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Assinale a alternativa que apresenta corretamente o conceito de lesão primária no contexto do traumatismo cranioencefálico (TCE):
Trata-se da lesão que ocorre no momento do trauma, podendo ser causada por forças de contato como fraturas do crânio, hematomas epidural e subdural ou inerciais, como lesão axonal difusa.
Corresponde aos danos causados exclusivamente por infecções secundárias ao trauma inicial.
É caracterizada por eventos tardios relacionados à resposta inflamatória sistêmica do paciente.
Refere-se às alterações cerebrais que ocorrem dias após o trauma, como a hipertensão intracraniana decorrente de edema cerebral.
Envolve apenas alterações metabólicas transitórias, sem repercussão anatômica ou funcional no sistema nervoso central.
Analise as asserções abaixo e assinale a alternativa correta:
I – A estabilização da coluna cervical é indicada em vítimas de afogamento sem testemunha, devido ao risco de lesão por mergulho ou queda.
II – O reaquecimento do paciente hipotérmico deve ser feito rapidamente e sem necessidade de monitoramento do equilíbrio ácido-base ou da função cardíaca.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é um complemento da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições falsas.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é um complemento da I.
A classificação de Tscherne tem sido considerada mais acurada e específica do que a classificação de Gustilo como preditora de infecção em fraturas expostas.
Certo
Errado
As fraturas do processo odontoide são mais frequentes no sexo feminino.
Certo
Errado
Paciente masculino, 28 anos de idade, vítima de acidente de carro em alta velocidade, é levado ao pronto-socorro com sinais de choque hipovolêmico (PA 80/50 mmHg, FC 140 bpm). Ele apresenta deformidade evidente na pelve, com dor intensa e instabilidade mecânica ao exame físico. A tomografia computadorizada (TC) revela fratura instável da pelve (tipo C de Tile) com deslocamento vertical da hemipelve esquerda e grande hematoma retroperitoneal. As hemoculturas revelam hemoglobina de 7 g/dL. A ultrassonografia FAST é positiva para fluido livre. Nos exames complementares: a tomografia computadorizada (TC) de pelve aponta fratura instável da pelve (tipo C), com deslocamento vertical da hemipelve esquerda e grande hematoma retroperitoneal. A ultrassonografia FAST: positiva para fluido livre intra-abdominal. A gasometria arterial mostra pH 7,2, lactato elevado, sugerindo acidose láctica.
Considerando o caso, assinale a alternativa correta.
A estabilização da pelve deve ser feita com fixação externa imediata no pronto-socorro, seguida de exploração cirúrgica e controle de danos com empacotamento retroperitoneal e angioembolização seletiva.
O manejo inicial deve ser a colocação de fixadores externos para estabilizar a pelve, sendo a laparotomia exploradora reservada para casos de instabilidade hemodinâmica persistente.
O tratamento conservador com reanimação volêmica agressiva e transfusão de sangue deve ser tentado inicialmente para corrigir o choque hipovolêmico, sendo a fixação externa reservada para falha da reanimação.
O manejo imediato deve incluir a laparotomia exploradora com debridamento do hematoma retroperitoneal e correção das fraturas pélvicas, com posterior estabilização esquelética definitiva.
Paciente masculino, 35 anos de idade, foi vítima de um acidente automobilístico em alta velocidade, sendo lançado contra o painel do veículo. Ele apresenta dor intensa e incapacidade de mover o quadril direito. No exame físico, a perna direita está em rotação interna e adução, com encurtamento aparente. As radiografias revelam uma luxação posterior do quadril direito com fratura do quadrante posterior do acetábulo e fragmentação articular. Nos exames complementares: a radiografia do quadril aponta luxação posterior com fratura cominutiva do acetábulo envolvendo a coluna posterior e fragmentos intra-articulares. A tomografia computadorizada (TC) de quadril confirma lesão cominutiva, com deslocamento articular e fragmentação do osso acetabular. A angiografia: sem lesões vasculares associadas.
No que diz respeito à situação mencionada, assinale a alternativa correta.
O tratamento inicial deve ser a redução aberta e fixação interna da fratura acetabular, com a realização de artroplastia total do quadril se houver instabilidade pós-redução.
A redução fechada da luxação deve ser realizada imediatamente no pronto-socorro, seguida por fixação externa temporária da articulação até que a estabilidade articular possa ser avaliada cirurgicamente.
O manejo da fratura luxação posterior do quadril deve incluir a redução aberta e substituição protética imediata, pois a preservação do quadril em casos de lesão articular extensa aumenta o risco de necrose avascular.
A redução aberta e fixação interna deve ser acompanhada por fixação por parafusos canulados, sem necessidade de artroplastia imediata, já que o risco de necrose avascular não é alto em luxações posteriores.
Paciente de 29 anos é trazido ao pronto-socorro após um acidente de motocicleta. Ele está confuso, agitado e apresenta fala incoerente. Ao exame físico, torporoso, desperto aos estímulos dolorosos, mas não obedece a comandos verbais, e suas respostas motoras aos estímulos dolorosos são retirada anormal flexora (decorticação).
Com base na Escala de Coma de Glasgow (ECG), qual é a pontuação correta do paciente e qual implicação clínica pode ser correta e imediatamente inferida?
ECG = 9 (O4 + V3 + M5), indicando um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve.
ECG = 10 (O4 + V2 + M4), sugerindo que o paciente deve ser submetido à ventilação mecânica profilática para proteger as vias aéreas.
ECG = 11 (O3 + V4 + M4), refletindo uma lesão cerebral moderada com indicação para tomografia computadorizada craniana urgente.
ECG = 7 (O3 + V2 + M2), representando um TCE grave e necessidade imediata de avaliação por neurocirurgia para possível intervenção cirúrgica.
ECG = 12 (O3 + V5 + M4), denotando uma condição neurológica que requer monitoramento intensivo das funções vitais e possíveis complicações secundárias ao TCE.
Criança de 10 anos de idade previamente hígida apresenta fratura fechada da tíbia esquerda. No raio-x, possui 15 mm de encurtamento e valgo de 20 graus. Essa criança deve ser tratada com
fixador externo.
haste intramedular bloqueada.
hastes intramedulares elásticas.
tração esquelética para alinhar a fratura e, posteriormente, gesso PTB.
gesso circular suropodálico.
Paciente de 38 anos, previamente hígido, sofreu acidente automobilístico com lesão diafragmática há 2 semanas, tendo intercorrido com soluços desde então. Iniciou uso frequente de clorpromazina para tal sintoma. Foi trazido hoje ao PA por familiares, com relato de temperatura axilar de 40ºC, sonolência, mutismo e rigidez muscular.
À admissão, apresentava-se taquipneico e taquicárdico. Sobre a síndrome clínica apresentada, pode-se afirmar, EXCETO:
A terapia específica com uso de dantrolene pode ser necessária em casos graves.
Benzodiazepínicos estão proscritos pelo risco de piora do rebaixamento do nível de consciência.
Leucocitose e elevação de creatinofosfoquinase são comuns.
Complicações como rabdomiólise e urgências hipertensivas contribuem para a elevada mortalidade.
Joaquim, 22 anos, sofreu uma queda de moto, resultando em uma fratura fechada de fêmur esquerdo. No exame físico, observa-se encurtamento do membro inferior esquerdo e rotação externa. Radiografias confirmam uma fratura diafisária do fêmur. Joaquim é saudável, sem outras lesões ou condições médicas.
É o tratamento inicial mais adequado para a fratura de fêmur de Joaquim:
Fixação externa para estabilização temporária, seguida de cirurgia definitiva.
Tratamento conservador com tração cutânea seguida de imobilização em gesso.
Redução fechada e fixação interna com haste intramedular.
Imobilização com tala e reavaliação em 6 semanas para possível cirurgia.
Redução aberta e fixação externa como tratamento definitivo.
Assinale a alternativa que apresenta o menor risco de uma fratura do escafoide evoluir para uma pseudoartrose.
Fraturas no 1/3 proximal do escafóide.
Fraturas com desvio maior que 1 mm.
Fraturas com início de tratamento maior que quatro semanas.
Fraturas em pacientes fumantes.
Fraturas no tubérculo do escafoide.
Leandro, 35 anos, foi vítima de acidente automobilístico carro-moto, sendo ele o condutor da moto. O SAMU faz o resgate da vítima e o encaminha ao Hospital de Trauma. O atendente do hospital solicita informações sobre o paciente e o médico prontamente as oferece. Qual das opções abaixo corresponderia ao quadro do paciente?
Ao exame:
Sinais Vitais: PA = 80 x 40 mmHg, FC = 122 bpm, FR = 32 bpm
Hipocorado, anictérico, acianótico, pele fria e úmida, Glasgow = 15
Neurológico: Confuso, ansioso e obedece comandos
ACV: RCR, 2T, BNF
AR: MVUA sem RA
ABD: Doloroso à palpação, sem massas palpáveis
MMII: panturrilhas livres
Choque Grau I
Choque Grau II
Choque Grau III
Choque Grau IV
Choque Grau V
Para pacientes com Escala de Coma de Glasgow 15, estáveis e com suspeita de lesão cervical, conforme Regra Canadense da Coluna Cervical (CCR – Candian CSpine Rule), assinale a alternativa que apresenta um fator de baixo risco na decisão obrigatória de indicar radiografia.
Mecanismo do trauma.
Idade maior que 65 anos de idade.
Parestesias de extremidades.
Início tardio de dor cervical.
Ingressa ao plantão um paciente de 28 anos de idade, sem comorbidades prévias, que sofreu colisão veicular. Qual a primeira ação a ser realizada na atenção inicial?
Avaliar uma deterioração cognitiva.
Reposição hídrica com 1L de Ringer como medida protetiva a um possível choque.
Ventilação e O2.
Verificar se a via aérea encontra-se livre e se há proteção de coluna.
Imediata colocação de via central e periférica para medicação de emergência e tomografia cerebral.
Paciente de 34 anos após acidente automobilístico com politraumatismo evoluiu com fasciíte necrotizante.
Assinale alternativa que apresenta, corretamente, a opção terapêutica de escolha para esse caso.
Vancomicina associado a piperacilina + tazobactam.
Ertapenem.
Oxacilina associado a metronidazol.
Cefazolina associado a metronidazol.
Vancomicina associado a gentamicina
Em um hospital terciário, um médico avalia um paciente que sofreu um trauma cranioencefálico. O paciente está consciente, porém confuso, com uma pontuação de 12 na Escala de Coma de Glasgow e apresenta uma ferida contusa no couro cabeludo. Não há sinais evidentes de fraturas no crânio à inspeção, mas o paciente queixa-se de cefaleia intensa. Na avaliação diagnóstica inicial deste caso, indique qual das seguintes modalidades é a mais indicada para uma avaliação detalhada:
Tomografia computadorizada de crânio sem contraste, devido à sua rapidez e alta sensibilidade para detectar hemorragias intracranianas.
Ressonância magnética do crânio, pois oferece a melhor resolução de imagem para tecidos moles cerebrais e detecção de lesões axonais difusas.
Radiografia de crânio, suficiente para descartar fraturas e economizar recursos em um cenário de emergência.
Ultrassonografia transcraniana, para uma avaliação rápida e segura de hematomas e edema cerebral.
Analise as afirmativas a seguir:
I. Na Fratura de Colles a característica mais relevante é o deslocamento dorsal do fragmento principal distal da fratura. A maioria reserva este epônimo para fraturas de rádio distal sem extensão do ligamento radiocarpal intra-articular
II. Smith descreveu a fratura de Smith em 1847, que foi aceita como uma forma reversa ou volar da fratura de Colles.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Para a avaliação de lesões ligamentares e meniscais, qual tipo de sequência de RM é particularmente informativa?
Sequências específicas para cartilagem, como a T2 mapping ou a Delayed Gadolinium-Enhanced MRI of Cartilage.
Imagens ponderadas em T1.
Sequências com realce de contraste.
Imagens ponderadas em T1 com supressão de gordura.
Sequências ponderadas em T2 sem realce de contraste.
No manejo inicial de um paciente com fratura exposta de tíbia, o Dr. Oliveira seguiu as diretrizes atuais para a otimização do prognóstico a longo prazo. Após garantir a estabilização dos sinais vitais do paciente, ele procedeu à avaliação e manejo da lesão óssea e dos tecidos moles. A classificação de Gustilo-Anderson foi aplicada para determinar a gravidade da fratura e orientar o tratamento. Considerando a necessidade de um planejamento cirúrgico adequado, Dr. Oliveira sabe que uma fratura exposta de tíbia Gustilo-Anderson Tipo III requer:
fechamento primário da ferida e fixação interna definitiva na primeira abordagem.
somente desbridamento cirúrgico, pois o uso de antibióticos não altera o prognóstico.
antibioticoterapia imediata, desbridamento cirúrgico agressivo e fixação externa temporária.
imobilização com gesso sem necessidade de desbridamento cirúrgico ou antibioticoterapia.
Avalie as seguintes afirmações sobre fraturas, luxações e lesões ligamentares do esqueleto axial em relação ao seu mecanismo causal, classificação, diagnóstico e tratamento, e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F):
(__)Fraturas de compressão vertebral são frequentemente causadas por forças de cisalhamento e são classificadas com base no sistema de classificação de Magerl. (__)Luxações da coluna cervical podem ocorrer sem lesões neurológicas associadas e são comumente diagnosticadas por meio de radiografias e tomografia computadorizada.
(__)Lesões ligamentares na coluna são sempre tratadas cirurgicamente, independentemente do grau de instabilidade ou presença de déficits neurológicos.
(__)A fratura de Jefferson é uma fratura do atlas resultante de forças axiais e seu tratamento pode variar de imobilização cervical a fixação cirúrgica, dependendo da estabilidade e alinhamento.
A sequência correta é:
V − F − F − V.
V − F − V − F
F − F − V − V.
F − V − F − V.