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Atualmente, a museologia defende que a musealização e preservação não devam mais ser um privilégio de poucos (colecionadores, curadores, conservadores), mas, sim, um processo do qual a sociedade participe ativamente.
Os gabinetes de curiosidades assemelhavam-se à Caverna de Ali Babá, em que os objetos eram acumulados sem nenhuma forma de organização.
O museu surgiu na Grécia Antiga, sob o nome mouseion. Tratava-se, em verdade, de uma mistura de templo — dedicado às musas, filhas de Zeus e Mnemosine — e instituição de pesquisa, onde os homens poderiam se dedicar às artes, às ciências e, sobretudo, ao saber filosófico. Obras de arte ficavam ali expostas mais em função de agradar as divindades do que de serem contempladas pelo homem.
Os museus devem exercer um papel na resolução de problemas ligados ao meio ambiente e ao desenvolvimento da sociedade, atuando não só como agentes de políticas voltadas para as questões sociais e para o meio ambiente, mas inclusive participando da formulação de políticas culturais e de desenvolvimento.
"Foram os países europeus que impuseram aos não europeus seu método e análise do fenômeno e patrimônio culturais; obrigaram as elites e os povos destes países a ver sua própria cultura com olhos europeus." (VARINE- BOHAN, Hugues de. In Os museus e o mundo. São Paulo: Biblioteca Salvat, 1979. 9- 21p e 70-81p.)
Isto posto, é correto afirmar que o Museu no Brasil surge na etapa histórica:
Republicana.
Industrial.
Pré-colonialista.
Colonialista.
Dentre os museus abaixo indicados, os mais antigos do Brasil são:
Museu da República e Museu da Inconfidência.
Museu Emílio Goeldi e Museu do Ipiranga.
Museu Histórico Nacional e Museu Imperial de Petrópolis.
Museu Nacional do Rio de Janeiro e Museu Nacional de Belas Artes.
No Brasil, com a inauguração do Museu Histórico Nacional, em 1922, estabeleceu-se um modelo de museu voltado à história, à pátria, incentivando o culto à tradição, e constituído como uma agência destinada a veicular e legitimar a noção de história oficial.
O discurso sobre a preservação alterou-se em uma perspectiva pluralista, objetivando democratizar a concepção e o acesso ao patrimônio cultural, com a liderança de Mário de Andrade, na década de 70, que culminou com uma grande modificação na estrutura federal de cultura com a criação da Fundação Nacional Pró-Memória.
O Conselho Internacional de Museus, criado após a Segunda Guerra Mundial, em 1946, liderou as discussões em torno das transformação das instituições museológicas. O Brasil, no entanto, não participou das discussões até a década de 60.
A política de patrimônio que se iniciou com a criação do SPHAN na década de 30 do século passado foi liderada pelo grupo modernista e buscava não apenas restaurar os testemunhos do passado mas fazer sua releitura, associando o patrimônio à construção de uma nacionalidade.
No século XIX, firmaram-se dois modelos de museus no mundo, os de história e cultura nacional, de caráter celebrativo, e os que surgiram de movimentos de caráter científico, voltados para a etnografia, arqueologia, pré-história.
- Em 1992 realizou-se o Seminário "A Missão do museu na América Latina de hoje – novos desafios." O país que sediou o evento foi: