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Camargo (2017) apresenta em seu artigo intitulado "Representações sociais de docentes da EJA: afetividade e formação docente", uma pesquisa realizada com professores que atuam na educação de jovens e adultos em Bauru/SP. Com base nessa referência quais são as conclusões que a autora explicitou no texto. Assinale a alternativa CORRETA:
Com base nas evocações e nas entrevistas, é possível constatar que muitas palavras com conotação negativa foram localizadas. Podemos inferir que os professores têm uma perspectiva pessimista sobre o processo de ensino-aprendizagem e sobre os alunos, não valorizando a EJA e nem a capacidade individual de cada pessoa.
É relevante mencionar que o planejamento de cursos específicos sobre a EJA destinados aos professores em exercício é irrelevante. Os conteúdos dos cursos que abordam questões sobre a implementação da legislação educacional geral vigente poderia embasar práticas pedagógicas pertinentes à realidade dos alunos da EJA.
Evidenciamos que os professores desenvolvem várias estratégias para a permanência dos alunos em sala de aula e a todo o momento tentam resgatá-los, caso os educandos priorizem outras demandas que não as escolares. Podemos inferir que o docente se sente responsável por esses processos de permanência e resgate que deve acontecer sem qualquer momento de tensão ou desconforto para os alunos (objetivação), no entanto é intrínseco ao processo de pesquisa e de busca por novos conhecimentos situações de ansiedade e de insegurança. Os professores ancoram essa prática no trabalho constante de elevação da autoestima do aluno e deles próprios com o objetivo de contribuir para a frequência dos educandos e a permanência da EJA.
É possível averiguar que, para a maioria dos entrevistados, é muito importante uma postura paternalista sem se preocupar com a dimensão política do ato educativo no contexto da EJA. Alguns docentes se expressam com clareza sobre a diferença entre essas duas formas de condução, postura durante as aulas e conseguem ter um bom relacionamento com os alunos cujo foco é exclusivamente o estudo dos conteúdos das disciplinas sem se preocupar com as relações afetivas com os alunos.
Os Transtornos Globais do Desenvolvimento caracterizam-se por um comprometimento grave e global em diversas áreas do desenvolvimento: habilidades de interação social, habilidades de comunicação ou presença de estereotipias de comportamento, interesses e atividades. Os prejuízos qualitativos que definem essas condições representam um desvio acentuado em relação ao nível de desenvolvimento ou idade mental do indivíduo (APA, 2000).
Fonte: https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/581290/2/Transtornos %20globais%20do%20desenvolvimento%20e%20altas%20habilidades.pdf
Acerca dessa temática, assinale a alternativa que apresenta o transtorno que se caracteriza por prejuízos na interação social, bem como interesses e comportamentos limitados, porém há ausência de atraso clinicamente significativo na linguagem falada ou na percepção da linguagem, no desenvolvimento cognitivo, nas habilidades de autocuidado e na curiosidade sobre o ambiente. É considerado como uma das formas mais amenas do autismo.
Síndrome de Asperger.
Transtorno Desintegrativo da Infância.
Transtorno Afetivo Bipolar.
Transtorno de Déficit de Atenção/hiperatividade.
Transtorno de Rett.
Na perspectiva de Vasconcellos (2002), é correto afirmar que o planejamento de um projeto de ensino-aprendizagem
é sistemático, mas não possui intencionalidade.
independe da concepção de currículo adotada pela escola.
dificulta o processo de interação com a realidade uma vez que sua elaboração antecede o início do ano letivo, isto é, o conhecimento dos alunos.
mantém relação de interdependência entre o tipo de educação que se busca fazer e o tipo de planejamento a ela correlato.
Segundo Dainez, Smolka e Souza (2022, p.2), “Após um longo período de ditadura cívico-militar (1964-1985), na luta por um Estado democrático, destaca-se a efetiva participação do movimento das pessoas com deficiência na elaboração e no lançamento da Constituição Cidadã de 1988 (BRASIL, 1988). Na Constituinte, em meio a muitos embates, uma conquista importante foi a mudança do modelo assistencialista para o paradigma dos direitos humanos. Ou seja, de um modelo sedimentado em estratégias caritativas, que objetivavam suprir as necessidades, reiterando a dependência e a tutela, para uma perspectiva de política pública em que as pessoas com deficiência passassem a ser concebidas como sujeitos de direitos”.
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(SIEMS-MARCONDES; CAIADO, 2013).
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As opções apresentam princípios para as políticas e as práticas de educação inclusiva atuais, à exceção de uma. Assinale-a.
Educação é um direito de todos.
Todas as pessoas são capazes de aprender
A educação inclusiva deve ocorrer somente no espaço escolar.
A aprendizagem se dá por processos que variam de pessoa para pessoa.
É importante a convivência entre todos os alunos nas escolas.
Analisar a escola como espaço sociocultural significa compreendê-la na ótica da cultura, sob um olhar mais denso, que leva em conta a dimensão do dinamismo, do fazer-se cotidiano, levado a efeito por homens e mulheres, trabalhadores e trabalhadoras, negros e brancos, adultos e adolescentes, enfim, alunos e professores, seres humanos concretos, sujeitos sociais e históricos, presentes na história, atores na história. Falar da escola como espaço sociocultural implica, assim, resgatar o papel dos sujeitos na trama social que a constitui, enquanto instituição. (DAYRELL, 2006, p. 136).
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De acordo com o texto, a escola como espaço sociocultural é entendida como
um espaço social próprio, uma complexa trama de relações entre os sujeitos envolvidos, que incluem alianças e conflitos. Fruto de ação recíproca entre o sujeito e a instituição, esse processo, como tal, é heterogêneo.
uma instituição única, com os mesmos sentidos e objetivos, tendo como função garantir a todos o acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente acumulados pela sociedade, materializado nos programas e livros didáticos.
o lugar de ensinar e aprender o conhecimento acumulado com a ênfase centrada nos resultados da aprendizagem; o que é valorizado são as provas e as notas, e a finalidade da escola se reduz a “passar de ano”.
um espaço no qual o processo ensino-aprendizagem ocorre numa homogeneidade de ritmos, estratégias e propostas educativas para todos, independentemente da origem social, da idade, das experiências vivenciadas.
uma instituição na qual a diversidade dos alunos é apreendida na ótica da cognição ou na ótica do comportamento (bom ou mau aluno, obediente ou rebelde) sem levar em conta a totalidade da dimensão humana dos sujeitos.