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M. Carmen S. Barbosa, em artigo na Revista Educação & Sociedade (out. 2007), reflete sobre as relações entre as culturas escolares, as de infância e as familiares, nos processos de socialização e de escolarização, apoiando-se em pesquisadores nacionais e estrangeiros. Paulo Fochi (2015) contribui com sua pesquisa a partir da problematização das situações vividas no trabalho pedagógico com bebês e refletidas com base em referencial teórico de J. Bruner, L. Malaguzzi (Reggio Emilia) e E. Pikler. Essas duas obras apresentam fundamentações coerentes com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, Resolução CNE/CEB no 5/2009. Considerando esses três referenciais, para efetivar a educação escolar de crianças, recomenda-se, como importante, que as propostas pedagógicas das instituições
vejam a criança como sujeito capaz e ser humano digno de respeito; promovam seu desenvolvimento pluridimensional, por meio de interações com adultos e outras crianças; entreteçam, no diálogo, a cultura escolar com as de infância e as familiares.
reconheçam que o mundo mudou e as crianças também; ofereçam experiências curriculares alusivas à cultura televisiva, já presente nos lares, para seduzi-las; orientem as famílias populares, sobre como ajudar na aprendizagem de seus filhos.
considerem as crianças como seres em desenvolvimento, cuja curiosidade deve ser aproveitada pelos professores, com vistas a ir substituindo as culturas de infância, ingênuas, e as familiares, ilógicas, pela cultura escolar, lógico-científica e superior.
respeitem as crianças como sujeitos do direito a desenvolver suas potencialidades étnicas para habilidades motoras, cognitivas ou artísticas, e ao de escolarização de qualidade social, com interações, brincadeiras e transmissão de valores morais.
abram espaços de escuta das culturas subalternas, ilegítimas, para criar caminhos de superação desses modos de pensar, sentir e agir pela cultura hegemônica, por cuja transmissão a educação escolar é responsável.
STERNBERG; FETTER e FETTER in MARTINS, G.D. F; STERNBERG, P. W.; ROZEK, M. (2019) propõem que a escola esteja aberta e não apenas preparada para receber os alunos com diferentes limitações ou necessidades, pois isso seria o mesmo que:
defender a integração escolar em detrimento da inclusão de fato, com a eliminação de qualquer barreira existente.
propor uma educação pautada na diferença e não na diversidade de modos de desenvolvimento.
reforçar a educação inclusiva e promover uma escola em que todos têm acesso aos diferentes tempos e espaços.
indicar uma escola inacabada e em constante movimento para um currículo integrador e acessível.
negar que cada criança possa necessitar de modificações específicas e que precisarão ser revistas ao longo do desenvolvimento.
Considerando que cada estudante é diferente, havendo a necessidade de facilitar o acesso de todos os alunos ao currículo comum, de acordo com NUNES; MADUREIRA (2015), o CAST desenvolveu três princípios de DUA para orientar docentes para aulas acessíveis. Os três princípios têm objetivos de proporcionar múltiplos meios de:
aprendizagem ativa, comunicação expressiva, interação.
envolvimento, representação, ação e expressão.
desenvolvimento cognitivo, participação social, acesso ao currículo.
inclusão escolar, acesso ao trabalho, formação integral.
participação social, desenvolvimento e aprendizagem, integração escolar.
Nelson Piletti, em seu livro “História da Educação no Brasil” (1990), afirmou que “a educação, sendo universal, varia de sociedade para sociedade, de um grupo social a outro, segundo as concepções que tenham de mundo, de homem, de vida social e do próprio processo educativo”. Pode-se, então, concluir que:
as diferentes concepções educacionais podem ser divididas em dois grupos antagônicos: educação como prática individual versus educação como prática coletiva
existem duas concepções educacionais no Brasil: a educação opressora, característica do período colonial, e a educação libertadora, iniciada e defendida por Paulo Freire
se a educação é compreendida como meio para a formação de um ser humano moralmente elevado, ético, não se deve pensar nos fins, mas em recursos e estratégias para sua concretização plena
se a educação é entendida como processo histórico, dinâmico, mutável, possibilita-se a superação de dicotomias: educação certa versus educação errada; educação como produto versus educação como processo
Cada vez mais, a interação tecnológica de comunicação e de informação está presente na nossa vida, modificando nosso comportamento social. Como afirma Fava (2014), “A tecnologia de informação e comunicação não modifica o que aprendemos, mas altera o modo como aprendemos”. Confirmando algumas ideias de Favo, analise as seguintes assertivas:
I. Na Educação 3.0, a aprendizagem não acontece apenas no ambiente escolar, mas em redes, em qualquer lugar, em todo lugar, em qualquer espaço, em qualquer tempo, em todo tempo.
II. Novos paradigmas são necessários para o docente que atua nesse contexto e o importante é saber que não basta apenas ter uma boa didática e estar ciente de que a educação padronizada e igual para todos já é coisa do passado.
III. É preciso que os sistemas pedagógicos, metodologias, projetos acadêmicos se adaptem rapidamente; caso contrário, a Educação 3.0 poderá significar a busca das competências e habilidades necessárias para esse mundo digitalizado, conectado e globalizado em outras instâncias fora das escolas.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.