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A prioridade máxima no atendimento inicial a um paciente vítima de trauma é
a estabilização da coluna cervical.
o controle de hemorragias.
a administração de analgésicos.
a avaliação da via aérea.
Após um acidente automobilístico, uma mulher sofre trauma na região posterior do cotovelo, tendo afetado a flexão e a extensão dos dedos mínimo e anular. Em exames complementares não há lesão muscular significativa. Diante do quadro acima, qual foi o provável nervo lesado?
N. radial.
N. mediano.
N. ulnar.
N. musculocutâneo.
Qual é a melhor opção inicial de fixação para uma fratura exposta tipo IIIC com lesão vascular associada?
Placa de reconstrução com parafusos.
Fixador externo temporário para estabilização e reparo vascular.
Haste intramedular como tratamento definitivo imediato.
Estabilização provisória com gesso.
Tratamento conservador sem fixação inicial.
Em relação às fraturas explosão da primeira vértebra cervical, assinale a alternativa CORRETA.
São sempre instáveis e demandam tratamento cirúrgico.
A soma dos desvios das massas laterais de c1 em relação a c2 superior a 7mm é sinal indireto de lesão do ligamento transverso do atlas.
A lesão do ligamento transverso não é critério de instabilidade dessa fratura.
A instabilidade dessa fratura é determinada pela integridade do ligamento amarelo.
Fixação com fios sublaminares entre c1 e c2 é uma técnica apropriada para fixação desse tipo de fratura.
O procedimento Wafer pode ser indicado no tratamento de uma das condições abaixo. Assinale-a.
Artrose da articulação radiocarpeana.
Impacto ulnocarpal.
Fraturas instáveis do rádio distal.
Luxação da articulação radioulnar distal.
Encurtamento da ulna.
Um jovem de 25 anos é levado ao pronto-socorro após ser esfaqueado no tórax durante uma briga. Na chegada, ele está pálido, com sudorese intensa, PA de 75/45 mmHg, FC de 150 bpm e saturação de 85%. No exame físico, percebe-se desvio da traqueia para a esquerda, ausência de murmúrio vesicular no hemitórax direito e distensão jugular.
Qual é a intervenção mais indicada?
Realizar drenagem torácica imediata no lado direito com tubo de tórax.
Realizar toracotomia de emergência devido ao risco de hemorragia interna.
Administrar 1 L de cristaloide intravenoso e reavaliar o estado respiratório.
Realizar pericardiocentese para alívio imediato da pressão torácica.
Iniciar ventilação não invasiva para estabilizar a insuficiência respiratória.
Na paralisia traumática do plexo braquial do tipo de Dejerine-Klumpke, pode estar presente no exame físico:
a ptose.
a midríase.
alteração de sensibilidade radial nos dedos.
fraqueza dos flexores dos dedos.
a exoftalmia.
Quanto à reposição de fluídos em pacientes com queimaduras moderadas a graves na fase de ressuscitação, podemos afirmar que:
os fluidos devem, preferencialmente, ser administrados em forma de bolus nas primeiras 8 horas do trauma.
as soluções coloidais com glicofisiológico são as que mais se assemelham aos fluidos corporais normais.
as necessidades de fluidos durante o período de ressuscitação pouco influenciam no prognóstico do paciente quando comparado à profundidade da queimadura e à lesão por inalação.
a fórmula de Parkland foi renomeada para fórmula de Consenso, porque é a diretriz de ressuscitação mais amplamente usada.
o currículo de Suporte Avançado de Vida em Queimaduras apoia o uso da fórmula de Curreri para ressuscitação em lesões por queimadura.
O traumatismo cranioencefálico é uma das causas mais frequentes de atendimentos em unidades de emergência pediátrica e, muito frequentemente, leva à internação em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. As crianças apresentam alterações relacionadas à sua formação, que as predispõe a um aumento da morbimortalidade relacionada ao traumatismo cranioencefálico.
A esse respeito, assinale a alternativa correta.
As crianças pequenas apresentam maior tonicidade da musculatura cervical, aumentando as chances de lesões encefálicas.
As regiões ainda não mielinizadas absorvem mais as forças do trauma e o couro cabeludo, que é altamente vascularizado, pode levar a hemorragias graves.
As crianças apresentam a cabeça proporcionalmente maior e mais pesada em relação ao resto do corpo e, portanto, são mais susceptíveis a danos provocados pela inércia.
O crânio apresenta maior plasticidade e deformidade (ossos menos rígidos e suturas ainda abertas), possibilitando uma melhor distribuição da força do trauma entre o crânio, o cérebro e as veias corticais, reduzindo as chances de lesão.
Os traumas focais com fraturas no crânio, na maior parte dos casos, necessitam de intervenção cirúrgica. As fraturas de base de crânio são mais raras em crianças, mas podem estar associadas ao sinal de olhos de guaxinim.
Quanto à reposição hidrovolêmica em casos de queimaduras moderadas a graves na fase de ressuscitação, podemos afirmar que:
a partir do momento da lesão por queimadura, metade do fluido é dada nas primeiras 12 horas e a outra metade nas próximas 12 horas.
a albumina é indicada nas primeiras 24 horas pós-queimadura, com um papel de menor importância em queimaduras graves (> 50% ASCQ).
cristaloides associados a coloides e glicose são os fluidos de ressuscitação de escolha.
a solução salina hipertônica tem papel fundamental na fase de ressuscitação do paciente grande queimado.
a fórmula de Consenso indica 4 mL/kg/% área de superfície corporal queimada (ASCQ), descrevendo a quantidade de solução de Ringer lactato necessária nas primeiras 24 horas após a lesão por queimadura.
No contexto do paciente politraumatizado, várias causas de morte evitável advêm de problemas relacionados às vias aéreas e à incapacidade da equipe em identificá-los adequadamente. Assinale a alternativa correta.
Pacientes com queimaduras na face que podem conversar raramente apresentam comprometimento das vias aéreas e podem ser liberados precocemente.
Uma via aérea é considerada definitiva quando há um tubo endotraqueal ligado a uma fonte de oxigênio e ventilação assistida.
Traumas penetrantes do pescoço não guardam relação com obstrução das vias aéreas, o que é mais comum nos traumas cervicais contusos.
A manutenção de oxigenação e hipercarbia são essenciais para o manejo de pacientes politraumatizados com trauma cranioencefálico.
A tríade de sinais clínicos relacionados à fratura de laringe é composta por: enfisema subcutâneo, crepitações à palpação da região cervical anterior e rouquidão.
Mudanças na oxigenação ocorrem rapidamente no contexto do politraumatizado e são impossíveis de detectar clinicamente. Sendo assim, a oximetria de pulso deve ser monitorizada continuamente. No entanto, esse método não mensura a pressão parcial de oxigênio (PaO₂) que, dependendo da posição da curva de dissociação da hemoglobina, pode variar drasticamente. Sabe-se que medidas de saturação de 95% ou mais indicam fortemente uma oxigenação arterial periférica adequada (PaO₂ > 70 mmHg). Assinale a alternativa que correlaciona corretamente o nível de saturação da hemoglobina com os níveis reais da PaO₂.
60% - 30 mmHg.
100% - 60 mmHg.
50% - 15 mmHg.
30% - 5 mmHg.
90% - 50 mmHg.
Sobre a cinemática do trauma nas faturas do arco pélvico, assinale a alternativa correta.
O mecanismo mais comum de fratura do arco pélvico é o de cisalhamento vertical e está associado a quedas de grande altura.
A estabilização de fraturas do arco pélvico na sala de trauma deve ser realizada com a rotação externa dos membros e pressão bilateral ao nível das cristas ilíacas com um lençol ou estabilizador (T-POD).
As fraturas em livro aberto resultam de mecanismos mistos de trauma e estão associadas à mortalidade que varia de 10 a 30%.
Nas colisões laterais, há fraturas pélvicas associadas a uma menor tensão sobre as estruturas vasculares e, consequentemente, a perda sanguínea não costuma ser fatal.
Nas colisões frontais há um efeito de rotação interna e estão mais comumente associadas a lesões da bexiga e uretra.
Paciente masculino, com 24 anos, sofreu trauma no ombro direito. Ao exame físico apresenta dor e deformidade na região esternoclavicular. A hipótese diagnóstica mais provável, pela sua maior frequência, é uma
lesão fisária com deslocamento anterior, que é a mais frequente.
lesão fisária com deslocamento posterior, que é a mais frequente.
lesão fisária com deslocamento superior, que é a mais frequente.
luxação esternoclavicular anterior, que é mais frequente.
luxação esternoclavicular posterior, que é mais frequente.
Paciente masculino, 23 anos de idade, sofre acidente de motocicleta com politraumatismo. No pronto-socorro encontra-se consciente e contactando adequadamente. Foi diagnosticado uma fratura cominutiva de fêmur esquerdo. Após 24 h de internação, evolui com convulsão e perda da consciência. Qual das hipóteses a seguir é a mais provável e que explicaria a evolução?
Embolia gasosa.
Embolia gordurosa.
Embolia micótica.
Ateroembolia.
Embolia neoplásica.
Assinale a alternativa correta em relação ao método manejo da hipotermia no contexto do paciente politraumatizado (TC = temperatura corporal).
O uso de circulação extracorpórea nos casos de hipotermia severa pode elevar a temperatura rapidamente, sendo descritos taxas de reaquecimento que variam de 1,5 a 10 °C por hora.
Hipotermia leve (TC 30 a 32 °C) deve ser manejada com administração de fluídos endovenosos aquecidos.
O uso de aquecimento externo ativo (cobertores de ar aquecido e radiadores) deve ser utilizado apenas nos casos de hipotermia leve.
A hipotermia moderada é definida como TC < 28 °C e pode ser adequadamente revertida com aquecimento externo passivo.
O uso de inalação com ar aquecido ou oxigênio deve ser evitado nos casos de hipotermia moderada devido ao risco de broncoespasmo severo.
No traumatismo cranioencefálico, é exemplo de lesão difusa:
Contusão cerebral.
Hematoma epidural.
Hematoma subdural.
Tumefação cerebral.
Hematoma intraparenquimatoso.
A ultrassonografia é um excelente método para a avaliação do politraumatizado e deve ser realizada em todos os pacientes, independentemente da condição hemodinâmica da vítima. Com relação a este tema, assinale a alternativa correta.
A função cardíaca é mal avaliada pela ultrassonografia, não sendo possível avaliar a veia cava.
Na janela perihepática, avalia-se a presença ou não de líquido no espaço de Traube.
Na janela subxifoide, avalia-se a presença de pneumoperitônio no trauma abdominal penetrante.
Na janela suprapúbica, avalia-se a presença ou não de líquido no espaço retrovesical, podendo estar positivo no trauma pélvico.
Na janela periesplênica, avalia-se a presença ou não de líquido no espaço de Morrison.
No contexto das urgências e emergências médicas, o manejo adequado do trauma é fundamental. Sobre o atendimento ao trauma, analise as assertivas:
I. A abordagem inicial do paciente politraumatizado segue o protocolo "ABCDE", priorizando vias aéreas e ventilação.
II. O controle de hemorragias externas é prioritário após garantir a perviedade das vias aéreas.
III. A imobilização de fraturas deve ser a primeira intervenção no paciente com múltiplas lesões.
Está correto o que se afirma em:
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
Com relação às queimaduras, assinale a alternativa correta.
Queimaduras de espessura integral não requerem enxerto de pele.
As queimaduras de 1° grau costumam ser caracterizadas pela formação de bolhas.
A dor é o principal sintoma das queimaduras de 1o grau.
Dor intensa é característica de queimaduras de espessura integral.
As queimaduras de espessura integral (3o grau) exibem uma aparência avermelhada e com calor local intenso.