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No que se refere às finalidades e propósitos dos grupos operativos, pode-se afirmar que, EXCETO:
Observa-se uma heterogeneidade adquirida à medida que aumenta a homogeneidade na tarefa.
Estabelece-se desde o início de seu funcionamento, as lideranças operativas ou lideranças funcionais no “aqui e agora” das tarefas.
O propósito geral é o esclarecimento, em termos das ansiedades básicas, da aprendizagem, da comunicação, do esquema referencial, da semântica, das decisões etc.
O coordenador, com sua técnica, favorece o vínculo entre o grupo e o campo de sua tarefa, numa situação triangular.
Quando se trata de um grupo terapêutico, a tarefa é resolver o denominador comum da ansiedade do grupo, que adquire em cada membro, características particulares.
O trabalho com grupos tem sido importante ferramenta da Psicologia em suas variadas e diversificadas áreas de atuação. Nessa perspectiva, dominar conhecimentos sobre grupos se faz premente para nossas intervenções profissionais. Como definições do que seja grupo, em suas diferentes sustentações teóricas, tem-se, EXCETO:
“É mais do que a soma das partes, tendendo ao equilíbrio, configurando um campo dinâmico de forças pensadas em relação ao todo.” (Lewin)
“É um agregado de indivíduos... sendo a grupalidade uma qualidade inalienável de ser humano... é totalidade psicológica, unidade indivisa.” (Bion)
“É um objeto de investimento pulsional, lugar de intercâmbio entre inconscientes que produzem fantasmas... é uma relação imaginária.” (Anzieu, Pontalis, Kaes)
“É um conjunto de pessoas ligadas entre si por constantes de tempo e espaço e articuladas por sua mútua representação interna, que se propõe explícita ou implicitamente uma tarefa que se constitui sua finalidade.” (Pichón – Rivière)
“É um conjunto instituído de atos ou de ideias que os indivíduos encontram a sua frente e que se impõe mais ou menos a eles... é, em suma, na ordem social, aquilo que a função é na ordem biológica...” (Lapassade)
José Bleger, ao trabalhar conceitualmente grupo e instituição, nos apresenta importante conceito que desenvolve para trabalhar o funcionamento grupal. Diz ele: “minhas proposições me levam a considerar em qualquer grupo, um tipo de relação que, paradoxalmente, é uma não-relação, ou seja, uma não individuação; esse tipo de relação impõe-se como matriz ou como estrutura de base de todo o grupo e persiste de maneira variável durante toda a sua vida.” O autor denomina esse tipo de relação grupal de:
Imobilidade construtiva.
Imobilidade instituinte.
Sociabilidade sincrética.
Sociabilidade por interação.
Clivagem grupal.
Sobre grupoterapia para alcoolistas, marque a alternativa falsa:
Na primeira fase de um grupo com alcoolistas devem predominar as técnicas de prevenção de recaída;
Nunca se deve esquecer que alcoolistas em grupo não são pacientes de análise, jamais devem ser interpretados e carece de sentido uma posição neutra por parte do técnico;
Um bom contrato terapêutico com alcoolistas deve, necessariamente, incluir os seguintes itens: objetivo do tratamento, prazo mínimo de mútuo compromisso, tentativa de abstinência, abstinência no dia da sessão, nenhum segredo com os membros do grupo, sigilo com pessoas estranhas ao grupo, horário e local das sessões, aviso prévio nas impossibilidades previstas, honorários;
Na fase terapêutica propriamente dita, o paciente será ajudado a ver realisticamente sua contribuição no estado de sua vida de relações;
Um alcoolista que esteja pelo menos seis meses sem beber e que nesse tempo esteja readaptado a família, ao trabalho está pronto para alta.
O grupo operativo está centrado na tarefa do aprender a pensar diante das dificuldades criadas e manifestadas no campo grupal (Pichon-Rivière). Assim, o que diferencia esta técnica das demais técnicas grupais em relação à leitura da conduta do paciente?
O paciente é considerado no seu estado de exclusiva centração nas atividades do grupo.
O paciente é considerado porta-voz de si mesmo e das fantasias inconscientes do grupo.
O paciente é especialmente considerado porta-voz de si mesmo referendado que está pelo grupo.
O paciente é considerado exclusivamente um interlocutor dos seus desejos e necessidades no grupo.
O paciente é considerado exclusivamente na manifestação do aqui-agora-comigo no grupo.
O grupo operativo passa pela fase da pré-tarefa que é marcada por um momento de resistência à mudança. Neste caso, Pichon-Rivière utiliza o esquema do cone invertido, em que se constrói a escala de avaliação básica que irá possibilitar a interpretação. Quais são os dois vetores desse cone que estão intimamente relacionados, dizendo respeito à teoria de Pichon da regressão e da fixação libidinal?
Afiliação e cooperação.
Comunicação e aprendizagem.
Aprendizagem e tele.
Pertinência e pertenência.
Cooperação e aprendizagem.
Um grupo, seja de natureza operativa ou terapêutica, caracteriza-se por algumas condições básicas mínimas. Por exemplo:
um grupo soma indivíduos de experiências distintas que decidem por um enquadre (setting) e o cumprimento das combinações nele feitas, com ou sem a concordância de seu coordenador.
um grupo não é um mero somatório de indivíduos, pelo contrário, ele se constitui como nova entidade, com leis e mecanismos próprios específicos.
um grupo não precisa ter objetivos claramente definidos, necessariamente, apenas deve levar em conta a preservação do espaço (os dias e o local das reuniões) e do tempo (horário, tempo de duração das reuniões, plano de férias etc.).
o grupo não é uma unidade que se comporta como uma totalidade, mas nele, também as especificidades de seus membros não devem ser sempre consideradas, pois perturbaria o acompanhamento conjunto.
a coexistência de duas forças confluentes ou consonantes, permanentemente em jogo: uma tendente à sua coesão e a outra, à sua desintegração.
Segundo Lancetti, a possibilidade de “estar louco com outros” num grupo tem um efeito:
libertador.
desagregador.
Iatrogênico.
continente.
sedativo.
As afirmações a seguir referem-se às pesquisas sobre dinâmica de grupo.
I - A sociometria distingue as redes formais de comunicação das redes informais.
II - A resistência à mudança é maior quando os membros do grupo participam da tomada de decisão.
III - Todo grupo tende à uniformidade.
IV - A rejeição dos desviantes é conseqüência da falta de coesão no grupo.
Com base nestas proposições e considerando V (verdadeiro) e F (falso), assinale a alternativa que corresponde à seqüência correta:
V-F-V-F.
F-F-F-V.
V-V-V-F.
F-V-F-V
F-V-V-V.
Os grupos em que a tarefa interna exige que os membros realizem uma permanente indagação das operações que se realizam no seio do grupo, em função da relação com a tarefa externa, vista como organizadora do processo grupal são conhecidos como:
Grupos operativos.
Grupoterapia.
Grupos de aconselhamento.
Grupos de apoio.
Nos últimos anos tem aparecido um grande número de técnicas e abordagens de grupos, com diversos conceitos que as fundamentam. Em relação à técnica de Grupo Operativo surgiram diversas críticas, dentre elas uma afirma que
é uma técnica que só se aplica a organizações como escolas e associações de bairro.
dá pouca importância à execução de tarefas grupais.
falha, ao não colocar em sua escala de avaliação do processo grupal, nenhum item referente ao clima grupal.
tem visão restrita veiculada pelo conceito de verticalidade (história individual) e o conceito de horizontalidade (história grupal), propondo que esses conceitos sejam substituídos pelo conceito de transversalidade (múltiplas determinações sócio-ideológico-econômico-sexuais).
tem sua aplicabilidade limitada à realidade européia, mais especificamente, ao país onde foi desenvolvida (França).
O trabalho em grupos operativos implica na construção das tarefas a partir:
A técnica dos grupos operativos foi introduzida por Henrique Pichon-Rivière e está centrada na
tarefa.
queixa operativa e cooperativa do grupo em estudo.
equipe em treinamento de laboratório.
ação interpessoal.
observação do grupoanálise.