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São exames necessários para um paciente azoospérmico com volume do ejaculado de 3 mL:
I. Cariótipo do sangue periférico.
II. FSH e ecografia escrotal com Doppler colorido.
III. Pesquisa de microdeleções do cromossomo Y.
IV. Pesquisa de mutações do gene da fibrose cística (CFTR).
Quais estão corretos?
Apenas I.
Apenas III.
Apenas II e IV.
Apenas I, II e III.
I, II, III e IV.
Um menino de 12 anos adentra consultório médico, junto de sua mãe, com queixa de dor testicular súbita. Ele nega trauma e refere ainda não ter iniciado vida sexual. Após exame clínico, o médico responsável solicita ultrassonografia escrotal. Com base no exposto, pode-se afirmar que:
o diagnóstico principal deve ser de epididimite até que se prove o contrário
a presença de hematocele na ultrassonografia contraindica a abordagem cirúrgica
o médico, avaliando e constatando a presença do reflexo cremastérico, excluiria a possibilidade de torção testicular
a solicitação de ultrassonografia, nesse caso, está equivocada, pois a clínica deve ser mais que suficiente para fechar o diagnóstico
pacientes que apresentem sintomatologia após 8 horas ainda devem ser submetidos à exploração cirúrgica, porque a viabilidade do testículo é difícil de prever
Homem, 65 anos, fumante de 2 maços de cigarro por dia por 35 anos, apresenta hematúria pelo sedimento urinário. Na cistoscopia, apresentava uma lesão polipoide de 2 cm na parede lateral esquerda e hematúria pelo meato ureteral direito. Nesse caso, a conduta correta é a solicitação de:
Citologia urinária.
Ultrassonografia do trato urinário.
PSA.
Tomografia abdominal e pélvica com contraste.
Proteinúria.
Em relação ao PSA e ao câncer de próstata, é correto afirmar que:
PSA livre sérico aumenta com o tecido da neoplasia maligna na próstata.
A velocidade do PSA menor que 0,75 ng/mL/ano é associada ao maior risco de diagnóstico de câncer de próstata.
O uso do PSA no rastreamento é associado ao diagnóstico do câncer mais frequentemente confinado à próstata.
Toque retal raramente ajudaria no diagnóstico em um paciente com PSA >10 ng/mL.
Todas as alternativas acima estão corretas.
Em um paciente com 50 anos e expectativa de vida maior que 10 anos, Gleason 4+3, PSA 5,0 ng/mL, são possibilidades para o tratamento do câncer de próstata localizado (T1c, N0, Mo):
I. Radioterapia externa e supressão androgênica.
II. Prostatectomia radical assistida por robô.
III. Watchful waiting.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
A ressonância magnética multiparamétrica da próstata tem um valor preditivo negativo para o diagnóstico de câncer de próstata de aproximadamente:
10%.
30%.
50%.
60%.
90%.
Em relação ao câncer de rim não metastático, assinale a alternativa INCORRETA.
A chance de sobrevida câncer-específica do câncer de rim T1a é de 95 a 100%.
No estadiamento TNM, o T1 a T2 refere-se ao tamanho do tumor.
A nefrectomia parcial para tumores T1a equivale à nefrectomia radical quanto aos resultados oncológicos.
A linfadenectomia em câncer de rim T1 é preconizada e curativa.
O grau de diferenciação celular (World Health Organization/International Society of Urological Pathology) é importante para o prognóstico.
Considerando a organização anatômica dos segmentos broncopulmonares e as características do hilo pulmonar, estruturas fundamentais para a compreensão da segmentação funcional dos pulmões e sua abordagem clínica e cirúrgica, assinale a alternativa CORRETA:
O pulmão esquerdo apresenta o mesmo número de segmentos broncopulmonares que o pulmão direito, com distribuição semelhante entre os lobos.
O hilo pulmonar corresponde exclusivamente à região de drenagem venosa dos pulmões.
O pulmão direito é dividido em três lobos, totalizando dez segmentos broncopulmonares.
O hilo pulmonar direito localiza-se superiormente ao esquerdo na maioria dos indivíduos.
A anatomia arterial segmentar pulmonar apresenta padrão fixo, sem variações descritas.
Paciente com lesão medular torácica apresenta retenção urinária crônica. Acerca do controle neural da micção, assinale CORRETAMENTE:
O esfíncter uretral interno é controlado voluntariamente pelo córtex motor.
A contração do detrusor é mediada por receptores adrenérgicos alfa.
O esvaziamento vesical depende exclusivamente da medula lombar, sem participação supramedular.
A micção é regulada apenas por mecanismos hormonais renais.
O reflexo miccional depende da integração entre centros pontinos e medulares, modulados pelo córtex cerebral.
Paciente jovem com diagnóstico de infertilidade solicita que resultados dos exames da parceira sejam ocultados. Nesse caso, a conduta a ser tomada deve ser:
Respeitar pedido do paciente e ocultar informações da parceira.
Compartilhar resultados apenas com familiares próximos.
Garantir sigilo e autonomia individual, informando apenas à própria paciente.
Informar resultados ao casal conjuntamente sem consentimento individual.
Priorizar decisão do médico sobre a divulgação dos resultados.
Homem de 70 anos apresenta noctúria, hesitação e jato fraco. Ultrassonografia mostra resíduo pósmiccional elevado. Diante do exposto, a conduta a ser tomada CORRETAMENTE é:
Observação clínica, suficiente em todos os casos de noctúria.
Ressecção transuretral da próstata, indicada em casos refratários a tratamento clínico.
Prostatectomia radical, indicada para hiperplasia benigna.
Radioterapia, tratamento padrão para hiperplasia prostática.
Cateterismo vesical permanente, primeira escolha.
Paciente idoso com câncer de bexiga solicita informações sobre prognóstico. Acerca do caso, a conduta a ser tomada CORRETAMENTE é:
Informar apenas dados técnicos, sem considerar aspectos emocionais.
Delegar comunicação exclusivamente à equipe de enfermagem.
Ocultar informações para evitar sofrimento
Comunicar de forma clara, empática e adaptada ao nível de compreensão, garantindo espaço para dúvidas e participação da família quando autorizado.
Priorizar comunicação eletrônica, sem contato presencial.
Em um hospital de grande porte, o serviço de urologia realiza procedimentos com uso frequente de sondas, cateteres e materiais descartáveis. Com base na biossegurança e no impacto ambiental, assinale a alternativa CORRETA:
O descarte pode ser feito em lixo comum, desde que em sacos resistentes.
O descarte de resíduos hospitalares não exige segregação, apenas incineração.
O descarte é responsabilidade exclusiva da equipe de limpeza, sem participação médica.
O descarte de sondas e cateteres pode ser feito em lixo reciclável.
O descarte deve seguir normas de separação de resíduos infectantes, químicos e comuns, com rastreabilidade e impacto ambiental minimizado.
Paciente masculino, 25 anos, dá entrada em pronto socorro com queixa de aumento de volume abdominal e inapetência. Ao exame clínico, massa abdominal fixa desde a pelve até o rebordo costal esquerdo. Ao exame genital, testículo esquerdo endurecido e aumentado, indolor à palpação e sem sinais flogísticos. Realizou tomografia computadorizada de abdomen, que revela lesão retroperitoneal de grande dimensão, com envolvimento circunferencial dos grandes vasos (aorta e veia cava).
Com base nessas informações, é indicado realizar
coleta de marcadores, orientar criopreservação seminal e biópsia da lesão retroperitoneal para definir conduta.
coleta de marcadores, orientar criopreservação seminal e orquiectomia radical por via escrotal, tendo em vista a massa abdominal que pode dificultar o acesso por inguinotomia.
orquiectomia radical por via inguinal, após coleta de marcadores, e orientar sobre criopreservação seminal.
orquiectomia e linfadenectomia retroperitoneal no mesmo ato de imediato.
quimioterapia citorredutora empírica com carboplatina imediatamente, com base na suspeita clínica.
Criança de 05 anos, sexo masculino, dá entrada no pronto socorro conduzida pelos pais, às 23 horas, com a história de dor em região genital do lado direito de início agudo. Há 3 horas da admissão no pronto socorro, a criança aponta para bolsa testicular do lado direito quando questionada sobre onde estava doendo. O quadro se iniciou há três horas da consulta. Ao exame clínico, observa-se esse testículo elevado e lateralizado em relação ao contra lateral, mas a dor impede uma avaliação mais adequada por palpação.
Diante do exposto, a hipótese diagnóstica e conduta adequadas são:
dor escrotal aguda; aguardar a manhã seguinte para realizar exame de ultrassonografia escrotal, pois esse exame não é disponível à noite e o exame físico é inconclusivo.
orquite viral por vírus de caxumba; isolamento respiratório e sintomático.
hérnia inguino crural; iniciar jejum para tratamento cirúrgico.
torsão testicular; cirurgia imediata.
traumatismo testicular; suspensório escrotal, gelo e sintomáticos.
A irrigação superficial e a irrigação profunda do pênis são ramificações, respectivamente, da artéria pudenda
interna, ambas.
externa, ambas.
externa e da artéria obturatória.
interna e artéria pudenda externa.
externa e artéria pudenda interna.
A injeção intravesical de toxina botulínica é um tratamento eficaz para condições como a bexiga hiperativa e a cistite intersticial. O procedimento envolve a aplicação de toxina botulínica diretamente na parede da bexiga, relaxando os músculos e reduzindo a urgência miccional, o que melhora significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
Conforme as Diretrizes de Utilização da ANS, assinale a opção que representa um critério de exclusão para a injeção intravesical de toxina botulínica.
Bexiga hiperativa há pelo menos 6 meses com incontinência urinária de urgência.
Resíduo urinário pós-miccional superior a 150 ml, em pelo menos duas determinações objetivas (USG ou cateterismo vesical).
Insucesso no tratamento clínico com modificação comportamental.
Contraindicações ao uso de antimuscarínico ou efeitos adversos intoleráveis ou insucesso no tratamento com tentativa de pelo menos dois antimuscarínicos por pelo menos 2 meses cada.
Exclusão de doenças urológicas que possam confundir o diagnóstico (infecção urinária, litíase vesical ou tumor vesical).
Sobre rastreamento e diagnóstico do câncer de próstata, assinale a alternativa correta:
O rastreamento populacional do câncer de próstata não é recomendado de forma rotineira à população geral.
Disfunção erétil não faz parte dos sinais e sintomas a serem investigados para câncer de próstata.
O toque retal isolado é suficiente para diagnóstico definitivo do câncer de próstata.
Valores elevados de PSA e alteração no ultrassom confirmam o diagnóstico de câncer de próstata, dispensando biópsia.
Homem de 67 anos, com HPB e duas internações prévias por infecção de trato urinário (ITU), apresenta febre, calafrios, disúria intensa e dor perineal. Ao exame: toque retal doloroso. Exames demonstram: urina tipo I: nitrito +, leucócitos ++. RPM: 420 mL. Após iniciar antibiótico empírico oral, ele retorna em 24h sem melhora e com piora da febre.
Considerando prostatite aguda, qual é a conduta mais adequada?
Manter antibiótico oral e aguardar 72 horas, pois a prostatite evolui lentamente.
Solicitar PSA e repetir em 48h para avaliar risco de neoplasia.
Realizar TC apenas após 7 dias de antibiótico, independentemente da resposta clínica.
Evitar sondagem sob qualquer circunstância pela chance de bacteremia.
Internar, iniciar antibiótico IV de amplo espectro e considerar drenagem caso haja suspeita de abscesso.
Homem de 45 anos, previamente hígido, apresenta jato urinário fraco, hesitação miccional, interrupção do fluxo e sensação de esvaziamento incompleto há aproximadamente 18 meses. Exames laboratoriais são normais. A ultrassonografia evidencia próstata de pequeno volume, sem alterações estruturais relevantes e com resíduo pós-miccional baixo. A fluxometria mostra padrão interrompido, com fluxo máximo reduzido. A investigação excluiu estenose uretral e outras causas obstrutivas anatômicas. O paciente refere piora dos sintomas em situações de estresse e relata contração voluntária da musculatura perineal durante a micção. Diante desse quadro, a conduta inicial mais apropriada é
iniciar tansulosina imediatamente, mesmo sem evidências de obstrução prostática, pois alfa-bloqueador é sempre primeira linha para sintomas de esvaziamento.
solicitar urodinâmica em qualquer caso de disfunção miccional, visando diagnosticar definitivamente detrusor hipoativo ou dissinergia antes de qualquer intervenção.
indicar cirurgia minimamente invasiva para melhorar o fluxo, mesmo com próstata pequena.
iniciar anticolinérgico, pois o quadro representa hiperatividade detrusora oculta.
encaminhar para fisioterapia especializada do assoalho pélvico, com treino de coordenação miccional e técnicas de relaxamento.