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As duas incidências complementares a radiografia em AP são a inlet view e outlet view, que são de fácil realização, pois não há necessidade de mobilizar o paciente.
Certo
Errado
Na ressuscitação do paciente traumatizado em choque grau IV, o uso do ácido tranexâmico:
Está indicado e deve ser feito na dose de 2 g nas primeiras 6 horas.
Não está indicado.
Está indicado e deve ser feito 1 g dentro das 6 primeiras horas do trauma e mais 1 g em infusão contínua por 8 horas.
Está indicado e deve ser feito 1 g dentro das 8 primeiras horas e mais 1 g após 12 horas.
Está indicado e deve ser feito 1 g dentro das 3 primeiras horas do trauma e mais 1 g em infusão contínua por 8 horas.
Durante um assalto a carro-forte, os seguranças da transportadora entraram em confronto com os assaltantes, com troca de tiros, até a chegada da polícia. Um dos seguranças foi atingido algumas vezes em seu colete à prova de balas, sendo levado para avaliação no centro de trauma mais próximo. Na avaliação, encontrava-se taquidispneico, com saturação em 92%. A tomografia de tórax evidenciou contusão pulmonar à direita e múltiplas fraturas em segundo a sétimo arcos costais. Considerando o caso apresentado, a melhor conduta é:
Drenagem torácica profilática, devido ao alto risco de pneumotórax.
Analgesia, fisioterapia, suporte de oxigênio e monitorização intensiva.
Broncodilatadores, devido a contusão e desnaturação.
Observação em unidade intensiva e suporte de oxigênio.
Observação em sala de emergência por 24 horas.
No atendimento ao paciente politraumatizado podemos inferir que os itens a seguir:
I - O ABCDE (um mnemônico) de abreviaturas em inglês e uma segmentação e protocolo de atendimento a este tipo de paciente tendo como a letra A – Airway (vias aéreas – significado em inglês), a Letra B – Breath: Respiração, Letra C - (Circulantion): Circulação, Letra D – Desability: Exame neurológico no atendimento ao paciente politraumatizado e Letra E - Exposure: Exposição no atendimento ao paciente politraumatizado;
II - As soluções hiperosmolares para reduzir PIC (pressão intracraniana) pode ser o Manitol 20% 1g/kg em 05 min ou solução salina hipertônica;
III - Algumas manobras básicas que deve ser treinado e executado quando necessário pelo plantonista: Jaw Trust ou Chin Lift. Caso necessário Intubação orotraqueal ou Cricotireoidostomia (quando necessário).
Todos os itens estão corretos.
Todos os itens estão incorretos.
Somente o item I está correto
Somente os itens II e III estão corretos.
Somente os itens I e III estão corretos.
Qual das seguintes alternativas NÃO é uma característica clínica típica da deficiência fibular longitudinal?
Pé rígido em equinovaro.
Coxa encurtada.
Instabilidade anteroposterior (AP) do joelho.
Aumento da estabilidade ao teste de estresse em varo/valgo do joelho.
Curvatura anterior variável da tíbia.
Paciente masculino, 45 anos, vítima de atropelamento, apresenta: hipotensão arterial, taquicardia, hematoma na bolsa escrotal.
Diante do quadro, é correta a afirmação:
a presença de encurtamento e rotação externa sugere fratura proximal do fêmur.
a presença de hematoma na bolsa escrotal está relacionada diretamente a lesão da uretra.
nas fraturas do anel pélvico, na sua porção anterior, é a principal causa de instabilidade da fratura.
nas instabilidades verticais nas fraturas do anel pélvico, está indicado o tratamento com tração esquelética para a correção da ascensão da hemipelve.
nas fraturas do anel pélvico, o choque hemorrágico é provocado pelo sangramento retroperitoneal.
Um paciente com lesão de membro superior apresentase para atendimento inicial em trauma, com possível lesão em membro superior esquerdo. Ao exame físico neurológico: déficit motor em abdução de dedo indicador e sensitivo e em dedo mínimo.
No caso clínico hipotético apresentado, o provável nervo acometido e a topografia da lesão são, respectivamente,
o mediano distal e a lesão do punho.
a artéria radial e o colo distal do úmero.
o mediano, o interósseo anterior e a fratura supracondiliana do úmero.
o nervo ulnar e a lesão do cotovelo.
Qual o nome da cobertura indicada nos casos de úlceras venosas de perna?
Ácido graxo essencial.
Hidropolímero.
Bota de Unna.
Carvão ativado.
Sua utilização no trauma surgiu com um grande ensaio prospectivo internacional (CRASH-2), bem como de um grande grupo retrospectivo de vítimas de combate. Pode ser útil na abordagem terapêutica de vítimas de hemorragia por trauma, desde que aplicado até 3 horas após o evento, e parece ser particularmente útil na presença de extensa fibrinólise, que pode ser avaliada pelo tromboelastograma (TEG).
Essas afirmações estão relacionadas ao seguinte fármaco:
Ácido aminocaproico.
Estreptoquinase.
Clopidogrel.
Tenecteplase.
Ácido tranexâmico.
Qual o volume de solução cristaloide a ser infundida por via endovenosa nas primeiras doze horas para esse paciente?
3600 mL.
4500 mL.
5400 mL.
7200 mL.
9000 mL.
Paciente do sexo masculino, 54 anos de idade, sofreu uma queda de altura significativa, resultando em fratura cominutiva do acetábulo com deslocamento da cabeça femoral para dentro da pelve. A tomografia computadorizada (TC) mostra fratura cominutiva do acetábulo envolvendo a parede posterior, com deslocamento intra-pélvico da cabeça femoral e fraturas associadas da sínfise púbica. O paciente está hemodinamicamente estável, mas apresenta dor severa no quadril direito. Nos exames complementares: a tomografia computadorizada (TC) aponta fratura cominutiva do acetábulo com deslocamento intrapélvico da cabeça femoral e fraturas da sínfise púbica. A radiografia de pelve confirma o deslocamento da cabeça femoral e a fratura da sínfise púbica. Angio-TC: sem lesões vasculares associadas.
De acordo com o caso exposto, assinale a alternativa correta.
O acesso ilioinguinal é a via de escolha para a redução aberta e fixação interna dessa fratura, uma vez que oferece excelente visualização do quadrante posterior e do teto acetabular.
A via de acesso posterior é preferível, pois oferece melhor acesso para reduzir a cabeça femoral deslocada e permite o uso de placas reconstrutivas ao longo da parede posterior.
A abordagem combinada anteroposterior deve ser usada, pois o deslocamento intra-pélvico da cabeça femoral e as fraturas associadas da sínfise púbica requerem acesso tanto à frente quanto atrás.
O manejo inicial deve incluir fixação externa para estabilização pélvica, sendo a redução aberta e fixação interna reservada para o segundo tempo cirúrgico, após a estabilização hemodinâmica completa.
A prioridade máxima no atendimento inicial a um paciente vítima de trauma é
a estabilização da coluna cervical.
o controle de hemorragias.
a administração de analgésicos.
a avaliação da via aérea.
Após um acidente automobilístico, uma mulher sofre trauma na região posterior do cotovelo, tendo afetado a flexão e a extensão dos dedos mínimo e anular. Em exames complementares não há lesão muscular significativa. Diante do quadro acima, qual foi o provável nervo lesado?
N. radial.
N. mediano.
N. ulnar.
N. musculocutâneo.
Qual é a melhor opção inicial de fixação para uma fratura exposta tipo IIIC com lesão vascular associada?
Placa de reconstrução com parafusos.
Fixador externo temporário para estabilização e reparo vascular.
Haste intramedular como tratamento definitivo imediato.
Estabilização provisória com gesso.
Tratamento conservador sem fixação inicial.
Em relação às fraturas explosão da primeira vértebra cervical, assinale a alternativa CORRETA.
São sempre instáveis e demandam tratamento cirúrgico.
A soma dos desvios das massas laterais de c1 em relação a c2 superior a 7mm é sinal indireto de lesão do ligamento transverso do atlas.
A lesão do ligamento transverso não é critério de instabilidade dessa fratura.
A instabilidade dessa fratura é determinada pela integridade do ligamento amarelo.
Fixação com fios sublaminares entre c1 e c2 é uma técnica apropriada para fixação desse tipo de fratura.
O procedimento Wafer pode ser indicado no tratamento de uma das condições abaixo. Assinale-a.
Artrose da articulação radiocarpeana.
Impacto ulnocarpal.
Fraturas instáveis do rádio distal.
Luxação da articulação radioulnar distal.
Encurtamento da ulna.
Um jovem de 25 anos é levado ao pronto-socorro após ser esfaqueado no tórax durante uma briga. Na chegada, ele está pálido, com sudorese intensa, PA de 75/45 mmHg, FC de 150 bpm e saturação de 85%. No exame físico, percebe-se desvio da traqueia para a esquerda, ausência de murmúrio vesicular no hemitórax direito e distensão jugular.
Qual é a intervenção mais indicada?
Realizar drenagem torácica imediata no lado direito com tubo de tórax.
Realizar toracotomia de emergência devido ao risco de hemorragia interna.
Administrar 1 L de cristaloide intravenoso e reavaliar o estado respiratório.
Realizar pericardiocentese para alívio imediato da pressão torácica.
Iniciar ventilação não invasiva para estabilizar a insuficiência respiratória.
Na paralisia traumática do plexo braquial do tipo de Dejerine-Klumpke, pode estar presente no exame físico:
a ptose.
a midríase.
alteração de sensibilidade radial nos dedos.
fraqueza dos flexores dos dedos.
a exoftalmia.
Quanto à reposição de fluídos em pacientes com queimaduras moderadas a graves na fase de ressuscitação, podemos afirmar que:
os fluidos devem, preferencialmente, ser administrados em forma de bolus nas primeiras 8 horas do trauma.
as soluções coloidais com glicofisiológico são as que mais se assemelham aos fluidos corporais normais.
as necessidades de fluidos durante o período de ressuscitação pouco influenciam no prognóstico do paciente quando comparado à profundidade da queimadura e à lesão por inalação.
a fórmula de Parkland foi renomeada para fórmula de Consenso, porque é a diretriz de ressuscitação mais amplamente usada.
o currículo de Suporte Avançado de Vida em Queimaduras apoia o uso da fórmula de Curreri para ressuscitação em lesões por queimadura.
O traumatismo cranioencefálico é uma das causas mais frequentes de atendimentos em unidades de emergência pediátrica e, muito frequentemente, leva à internação em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. As crianças apresentam alterações relacionadas à sua formação, que as predispõe a um aumento da morbimortalidade relacionada ao traumatismo cranioencefálico.
A esse respeito, assinale a alternativa correta.
As crianças pequenas apresentam maior tonicidade da musculatura cervical, aumentando as chances de lesões encefálicas.
As regiões ainda não mielinizadas absorvem mais as forças do trauma e o couro cabeludo, que é altamente vascularizado, pode levar a hemorragias graves.
As crianças apresentam a cabeça proporcionalmente maior e mais pesada em relação ao resto do corpo e, portanto, são mais susceptíveis a danos provocados pela inércia.
O crânio apresenta maior plasticidade e deformidade (ossos menos rígidos e suturas ainda abertas), possibilitando uma melhor distribuição da força do trauma entre o crânio, o cérebro e as veias corticais, reduzindo as chances de lesão.
Os traumas focais com fraturas no crânio, na maior parte dos casos, necessitam de intervenção cirúrgica. As fraturas de base de crânio são mais raras em crianças, mas podem estar associadas ao sinal de olhos de guaxinim.