadas, e de acordo com o calendário do Sistema Único de Saúde, nessa idade, deve ser dada as vacinas:
I. Vacina adsorvida Difteria, Tétano, Pertussis, Hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae B (conjugada).
II. Vacina poliomielite 1, 2 e 3.
III. Vacina pneumocócica 10-valente.
IV. Vacina rotavírus humano G1P1.
Está(riam) correta(s):
I, II, III e IV.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas I, II e IV.
Apenas II, III e IV.
É uma substância utilizada com frequência por adolescentes e adultos jovens, geralmente em contexto de festas e em associação com álcool e outras drogas. O quadro de intoxicação aguda se caracteriza por taquicardia, hipertensão, náusea, tremores, cefaleia, trismo e alterações da sensorepercepção, podendo evoluir com hipertermia e até mesmo coagulação intravascular disseminada. Trata-se do(a)
ácido lisérgico (LSD).
metilenodioximetanfetamina (MDMA).
maconha.
cigarro eletrônico.
psilocibina.
Assinale a alternativa que apresenta como a participação da família pode ser integrada ao plano de tratamento de Lucas.
A família deve ser instruída a monitorar Lucas continuamente, garantindo que ele tome a medicação prescrita.
Limitar a participação da família no tratamento para encorajar a independência de Lucas.
Envolver a família em sessões de terapia familiar, para melhorar a comunicação e o apoio dentro do ambiente doméstico.
Encaminhar a família para aconselhamento genético, considerando o potencial de transtornos hereditários.
Maus tratos na infância são fatores de risco para o desenvolvimento de diversos transtornos psiquiátricos na vida adulta. Além disso, existe um diagnóstico no DSM-5 que se refere a um quadro na infância diretamente decorrente de negligência emocional e/ou condições desfavoráveis de cuidado durante o desenvolvimento. O referido transtorno é o
do estresse pós traumático.
do apego reativo.
de adaptação.
global do desenvolvimento.
emocional negativo
Paciente I, sexo masculino, 17 anos, chega ao pronto atendimento acompanhado por um amigo, após saírem de uma festa. Apresenta-se agitado, hipervigilante, com pensamento e discurso confusos, ideias delirantes de cunho paranóide e ora acuado, ora agressivo.
Ao exame físico: taquicárdico (FC 140), com PA 160 x 90 mmHg, midriático, sudoreico.
A principal hipótese diagnóstica para o quadro agudo descrito é:
transtorno de estresse agudo.
esquizofrenia.
transtorno dissociativo.
psicose induzida pelo uso de álcool.
intoxicação por cocaína.
Adolescente, sexo feminino, 15 anos de idade, é levada ao pronto-atendimento, com história de ingestão voluntária de cerca de 10 comprimidos de 750 mg de paracetamol há cerca de 5 horas e meia, após uma briga com o namorado. Uma amiga a trouxe ao atendimento. Não havia ingerido álcool. Estava em bom estado geral, assustada com o que estava acontecendo, chorando, eupneica e hidratada, sem qualquer alteração no exame físico.
A conduta correta é
monitorar diurese e função renal.
coleta de nível sérico e início de terapêutica, se necessário.
lavagem gástrica com soro fisiológico.
carvão ativado.
alta com observação domiciliar.
Sobre o transtorno de ansiedade de separação em crianças, é correto afirmar que:
Em algumas crianças, essa ansiedade persiste além do tempo normal, ou retorna mais tarde, e pode ser suficientemente grave para ser considerada um distúrbio.
Geralmente, as cenas de separação são dolorosas para a criança, mas não para a figura à qual ela está ligada (geralmente os pais).
Não existe predisposição genética confirmada para esse tipo de transtorno.
Esse tipo de ansiedade geralmente ocorre em crianças pequenas, mas também é frequente após a puberdade.
Estresses da vida (p. ex., morte de um parente, amigo ou animal de estimação; mudança geográfica, mudança para uma nova escola) não são suficientes para desencadear o transtorno de ansiedade de separação.
Leia o caso a seguir.
Paciente de 10 anos chega ao consultório com queixas importantes de atenção e concentração. Não termina as atividades que inicia, perde as coisas com facilidade, está sempre aéreo, tanto em casa quanto na escola. Não consegue copiar os deveres na escola. Tem estado mais irritável nas últimas semanas. A mãe refere que antes tinha um desempenho bom na escola, com notas acima da média, sem queixas escolares. Em casa, também não apresentava maiores problemas. Relata que percebeu os sintomas de desatenção nos últimos 6 meses, com reclamações da escola pela queda do rendimento acadêmico e pelo comportamento mais “avoado” em sala de aula. Em casa, tem ficado mais no quarto, jogando em seu computador. Tem diminuído o apetite e, à noite, diz que não dorme bem já há duas semanas. Ao exame, a criança apresentou-se mais quieta, tímida. Diz que está com dificuldade em prestar atenção na escola pois parece que “está tudo lento”. Queixa-se de que a escola “está sem graça”. Relata que não sabe o que quer ser no futuro.
Com base na história clínica, a conduta terapêutica adequada e preconizada pelos consensos de tratamento em psiquiatria da infância, para esse caso, é
iniciar metilfenidato, na dose de 0,3-1 g/kg/dia, com titulação semanal, até resposta terapêutica.
adotar conduta expectante monitorada por 2 a 4 semanas e reavaliar sintomatologia restante.
iniciar psicoterapia cognitivo-comportamental, combinada com 20 mg/dia de fluoxetina por 6 semanas.
iniciar psicoterapia cognitivo-comportamental, combinada com metilfenidato na dose de 0,3-1 mg/dia.
Os transtornos da comunicação variam de atrasos leves na aquisição da linguagem a transtornos expressivos ou mistos receptivos-expressivos, transtornos fonológicos e tartamudez, cuja remissão pode ocorrer de forma espontânea ou persistir na adolescência ou mesmo na vida adulta. Sobre o desenvolvimento infantil e transtornos de linguagem, marque a alternativa correta:
O atraso na aquisição da linguagem é um dos retardos evolutivos mais comuns e mais precoces durante a infância. As taxas de incidência de transtornos linguísticos são compreensivelmente mais elevadas em crianças na fase escolar do que nas que estão no período pré-escolar.
A prevalência de perturbações na linguagem expressiva diminui com o avanço na idade da criança. A incidência desse transtorno é duas a três vezes mais elevada em meninas do que em meninos. Além disso, a prevalência é maior entre crianças cujos parentes tenham história familiar de transtorno fonológico ou de qualquer outro transtorno da comunicação.
As deficiências na linguagem expressiva surgem sempre que uma criança demonstra alguma deficiência seletiva no desenvolvimento da linguagem expressiva, relacionada às habilidades na linguagem receptiva e às funções intelectuais não verbais.
É esperado que uma criança de 2 anos identifique as cores primárias, compartilhe os brinquedos com outras crianças por curtos períodos de tempo e repita frases com 5 a 7 sílabas.
É esperado que uma criança de 3 anos reconheça seu próprio nome, use até 300 palavras e saiba distinguir o lado direito e esquerdo de outras pessoas.
Dos fatores de risco e de proteção para saúde mental de crianças e adolescentes, são fatores ligados ao domínio comunidade:
Morte ou ausência abrupta de membro da família; violência doméstica.
Atraso escolar; Violência no ambiente escolar.
Exposição a substâncias tóxicas na gestação; trauma craniano.
Falta de senso de pertencimento; Condições socioeconômicas desfavoráveis.
Provisão inadequada-inapropriada do que cabe ao mandato escolar; Pais ou cuidadores com transtorno mental.
O autismo, também conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA) é definido como uma síndrome comportamental que compromete o desenvolvimento motor e psiconeurológico dificultando a cognição, a linguagem e a interação social da criança. Os sinais possuem expressividade variável e geralmente iniciamse antes dos três anos de idade.
É correto afirmar:
I. A criança com TEA apresenta uma tríade singular, a qual se caracteriza pela dificuldade e prejuízos qualitativos da comunicação verbal e não verbal, na interatividade social e na restrição do seu ciclo de atividades e interesses.
II. Indivíduos com autismo de alto funcionamento não permanecem sem diagnóstico até a idade adulta.
III. O autismo afeta 1,1% da população adulta. O espectro de sintomas é amplo. Alguns indivíduos têm inteligência acima da média e são totalmente independentes, enquanto outros têm independência limitada devido a uma dificuldade de aprendizagem.
IV. O autismo é uma condição ao longo davida caracterizada por problemas em duas dimensões centrais: dificuldades com a comunicação social e comportamento fortemente repetitivo, resistência à mudança ou interesses restritos.
A alternativa correta é:
Apenas as assertivas I e IV estão corretas.
Apenas a assertiva III está correta.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas.
Conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5a. edição, texto revisado (DSM-5-TR), o distúrbio de insônia é definido como dificuldade de iniciar ou manter o sono ou despertares matinais precoces que levam à insatisfação com a quantidade ou a qualidade do sono. Em relação ao distúrbio de insônia, podemos afirmar que:
I.É uma comorbidade comum de muitas condições médicas, incluindo diabetes e doença cardíaca.
II.É atribuída aos efeitos fisiológicos de alguma substância, como abuso de drogas ilícitas ou medicamentos.
III.A insônia persistente não é um fator de risco para depressão e sim um sintoma residual comum.
IV.As dificuldades relacionadas ao sono permanecem durante, pelo menos, três meses.
V.Na infância, resultam de fatores condicionantes, como ausência de horários consistentes para dormir.
É correto o que se afirma em:
I, II e V, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, IV e V, apenas.
I, III e V, apenas.
I, II e III, apenas.
Em uma consulta, segundo relato da mãe, sua filha, L.S.M., de 06 anos, começou a apresentar sintomas de tosse, engasgo e comportamento frequente de cuspir saliva, evoluindo para náuseas matinais e, posteriormente, prandiais. Aos poucos, ela passou a restringir o quantum de comida. Ela começou a evitar alimentos baseados na textura grumosa, o que evoluiu para qualquer sólido, apresentando uma dificuldade em participar de atividades sociais normais, como comer com outras pessoas e manter relacionamentos. Considerando o contexto da paciente, podemos inferir que se trata-se de um caso de:
compulsão alimentar (F50.8).
transtorno alimentar restritivo/evitativo (F50.8).
bulimia nervosa atípica (F50.4).
transtorno de ruminação (F98.21).
transtorno de eliminação (F98.0).
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são serviços centrais para a política pública de saúde mental atual. Tendo em vista os CAPS que atendem o público infantojuvenil, assinale a alternativa que define o que diferencia um CAPS III de um CAPS que não seja classificado como III.
Atendimento de crianças e adolescentes com transtorno mental grave e também com problemas relacionados ao uso de álcool e outras substâncias.
Funcionamento 24 horas por dia.
Atendimento médico e multidisciplinar também para os familiares.
A equipe mínima formada por um médico psiquiatra e um médico neurologista, além de 4 profissionais de outras áreas.
Presença de equipe de apoio psicopedagógico para matriciamento de casos envolvendo dificuldades escolares.
De acordo com as principais recomendações publicadas nas últimas décadas, assinale a alternativa que apresenta a medicação mais indicada para tratar comportamentos opositores e agressivos em crianças e adolescentes com transtorno de conduta, quando os sintomas são graves e as intervenções não farmacológicas insuficientes.
Clonazepam.
Fluoxetina.
Topiramato.
Clorpromazina.
Risperidona.
Há muitos medicamentos para o tratamento de transtornos mentais, porém nem todos são indicados para uso em criança e adolescentes, mesmo que haja uma alteração na dosagem, o seu uso pode resultar em problemas futuros e ocasionar uma piora no caso do paciente. Considerando esse contexto, são antipsicóticos atípicos utilizados pelas crianças e adolescentes:
I.O Haloperidol, usado também em casos de movimentos repetitivos, como, por exemplo: tiques, soluços e vômitos.
II.A Quetiapina, em crianças e adolescentes de 10 a 17anos, prescrito para medicar ocorrências de mania associados ao transtorno bipolar, em união ou não com outros medicamentos.
III.O Cloridrato de Levomepromazina, utilizado em casos graves de ansiedade, embora seja muito prevalente em adolescentes, devido ser uma fase de conflitos internos entre a infância e a idade adulta.
IV.A Risperidona, que funciona como estabilizador de humor em caso de transtorno bipolar, depressão, sentimento de culpa e em doses baixas no tratamento de episódios maníacos.
É correto o que se afirma em:
I, III e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
II e IV, apenas.
São fatores de risco perinatal relacionados à esquizofrenia em crianças e adolescentes:
I.Exposição a determinados fármacos ou substâncias (p. ex., cannabis) durante um período vulnerável.
II.Doenças genéticas (particularmente aquelas que aumentam o risco de início na infância).
III.Lesão cerebral na infância.
IV.Desnutrição pré-natal.
É correto o que se afirma em:
II, III e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
III e IV, apenas.
I, II, III e IV.
I, II e III, apenas.