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Nos pacientes que apresentam o lábio superior espesso (maior que 15mm), espera-se que a resposta do tecido mole, após avanço maxilar, seja em torno de:
50%
60%
70%
80%
Em um paciente com PA sistólica entre 140 e 159 e ou diastólica entre 90 e 94 é correto afirmar:
É classificado como ASAII e aconselhado reavaliar a PA em 5 minutos
É classificado como ASA III e deve-se suspender o atendimento no momento
É classificado como ASA III e pode ser realizado o tratamento usando 0,04mg de adrenalina
É classificado como ASA II e pode se realizar o tratamento usando 0,04 mg de adrenalina
É classificado como ASAIII e aconselhado reavaliar a PA em 5 minutos
Muitas recomendações pós-cirúrgicas devem ser repassadas ao paciente pelo cirurgião-dentista ou pelo pessoal auxiliar após uma exodontia dentária. Dentre elas, não devemos citar:
Fazer bochechos e fazer exercício físico normalmente no dia seguinte ao da cirurgia.
Manter a higiene bucal através de escovação com escova dental macia e, na área da cirurgia, efetuar a limpeza com um cotonete úmido em uma solução anti-séptica.
nas primeiras 24 horas evitar alimentos e bebidas quentes, pois podem provocar hemorragias;
Em caso de sangramento, fazer um tampão com gaze, comprimindo a região e aplicar compressa de gelo fora da boca. Persistindo o sangramento procurar o cirurgião-dentista.
não fume e não beba álcool.
Paciente sexo masculino 22 anos de idade com indicação de exodontia do dente 28, apresenta-se na radiografia retido. Para prevenção de edema qual medicação préoperatória pode ser indicada?
Ibuprofeno 100mg; 1 comprimido; uma hora antes da cirurgia.
Diazepam 5 mg; 1 comprimido; uma hora antes da cirurgia.
Diclofenaco 50 mg; 1 comprimido; 30 minutos antes da cirurgia.
Ibuprofeno 60 mg; 1 comprimido; 30 minutos antes do procedimento.
A escala de “Glasgow” é utilizada para aferirmos o grau do paciente em relação a(à)
Coma.
Hidratação.
Temperatura.
Higidez muscular.
Mobilidade Mandibular.
É comum, nos serviços de urgência, a presença de pacientes vítimas de traumatismo dentoalveolar. Para chegarmos a um correto diagnóstico, é necessário conhecer como são classificados estes traumatismos. Uma boa anamnese, bom exame clínico e exames complementares são indispensáveis na instituição de um plano de tratamento adequado. O acompanhamento pós operatório é de fundamental importância para o prognóstico. Sobre traumatismo dento alveolar, assinale a alternativa CORRETA:
Na luxação intrusiva o tratamento de um dente permanente com formação radicular incompleta é o de aguardar sua reerupção espontânea. Controle radiográfico é necessário para acompanhar a cicatrização pulpar e o tratamento endodôntico deve ser iniciado, se houver sinal de necrose pulpar ou reabsorção radicular. No caso de formação radicular completa, a intervenção endodôntica é realizada e deve se aguardar a reerupção espontânea ou fazer a extrusão ortodôntica.
De maneira geral, nos traumas dentoalveolares em que não há fratura de tecido duro, é indicada uma contenção semi-rígida por 2 a 3 semanas, sem interferências oclusais. Já para as fraturas dentárias que envolvam tecido duro é indicada uma contenção rígida com acompanhamento.
O exame clínico inicia pelos tecidos moles, sendo indispensável a lavagem destes. Em seguida, devem se examinar os tecidos dentários, para se detectar a presença de infrações ou fraturas. Verifica se a mobilidade dentária, faz se o teste de percussão e o teste de sensibilidade. O exame radiográfico deve incluir como protocolo uma radiografia panorâmica e as radiografias intra-bucais se necessárias.
Na luxação extrusiva é indicada a reposição do dente extruído, com contenção semi-rígida. A contenção rígida é indicada, quando ocorrer simultaneamente fratura radicular ou do processo alveolar, controle radiográfico e da vitalidade pulpar devem ser feitos.
Para o dente avulsionado é necessário uma contenção rígida por uma semana. Nos dentes com formação radicular completa é indicado intervenção endodôntica além de associar antibioticoterapia.
Segundo PRADO (2004), é correto afirmar sobre o Tempo de Protrombina (TP):
É indicativo de trombocitopenia, alterações qualitativas das plaquetas, tais como no uso prolongado de aspirina e na doença de Von Willebrand, quando aumentados.
Na terapia de heparina e nas deficiências dos fatores VII, X, XI, XII (intrínseco) e do sistema comum estará prolongado.
Avalia os sistemas extrínseco e comum. Prolongado nas doenças hepáticas, nas deficiências de fatores I, II, VI, VII e X e na terapia com anticoagulantes.
Exame indicativo de anemia, quando reduzido, e de policitemia, quando aumentado.
A trombose do seio cavernoso é uma complicação grave da sinusite que ocorre pela extensão direta ou tromboflebite retrógrada (via artéria oftálmica) das infecções etmoidais ou esfenoidais. São sinais e/ou sintomas que indicam uma trombose do seio cavernoso:
restrição da mobilidade ocular, proptose, quemose e perda visual.
blefarohematoma, restrição da mobilidade ocular, exoftalmia e quemose.
restrição da mobilidade ocular, parestesia infraorbitária e perda visual.
proptose, quemose, amaurose e parestesia infraorbitária.
Após a anamnese, verificou-se que uma paciente, de 45 anos de idade, é diabética tipo 2 e precisa ser submetida a um procedimento cirúrgico para extrações múltiplas. Assinale a alternativa correspondente ao exame indicado para fornecer informações sobre o perfil glicêmico de longa duração desta paciente
Hemoglobina glicada ou glicohemoglobina.
Teste de tolerância à glicose.
Glicemia pós-insulina.
Glicemia em jejum.
A classificação de Pell e Gregory usando-se para avaliação dos terceiros molares inferiores inclusos mostrou o dente posicionado abaixo da linha cervical do segundo molar e totalmente coberto pela borda anterior do ramo da mandíbula é classificada como:
classe c e 3
classe b e 1
classe a e 3
classe b e 2
classe c e 2
O atendimento ao politraumatizado deve ser feito criteriosamente por uma equipe multiprofissional, visando a manutenção da integridade da vida, a primeira conduta a ser instituída neste paciente é:
Coibição de hemorragias profusas;
Estabilidade cardiopulmonar;
Estabilidade neurológicas;
Estabilidade da coluna cervical;
Repor volemia.
Durante o planejamento cirúrgico do paciente, devemos avaliar não só a técnica cirúrgica a ser empregada mas também as condições sistêmicas e as drogas que poderão ser utilizadas, seja no âmbito pré, trans e pós-operatório. Dentro desse contexto, assinale a alternativa CORRETA.
Pacientes que apresentam angina instável, ou mesmo, história de infarto do miocárdio apresentam peculiaridades com relação ao tipo de anestésico a ser utilizado. Sabe-se que anestésicos locais com vasoconstrictores do tipo catecolaminas estão relacionados com os receptores α e β, em que os receptores β 1 são encontrados no coração e no intestino delgado e são responsáveis pela estimulação cardíaca e pela lipólise.
A quantidade de anestésico local a ser administrada a um paciente deve ser previamente calculada, contudo deve sempre levar em consideração a condição sistêmica do paciente e o resultado obtido. Dessa forma, matematicamente avaliando, um paciente de 40 anos saudável com 90Kg que fará uso de Articaína 4% +Adrenalina a 1:200.000, sabendo que a dose máxima recomendada é de 7,0 mg/Kg, o número máximo de tubetes será de 5.
Muitos dos nossos pacientes podem fazer uso de variadas drogas lícitas ou não como β -bloqueadores, antidepressivos, glicosídeos digitálicos, dentre outros. Dessa forma, precisa-se ter em mente as possíveis interações medicamentosas, que podem ocorrer com os anestésicos locais, como o caso do uso de cimetidina que pode apresentar uma resposta hipotensiva após dose alta de adrenalina.
A superdosagem de anestésicos locais relaciona-se com o nível sanguíneo do anestésico local que ocorre nos tecidos após a administração dos fármacos. Alguns fatores estão relacionados com o paciente, como a vasoatividade, a genética, o uso de medicamentos e os comprometimentos sistêmicos.
Dentro das técnicas anestésicas de emprego na cavidade bucal, faz-se necessário o conhecimento dos parâmetros anatômicos, a área de abrangência da droga anestésica, bem como as complicações locais e sistêmicas que podem surgir. Dessa forma, o bloqueio do nervo maxilar apresenta como ponto de referência a prega mucovestibular na face mesial do segundo molar superior, na tuberosidade da maxila e no processo zigomático da maxila.
Pacientes com indicação de tratamento cirúrgico na região bucomaxilofacial podem apresentar distúrbios hematológicos que aumentam os riscos de hemorragias trans ou pósoperatórias. Assinale a alternativa incorreta no que se refere avaliação laboratorial destes pacientes:
Trombocitopenias são alterações relacionadas à diminuição do número de plaquetas.
O tempo de sangramento aumentado pode ser indicativo de trombocitopenia, alterações qualitativas das plaquetas, tais como o uso prolongado de aspirina e a doença de von Willebrand.
O Tempo de Tromboplastina Parcial (TTP) estará diminuído na terapia de heparina e nas deficiências dos fatores VII, X, XI, XII (intrínseco) e do sistema comum da coagulação.
O Tempo de Protrombina (TP) avalia os sistemas extrínseco e comum da coagulação. Está prolongado nas doenças hepáticas, nas deficiências de fatores I, II, VI, VII e X e na terapia com anticoagulantes.
A respeito do sistema de classificação de Pell e Gregory para terceiros molares inferiors, qual a alternativa abaixo corresponde a uma situação na qual a superfície oclusal do dente impactado encontra-se no nível ou próximo ao nível do plano oclusal do segundo molar, bem como aproximadamente metade do terceiro molar se encontra coberta pelo ramo ascendente mandibular?
Relação com o plano oclusal do tipo Classe A e relação com o bordo anterior do ramo mandibular do tipo Classe 1
Relação com o plano oclusal do tipo Classe B e relação com o bordo anterior do ramo mandibular do tipo Classe 2
Relação com o plano oclusal do tipo Classe A e relação com o bordo anterior do ramo mandibular do tipo Classe 2
Relação com o plano oclusal do tipo Classe B e relação com o bordo anterior do ramo mandibular do tipo Classe 3
Sobre a classificação do paciente em função do seu estado físico, o que significa classificar o paciente em ASA III? Assinale a opção correta:
Paciente saudável;
Paciente portador de doença sistêmica moderada.
Paciente portador de doença sistêmica moderada, que faça uso de medicamento contínuo.
Paciente portador de doença sistêmica severa, que limite suas atividades.
Paciente portador de doença sistêmica severa, mas que não limite suas atividades.
Em relação aos exames pré-operatórios frequentemente utilizado pelo Cirurgião Buco Maxilo Facial, cite a alternativa INCORRETA:
No coagulograma, o tempo de protrombina avalia a atividade da via extrínseca da coagulação, o tempo de tromboplastina parcial avalia a via intrínseca e o tempo de sangramento e contagem de plaquetas fornece avaliação quantitativa e eficiência do tampão plaquetário.
Em um leucograma onde se observa uma neutrofilia com aumento ordenado do número de bastonetes, metamielócitos e mielócitos, diz-se que o exame está com um “padrão de desvio a direita”. Este dado pode ser justificado por um quadro infeccioso crônico.
Glicemia jejum, dosagem de ureia e creatinina são exemplos exames bioquímicos. Os exames de ureia e creatinina são solicitados para avaliação da função renal.
A Proteína C Reativa (PCR) é um marcador inflamatório que pode ser utilizado para acompanhar a curva de evolução de um determinado processo infeccioso.
Todos os pacientes esperam uma certa dor após um procedimento cirúrgico. Então, é importante para o dentista discutir esse assunto com cada paciente de forma cuidadosa antes de dispensa-lo do consultório. Em relação aos cuidados gerais e no controle da dor no período pós-operatório as afirmativas a seguir estão corretas, EXCETO:
Uma dieta hipercalórica e com muitos líquidos é a mais adequada nas primeiras 12-24 horas. A alimentação nas primeiras 12 horas deve ser pastosa e fria.
Os pacientes devem ser aconselhados a manter os dentes e a boca razoavelmente limpos, o que resulta num restabelecimento mais rápido de suas feridas cirúrgicas. No dia seguinte a cirurgia, os pacientes devem começar bochechos suaves com água morna.
O trismo resulta da inflamação que envolve os músculos da mímica facial. Ele pode resultar de múltiplas injeções locais de anestésico, especialmente se estas tiverem penetrado os músculos.
A equimose geralmente é vista em pacientes idosos devido à diminuição do tônus tecidual, aumentando a fragilidade capilar e a fraca fixação intercelular. Tipicamente, o aparecimento de equimoses se dá 2 a 4 dias após a cirurgia e quase sempre desaparecem em 7 a 10 dias.
Durante a avaliação inicial do paciente politraumatizado e em caso de suspeita de lesão em medula espinhal, a manobra para a abertura de vias aéreas realizada por profissional da saúde é:
a inclinação da cabeça e a elevação do queixo.
a anteriorização da mandíbula.
a traqueostomia.
a cricotireotomia.
Pacientes portadores de coagulopatias hereditárias, tais como a hemofilia e a doença de von Willebrand apresentam alto risco de sangramento na cavidade bucal, principalmente após procedimentos cirúrgicos ou traumas mucosos. A respeito deste assunto, assinale a alternativa CORRETA:
É absolutamente contra-indicada a combinação entre a terapia sistêmica de reposição de fatores de coagulação e uso de agentes antifibrinolíticos, pois esta terapia pode produzir um efeito rebote, aumentando significativamente os episódios de sangramento mucoso.
O selante de fibrina não é um agente eficaz na redução de sangramentos pós-cirúrgicos de pacientes com coagulopatias.
O ácido tricloroacético a 10% pode ser utilizado em grandes sangramentos gengivais de pacientes com coagulopatias.
O isolamento absoluto nunca deve ser utilizado em pacientes com coagulopatias devido a possibilidade de trauma às mucosas.
Nas técnicas anestésicas infiltrativas e interligamentosas não há necessidade da reposição prévia dos fatores de coagulação.