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A análise dos dados do Censo Escolar 2024, realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, revelou aspectos significativos sobre a distorção idade-série no Brasil, evidenciando disparidades que demandam atenção das políticas educacionais. Considerando as características dessa problemática no contexto brasileiro atual, a distorção idade-série apresenta-se de forma mais acentuada em qual perfil de estudantes? Assinale a alternativa correta:
Estudantes negros do sexo masculino, que enfrentam índices de atraso escolar significativamente superiores quando comparados a estudantes brancos e do sexo feminino.
Estudantes do sexo feminino das zonas rurais, que enfrentam maiores dificuldades de acesso e permanência nas instituições de ensino da educação básica.
Estudantes brancos do sexo feminino residentes em áreas urbanas, que demonstram maior vulnerabilidade educacional em virtude de fatores socioeconômicos contemporâneos.
Estudantes indígenas do sexo feminino, que registram os maiores percentuais de distorção em decorrência das especificidades culturais de suas comunidades.
Estudantes brancos do sexo masculino das regiões metropolitanas, que apresentam maior propensão ao abandono escolar devido à inserção precoce no mercado de trabalho.
O fracasso escolar, em uma perspectiva crítico-social, é frequentemente interpretado como um fenômeno intrínseco às capacidades individuais dos alunos e de suas famílias, sendo a escola uma instituição neutra que oferece oportunidades iguais a todos, desconsiderando as desigualdades sociais e culturais como fatores que influenciam o desempenho acadêmico.
Certo
Errado
Analise as afirmativas abaixo com base nas políticas públicas de educação.
1. As políticas públicas de educação devem promover a equidade, garantindo que todos os estudantes tenham acesso às mesmas oportunidades, respeitando suas diferenças e necessidades.
2. A inclusão educacional pressupõe adaptações curriculares, acessibilidade e respeito às especificidades dos estudantes com deficiência, transtornos ou altas habilidades.
3. A qualidade social da educação está relacionada à inclusão, à justiça social e à formação cidadã, indo além de indicadores quantitativos de desempenho escolar.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
É correta apenas a afirmativa 2.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
São corretas as afirmativas 1, 2 e 3.
Arroyo (“Políticas educacionais e desigualdades: à procura de novos significados”, 2010) tematiza as relações complexas e imbricadas entre desigualdades e educação. Em sua análise, o autor problematiza uma concepção bastante comum, em que se assume o Estado como “benevolente, protetor dos desiguais”.
Conforme Arroyo, quando o Estado é elevado à condição de ator único, suas políticas têm marcas
robustas, estratégicas e institucionais, em que a desigualdade é combatida pelo compromisso sustentado no longo prazo.
concretas, organizadas e aplicadas, em que os desiguais são envolvidos no processo de superação histórica de sua opressão.
compensatórias, reformistas e distributivas, em que os desiguais são vistos como problema, e as políticas são vistas como solução.
específicas, subjetivas e endereçadas, em que cada grupo ou coletivo que foi feito desigual por diferentes processos é tratado singularmente.
políticas, sociais e partidárias, em que as desigualdades são superadas a partir de programas de governo da sociedade democrática.
Em uma reunião pedagógica, a equipe pedagógica discutia coletivamente a da violência na escola, quando um dos professores afirmou: “Não há muito o que fazer! O problema está sempre fora da escola; essa violência vem da sociedade, que é desigual e sem ética, e isso invade nosso espaço escolar!”.
Em relação ao que pressupõe e defende Candau (Reinventar a escola, 2007), a fala desse professor deve ser considerada
equivocada, pois desconsidera a complexidade e a multicausalidade da violência, que tem dimensões estruturais, mas também culturais, com formas específicas sendo produzidas pela escola, internamente.
equivocada, pois desconsidera que cabe à escola de qualidade se blindar do contexto externo que a envolve, construindo um ambiente escolar acolhedor e protegido das mazelas sociais e econômicas.
acertada, pois considera as principais variáveis cientificamente determinantes da violência social, que são estruturalmente vinculadas à desigualdade econômica e à exclusão que dela deriva.
acertada, pois considera a escola a partir de uma perspectiva crítica e não idealizada, segundo a qual a instituição é determinada pela sociedade em que está colocada, refletindo integralmente essas condições externas.
acertada, pois considera como causas da violência tanto aspectos macrossociais, como a desigualdade, quanto padrões comportamentais, como a falta de ética enquanto traço psicológico da contemporaneidade.
Arroyo (2010) resgata o persistente debate acerca das relações entre desigualdade e educação. Do ponto de vista da formulação, gestão e análise das políticas educacionais, o autor observa que predominam análises que colocam no centro
os sujeitos sociais, valorizando o papel dos indivíduos e coletivos na correção das muitas desigualdades da sociedade.
a escola, articulando criticamente o papel da educação ora como produtora de desigualdades, ora como promotora da transformação.
a iniciativa privada, revelando a predominância da ideologia neoliberal e suas soluções de mercado.
os processos educativos, priorizando a atualização de práticas de ensino, avaliação e currículo no enfrentamento da desigualdade no cotidiano escolar.
o Estado, relegando a sociedade e os coletivos como meros destinatários dessas ações e intervenções políticas.
De acordo com Candau (2008), o campo dos direitos humanos testemunhou uma alteração significativa, com a questão da diferença assumindo uma importância especial, transformando-se em um
conteúdo curricular, o que exige priorizar o aspecto conceitual da formação para a cidadania em lugar do atitudinal.
desafio cultural, a ser superado para garantir a igualdade entre os grupos sociais.
direito, tanto de os diferentes serem iguais quanto de afirmarem sua diferença.
entrave, a ser explorado com parcimônia na abordagem de temáticas inclusivas.
reflexo da natureza humana, sendo entendida como fruto de diferenças orgânicas em vez de ser culturalmente gerada.
Dentro da perspectiva apresentada por Carneiro, analise as assertivas abaixo:
I - No Brasil, a segregação que marcou a educação dessas pessoas está associada a uma história de exclusão de grande parte das populações marginalizadas. Sob a influência de teorias racistas e de outras teorias de caráter liberal, o foco da responsabilidade pela evasão e reprovação escolares historicamente recai sobre os alunos, suas famílias, sua cultura.
II - Portanto, deste ponto de vista podemos considerar que a educação especial somente passou a ter relevância quando deixou de ser apenas uma alternativa de atendimento àqueles alunos considerados incapazes de frequentar a escola comum.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é um complemento da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II não é um complemento da I.
As asserções I e II são proposições falsas.
Considerando as diretrizes da educação integral aplicada ao contexto social, assinale a alternativa correta:
O conceito de educação integral está restrito à prática escolar, não envolvendo aspectos de articulação com políticas públicas e serviços sociais que visem ao desenvolvimento integral do sujeito
A educação integral pressupõe que o ambiente escolar é o único espaço capaz de proporcionar o desenvolvimento pleno do indivíduo, desconsiderando outras dimensões sociais e culturais externas à escola.
A formação humana é um processo contínuo que deve envolver não apenas a aprendizagem acadêmica, mas também o desenvolvimento de competências sociais, emocionais e culturais, sempre com um enfoque intersetorial.
A educação integral fundamenta-se exclusivamente no desenvolvimento de habilidades cognitivas, com foco na aquisição de conhecimentos formais, ignorando a importância dos aspectos sociais e culturais do indivíduo.
O modelo de educação integral baseia-se no conceito de ensino tradicional, com a prioridade dada ao conteúdo curricular formal e à disciplina acadêmica, ausente de articulação com as necessidades sociais e culturais.
Considere a seguinte situação abaixo:
Um especialista em assuntos educacionais identifica que determinado estudante apresenta comportamento disruptivo em sala de aula, com episódios de agressividade e desinteresse pelas atividades escolares. Após investigação inicial, constata-se que o aluno vivencia situação de vulnerabilidade social e violência familiar.
Quando fala no papel da escola nesse contexto, o especialista deve afirmar que:
É necessário realizar encaminhamento ao Conselho Tutelar quando há indícios de violação de direitos, articulando atendimento psicopedagógico na escola e, se necessário, acompanhamento por serviços especializados da rede de proteção.
O estudante deve ser encaminhado diretamente à polícia, mas com algumas tentativas de intervenção pedagógica ou acionamento dos órgãos de proteção à infância.
O caso deve ser tratado com medidas disciplinares punitivas administradas pela escola e pelo Conselho Tutelar, incluindo suspensões e advertências formais ao estudante.
A escola deve transferir imediatamente o estudante para outra unidade educacional, evitando que o problema afete os demais alunos que não são responsáveis pela conduta do estudante.
Ainda considerando o enunciado da questão anterior, assinale a alternativa que exemplifica uma “incivilidade”:
(ME/UnB. Higiene e segurança nas escolas, 2008, pág. 52-53
Roubos de material escolar
Bullying e humilhações na sala de aula
Violência sexual no prédio escolar
Relações de poder dos professores sobre os alunos
“Superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação”.
Essa é uma das diretrizes:
da Base Nacional Comum Curricular.
do Estatuto da Criança e do Adolescente.
do Plano Municipal de Educação de Arapiraca – AL.
da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Na Sociologia da Educação, destaca-se um autor e sua respectiva teoria explicativa das desigualdades educacionais. Qual alternativa apresenta corretamente essa associação?
Émile Durkheim – teoria do Capital Cultural.
Pierre Bourdieu – teoria do Capital Cultural.
Paulo Freire – teoria da Reprodução Social.
Max Weber – teoria da Escola Nova.
Um pesquisador social investigou como professores da Educação Básica compreendem a relação entre prática educativa e sociedade. O estudo buscou revelar os repertórios de concepções desses docentes, em atuação nas escolas públicas municipais da Paraíba, sobre o tema “Educação como fenômeno social”. Para isso, foram realizadas entrevistas nas quais os professores expressaram suas primeiras ideias sobre o tema.
A partir deste contexto, à luz da discussão de Libâneo (2017) sobre o tema da pesquisa, assinale a alternativa que evidencia CORRETAMENTE, de forma explícita, uma concepção docente que reflete um entendimento adequado da Educação como fenômeno social.
Fonte: Libâneo, J. C. Didática (Livro Eletrônico). São Paulo: Cortez, 2017.
O governo sempre faz o que é preciso, as pessoas é que não colaboram para que as escolas públicas funcionem da forma adequada.
As desigualdades sociais fazem com que estudantes tenham pontos de partida diferentes: pessoas brancas, negras ou pardas enfrentam desafios distintos para acessar a escola e aprender de forma plena.
Os professores não têm que se preocupar com política, o que devem fazer é cumprir sua obrigação na escola, dar suas aulas e aplicar metodologias que favoreçam a aprendizagem dos estudantes.
A educação é a mola do sucesso para subir na vida, para sair da pobreza. Se as crianças repetem de ano é porque não se esforçam; tudo na vida depende mesmo é de esforço pessoal.
Nossa sociedade é democrática porque dá oportunidades iguais a todos. Se a pessoa não conseguiu estudar é porque tem limitações pessoais.
Leia o fragmento de texto abaixo.
Ainda que os estudantes com Transtorno Global do Desenvolvimento apresentem envolvimento nas tarefas escolares, podem apresentar manifestações como: “pouco compartilhamento social e/ou interesse restrito; pautas estereotipadas, repetitivas e/ou pouco contextualizadas; pouco interesse em atender a solicitações em sala de aula, embora aptos a fazê-lo, entre outras” (BELISÁRIO FILHO; CUNHA, 2010, p. 36)
Diante desse contexto, o professor da sala de recursos multifuncionais deve propor práticas pedagógicas que contemplam:
As tarefas coletivas que exigem constante interação verbal, para estimular a participação social do aluno em situações espontâneas.
Utilização de estratégias visuais para promover a compreensão contextual e o engajamento nas atividades guiadas com adaptações baseadas nos interesses específicos do aluno.
A autonomia do aluno ao para realizar desafios em atividades não estruturadas, com pouca interferência do professor.
Exercícios repetitivos e focados na memorização de conceitos, assegurando que o aluno acompanhe o ritmo da sala regular.
O processo de valorização das diferenças individuais, de gênero, étnicas e socioculturais e o combate à desigualdade deve ser uma das premissas do trabalho pedagógico a ser desenvolvido quando da função atribuída na Educação Social ampla. Nesse sentido, é CORRETO afirmar:
Todos os sujeitos devem ser tratados como iguais, sem desconsiderar suas diferenças na totalidade, primando pelo acesso de todos e todas juntos aos bens e serviços.
As questões de gênero não devem ser consideradas no atendimento em espaços sociais.
Independente das questões culturais, todos os sujeitos devem se adaptar ao que se oferece em espaços de formação social, ainda que não concordem com as formas de abordagens, pois não devem possuir direito à fala.
Não há necessidade de planejamento nem sequer de avaliação dos processos pedagógicos amplos que atendam as demandas individuais das pessoas em programas sociais.
Os programas e projetos sociais devem estar pautados nos ideais de seus profissionais, sem levar em consideração as condições dos sujeitos que nele integram.
A principal função da ação pedagógica em projetos sociais é suprir lacunas educacionais deixadas pela escola tradicional, por isso é importante que ela priorize o conteúdo acadêmico formal.
Certo
Errado
Assinale a alternativa que indica corretamente os direitos que devem ser garantidos no acesso à educação, de acordo com o ECA (1990), em articulação com a LDB (1996).
Igualdade de condições de acesso e permanência na escola.
Matrícula àqueles que comprovarem bom desempenho escolar.
Exclusão de estudantes com deficiência das escolas comuns.
Oferta de ensino fundamental e educação infantil de forma opcional.
Gratuidade do ensino público restrita ao ensino fundamental.
Ao longo da história, a compreensão da deficiência passou por diversas mudanças. Pessoas com deficiência foram vistas de formas muito diferentes, desde indivíduos inspiradores até alvos de caridade ou de castigo divino. Leia as descrições abaixo, que representam diferentes formas de pensar a deficiência:
1. Uma visão que se baseia em princípios religiosos, especialmente no cristianismo, e que vê a caridade como o principal guia na relação com pessoas com deficiência. Nesses casos, a pessoa com deficiência é considerada uma vítima do destino, merecedora de compaixão, piedade, superproteção e assistência.
2. Uma perspectiva que se afasta do campo religioso e aborda a deficiência a partir da ciência. A pessoa com deficiência é vista como alguém com uma condição patológica que precisa ser corrigida, consertada ou curada. A responsabilidade de se adaptar à sociedade recai sobre o indivíduo, que é considerado anormal por fugir do padrão.
3. Uma visão que surgiu dos movimentos sociais das próprias pessoas com deficiência. Ela critica outras abordagens e entende a deficiência como uma parte da diversidade humana. A opressão não está na condição individual, mas sim na falta de políticas públicas e na inadequação da sociedade em acomodar as diferentes variações humanas.
As concepções descritas correspondem, respectivamente, aos seguintes modelos de deficiência:
Assistencialista, Clínico e Biopsicossocial.
Religioso, Científico e Socioantropológico.
Paternalista, Patológico e Funcional.
Caritativo, Biomédico e Social.
Histórico, Médico e Antropológico.
Em 2017, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública publicou um estudo intitulado “Medo da Violência e o Apoio ao Autoritarismo no Brasil” no qual analisou a relação entre medo da violência e tendências autoritárias na sociedade brasileira. O estudo envolveu a realização de 2.087 entrevistas com pessoas com 16 anos ou mais em 130 municípios brasileiros. Como resultado, foi apresentado o Índice de Propensão ao apoio a Posições Autoritárias. Este índice é influenciado por diversas variáveis, sendo uma delas a escolaridade, como apresentado no gráfico a seguir.

Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Medo da Violência e o Apoio ao Autoritarismo no Brasil – índice de propensão ao apoio a posições autoritárias. São Paulo, 2017. p.15
Considere o excerto a seguir, constante no documento referido:
“A segurança pública precisa ser tomada como uma prioridade política e institucional e, caso a ideia seja não cair no reducionismo vigente que traduz tais políticas apenas à esfera das polícias e da justiça criminal, o resultado observado do índice dá pistas para se pensar em como a educação pode ser aproveitada como fator de promoção da cidadania e de prevenção da violência”.
Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Medo da Violência e o Apoio ao Autoritarismo no Brasil – índice de propensão ao apoio a posições autoritárias. São Paulo, 2017. p.15
De acordo com o excerto, é CORRETO afirmar que:
a educação pode servir como instrumento de controle social, substituindo a ação direta da justiça criminal
a educação é um recurso complementar de baixo impacto e o fortalecimento da segurança pública depende majoritariamente do endurecimento policial.
a educação deve ser integrada às políticas de segurança como forma de reduzir a violência pela formação cidadã, evitando a dependência exclusiva de respostas policiais e judiciais.
a educação tem papel irrelevante diante da sofisticação do crime organizado no país, o que fica evidente nas semelhanças entre os índices para os diversos níveis de escolaridade.
a educação tem impacto apenas indireto, pois depende da renda e das condições socioeconômicas para influenciar a segurança pública.