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Leia o texto a seguir.
[...] nenhuma criança nasce preconceituosa. Ela aprende a sê-lo. Todos nós cumprimos uma longa trajetória de socialização que se inicia na família, vizinhança, escola, igreja, círculo de amizades e se prolonga até a inserção em instituições enquanto profissionais ou atuando em comunidades e movimentos sociais e políticos. Sendo assim, podemos considerar que os primeiros julgamentos raciais apresentados pelas crianças são frutos do seu contato com o mundo adulto.
GOMES, N. L. et al. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão. In: Secretaria de Educação Continuada (org.). Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal nº 10.639/03. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005. (Coleção Educação para todos).
Segundo o autor do texto, o preconceito é algo que
é aprendido pelas crianças, por meio do ensino de adultos.
advém da relação humana e na socialização.
está assentado na concepção inatista de educação.
é próprio das crianças, que aprendem umas com as outras.
No processo de construção da cultura dos Direitos Humanos, algumas mediações são essenciais para ampliar o acesso e favorecer transformações sociais. Considerando essa ideia e o Parecer CNE/CP 8/2012, assinale a alternativa CORRETA que apresenta uma dessas mediações fundamentais.
Repressão.
Educação.
Isolamento.
Intolerância.
Coerção.
Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta o termo que preenche corretamente a lacuna, de acordo com a cartilha Escola Segura, do MEC:
Um dos alunos compartilhou conteúdo violento ou utilizou discurso violento, nas redes ou em sala de aula. o que devo fazer? Nesses casos o ideal é não ficar apenas na responsabilização individual, mas olhar também para o ambiente cultural e midiático que valoriza e ajuda a disseminar a violência. Aproveite o episódio para envolver a turma em uma discussão sobre violações de direitos, desde as pequenas e cotidianas até as mais sistêmicas. É muito importante ressaltar que mesmo no digital essas ações têm impacto negativo sobre pessoas reais, e buscar ______________ com as vítimas. Oriente, por exemplo, uma discussão sobre vítimas de fake news, racismo ou xenofobia, ou convide para conversar com os alunos alguém que tenha sido vítima de difamação, perseguição ou violência. Assim como a educação antirracista e outros ajustes para desafios e injustiças sistêmicas, a cultura de não-violência deve ser um acordo permanentemente aplicado a todas as práticas escolares.
empatia
autoridade
neutralidade
competitividade
indiferença
Sobre os pilares da Diversidade, analise o trecho a seguir:
De acordo com o Censo Demográfico 2010, 23,9% da população brasileira possui algum nível de comprometimento funcional (IBGE, 2010). Este termo significa a perda permanente ou total de uma das funcionalidades do corpo. O Decreto 3.298/89 define este pilar da Diversidade como: física, auditiva, visual e mental.
Após a leitura e análise do trecho acima, podemos relacioná-lo ao pilar da Diversidade:
Deficiência.
Gênero.
Étnico-racial.
Geracional.
Origem e Cultura..
Ser um educador ou uma educadora antirracista é função das pessoas negras e brancas, dos familiares, dos professores e de todos os profissionais que trabalham na escola e atuam com crianças e adolescentes, o que envolve o conhecimento sobre o racismo presente na sociedade.
Sobre a educação antirracista, assinale a afirmativa INCORRETA:
O antirracismo pode ser compreendido por um conjunto de práticas que ajudam no combate e no enfrentamento ao racismo.
Na escola, os meses destinados ao trabalho sobre a temática do racismo são restritos a maio e novembro.
A escola deve promover rodas de conversa e eventos culturais que promovam a reflexão sobre as questões raciais, envolvendo toda a comunidade escolar.
O ensino antirracista deve destacar as contribuições e a importância do povo negro na construção do Brasil.


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Durante uma roda de conversa com os alunos do ensino médio, uma estudante comentou que, apesar de suas boas notas e comportamento, ela nunca é chamada para representar a escola em eventos, pois alunas como ela, de cabelo crespo e pele escura, não apareciam em murais pedagógicos ou em apresentações culturais. A equipe pedagógica ficou dividida com o relato da aluna. Considerando a violência simbólica ensinada por Abaromavay et al., assinale a alternativa que apresenta corretamente como essa situação deve ser interpretada.
A percepção da aluna está equivocada, pois a escola não pode atender aos anseios de todos os alunos.
A situação deve ser interpretada com neutralidade, sem mencionar a discriminação.
Como não há provas da discriminação, a equipe pedagógica deve ignorar o relato.
A situação deve ser interpretada como expressão de violência simbólica e exclusão estrutural no ambiente escolar.
Como a aluna não se engaja em outras atividades escolares, a situação relatada não precisa ser considerada pela equipe pedagógica.
A promoção de um ambiente escolar seguro requer o reconhecimento das distintas formas de agressão que podem ocorrer no cotidiano educacional. Compreender as diferenças conceituais entre manifestações como bullying, cyberbullying e violência escolar é fundamental para a construção de estratégias de prevenção e intervenção efetivas. Sobre o tema, relacione corretamente os termos da Coluna A com as descrições da Coluna B.
Coluna A (termos):
1.Bullying.
2.Cyberbullying.
3.Violência escolar.
Coluna B (descrições):
(__)Forma ampla de agressão que pode incluir desde vandalismo, agressões entre alunos e professores, até práticas discriminatórias, afetando o clima escolar como um todo.
(__)Comportamento intencional, repetitivo e sistemático entre pares, marcado por desequilíbrio de poder, que pode se manifestar de forma verbal, física, psicológica, social ou material.
(__)Prática ofensiva mediada por tecnologias digitais, caracterizada por anonimato, ampla disseminação do conteúdo e dissociação espaço-temporal entre agressor e vítima.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência da associação correta dos itens acima, de cima para baixo:
3 − 2 − 1.
1 − 2 − 3.
3 − 1 − 2.
2 − 3 − 1.
Leia o excerto a seguir:
Após anos vendo telenovelas brasileiras, um indivíduo vai acabar se convencendo de que as mulheres negras têm uma vocação natural para o trabalho doméstico (Almeida, 2017).
A partir desse exemplo, Almeida (2017) apresenta sua concepção de ideologia, conceito definido por ele como
um falseamento do imaginário social.
a representação de nossa relação com a realidade.
uma ficção fundada em traços inverídicos.
um reflexo da nossa realidade social.
o resultado de crenças individuais diante de dados científicos.
A escola pode desempenhar um importante papel no combate às desigualdades individuais, de gênero, étnicas e socioculturais. Nesse sentido, uma ação importante no enfrentamento às desigualdades é a de
desenvolver práticas educativas homogeneizadoras conforme os Projetos Políticos Pedagógicos de cada unidade escolar.
invisibilizar as desigualdades, diversidades e diferenças, para não expor os estudantes de culturas minoritárias.
considerar as desigualdades como naturais, não estando sujeitas aos processos de exclusão social.
adotar tratamento de equidade, dando a todos estudantes o mesmo tratamento e as mesmas oportunidades.
reconhecer que existem grupos e populações que foram (e ainda são) desconsiderados como sujeitos de direitos.
Considerando as possibilidades apresentadas no texto elaborado por Gomes (2005), acerca da discussão dos conceitos-chave “identidade” e/ou “identidade negra”, analise as afirmativas abaixo.
I - Reconhecer-se numa identidade supõe, portanto, responder afirmativamente a uma interpelação e estabelecer um sentido de pertencimento a um grupo social de referência.
II - Somos, então, sujeitos de muitas identidades, e essas múltiplas identidades sociais podem ser, também, provisoriamente atraentes, parecendo-nos, depois, descartáveis; elas podem ser, então, rejeitadas e abandonadas.
III - Somos, então, sujeitos de muitas identidades, e essas múltiplas identidades sociais são fixas, não podendo ser rejeitadas ou abandonadas.
IV - A identidade negra também é construída durante a trajetória escolar desses sujeitos e, nesse caso, a escola tem a responsabilidade social e educativa de compreendê-la na sua complexidade, respeitá-la, assim como às outras identidades construídas pelos sujeitos que atuam no processo educativo escolar, e lidar positivamente com a mesma.
V - Construir uma identidade negra positiva em uma sociedade que, historicamente, ensina aos negros, desde muito cedo, que para ser aceito é preciso afirmar-se a si mesmo é um desafio enfrentado pelos negros e pelas negras brasileiros(as).
Estão INCORRETAS:
Apenas as afirmativas I e II.
Apenas as afirmativas III e IV.
Apenas as afirmativas III e V.
Apenas as afirmativas II, IV e V.
Todas as afirmativas.


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De acordo com Candau (2008), o campo dos direitos humanos testemunhou uma alteração significativa, com a questão da diferença assumindo uma importância especial, transformando-se em um
desafio cultural, a ser superado para garantir a igualdade entre os grupos sociais.
conteúdo curricular, o que exige priorizar o aspecto conceitual da formação para a cidadania em lugar do atitudinal.
reflexo da natureza humana, sendo entendida como fruto de diferenças orgânicas em vez de ser culturalmente gerada.
direito, tanto de os diferentes serem iguais quanto de afirmarem sua diferença.
entrave, a ser explorado com parcimônia na abordagem de temáticas inclusivas.
A noção de interseccionalidade foi proposta com o objetivo de reconceitualizar a ideia de discriminação, evidenciando como as mulheres negras sofriam discriminação de formas específicas, não redutíveis à soma de gênero e raça, mas como uma experiência própria de serem mulheres negras.
TOLEDO, C. T. Entendendo a “interseccionalidade” in: VIANNA, Cláudia e CARVALHO, Marília (Orgs.). Gênero e educação: 20 anos construindo conhecimento. Belo Horizonte: Autêntica, 2020.
Na perspectiva da interseccionalidade, o conceito de gênero deve ser compreendido no contexto escolar como
categoria neutra, que se aplica de modo universal a todas as mulheres.
dimensão que pode ser analisada isoladamente, sem articular-se com outras desigualdades.
identidade fixa, determinada biologicamente e válida para todos os contextos sociais.
dado secundário e subordinado às diferenças de classe ou etnia, que se sobrepõem a gênero.
marcador social que, em articulação com outros, produz formas distintas de experiência e discriminação.
De acordo com o texto “Conversando sobre violência e convivência nas escolas” (coordenação de ABRAMOVAY) assinale a afirmativa CORRETA sobre a definição de microviolências no ambiente escolar:
São atos que não contradizem nem a lei, nem os regimentos dos estabelecimentos, mas as regras da boa convivência.
São os atos que operam por imposição de símbolos de poder, sendo que nessa relação, os que não têm poder não conseguem se defender das violações.
São atos enquadrados como crimes ou contravenções penais, ou seja, estão presentes nos códigos penais.
São atos relacionados à dimensão física da escola, como por exemplo: existência de grades nos corredores de acesso às salas de aula, danos à infraestrutura, banheiros sujos.
O trabalho pedagógico com a diversidade e a representatividade na literatura infantojuvenil contribui para a formação de estudantes mais críticos e empáticos. Ao conhecer as discussões contemporâneas sobre produção cultural de pessoas com deficiência, o professor amplia seu repertório e pode promover práticas mais inclusivas no ambiente escolar. Considerando os debates atuais sobre a visibilidade de autores com deficiência no cenário cultural brasileiro, a principal dificuldade enfrentada por esses produtores culturais é:
A falta de editoras especializadas em publicar obras escritas por pessoas com deficiência, o que limita significativamente a circulação dessas produções no mercado editorial.
O desinteresse do público leitor por narrativas produzidas por pessoas com deficiência, resultando em baixa demanda comercial para essas publicações no país.
A ausência de programas governamentais de incentivo à leitura voltados para pessoas com deficiência, comprometendo o desenvolvimento do hábito de leitura nesse público.
A escassez de tecnologias assistivas para a produção de textos literários, dificultando o processo criativo e a finalização das obras por esses autores.
O reconhecimento do sujeito com deficiência como produtor cultural, sendo essa a barreira central que antecede questões de acessibilidade e inclusão no campo literário.
A Constituição Federal/1988 e a LDBEN no 9.394/1996 definem para a educação, entre outros princípios, os de igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola; o respeito à liberdade e o apreço à tolerância, assim como os ideais de solidariedade humana, de modo a preparar os educandos para o exercício da cidadania democrática. Nesse sentido, em 2010, foi instituído em âmbito nacional o Estatuto da igualdade Racial, Lei no 12.288/2010, buscando enfrentar o racismo estrutural contra os negros, originado de séculos de sua escravidão no Brasil. No município de São Paulo, o documento Currículo da cidade: educação antirracista: orientações pedagógicas: povos afro-brasileiros (2022) esclarece, em sua primeira parte, conceitos de raça, discriminação, preconceito e racismo para subsidiar um trabalho educativo antirracista que favoreça a conscientização sobre o racismo e auxilie no combate à desigualdade que ele traz. Esse subsídio curricular, respeitando as atribuições dos diferentes profissionais da escola, destina-se
exclusivamente a gestoras e gestores.
igualmente, e apenas, a gestoras e gestores, professoras e professores.
a auxiliares técnicos de educação, agentes educacionais, gestoras e gestores, professoras e professores.
igualmente, e apenas, a auxiliares técnicos de educação, a professoras e professores.
exclusivamente a professoras e professores.


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O multiculturalismo é um conceito que celebra e reconhece a diversidade cultural presente em nossa sociedade. Ele se baseia na ideia de que diferentes grupos étnicos, religiosos e sociais coexistem de forma harmoniosa, compartilhando suas tradições, valores e conhecimento. Assim, avalie as proposições:
I.O multiculturalismo visa combater o racismo e a discriminação, incentivando o diálogo e a compreensão entre culturas variadas.
II.O multiculturalismo foi pensado pela primeira vez na Europa no século XIX.
III.A valorização das diversas culturas permite o aprendizado mútuo e a construção de uma identidade nacional mais abrangente e enriquecedora.
Assinale a alternativa correta:
Apenas a proposição II está correta.
Apenas as proposições I e III estão corretas.
Apenas as proposições II e III estão corretas.
Todas as proposições estão corretas.
Analise as assertivas que tratam das várias concepções racistas abordadas no artigo:
I.Para muitas pessoas, se o negro quer ser aceito na sociedade, ele precisa ficar quieto e não ficar denunciando atos racistas todo tempo. Sua existência enquanto pessoa negra já é suficiente para confrontar a sociedade.
II.Vini Jr. é o único responsável por ter perdido a Bola de Ouro, afinal, ele deve se preocupar com jogar futebol e não com denunciar atos racistas ocorridos no campo de futebol. Ele deve ignorar o que ouve e vê, seja dos torcedores, seja de outros atletas e arbitragem.
III.Vini Jr. perdeu a Bola de Ouro porque seus atos são reprováveis. Ainda que seja um excelente atleta, ele precisa aprender outros valores e amadurecer.
IV.Para o racismo existir, é preciso que, quem o sofre, dê atenção ao fato. Nesse sentido, quando Yamal ignora os gritos e provocações da arquibancada e diz "Eu não percebi os insultos, não dei muita atenção a eles. Não há espaço para essas coisas no futebol", ele rompeu com a lógica racista. Isso é muito mais efetivo do que o caminho escolhido por Vini Jr.
De acordo com o texto, são concepções racistas o que se afirma em:
IV, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III, apenas.
I e IV, apenas.
I, II, III e IV.
No livro Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas de Júlio Groppa Aquino, há um texto de Lígia Assumpção Amaral denominado Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação.
Para a autora, nesse texto, os termos crocodilos e avestruzes significam, respectivamente:
animais corajosos; estigmas.
animais ferozes; diferenças.
compensações; estereótipos.
fontes de insegurança; fontes de encorajamento.
preconceitos; mecanismos de defesa.
Para uma educação antirracista é necessário que haja ações direcionadas a, EXCETO:
Trabalho de conscientização e valorização das diferentes culturas que fazem parte da história de construção da cultura do nosso país.
Valorização da história e cultura dos povos africanos e indígenas.
Negação da história e cultura europeia.
Valorização da diversidade religiosa.
Ao passar pelas “rosquinhas” (denominação de área de convivência do Campus Natal-Central), a assistente de aluno Celeste ouviu uma estudante negra ser ofendida por um de seus colegas que utilizou uma palavra inadequada em razão da cor da pele da jovem. Na condição de educadora e tendo a responsabilidade de garantir que o espaço escolar promova práticas educativas antirracistas, a servidora deveria se aproximar dos estudantes e
orientar a estudante que foi ofendida a fazer uma reclamação na Ouvidora do Governo Federal.
levá-los até a Direção Geral do campus para que seja providenciada a expulsão do estudante responsável pela ofensa.
levá-los até a Direção Geral do campus para que seja providenciada a suspensão do estudante que ofendeu a colega.
dialogar a respeito do ocorrido, dar orientações sobre a existência do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) do campus e levá-los até à Equipe Técnico-Pedagógica.


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