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Ligado aos procedimentos escolares, mas não restrito à situação escolar, está o mecanismo de imitação, destacado explicitamente por Vygotsky, que afirma que a atividade imitativa não é um processo mecânico, mas, sim, uma oportunidade de a criança realizar ações que estão além de suas próprias capacidades, o que contribuiria para o seu desenvolvimento. Para o autor, o professor tem o papel explícito de interferir no(a):
Nível de desenvolvimento real, pois a imitação é viabilizada pela autonomia já constituída na criança.
Nível de desenvolvimento potencial, já que o único bom ensino é aquele que espera o desenvolvimento.
Zona de desenvolvimento proximal, porque só é possível a imitação de ações que estão neste “espaço” do desenvolvimento.
Nível de desenvolvimento desejável, que define as funções que ainda não se amadureceram, mas que estão em processo de maturação.
“(...)Um currículo não pode ser previamente definido, ele só pode ser narrado. O currículo acontece no tempo da ação. Ele emerge do encontro entre famílias, crianças e docentes. Nesse encontro, as famílias e as crianças trazem valores, saberes culturais e experiências de inserção social e econômica diversificados. (...)“
BARBOSA, Maria Carmen. Práticas Cotidianas na Educação Infantil – Bases para a Reflexão sobre as Orientações Curriculares, MEC, 2009.
A autora convoca-nos à reflexão sobre um modo de compreender currículo a ser superado na Educação Infantil. Em outras palavras, podemos dizer que ela nos leva a refletir sobre:
um trabalho com os conhecimentos derivados das Ciências Humanas e Naturais, voltado para conteúdos previamente elencados
as intenções, as ações e as interações presentes no cotidiano – a vida na Educação Infantil – como uma concepção curricular
concepções de educação, conhecimento, infância e criança, reorientando opções e avaliação de escolhas
a não necessidade de graduar os conteúdos, antecipadamente, de acordo com a complexidade que apresentam
Morin (apud MORAES, 2015) em seu livro "A inteligência da complexidade", apresenta os operadores cognitivos como princípios-guia para um pensar complexo. Assim, correlacione cinco desses princípios-guias abordados por Morin (apud MORAES, 2015) aos seus respectivos conceitos e assinale a opção que apresenta a sequência correta.
PRINCIPIOS
I- Hologramático
II- Retroativo
III- Recursivo
IV- Dialógico
V- Da autoecoorganização.
CONCEITOS
( ) Ajuda a conectar o conhecimento das partes ao conhecimento do todo, pois é impossível conhecer o todo sem conhecer as partes e conhecer as partes sem conhecer o todo. Assim, o todo poderia ser maior ou menor do que a soma das partes.
( ) Ajuda a compreender o fato de o indivíduo que produz a sociedade ser por ela, ao mesmo tempo, produzido em termos de cultura, linguagem e os mais diferentes códigos socialmente presentes.
( ) Revela-nos que a totalidade organizada retroage sobre as partes e estas sobre o todo. Ele só funciona como um todo desde que as partes funcionem como partes. Esse principio nos informa a necessidade de trabalhar com saberes integrados, transversais, conectivos e contextualizados.
( ) Une aspectos, fenômenos, eventos ou noções que, apesar de aparentemente antagônicos, são, na verdade, complementares e indissociáveis em uma organização qualquer.
( ) Pedagogicamente, esse princípio ajuda-nos a compreender o que se poderia denominar como coerência estratégica. Coerência no sentido de que, se o todo está contido nas partes; e as partes, no todo, os meios estão igualmente contidos nos fins; e os fins, nos meios.
( ) Também compreendido como explicitador da relação autonomia/dependência. Dependência porque o sujeito só pode ser autônomo a partir de suas relações com o contexto onde vive e com os fluxos que o nutrem.
( ) Rompe com a casualidade linear. Ele nos informa que toda causa age sobre o efeito e este reatroage informacionalmente sobre a causa, a partir de processos autoecorreguladores que acontecem no sistema.
(I) (III) (li) (IV)(-) (V)(-)
(I) (IV)(-) (III)(-) (II) (V)
(-)(III)(-) (IV) (I) (V) (II)
(I) (IV) (V) (III)(-)(-) (II)
(-) (III) (II)(-) (I) (IV) (V)
Sobre o efeito turma e efeito escola no desempenho estudantil, os estudos sobre eficácia escolar, entre eles o de Madaus, Airasan e Kellaghan (1980), apontam que “o ambiente das escolas e salas de aula parecem estar mais altamente relacionados ao desempenho dos alunos...”.
(In: BROOKE, Nigel; Soares, Francisco. Pesquisa em eficácia escolar. Belo Horizonte: UFMG. p. 139.)
As afirmações a seguir estão corretas, EXCETO:
“[...] o conjunto de variáveis representado pela sala de aula, pelo professor ou pela família não é o que permite explicar o desempenho.”
“[...] os processos e pressões que parecem se relacionar com alto desempenho incluam a estrutura da sala de aula e da escola, disciplina, objetividade, tempo gasto na tarefa e clareza do ensino.”
[...] quando a eficácia da escola é medida por avaliações de desempenho cognitivo específicas para o ensino oferecido na escola verifica-se diferenças importantes de desempenho entre escolas e turmas.
“[...] as interações de natureza sociopsicológica em conjunto com as características da subcultura de dentro da escola são a maior fonte de diferenças entre as escolas no desempenho cognitivo dos alunos...”
Assinale a alternativa que apresenta corretamente um entendimento de Frank Smith a respeito da leitura.
A leitura deve ser lenta.
A leitura não deve ser seletiva.
A leitura independe daquilo que o leitor já sabe.
A leitura não ocorre através dos olhos.
A leitura é uma interação entre o leitor e o texto.