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A Doença de von Willebrand (DvW) é considerada um distúrbio de coagulação hereditário mais frequente (1-3%). É caracterizada pela alteração quantitativa ou qualitativa do Fator de von Willebrand. Alguns procedimentos odontológicos, mesmo não invasivos, necessitam ser realizados com cautela para evitar hematomas locais e outros necessitam da reposição do fator de coagulação. Qual procedimento odontológico deverá ser realizado após reposição do fator?
Moldagem para prótese.
Tomadas de radiografias periapicais.
Anestesia do nervo alveolar inferior.
Restauração de resina composta.
Em 1962, a American Society of Anesthesiologists (ASA) adotou o que é atualmente designado como sistema de classificação do estado físico (ASA PS). Esse sistema constitui um meio de estimar o risco médico apresentado pelo paciente que será submetido a um procedimento cirúrgico. Relacione corretamente a classificação ASA na primeira coluna com a sua definição na segunda coluna:
1 - ASA 1
2 - ASA 2
3 - ASA 3
4 - ASA 4
5 - ASA 5
( ) Cuidados odontológicos eletivos não são contraindicados, embora o paciente apresente um risco aumentado durante o tratamento.
( ) É um excelente candidato a cuidados cirúrgicos ou dentários eletivos, com risco mínimo de vir a apresentar um evento médico adverso durante o tratamento.
( ) Cuidados odontológicos eletivos se justificam, com um risco minimamente aumentado para o paciente durante o tratamento.
( ) O dentista deve, porém, considerar possíveis modificações do tratamento. O dentista deve adiar um cuidado odontológico eletivo até que a condição física do paciente tenha melhorado para uma classificação menor.
( ) Os pacientes, nessa categoria, estão quase sempre hospitalizados e em estado terminal de doença, e é um sinal vermelho em relação ao cuidado odontológico.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
3, 2, 5, 4, 1.
3, 1 ,2, 4, 5.
5, 4, 2, 1, 3.
1, 3, 4, 3, 5.
3, 2, 1, 5, 4.
Com relação aos cuidados pré-operatórios e ao preparo da equipe cirúrgica, analise as afirmativas:
I-Antes de entrar no centro cirúrgico, a equipe deve mudar de roupa vestindo os trajes hospitalares na sala de escovação. Sapatos usados fora da sala de operações são cobertos com protetores. Cabelo do couro cabeludo é coberto com uma touca. Membros da equipe cirúrgica com longas barbas devem usar toucas de cabeça que se estendam para a região anterior do pescoço e queixo. Todas as joias, incluindo relógios, anéis, colares e brincos, devem ser removidas antes da escovação (antissepsia). Uma máscara que cubra o nariz e a boca deve ser posicionada corretamente antes de o cirurgião entrar no centro cirúrgico.
II-Antes da escovação (antissepsia) cirúrgica, o cirurgião deve verificar os registros do paciente, colocar as radiografias no negatoscópio, ajustar os focos luminosos, verificar a posição do paciente, aplicar solução de desembaçamento nos óculos e ajustar sua iluminação de cabeça.
III-A escovação cirúrgica das mãos e braços é realizada para diminuir a chance de contaminar a ferida do paciente. Embora sejam usadas luvas esterilizadas, luvas são frequentemente rasgadas durante procedimentos cirúrgicos orais-maxilofaciais, expondo o paciente à pele do cirurgião. Com a adequada lavagem com soluções antissépticas, as contagens bacterianas nas mãos e braços são reduzidas.
IV-As luvas devem cobrir completamente as mãos e os pulsos e sobrepor completamente a braçadeira do avental cirúrgico. O cirurgião não deve permitir que as mãos fiquem abaixo do nível da cintura, até a retirada do capote cirúrgico.
Está(ão) CORRETO(S) a(s) afirmativa(s):
I, II, III e IV.
III e IV, apenas.
II e III, apenas.
I, III e IV, apenas.
I, II e III, apenas.
Quanto aos distúrbios hematológicos, analise as afirmativas a seguir.
I. A deficiência do fator VII é um exemplo de coagulopatia.
II. Pacientes com Hemofilia A e pacientes heparinizados são considerados portadores de distúrbios plaquetários.
III. O uso contínuo de aspirina interfere na agregação plaquetária, sendo um exemplo de coagulopatia.
Está correto o que se afirma em
I, somente.
II, somente.
I e II, somente.
II e III, somente.
I, II e III.
Relacione a condição médica à respectiva classificação ASA.
1. Diabetes tipo I controlada
2. Hipertensão arterial controlada com medicação
3. IAM recente com PA > 200/100mmHg
4. Morte cerebral
( ) ASA III
( ) ASA IV
( ) ASA VI
( ) ASA II
Assinale a opção que mostra a relação correta, segundo a ordem apresentada.
1, 2, 3 e 4.
2, 3, 1 e 4.
3, 4, 2 e 1.
4, 3, 1 e 2.
1, 3, 4 e 2.
Há necessidade diária de reposição de água e eletrólitos em uma paciente como a descrita no enunciado, considerando um pós-operatório normal, isto é, sem febre, hemorragia ou outras intercorrências, varia de 2.000 a 3.000mℓ de volume, 50 a 100 mEq de sódio e 50 a 70 mEq de potássio. Como a maioria dos pacientes submetidos a cirurgias bucomaxilofaciais (como a cirurgia ortognática) tem a dieta zero liberada 24 horas após a extubação, a reposição hidroeletrolítica deve ser mantida por 48 horas.
Certo
Errado
Um paciente classificado pelo seu estado físico como ASA II apresenta-se
saudável, sem ansiedade e apto a suportar o estresse do procedimento.
portador de doença sistêmica moderada ou com maior ansiedade/medo.
portador de doença sistêmica severa, que limita suas atividades.
sob constante risco de morte.
em fase terminal.
A base da língua muito grande dificulta a laringoscopia e intubação na anestesia geral. A avaliação do grau de dificuldade é feita com o paciente sentado e a boca amplamente aberta, observando-se a orofaringe. Segundo a classificação do grau de obstrução de Mallampati, assinale a alternativa correta.
Na classe III apenas o palato mole é visível
Na classe II úvula, pilares das fauces e palato mole são visíveis
Na classe I apenas a língua é visível
Na classe IV apenas pilares das fauces é visível
As opções a seguir, apresentam as definições da classificação de risco de um paciente, no que se refere a seu estado físico para atendimento médico ou odontológico, determinada pela American Society of Anesthesiologists (Classificação ASA), à exceção de uma. Assinale-a.
ASA VI: paciente com morte cerebral declarada para transplante de órgãos.
ASA I: paciente portador de doença sistêmica moderada, apresenta mínimo risco de complicações durante o tratamento, como HAS controlada e DM controlada.
ASA II: paciente portador de doença sistêmica moderada, apresenta mínimo risco de complicações durante o tratamento, como maiores de 65 anos e tabagistas sem DPOC.
ASA III: paciente portador de doença sistêmica severa, a qual limita suas atividades e representa risco de complicações durante o tratamento como pacientes portadores de obesidade mórbida e hemofílicos ou DPOC.
ASA V: paciente em estado terminal, expectativa de vida não é maior que 24h, como em doenças renais crônicas ou câncer em fase terminal.
No período de exames pré-operatórios, os dentes a serem extraídos devem ser examinados cuidadosamente para verificar a dificuldade de extração. Sobre a avaliação clínica dos dentes a serem removidos, assinale a alternativa INCORRETA.
O primeiro fator a ser examinado no exame pré-operatório é a extensão de até́ onde o paciente consegue abrir a boca. Qualquer limitação de abertura pode comprometer a habilidade de o cirurgião-dentista fazer numa extração de rotina.
Caso o dente está anquilosado, é prudente planejar a extração a fórceps em vez de remoção cirúrgica.
Se os dentes forem excessivamente moles, uma remoção dentária não complicada deve ser esperada, mas o manejo do tecido mole após a extração pode ser mais comprometido.
Dentes que têm mobilidade menor do que o normal devem ser avaliados cuidadosamente pela presença de hipercementose ou anquilose das raízes. Anquilose é normalmente vista em primeiros molares que estão retidos e se tornaram submergidos.
As causas mais comuns da redução de abertura são trismo associado a infecção ao redor dos músculos de mastigação, disfunção de articulação temporomandibular (ATM) e fibrose muscular
Um método de se classificar os terceiros molares inferiores inclusos é usar o sistema de Pell e Gregory (1933), que relaciona estes dentes com o plano oclusal e com a borda anterior do ramo mandibular. Leia as associações abaixo e assinale a alternativa incorreta.
Classe 3 – dente totalmente dentro do ramo mandibular
Classe A – dente totalmente fora do corpo mandibular
Classe 1 – dente totalmente fora do ramo mandibular
Classe C – dente totalmente dentro do corpo mandibular
Qual exame NÃO faz parte do hemograma?
Hematócrito.
Prova do laço.
Neutrófilos.
Hemoglobina corpuscular média.
São componentes das instruções pós operatórias, EXCETO:
Dieta, medicamentos, cuidados com as feridas.
Condição, atividade e posicionamento.
Alergias e instruções para o monitoramento dos sinais vitais.
Instruções especiais (p. ex., compressas de gelo, proteção dos lábios e higiene).
Descrição de todos os tratamentos prestados.
Os cuidados pós-cirúrgicos são essenciais para um bom prognóstico das extrações dentárias, para isso o cirurgião dentista passa orientações básicas de cuidados, além de poder passar soluções para bochecho visando a prevenção de infecções da região da ferida cirúrgica. Assinale a alternativa que corresponde a solução mais indicada para controle de infecções pós-cirúrgicas.
Hipoclorito de Sódio 1%.
Fluoreto de Sódio a 0,05%.
Peróxido de Hidrogênio 3%.
Digluconato de Clorexidina 0,12%.
Glutaraldeído 2,4%.
Leia o fragmento a seguir.
“A avaliação dos sinais vitais faz parte do exame físico, sendo ___________durante a consulta odontológica inicial. Em um paciente adulto saudável, em repouso, a frequência cardíaca deve estar entre _______ bpm e o pulso _____ deve ser regular.”
Assinale a opção cujos termos completam corretamente as lacunas do fragmento acima.
realizada – 40 e 60 - coronariano
imprescindível – 60 e 100 – carotídeo
dispensável – 80 e 120 - carotídeo
fundamental – 40 e 60 - venoso
imprescindível – 60 e 120 - jugular
É recomendável que em toda anamnese seja feita uma classificação de acordo com o grau de risco à saúde do paciente, pois o profissional conhecerá melhor o perfil de seu paciente e, em caso de situação de emergência, poderá resolver de maneira efetiva. A Sociedade Americana de Anestesiologia sugere como padrão a classificação ASA, que visa definir a condição clínica em que o paciente se encontra antes de se expor ao procedimento anestésico. De acordo com a classificação, um paciente ASA 3 possui
saúde normal.
doença sistêmica leve.
doença sistêmica grave.
estado moribundo.
O exame neurológico do politraumatizado revela importantes achados que podem modificar o plano de tratamento. A escala de coma de Glasgow classifica o estado neurológico do doente baseado em três avaliações. Segundo a escala de Glasgow, assinale a alternativa correta.
Abertura ocular, resposta motora e resposta sensitiva
Abertura ocular, resposta motora e resposta verbal
Resposta ocular, eletroencefalograma e resposta sensitiva
Eletroencefalograma, resposta motora e resposta verbal
A síndrome metabólica é um distúrbio com fatores de risco inter-relacionados de origem metabólica, dos quais os principais consistem em resistência à insulina, dislipidemia e hipertensão, conferindo um elevado risco cardiovascular ao paciente. Sobre o tema, considere as seguintes afirmativas:
1. Obesidade abdominal, pressão arterial elevada, alto nível de HDL-C, níveis elevados de triglicerídeos e comprometimento da glicose em jejum de 100 mg/dl ou mais são distúrbios relacionados à síndrome metabólica.
2. Recomenda-se a determinação direta do LDL-C para o diagnóstico de síndrome metabólica.
3. Um indivíduo recebe o diagnóstico de hipertensão arterial após a média de duas ou mais aferições, depois da avaliação inicial.
4. Níveis aumentados de fibrinogênio, inibidor do ativador do plasminogênio-1 e outros fatores de coagulação são observados, mas desnecessários para o diagnóstico de síndrome metabólica.
Assinale a alternativa correta.
Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.
As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
Um dos exames mais solicitados, que pode confirmar o diagnóstico de mononucleose infecciosa e apresenta grande importância na avaliação geral do paciente:
Hemograma.
Eritrograma.
Bacterioscopia.
Urocultura.
Finalizado o ato cirúrgico, cabe à equipe assistente orientar o paciente ou familiar sobre as possíveis reações fisiológicas relacionadas ao procedimento e sobre como lidar com os sinais e sintomas mais comuns. Assinale a alternativa correta sobre os cuidados nas primeiras 24 horas.
Escovar os dentes, conforme orientação profissional.
Evitar a colocação de gelo nas primeiras 24 horas, pois a crioterapia auxilia no controle do processo inflamatório crônico.
Seguir a alimentação líquida ou pastosa, levemente aquecida, e com derivados de leite.
Seguir corretamente a medicação prescrita, sem substituir nenhum medicamento nem sua dosagem sem consultar previamente o Cirurgião-Dentista.