Questões de Concurso sobre Reabilitação - Página 2 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Reabilitação

 
 
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De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), como é definida a deficiência?


A

É o resultado da interação entre impedimentos físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais e as diversas barreiras atitudinais e ambientais.


B

Incapacidade para realizar atividades de vida diária sem assistência.


C

Incapacidade para o trabalho e sustentabilidade financeira independente.


D

É uma característica intrínseca e imutável do indivíduo relacionada à sua condição física ou sensorial.


E

É uma condição orgânica que requer intervenção clínica para permitir a participação social.

A criança foi reabilitada. Atualmente ela realiza marcha independente para quase todas as atividades diárias, com suporte de órteses suropodálicas flexíveis. Com base no padrão funcional descrito, assinale o nível mais apropriado na Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS).


A

Nível I – anda sem limitações, mas com restrições em habilidades mais avançadas.


B

Nível II – anda sem dispositivos, mas com limitações ao longo de ambientes ou em terrenos irregulares.


C

Nível III – anda usando dispositivo de assistência (andadores) para mobilidade.


D

Nível IV – mobilidade autolimitada, com uso de cadeira de rodas na maior parte do tempo.


E

Nível V – restrito à mobilidade em supino/sedentário, dependente de assistência contínua.

Homem de 58 anos com lombalgia crônica há mais de 2 anos, associada a descondicionamento muscular e fraqueza de musculatura paravertebral e glútea, refere dor contínua em região lombar (EVA 6/10), piora ao permanecer sentado por longos períodos e melhora parcial com calor local. Ao exame, apresenta redução de força grau 4 em glúteo médio bilateral, sem déficits sensitivos objetivos. O fisioterapeuta decide associar eletroterapia para controle da dor e eletroestimulação para fortalecimento muscular. Assinale a alternativa correta quanto aos objetivos, parâmetros gerais e indicações dessas modalidades.


A

A estimulação motora é indicada apenas em músculos totalmente paralisados, sendo contraindicada em casos de fraqueza grau 4.


B

A eletroterapia analgésica deve sempre provocar contração muscular vigorosa, enquanto a estimulação motora é feita apenas em nível sensitivo para evitar dor.


C

Ambas as modalidades utilizam exatamente os mesmos parâmetros elétricos, diferindo apenas na posição dos eletrodos.


D

Para analgesia, pode-se utilizar TENS convencional (alta frequência e baixa intensidade sensitiva); para estimulação motora, utiliza-se corrente de baixa frequência com intensidade suficiente para gerar contração visível, respeitando o tempo de repouso para evitar fadiga.


E

A TENS é contraindicada em dor crônica musculoesquelética e só deve ser usada em dor aguda pós-operatória.

Assinale a alternativa na qual a associação do paciente com a órtese indicada está correta.


A

Paciente A: Homem de 25 anos com lesão medular incompleta T6, força grau 3 em membros inferiores esquerdos, marcha com apoio parcial, apresenta instabilidade do joelho esquerdo – órtese cruropodálica com joelho articulado à esquerda.


B

Paciente B: Mulher de 60 anos com Acidente Vascular Encefálico (AVC) crônico, paresia de dorsiflexores do tornozelo direito, déficit de 30 graus para flexão plantar, marcha em estepagem – órtese suropodálica não flexível a 90 graus.


C

Paciente C: Criança de 7 anos com paralisia cerebral espástica, marcha em ponta de pés, encurtamento de tríceps sural bilateral – órtese cruropodálica bilateral rígida.


D

Paciente D: Homem de 50 anos com neuropatia periférica diabética, fraqueza distal de ambos os pés, instabilidade ao caminhar e risco de quedas – palmilha com elevação do arco plantar.


E

Paciente E: Mulher de 40 anos, com 58 kg e altura de 1,50 m, com histórico de poliomielite desde 1 ano de idade, força de extensão do joelho direito grau 2, cujo joelho tende a colapsar durante apoio – órtese suropodálica de reação ao solo.

Com base nos achados, assinale a alternativa correta sobre o diagnóstico.


A

Bexiga neurogênica flácida – caracteriza-se por incapacidade de a detrusora contrair, baixa pressão vesical e esvaziamento incompleto, sem contrações involuntárias.


B

Bexiga neurogênica espástica – caracteriza-se por contrações involuntárias da musculatura detrusora, pressão vesical aumentada, urgência urinária, incontinência por esforço ou urgência e esvaziamento incompleto secundário a hipertonias do esfíncter.


C

Dissinergia vesicoesfincteriana – caracteriza-se por contrações involuntárias simultâneas da detrusora e do esfíncter externo, levando à obstrução do fluxo urinário e ao aumento da pressão intravesical.


D

Bexiga neurogênica flácida com refluxo vesicoureteral – caracteriza-se por baixa pressão vesical, esvaziamento incompleto e refluxo em exames de imagem, sem contrações involuntárias da detrusora.


E

Bexiga neurogênica hipoativa – caracteriza-se por baixa capacidade vesical, contrações mínimas da detrusora, urgência urinária mínima e retenção crônica.

Assinale a alternativa que representa um achado compatível com esse caso clínico.


A

Ausência ou acentuada redução da amplitude do potencial de ação motor do nervo mediano na eminência tenar.


B

Velocidade de condução motora normal do nervo ulnar no antebraço.


C

Presença de ondas F preservadas e simétricas bilateralmente.


D

Latência sensitiva normal do nervo radial superficial.


E

Potenciais motores do nervo mediano com latência distal discretamente aumentada, sem redução de amplitude.

Homem de 35 anos com lesão medular completa T6 há 2 anos após trauma automobilístico apresenta bexiga neurogênica com episódios frequentes de incontinência urinária, mesmo realizando cateterismo vesical limpo intermitente 5 vezes ao dia. Refere urgência urinária intensa, escapes noturnos e sensação de plenitude vesical não confiável. Exames de rotina descartam infecção urinária ativa. Considerando o quadro de bexiga hiperativa neurogênica em lesão medular crônica, assinale a alternativa que indica o tratamento medicamentoso correto.


A

Recomendar aumento da frequência de cateterismo para 10 vezes/dia sem associar medicação, pois o controle medicamentoso é ineficaz em lesão medular crônica.


B

Prescrever diurético de alça para reduzir frequência urinária, mantendo a mesma rotina de cateterismo; não há necessidade de monitorar função renal ou pressão arterial.


C

Indicar antibiótico profilático diário por tempo indeterminado para prevenir perdas urinárias, sem necessidade de antimuscarínico ou agonista β3.


D

Utilizar apenas relaxante muscular sistêmico (baclofeno oral) para controlar espasmos vesicais, substituindo o cateterismo intermitente.


E

Iniciar antimuscarínico oral (ex.: oxibutinina ou tolterodina) ou agonista β3 adrenérgico (mirabegrona) para reduzir espasmos detrusoriais, mantendo cateterismo limpo intermitente; monitorar função renal e efeitos colaterais como boca seca e constipação.

O paciente iniciou treino com a prótese escolhida após fisioterapia pré-protética de ganho de força, alongamento e controle de edema. Atualmente apresenta dor leve no coto, boa força de quadríceps e glúteos remanescentes (grau 4), equilíbrio estático adequado, marcha inicial com auxílio de muletas axilares e risco de abdução excessiva e sobrecarga lateral do quadril. O objetivo é a progressão segura da marcha, prevenindo deformidades residuais e dor no coto. Assinale a alternativa correta quanto à conduta de cinesioterapia, treino de marcha e prevenção de complicações.


A

Priorizar exercícios funcionais intensos e corrida desde o início, mesmo com dor no coto; realizar alongamentos e treino de força apenas de forma complementar, sem progressão gradual da marcha.


B

Iniciar marcha sem auxílio, aplicando carga total sobre a prótese; evitar treino de equilíbrio ou alongamentos do coto; progredir rapidamente para corrida e exercícios intensos para acelerar a adaptação funcional.


C

Focar apenas em fortalecimento de membros superiores e tronco, evitando marcha com prótese até completa cicatrização do coto; alongamentos e treino de equilíbrio são realizados de forma mínima para não irritar o coto.


D

Iniciar marcha com apoio de duas muletas, progredir para muleta única e, posteriormente, marcha independente; associar treino de equilíbrio dinâmico, fortalecimento de quadríceps, glúteos e abdutores; realizar alongamentos do coto e monitorar sinais de dor ou edema para prevenir deformidades residuais.


E

Evitar treino de força e equilíbrio; limitar o uso da prótese a transferências e atividades de vida diária leves; alongamento e progressão da marcha são dispensáveis para não aumentar a dor no coto.

Paciente do sexo feminino, 45 anos, com diagnóstico clínico e funcional de disfunção da articulação sacroilíaca, encontra-se em acompanhamento há alguns meses, tendo realizado fisioterapia convencional, sem resposta satisfatória em relação ao controle da dor. Mantém limitação funcional e dor localizada em região lombossacra, sem sinais neurológicos associados.


Diante da falha do tratamento conservador inicial, a modalidade terapêutica mais indicada é


A

eletroterapia de alta frequência (TENS).


B

acupuntura.


C

infiltração intra-articular.


D

manutenção da fisioterapia convencional.


E

tração lombar sustentada.

Para a avaliação da espasticidade em um paciente hemiplégico, utilizando-se o Índice de Tardieu para os flexores do cotovelo, é fundamental o correto posicionamento do goniômetro durante a mensuração da amplitude articular.


Nesse contexto, o posicionamento adequado do goniômetro é:


A

haste fixa ao longo do úmero e haste móvel ao longo da ulna.


B

haste fixa ao longo da ulna e haste móvel ao longo do úmero.


C

articulação do goniômetro posicionada no tórax.


D

haste fixa ao longo do úmero e haste móvel ao longo do rádio.


E

haste fixa e móvel ao longo do úmero.

Paciente jovem sofreu entorse de joelho durante prática esportiva. Após a fase aguda do trauma, durante o processo de reabilitação, evoluiu com encurtamento muscular, o qual passou a prejudicar o início da fase de balanço da marcha. O objetivo terapêutico é obter ganho de amplitude articular por meio da cinesioterapia.


A modalidade terapêutica mais indicada como recurso adjuvante, por promover aquecimento profundo e facilitar o alongamento muscular, é a(o)


A

massoterapia.


B

ultrassom.


C

infravermelho.


D

turbilhão.


E

TENS.

Ao planejar o início de um programa de reabilitação, o médico fisiatra deve considerar critérios clínicos e funcionais que garantam segurança, adesão e potencial de benefício terapêutico ao paciente.


Os fatores fundamentais para o início de um programa de reabilitação são


A

existência de deficiência já instalada e saída recente do coma.


B

prognóstico de evolução pobre e quadro clínico estável.


C

cognição preservada e saída recente do coma.


D

idade inferior a 80 anos e deficiência já instalada.


E

cognição preservada e quadro clínico estável.

No processo de envelhecimento, ocorrem alterações fisiológicas no sistema respiratório que devem ser consideradas na avaliação e no planejamento da reabilitação respiratória do idoso.


Assinale a opção que descreve uma mudança respiratória esperada no envelhecimento normal.


A

Redução da capacidade residual funcional.


B

Redução do volume residual.


C

Aumento do volume residual pulmonar.


D

Redução do espaço morto pulmonar.


E

Redução da PaCO₂ arterial.

Um paciente de 60 anos, cadeirante devido a uma lesão medular há 5 anos, vem à consulta para acompanhamento. Ele não possui cuidador e mora em uma casa com escadas. A equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS), ao planejar o cuidado, deve focar qual aspecto principal, de acordo com a Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência?


A

Apenas a prescrição de medicamentos para dor neuropática.


B

O encaminhamento para um centro de reabilitação de alta complexidade, encerrando o acompanhamento na UBS.


C

A concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pois é a única necessidade do paciente.


D

A busca por uma instituição de longa permanência para idosos (ILPI).


E

A elaboração de um Projeto Terapêutico Singular (PTS) que inclua ações de reabilitação e promoção da autonomia.

Quanto aos fatores prognósticos para recuperação neuromotora pós-AVC, assinale a alternativa correta.


A

A presença de heminegligência não interfere no prognóstico de recuperação de marcha.


B

Podem ajudar a determinar a recuperação funcional da marcha mais lenta a presença de diabetes, etiologia isquêmica e lesão hemisférica esquerda.


C

O comprometimento cognitivo não interfere no prognóstico e na velocidade de recuperação da marcha após AVC.


D

Lesões bi-hemisféricas e de tronco cerebral, a princípio, não têm pior prognóstico da recuperação da disfagia.


E

Os prognósticos de melhor recuperação da função manual são gravidade inicial do comprometimento motor (força de abdução do ombro e extensão dos dedos), função cognitiva preservada e menor tempo desde o AVC.

Considerando as propriedades terapêuticas da reabilitação aquática, a temperatura da água conforme o tipo de atividade e as principais contraindicações, assinale a alternativa correta.


A

O empuxo reduz a descarga de peso articular, e a viscosidade fornece resistência graduável ao movimento; para analgesia e relaxamento muscular, recomenda-se água entre 33–35°C, sendo ferida operatória não cicatrizada contraindicação absoluta.


B

A pressão hidrostática aumenta o edema periférico, e a turbulência diminui a estabilidade postural; exercícios ativos exigem água abaixo de 28°C, sendo hipertensão controlada contraindicação absoluta.


C

A água aquecida aumenta a rigidez periarticular, e a flutuação prejudica o treino funcional; fortalecimento deve ocorrer entre 36–38°C, sendo prótese recente contraindicação permanente.


D

O empuxo não interfere na carga corporal, e a viscosidade não gera resistência útil; alongamentos exigem água fria (24–26°C), sendo diabetes tipo 2 contraindicação absoluta.


E

A pressão hidrostática reduz o retorno venoso, e a temperatura não influencia na dor; treino de marcha deve ocorrer acima de 36°C, sendo uso de andador contraindicação absoluta.

O paciente relata dor intensa na região do coto e membro fantasma, principalmente à noite, com sensação de que o pé amputado está em posição dolorosa ou em choque. A dor limita o sono e o treino fisioterápico. Assinale a alternativa correta quanto ao tratamento medicamentoso da dor neuropática associada ao membro fantasma.


A

Indicar apenas AINEs orais de dose plena, pois dor neuropática responde bem a anti-inflamatórios.


B

Prescrever opioide forte como primeira linha, evitando gabapentinoides ou antidepressivos.


C

Iniciar gabapentinoide (gabapentina ou pregabalina) em titulação progressiva ou antidepressivo tricíclico (amitriptilina) para analgesia neuropática, monitorando efeitos adversos.


D

Iniciar relaxante muscular central (baclofeno ou ciclobenzaprina) isoladamente, sem analgesia neuropática.


E

Não prescrever medicação, pois dor do membro fantasma desaparece espontaneamente com reabilitação funcional.

Considerando os marcos normais do desenvolvimento neuropsicomotor, assinale a alternativa que indica o marco que certamente encontra-se atrasado nessa criança.


A

Sustentar a cabeça de forma estável aos 3 meses e sorrir socialmente aos 2 meses.


B

Sentar sem apoio por volta dos 6 meses e realizar pinça fina aos 10 meses.


C

Andar de forma independente entre 12 e 18 meses de idade.


D

Emitir sons guturais aos 4 meses e balbuciar aos 6 meses.


E

Rolar do decúbito dorsal para ventral entre 4 e 6 meses.

Considerando a elegibilidade para reabilitação e o fluxograma do processo, assinale a alternativa correta.


A

Devido ao histórico psiquiátrico e ao abuso de substâncias, o paciente é inelegível para reabilitação, devendo apenas receber acompanhamento ortopédico e cuidados domiciliares.


B

O paciente só estaria elegível para reabilitação após a estabilidade da fratura, não havendo objetivos de reabilitação nesse caso de lesão medular antes da autorização ortopédica.


C

Pacientes com lesão medular incompleta devem aguardar a recuperação completa da força antes de iniciar qualquer programa de reabilitação funcional.


D

A reabilitação pressupõe o objetivo de melhora da força muscular, a reabilitação urinária, fecal ou a participação social só podem ser realizadas após esse objetivo.


E

A reabilitação deve ser iniciada imediatamente com intervenções multidisciplinares, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional, manejo da função vesical e intestinal, suporte psicológico e avaliação social, independentemente do histórico psiquiátrico.

Sobre a reabilitação de amputados, pode-se afirmar corretamente que


A

as alterações visuais não interferem no equilíbrio e sucesso na protetização de membros inferiores.


B

para amputações de membros superiores, em pacientes jovens, o sucesso de protetização para amputados acima e abaixo do cotovelo é semelhante.


C

populações geriátricas com amputação transfemoral não se beneficiam de joelhos protético com microprocessador.


D

a taxa de abandono de próteses para amputados de membros superiores é alta, mas vem diminuindo com a incorporação de novas tecnologias.


E

a idade está fortemente associada a piores resultados, com apenas 25% dos amputados transfemorais acima de 50 anos de idade alcançando mobilidade comunitária.

 
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