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A síndrome antifosfolípide classificada como catastrófica é definida quando
cursa com quadro de septicemia e haverá necessidade de uso de alta doses de corticoides.
ocorre trombose arterial de médio calibre associada à trombocitopenia.
tem todos os biomarcadores conhecidos positivos (tripositivo).
há manifestação neuropsiquiátrica em pacientes que têm lúpus eritematosos sistêmicos associados.
ocorre acometimento de três ou mais órgão em um intervalo de até uma semana.
Criança de 10 anos de idade, sexo masculino, queixa-se de dor e edema de tornozelo esquerdo há 4 dias. Mãe refere que há 2 semanas o filho apresentou febre e dor de garganta, que não foram tratadas com antibióticos. No exame físico, o paciente apresenta artrite de tornozelo esquerdo e joelho direito, além de um sopro sistólico apical. A criança encontra-se em bom estado geral e afebril.
Sobre o quadro clínico apresentado, qual a melhor hipótese diagnóstica e conduta?
O mais provável é lúpus eritematoso sistêmico, sendo indicada coleta de FAN, anti-DNA e coleta de proteinúria de 24 horas.
O quadro é compatível com artrite reativa pós-estreptocócica, e deve-se solicitar cultura de orofaringe e iniciar corticoterapia.
O quadro é compatível com febre reumática, sendo recomendada a solicitação de hemograma, VHS, PCR, ASLO e ecocardiograma.
Trata-se de doença de Lyme, e estão indicadas pesquisa de anticorpos específicos e avaliação epidemiológica quanto à exposição a carrapatos.
Trata-se de artrite idiopática juvenil em sua forma sistêmica, sendo indicados o início de tratamento com metotrexato e a solicitação de FAN e PCR.
A sacroileíte, independentemente de ser radiologicamente evidente, é tipicamente uma manifestação clínica tardia da espondilite anquilosante.
Certo
Errado
A osteoartrite é uma condição musculoesquelética degenerativa de alta prevalência, cuja incidência vem aumentando paralelamente ao envelhecimento populacional.
Assinale a alternativa correta sobre suas manifestações clínicas e diagnóstico.
O exame radiográfico costuma evidenciar alterações como redução do espaço articular, formação de osteófitos e esclerose do osso subcondral.
Estudos recentes demonstraram que anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) não apresentam benefício clínico algum no controle da dor na osteoartrite.
Acomete com maior frequência articulações de carga e alta mobilidade, como ombro, tornozelo e mãos.
A dor na osteoartrite é diretamente proporcional à extensão da lesão na cartilagem, cuja rica vascularização favorece a sensibilização periférica.
Os nódulos de Heberden, manifestação típica nas mãos, são protuberâncias ósseas dolorosas situadas nas articulações interfalangeanas proximais.
O resultado positivo da pesquisa de anticorpos anticitoplasma de neutrófilos, cujo padrão de imunofluorescência é atípico, leva a necessidade de considerar a hipótese diagnóstica de
rosácea refratária.
retocolite ulcerativa.
blefaroespasmo idiopático.
hipertrigliceridemia familiar.
hemocromatose.
Levando em consideração os principais mediadores inflamatórios da fisiopatologia das doenças reumatológicas, é correto afirmar que
o TNF-α estimula diretamente a formação de pannus na artrite reumatoide e é um dos principais alvos terapêuticos nas doenças do tecido conjuntivo.
a IL-1β tem papel restrito à febre e não está diretamente envolvida na degradação da cartilagem articular.
a IL-6 promove diferenciação de linfócitos B em células plasmáticas, mas não exerce efeito sobre a maturação de osteoclastos.
a IL-23 é uma citocina central na ativação de células Th2, contribuindo para a fisiopatologia da artrite reumatoide.
a IL-17A, secretada por células Th17, participa da ativação de neutrófilos e expressão de RANKL, sendo fundamental na patogênese das espondiloartrites.
Em uma mulher de 45 anos com lúpus em uso crônico de prednisona 40 mg/dia, que desenvolve febre de 39 °C, tosse seca e apresenta infiltrado intersticial difuso na tomografia de tórax, assinale a alternativa que indica a etiologia mais provável e a conduta adequada.
Tratar empíricamente para Pneumocystis jirovecii com trimetoprim-sulfametoxazol.
Aguardar sorologia para citomegalovírus antes de iniciar tratamento.
Diminuir prednisona e observar evolução clínica por 72 h.
Iniciar amoxicilina-clavulanato sem cobertura de germes oportunistas.
Na doença de Behçet, a manifestação pulmonar mais característica é:
Fibrose pulmonar intersticial.
Embolia pulmonar.
Hipertensão pulmonar.
Bronquiectasias.
Aneurisma de artéria pulmonar.
No tratamento da artrite reumatoide, os medicamentos modificadores do curso da doença (DMARDs) têm como mecanismo de ação:
Bloqueio direto dos receptores de dor articular para controle sintomático.
Supressão da resposta imune e inflamatória para prevenir destruição articular.
Estimulação da regeneração da cartilagem articular através de fatores de crescimento.
Vasodilatação local para melhora da perfusão sinovial e nutrição articular.
O exame complementar detecta o autoanticorpo produzido pelo sistema imunológico que reage contra as imunoglobulinas G (IgG) do próprio corpo, formando complexos imunológicos que podem contribuir para inflamações.
O teste de sangue usado para auxiliar no diagnóstico de doenças reumáticas autoimunes, como a artrite reumatoide é o:
Anticorpo antinuclear.
Anticorpo Anti-RNP (Anti-Ribonucleoproteína).
Fator reumatoide.
Anticorpo antihistona.
Proteína C reativa.
As doenças reumáticas, como artrite reumatoide (AR), lúpus eritematoso sistêmico (LES), síndrome de Sjögren, espondilite anquilosante e outras, são tratadas com medicamentos que visam aliviar sintomas (como dor e inflamação).
A categoria de agentes imunossupressores inclui:
Adalimumabe e etanercepte.
Hidroxicloroquina e sulfassalazina.
Ibuprofeno e naproxeno
Ciclofosfamida e azatioprina.
Diclofenaco e celecoxibe.
Mulher, 26 anos, apresenta quadro de fadiga, artralgias, rash malar fotossensível e úlceras orais recorrentes. Exames laboratoriais indicam anemia normocítica, leucopenia, plaquetopenia, creatinina sérica – 1,8 mg/dL, proteinúria – 2 g/24h. Sorologias: FAN positivo (1:640, padrão homogêneo), anti-DNA dupla-hélice positivo, complemento C3 e C4 reduzidos. Com base no quadro clínico e laboratorial apresentado, qual é a conduta mais adequada para o caso?
Confirmar diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ativo com nefrite lúpica provável e indicar pulsoterapia com corticosteroides em altas doses associada a imunossupressor.
Confirmar diagnóstico de LES cutâneo limitado e indicar apenas hidroxicloroquina, já que as manifestações são predominantemente cutâneas e articulares.
Tratar como LES inativo, apenas mantendo acompanhamento clínico e laboratorial, pois os títulos de anticorpos não têm relevância prognóstica.
Indicar apenas anticoagulação oral profilática, pois a principal complicação esperada é síndrome antifosfolípide.
Iniciar antibioticoterapia de amplo espectro, já que as alterações hematológicas e renais são mais compatíveis com processo infeccioso associado.
Uma paciente do sexo feminino, de 65 anos, menopausa aos 45 anos, portadora de artrite reumatoide, em uso de prednisona 10 mg/dia e de metotrexato 15 mg/semana, passa em consulta ambulatorial.
Referente à avaliação do risco de osteoporose nessa paciente, não é correto afirmar:
o aumento de risco de fratura em portadores de artrite reumatoide é explicado pela frequência de uso de glucocorticoides sistêmicos.
deve ser realizada avaliação de sedentarismo e redução da força de preensão manual, pois são fatores de risco adicionais a serem avaliados.
características pessoais, tais como sexo feminino e estado pós-menopausa, são fatores independentes de risco de osteoporose.
os principais marcadores de risco de fratura são idade avançada e ocorrência de fratura anterior.
Lúcia, 74 anos, viúva, aposentada, vive sozinha e apresenta hipertensão controlada com losartana, além de insuficiência renal leve (TFG estimada em 55 mL/min). Há catorze meses, queixa-se de dor difusa, fadiga intensa e insônia. Apresenta diagnóstico de fibromialgia realizado por reumatologista há oito meses. Refere que o uso regular de paracetamol não trouxe benefício relevante. Relata tristeza, isolamento social e redução importante das atividades que antes realizava, como encontros no grupo da igreja. Na consulta da APS, pede “um remédio mais forte” e diz que não acredita em “exercícios que nunca funcionaram”.
Qual deve ser a conduta prioritária nesse caso?
Introduzir antidepressivo tricíclico em baixa dose para manejo da dor e do sono, mantendo analgésico simples conforme necessidade.
Iniciar anticonvulsivante, como gabapentina ou pregabalina, para tratamento da dor neuropática difusa, associado a seguimento clínico próximo.
Fortalecer o plano terapêutico multiprofissional com exercícios supervisionados, psicoterapia e educação em saúde, podendo associar fármaco adjuvante.
Escalar a dose de paracetamol até o limite terapêutico seguro, monitorando função hepática e reforçando adesão ao uso regular.
Segundo o Colégio Americano de Reumatologia, são critérios diagnósticos para Artrite Reumatoide:
rigidez articular matinal, durando pelo menos 1 hora, e Fator Reumatóide (FR) positivo
edema nas articulações das mãos e nódulos de Heberden e Bouchard
artrite de articulações das mãos e Fator Antinuclear (FAN) positivo
artralgia simétrica e erosões articulares em radiografia a das mãos
Assinale a alternativa que apresenta exclusivamente critérios maiores de Jones modificados para o diagnóstico de febre reumática.
Cardite, poliartrite, febre, eritema migrans e nódulos subcutâneos
Poliartrite, cardite, eritema marginado, nódulos subcutâneos e coreia de Sydenham
Febre, elevação de PCR/VHS, cardite, artralgia e eritema marginado
Eritema migrans, nódulos subcutâneos, artralgia, febre e cardite
Paciente feminina, 64 anos, com diagnóstico de artrite reumatoide soropositiva há 30 anos. Submeteu-se a diferentes tratamentos e evoluiu com deformidades articulares. Pela persistência dos sintomas, iniciou imunobiológico anti-TNF alfa, adalimumabe 40 mg a cada 2 semanas, metotrexato 10 mg a cada semana e prednisolona 7,5 mg diariamente; com resposta favorável e apresentando atividade baixa da doença. Apresentou escape, artrite aguda em joelho esquerdo, calafrios e temperatura axilar de 36,8 ºC.
Qual deve ser a conduta frente ao caso?
Movimentação passiva, calor local e anti-inflamatório não esteroidal.
Suspenção do metotrexato e aumento da prednisolona para 30 mg diariamente.
Artrocentese e sinovioanálise.
Imobilização e analgésico, pois anti-inflamatório pode mascarar a evolução.
Fisioterapia com aplicação de calor profundo e considerar a troca do adalimumabe.
Mulher de 22 anos de idade apresenta fraqueza muscular e palpitações há dois dias. Sem antecedentes mórbidos conhecidos, ela nega febre, tosse, disúria, dor abdominal, diarreia ou outros sintomas sugestivos de infecção recente. Exame físico: PA: 150 × 80 mmHg, sem demais alterações. Exames laboratoriais: hemoglobina: 10,5 g/dL; leucócitos: 10.550 células/mm³; plaquetas: 88.000/mm³; creatinina: 5,2 mg/dL; ureia: 120 mg/dL; potássio: 7,1 mEq/L; sumário de urina com proteinúria 2+/4+; hematúria e sem leucocitúria; proteinúria de 24 horas de 3,8 g.
A hipótese diagnóstica é
síndrome hemolítico-urêmica típica.
coagulação intravascular disseminada.
crise renal esclerodérmica.
síndrome de Bernard-Soulier.
lúpus eritematoso sistêmico.
Qual dos fármacos abaixo, utilizado no tratamento para osteoporose, é um anticorpo monoclonal que inibe a reabsorção óssea?
Calcitonina.
Alendronato.
Teriparatida.
Denosumabe.
Risedronato.
Considerando os resultados de exames laboratoriais do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) em crianças, é correto afirmar que:
Anti-Ro é um dos critérios de classificação de LES.
Anemia com presença de esquizócitos no esfregaço é um indicativo de síndrome do anticorpo antifosfolipídeo.
Anti-C1q pode ser usado como um marcador de atividade da nefrite lúpica.
Lúpus anticoagulante alerta para a possibilidade de hemorragia.
Velocidade de hemossedimentação frequentemente normal, mas a proteína C reativa elevada.