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O desenvolvimento psicológico infantil apresenta marcos comportamentais característicos em cada faixa etária. Um inspetor observa criança de 7 anos que, ao ser contrariada pela professora, afirma categoricamente que a docente "é má e nunca gostou dela". Esse padrão de pensamento dicotômico é típico do raciocínio:
Abstrato formal.
Concreto operatório.
Sensório-motor.
Hipotético-dedutivo.
Pré-operacional egocêntrico.
Durante uma conversa entre professores sobre acessibilidade na escola, a coordenadora Andreia comentou que o aluno Pedro, com deficiência visual, tem 11 anos e precisa de materiais adaptados em braille para acompanhar as aulas. Uma das professoras questionou se Pedro ainda é considerado criança segundo a legislação.
De acordo com a definição legal, Pedro é considerado:
Adolescente, por ter deficiência visual.
Pré-adolescente, pois a lei prevê essa categoria entre 11 e 13 anos.
Adolescente, pois considera-se criança até os 10 anos completos.
Criança, pois considera-se criança a pessoa até doze anos de idade incompletos.
Jovem, pois a classificação de criança termina aos 9 anos.
Dos 7 aos 10 anos, a criança vive a fase do ensino fundamental
I, marcada por uma transição do pensamento mágico. Sobre o comportamento infantil na faixa etária de 7 a 10 anos, analise as assertivas. I.Nessa fase, a criança amplia suas relações sociais e desenvolve maior autonomia.
II.O pensamento lógico começa a se estruturar, favorecendo aprendizagens escolares mais complexas.
III.Fase egocêntrica, não permitindo o trabalho em grupo.
IV.A criança passa a compreender melhor regras e combinados sociais.
É CORRETO o que se afirma em:
Apenas II e III.
Apenas III e IV.
Apenas II, III e IV.
Apenas I e III.
Apenas I, II e IV.
No início do ano letivo, a equipe pedagógica de uma escola de Ensino Fundamental procura o psicólogo escolar devido ao comportamento de um aluno de 7 anos. O estudante apresenta choro constante, recusase a entrar na sala de aula e demonstra apego excessivo à mãe no momento da entrada. Sob a ótica da Psicanálise e considerando a transição para o ambiente escolar, esse comportamento pode ser compreendido como uma manifestação de ansiedade ligada a um conflito inconsciente de separação. Com base nos pressupostos psicanalíticos, a atuação do psicólogo escolar diante dessa situação deve:
Focar na extinção do comportamento de choro por meio do isolamento programado do aluno até que ele cesse o comportamento disruptivo.
Realizar o manejo do ambiente escolar para acolher o sofrimento psíquico da criança, reconhecendo a escola como um espaço de inscrição subjetiva e diferenciação.
Aplicar testes projetivos de base clínica para diagnosticar a estrutura de personalidade da criança e encaminhá-la imediatamente para psicoterapia externa, eximindo a escola do processo.
Implementar um sistema de economia de fichas em sala de aula, recompensando o aluno com adesivos a cada dia em que ele não chorar na entrada.
O desenvolvimento infantil é um processo dinâmico e interdependente, no qual as dimensões motora, cognitiva, afetiva e social se articulam em diferentes fases da vida. Considerando os marcos mais característicos dessas etapas, marque a alternativa correta:
No período de 0 a 2 anos, a criança já apresenta pensamento lógico-formal, capaz de resolver problemas abstratos, mas ainda demonstra pouca interação afetiva com os cuidadores.
Entre 2 e 6 anos, observa-se grande refinamento motor fino, pensamento egocêntrico e simbólico, além de forte dependência da mediação afetiva dos adultos nas interações sociais.
Entre 7 e 11 anos, a criança mantém raciocínio puramente intuitivo, sem progressos significativos no controle motor, mas desenvolve a capacidade de pensamento hipotético-dedutivo típico da adolescência.
Na adolescência (a partir de 12 anos), o desenvolvimento motor sofre regressão natural, enquanto o desenvolvimento cognitivo permanece centrado no egocentrismo simbólico típico da primeira infância, dificultando a ampliação das relações sociais.


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Na infância, o processo de crescimento e amadurecimento é marcado por diferentes fases que desempenham um papel fundamental na formação das crianças. Neste contexto, a Terceira Infância, abrangendo a faixa etária dos 6 aos 10 anos, merece destaque especial, uma vez que corresponde aos anos iniciais do Ensino Fundamental. Sobre as fases do desenvolvimento da criança, atribua:
1. 6 a 7 anos: início da escolarização formal.
2. 8 a 9 anos: aprimoramento da concentração e cooperação social.
3. 10 anos: maturidade cognitiva e social.
( )Atingem um nível mais avançado em várias competências. Cognitivamente, conseguem estabelecer relações de causa e efeito, dominam a leitura e interpretam textos complexos.
( ) É nesse período que ocorre o fortalecimento das estruturas da mão, facilitando a capacidade motora fina e contribuindo para atividades como a escrita. A linguagem deixa de ser egocêntrica e se torna mediadora entre experiências concretas e abstratas.
( )Nessa etapa, as crianças adquirem um maior poder de concentração, reflexão e coordenação de ações individuais, tornando-se mais aptas à colaboração em atividades coletivas. Elas compreendem melhor construções lógicas e começam a desenvolver um raciocínio lógico-reversível.
( )Nessa fase, as crianças ingressam na escolarização formal, impactando suas rotinas e demandando o desenvolvimento de diversas competências. Elas começam a compreender a relação entre o concreto e o abstrato, desenvolvendo a reversibilidade do pensamento.
( ) Socialmente, tornam-se mais capazes de cooperar com os outros e distinguir seus desejos dos demais, o que favorece relacionamentos mais duradouros. A identificação com os pares e a compreensão de regras e expectativas sociais também se intensificam.
Assinale a sequência CORRETA:
3-2-1-1-8-3.
1-2-3-3-2.
2-1-3-1-2.
3-1-2-1-2.
1-2-3-1-3.
Um pediatra está avaliando uma criança de 4 anos que, até os 3 anos e 6 meses, apresentava desenvolvimento típico, incluindo habilidades de comunicação verbal, interação social e autonomia em atividades diárias, como vestir-se e usar o banheiro. Nos últimos meses, os pais notaram que a criança parou de falar palavras que antes utilizava frequentemente, tornou-se socialmente retraída e passou a apresentar comportamentos repetitivos, como balançar o corpo de forma constante. Além disso, perdeu habilidades motoras finas que já havia adquirido, como manipular objetos pequenos. Diante desse quadro, o diagnóstico mais provável para a criança é:
Transtorno do Espectro Autista (TEA), devido à manifestação precoce dos sintomas característicos.
TDAH, devido à dificuldade de manter atenção e a diminuição da interação social.
Síndrome de Heller (Transtorno Desintegrativo da Infância), devido à regressão acentuada de habilidades adquiridas.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), devido aos comportamentos repetitivos observados.
Aproximadamente no ponto médio entre o primeiro e o segundo aniversário, o bebê torna-se uma criança. Essa transformação pode ser percebida não só em habilidades físicas e cognitivas, tais como andar e falar, mas também na maneira como a criança expressa sua personalidade e interage com os outros (PAPALIA, Diane. Desenvolvimento humano. 12.ed. Porto Alegre: AMGH, 2013). A partir de então, as crianças e seus cuidadores têm que lidar com as seguintes questões psicológicas:
I. Emergência do senso de identidade.
II. Desenvolvimento da autonomia ou autodeterminação.
III. Internalização de padrões comportamentais.
IV. Hipertrofia da coordenação motora fina.
Está correto o que se afirma em:
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III, apenas.
I, III e IV, apenas.
I, II, III e IV.
O documento Critérios para um atendimento em creches que respeite os direitos fundamentais das crianças (MEC, 2009), ao abordar o período de adaptação à creche, afirma que:
Objetos pessoais, como brinquedos e chupetas, prejudicam a adaptação da criança.
As crianças têm direito à presença de um familiar na creche, durante o período de adaptação.
A adaptação deve ser breve para que crianças e famílias se acostumem rapidamente.
Crianças inseguras, assustadas ou chorando não devem receber atenção ou carinho demasiadamente.
O período de adaptação requer um planejamento rígido, com rotinas e horários pré-estabelecidos.
Um dos principais autores em Educação de Crianças, foi Jean-Ovide Decroly. Nasceu em 1871, em Renaix, na Bélgica, filho de um industrial e de uma professora de música. Foi médico, psicólogo, professor e pedagogo belga. Na medicina, primeiramente trabalhou com crianças anormais e foi esse interesse que o levou a migrar para educação. Segundo a concepção de Decroly:
A criança tem espírito de observação e condições de procurar e desenvolver os conhecimentos que vem ao encontro dos seus interesses, por isso, propôs uma estratégia de ensino baseada em “centros de interesse”. O educador deve orientar e observar as atividades das crianças, além de criar condições para que elas possam atingir determinadas metas.
As crianças com e sem deficiência são igualmente educáveis, respeitando-se os ritmos e tempos diferentes, concretizando no seu desenvolvimento pleno. Propôs o uso de materiais apropriados como recursos educacionais e valorizou a diminuição do tamanho do mobiliário.
A aprendizagem deve extrapolar os limites da sala de aula e favorecer ao máximo a autoexpressão da criança e da participação em atividades cooperativas, em tomadas de decisões que muito contribuem para o seu desenvolvimento. A criança necessita tocar, olhar, mexer, explorar.
A criança avança na medida em que se adapta às situações impostas pelo meio, criando ferramentas para superar os obstáculos. Desta forma, é importante que os professores conheçam os quatro estágios do desenvolvimento infantil. Sua identificação no comportamento da criança pode facilitar o trabalho docente.


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De maneira geral, as intervenções voltadas à redução da agressividade classificam-se em três categorias, sendo intervenções:
I. Que focalizam primariamente a criança e que tentam reduzir os riscos por meio de promoção de habilidades sociais, emocionais ou cognitivas.
II. Que melhoram o funcionamento parental, as habilidades de cuidados parentais ou a qualidade da relação entre pais e filhos.
III. Com componentes múltiplos, que integram diversas intervenções e focalizam múltiplos contextos.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas no item III.
Apenas nos itens I e II.
Em todos os itens.
Um dos objetivos no processo educativo da criança é que ela desenvolva suas capacidades emocionais. Com base nisso, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:
_________________ é a capacidade de suportar o efeito das emoções desagradáveis. Através da experiência de superar as situações desagradáveis, ou de suportá-las quando inevitáveis, adquire-se a capacidade de lidar com essas situações sem que provoquem um problema excessivo. Por isso, não é conveniente superproteger a criança, a fim de que a experiência vital normal permita sua formação saudável.
Tolerância à frustração
Equilíbrio de informações
Processo educativo
Perspectiva emocional
Para Maria Montessori, o adulto deve fazer as coisas pela criança pequena até que ela seja capaz de fazer sozinha as tarefas do cotidiano.
Certo
Errado
Com relação aos sinais manifestados por bebês e crianças, que podem levar a hipóteses diagnósticas de autismo, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Dificuldade de interação com os pais ou outras pessoas por meio de olhares, sorrisos e gestos.
( ) Não ter atenção ou não se voltar para ruídos, sons ou vozes presentes no ambiente.
( ) Maior foco e interesse em objetos do que em pessoas.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - E.
C - C - C.
Leia os enunciados abaixo e marque a alternativa correspondente.
I – Ao analisar as características físicas das crianças, observa-se que elas possuem maior flexibilidade e maior capacidade de adaptação a mudanças.
II – O lado emocional das crianças é menos instável em relação ao controle das emoções na fase adulta.
III – Na infância, o brincar contribui para o desenvolvimento das habilidades motoras, cognitivas, emocionais e sociais das crianças.
IV – No aspecto emocional, o brincar estimula a resolução de problemas e o pensamento lógico.
Apenas as alternativas I e III estão corretas.
Todas as alternativas estão corretas.
Todas as alternativas estão incorretas.
Apenas a alternativa III está incorreta.
Apenas a alternativa IV está incorreta.


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Uma escola solicita a ajuda de um psicopedagogo para entender o comportamento de um aluno de 7 anos que frequentemente interrompe as aulas, fala sem ser chamado e se levanta a todo momento. Após várias observações, o psicopedagogo percebe que o aluno é muito criativo e apresenta bom desempenho em atividades práticas, mas demonstra grande dificuldade em seguir as regras de sala de aula. Qual deve ser a abordagem mais adequada para auxiliar este aluno?
Considerar um plano de apoio personalizado que inclua atividades interativas e rotinas para ajudar o aluno a se engajar nas aulas e a desenvolver autocontrole.
Solicitar aos pais que reduzam o tempo de atividades recreativas em casa, como forma de compensação pela falta de disciplina na escola.
Encaminhar o aluno para uma avaliação psicológica detalhada, pois o comportamento é indicativo de um possível transtorno de conduta.
Instruir os professores a aplicar medidas disciplinares rigorosas para corrigir o comportamento disruptivo e ensinar o aluno a respeitar a autoridade.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), considera-se criança e adolescente, respectivamente,
a pessoa até sete anos de idade e aquela entre sete e quatorze anos.
a pessoa até doze anos de idade e aquela entre doze e dezoito anos.
a pessoa até dez anos de idade e aquela entre dez e dezessete anos.
a pessoa até oito anos de idade e aquela entre oito e dezesseis anos.
Dentro dos Tribunais de Justiça estaduais, as Varas da Infância e da Juventude oferecem atenção especial às crianças e aos adolescentes, recebendo processos que envolvem adoção, casos de infração, vagas em creche, entre outras demandas. Se em uma Comarca não houver vara especializada em Infância e Juventude, o atendimento à população é realizado por uma das Varas locais. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJ/MG) dispõe de Varas na capital e interior. Nos casos das Varas da Infância do interior, algumas ações são realizadas de forma a proteger os direitos das crianças e dos adolescentes, bem como autuar os casos de violação de direitos. São atribuições das Varas da Infância e Juventude do interior de Minas Gerais, EXCETO:
Autuação de alvará de viagem.
Autuação de habilitação de pretendente à adoção.
Autuação de alvará para trabalho informal em festas e shows.
Recebimento dos pedidos de relaxamento de apreensão e liberdade provisória.
De acordo com o Artigo 29, da LDB, a educação infantil, primeira etapa da educação básica tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade em seus aspectos:
Físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.
Físico, psicológico e intelectual, complementando a ação da família e da comunidade.
Psicológico e intelectual, complementando a ação da família e da comunidade.
Físico e Social, complementando a ação da família e da comunidade.
Em relação aos aspectos do desenvolvimento psicossocial, na segunda infância, assinale a alternativa correta:
Nessa fase o crescimento aumenta consideravelmente, porém, é mais lento que o período anterior. Geralmente os meninos são mais altos e pesados que as meninas.
Nessa fase os sistemas muscular, nervoso, respiratório, circulatório e imunológico estão em processo de amadurecimento e todos os dentes já estão presentes.
Nessa fase a criança começa a formar vínculos fortes com os pais ou cuidadores e ocorre o início da percepção de si mesmo (autorreconhecimento e autoconsciência) e o interesse por outras crianças.
Nessa fase os padrões de temperamento da criança são vistos como inatos e podem ser influenciados por mudanças ambientais significativas.
Nessa fase a criança já é capaz de manifestar sentimentos mais complexos, como a infelicidade, o ciúme e a inveja. Sente a necessidade de aprovação e aceitação das pessoas com quem convive e confia.


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