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De acordo com as recomendações da Mesa Redonda de Santiago do Chile, os museus devem servir como instrumento de conscientização da população sobre os problemas sociais, tanto os do meio rural quanto os do meio urbano.
Integram o quadro de funcionários dos museus profissionais qualificados para o desenvolvimento de programas educacionais.
São exemplos de ações educativas as visitas orientadas realizadas pelas escolas e as oficinas desenvolvidas com os alunos nos museus.
É dispensável que os funcionários do museu sejam treinados especificamente para atuarem nas atividades educacionais promovidas pela instituição.
O conselho de administração do museu deve apoiar a promoção de atividades educacionais.
A promoção de ações culturais em museus, como concertos, exibição de filmes e oferta de cursos para a comunidade, contribui para incentivar a visitação ao museu, visto que o aproxima da comunidade.
Localizado no município de Petrópolis – RJ, o Museu Imperial foi criado para a comemoração do centenário da independência do Brasil.
As ações de aproximação do museu com a sociedade limitam-se à promoção de visitas monitoradas e ao desenvolvimento de atividades pedagógicas.
Os processos de avaliação permitem estabelecer o perfil do público visitante do museu, apesar de não medirem a adequação das ações da instituição aos objetivos propostos.
Ao elaborar a proposta educativa de um museu, é importante saber quais são as necessidades específicas do público-alvo visado.
Quanto ao papel educacional como uma das funções centrais dos museus, julgue os itens a seguir e assinale a alternativa correta.
I Todos os museus oferecem oportunidades para aprendizagem e entretenimento. O gerenciamento eficaz das atividades educativas em museus poderá aumentar e aprimorar essas oportunidades.
II Os tipos de programas educativos a serem implantados dependem do tamanho dos museus, dos recursos financeiros, do quadro de pessoal, do tipo de acervo e dos públicos potenciais.
III Em termos da política educacional do museu, é imprescindível decidir o que deve ser feito a curto prazo e o que precisa ser planejado a longo prazo. Isso será útil para converter a política em um plano de trabalho que deverá especificar metas, cronograma e recursos necessários.
IV Os museus, apesar de concebidos com a função de educar o povo desde a Revolução Francesa, mantiveram-se por longo tempo como uma espécie de lugar sagrado, alheio à realidade das sociedades nas quais estavam inseridos, pouco atraentes para o público em geral.
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Grupos escolares compõem a parcela mais significativa de público dos museus. Por isso, numerosas ações educativas desenvolvidas pelos museus se destinam a essa parcela de público. Segundo trabalhos de Allard e colaboradores (1994), a interação pedagógica entre as duas instituições deve respeitar as missões e exigências particulares de cada uma delas.
O Museu Histórico Nacional (MHN) acabou constituindo-se em órgão catalizador dos museus brasileiros, cujo modelo foi transplantado para outras instituições. Contribuiu para isso a instalação do Curso de Museologia, criado sob orientação de Gustavo Dodt Barroso, diretor do MHN de 1922 a 1959, político e escritor cearense, membro da Academia Brasileira de Letras e um dos mais atuantes intelectuais da vertente regionalista e nacionalista das primeiras décadas do século XX.
A respeito do papel do Museu Histórico Nacional, a institucionalização da museologia no Brasil e a criação do Curso de Museus, julgue os itens a seguir e assinale a alternativa correta.
I No Brasil, os museus enciclopédicos, voltados para diversos aspectos do saber e do país, predominaram até as décadas de 20 e 30 do século XX, quando entraram em declínio como no resto do mundo, em face da superação das teorias evolucionistas que os sustentavam.
II O Museu Histórico Nacional rompeu com a tradição enciclopédica, inaugurando um modelo de museu consagrado à história e à pátria, destinado a formular, por meio da cultura material, uma representação da nacionalidade.
III Seguindo as diretrizes do Museu Histórico Nacional, os museus surgidos especialmente a partir das décadas de 30 e 40 do século XX traziam as marcas de uma museologia comprometida com a idéia de uma memória nacional como fator de integração e coesão social, incompatível — portanto — com os conflitos, as contradições e as diferenças.
IV Além do Curso de Museologia, o surgimento de novos museus no país contou também com a atuação decisiva do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), criado em 1937.
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É fundamental que o museu desenvolva suas atividades educativas de forma diretamente relacionada a suas exposições, garantindo, assim, coerência com seu recorte temático e seu acervo.
Analise os perfis profissiográficos dos egressos dos cursos de Museologia e de História.
O museólogo
O egresso do curso de Museologia se caracterizará como um profissional consciente da relação profunda do ser humano (sujeito) com o bem cultural (objeto) e do valor que as teorias e os paradigmas da Ciência possuem para o desenvolvimento e preservação do patrimônio construído pelas sociedades; capaz de intervir e de interagir nos contextos sociais na defesa dos ideais éticos de respeito à vida, ao patrimônio natural e cultural e à igualdade de direitos; de agir como executor e gestor de políticas relacionadas à ciência da Museologia; de atuar no processo da musealização desde o resgate, a documentação, a pesquisa, a conservação e a socialização do conhecimento.
O historiador
O egresso desse curso destacar-se-á pela autonomia intelectual com base em consistentes suportes teóricometodológicos. O historiador construirá os conhecimentos, as competências e as habilidades iniciais e necessárias para a formação de um profissional preparado para interpretar as sociedades segundo contextos históricos distintos. O graduado em História deverá, portanto, estar capacitado ao exercício do trabalho de historiador, em todas suas dimensões, o que supõe pleno domínio da natureza do conhecimento histórico e das práticas essenciais de sua produção e difusão, o que pressupõe um conjunto de competências e habilidades específicas.
Após análise dos perfis profissiográficos, assinale a alternativa correta.
Tanto um quanto o outro estão devidamente aptos a trabalharem em diversos segmentos sociais. Precisam ainda construir conhecimentos da Sociologia, Psicologia, Arqueologia e Antropologia, pois só assim estarão aptos a exercerem suas profissões frente ao caráter multidisciplinar dessas áreas do conhecimento.
Para exemplificar a atuação conjunta desses dois profissionais, podem-se citar algumas áreas de crescente atuação tais como: institutos de pesquisas de cunho histórico e que visem à preservação da memória social. Poderão ainda construir projetos interdisciplinares ligados a questões vinculadas ao patrimônio artístico e cultural. Isso evidencia o caráter interdisciplinar dessas formações.
As ocupações funcionais dos profissionais formados em História e Museologia podem ir muito além das tradicionais destinações, quais sejam de ensino fundamental e ensino médio, embora se reconheça nelas a sua importância incontestável e prioritária no atual contexto, quando as profissões historiador e museólogo ainda não estão regulamentadas.
Tanto o bacharel quanto o licenciado em Museologia deverão problematizar questões relacionadas à sua área de conhecimento e ao seu campo de atuação, pondo em discussão permanente a função social que executa mantendo um diálogo frequente com as comunidades onde atua. Ambos, ao levar o conhecimento para a sala de aula, principalmente nos ensinos fundamental e médio, deverão encontrar soluções para os problemas que permeiam as ações culturais e analisar as possibilidades que a Museologia poderá oferecer para a democratização da cultura.
A abertura do leque profissional facilita a inserção desses dois profissionais no mercado de trabalho; entretanto, cada um, de acordo com sua formação, atuará na área de ensino-aprendizagem de maneira diferente. Isso porque esses profissionais desempenharão a mesma função: a construção do conhecimento a partir dos fundamentos das ciências sociais.
Conforme a Mesa-Redonda de Santiago do Chile, ICOM 1972, é correto afirmar que um serviço educativo organizado nos museus que ainda não o possuem, tem como propósito:
incentivar os museus a formar coleções e a montar exposições com objetos do patrimônio cultural local.
difundir junto às escolas que ainda não o possuem, a fim de que elas possam cumprir sua função de ensino.
difundir nos centros comunitários e no meio rural, através dos meios audiovisuais, os conhecimentos mais importantes sobre os museus.
cumprir a função de ensino do museu; dotar de instalações adequadas cada um desses serviços e permitir meios para agir dentro e fora do museu.
No projeto educativo do museu, o problema central é a aproximação do sujeito ao objeto. Para uma aproximação eficiente do ponto de vista da aprendizagem, necessita-se pensar em pelo menos dois fatores fundamentais: o ambiente e a mediação social.
A educação em museus deve ser vista em um contexto amplo, fazendo interfaces com as diferentes áreas da instituição, especialmente com aquelas da comunicação.
A abordagem comunicativa que um museu adota em suas exposições e outros serviços direcionados ao público reflete a posição da instituição com relação aos seus objetivos educacionais.