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Munarim (2011), a partir do campo da Antropologia da Criança, aponta características no tratamento da criança indígena, evidenciando como a escola em sociedades não indígenas confina a criança. Tais características são:
comunicação corporal; liberdade de transitar em esferas sociais; acesso ao rio
supervalorização do conhecimento oral e escrito; comunicação com o corpo; liberdade de transitar em esferas sociais
acesso ao rio; experimentar o corpo sem supervisão de adultos
liberdade de transitar em esferas sociais; autonomia no aprendizado; experiências ligadas ao corpo e aos sentidos na natureza
Na década de 1960, os sociólogos Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron analisaram o sistema escolar francês e denunciaram o processo de reprodução da cultura dominante que ainda se perpetuava. Um dos conceitos apresentados na obra tratava da ação pedagógica executada pelas autoridades escolares que, mesmo por vezes de forma oculta, tendia a privilegiar esta cultura dominante, levando à marginalização de parcela dos estudantes. A este fenômeno, os autores deram o nome de:
currículo oculto
habitus profissional
capital cultural
violência simbólica
Em relação à educação inclusiva, segundo a perspectiva de Claudia Werneck (autora de Ninguém mais vai ser bonzinho na sociedade inclusiva), é correto afirmar que inclusão e integração
não são sinônimos, pois a inclusão deve ser total e incondicional, cabendo à escola encontrar respostas educativas para as necessidades específicas de cada aluno, quaisquer que sejam elas.
não são sinônimos, pois a inclusão questiona a integração irrestrita e prevê, em casos mais graves, o ensino a domicílio.
são sinônimos, pois ambas são definidas como sistemas organizacionais que têm origem no princípio da normalização, mas admitem a exceção.
são sinônimos, pois ambas têm como objetivo principal proporcionar ao aluno um ambiente o menos restritivo possível.
são sinônimos, pois ambas determinam a diversificação no atendimento aos alunos que não conseguem acompanhar suas turmas devido às especificidades na adaptação ao modelo da escola.
Vasconcellos (2002), ao refletir sobre concepções de currículo, questiona qual deve ser o foco da atenção do professor e dos alunos: o programa ou a prática social? Em resposta a essa pergunta, o autor afirma que a colocação da prática social, como perspectiva para o processo de conhecimento, é importante para o professor ter consciência de que seu papel primeiro é
ajudar os alunos a entenderem a realidade em que se encontram, tendo como mediação para isto, os conteúdos.
cumprir um programa, ou seja, é dar um determinado rol de conteúdos de modo a tornar os alunos aptos a reproduzirem a matéria (o conteúdo) nas provas.
tornar a pedagogia autônoma e apartada em relação à sociedade, promovendo a mediação entre o aluno, o conhecimento e a avaliação externa e o vestibular.
se preocupar com a construção do conhecimento, alijando o contexto social do processo de ensino por meio de metodologia expositiva recorrente e neutra.
acalmar os alunos chamando atenção, dando “sermão” e fazendo grupos para ocupar o tempo, a fim de que realizem as tarefas do livro didático no tempo certo.
Segundo Sassaki (1998), educação inclusiva significa dar oportunidades a todos os estudantes, incluindo aqueles com necessidades especiais, para que possam receber serviços educacionais eficazes na preparação de pessoas para uma vida satisfatória na sociedade, em classes adequadas às suas idades. A Educação Especial está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB nº 9394/96). Na LDB, afirma-se que “haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de Educação Especial”. Considerando o que determina a Lei nº 9394/96 no que diz respeito à Educação Especial, podemos afirmar que:
I- O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular.
II- O poder público deverá instituir cadastro nacional de alunos com altas habilidades ou superdotação matriculados na educação básica e na educação superior, a fim de fomentar a execução de políticas públicas destinadas ao desenvolvimento pleno das potencialidades desse alunado.
III- O poder público adotará, como alternativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação em escolas especializadas, independentemente do apoio às instituições previstas neste artigo.
A alternativa que responde CORRETAMENTE é:
I apenas.
I, II e III.
I e II apenas.
III apenas.
II e III apenas.