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Em se tratando de grupos, sejam de natureza operativa ou terapêutica, condições básicas mínimas são necessárias para caracterizá-los. Assinale a alternativa que melhor representa à afirmativa.
Um grupo não é um mero somatório de indivíduos, pelo contrário, ele se constitui como nova entidade, com leis e mecanismos próprios específicos.
Um grupo não precisa ter objetivos claramente definidos, necessariamente, apenas deve levar em conta a preservação do espaço (os dias e o local das reuniões) e do tempo (horário, tempo de duração das reuniões, plano de férias, entre outros).
Um grupo soma indivíduos de experiências distintas que decidem por um enquadre (setting) e o cumprimento das combinações nele feitas com ou sem a concordância de seu coordenador.
O grupo não é uma unidade que se comporta como uma totalidade, mas nele, também as especificidades de seus membros não devem ser sempre consideradas, pois perturbaria o acompanhamento conjunto.
Enrique Pichón Riviére introduziu o grupo operativo como um modelo de compreensão grupal. Definiu este grupo como um conjunto restrito de pessoas, ligadas entre si por constantes de tempo e de espaço. Existe uma mútua representação interna, de forma explícita ou implícita, a fim de efetuar uma tarefa. É correto afirmar que
a tarefa não é fator central para as ações do grupo.
a tarefa deve ser ação individual.
a tarefa sugere estímulo à produção individual.
a técnica operatória nasce para instrumentalizar a ação grupal.
as relações cotidianas não se repetem como modelos de funcionamento individuais.
A função continente de um coordenador de grupo se refere à capacidade que ele tem de conter:
O gosto pela liderança e falas exortativas de alguns pacientes no grupo.
A emergência de temas polêmicos e de aspectos regressivos no campo grupal.
Sua própria angústia e as fortes emoções que emergem do campo grupal.
Sentimentos hostis e confrontos entre os membros de uma grupoterapia.
O atributo que o grupoterapeuta deve ter para lidar com o jogo rápido e cruzado de identificações de modo a não se instalar uma confusão nociva no campo grupal, Zimerman denomina capacidade de:
intuição
discriminação
empatia
empatia
Com relação às técnicas de dinâmicas grupais, é correto afirmar que
I, II e III.
I e II.
I e III.
III.
“Sobre o funcionamento do grupo operativo tem-se: esta noção de interdisciplina é a que vai dar origem à necessidade de heterogeneidade nos grupos operativos, onde a maior heterogeneidade entre seus membros corresponde à maior homogeneidade na tarefa. Este ECRO é instrumental e operativo, no sentido que a aprendizagem do grupo se estrutura como um processo contínuo e com oscilações, articulando os momentos do ensinar e do aprender que se dá no aluno e no professor como um todo estrutural e dinâmico.” (Saidon, O.I. 1986)
O ECRO a que se refere a teoria do grupo operativo é
esquema categorial, referencial e operativo.
esquema conceitual, referencial e operativo.
esquema crítico, referencial e operativo.
esquema centrado, referencial e operativo.
esquema catalisador, referencial e operativo.
De acordo com a perspectiva teórica de Enrique Pichon-Rivière, é VERDADEIRO afirmar que:
O esquema referencial é o conjunto de conhecimentos, de atitudes, que cada um de nós tem em sua mente e com o qual trabalha em sua relação interna, consigo mesmo.
Nos grupos operativos a atividade está centrada na mobilização de estruturas estereotipadas, nas dificuldades de aprendizagem e comunicação devido às ansiedades depressiva e paranóide.
A ansiedade paranóide e o sentimento de estar à mercê são sintomas excludentes em toda estrutura neurótica normal.
A noção de vínculo, para o presente autor, inclui processos de comunicação, mas não de aprendizagem.
De acordo com a perspectiva teórica de Enrique Pichon-Rivière acerca do processo grupal, é VERDADEIRO afirmar que:
O autor considera a vida mental inconsciente como a interação entre o grupo interno e os objetos do mundo exterior.
Para o autor em pauta, o inconsciente se apresenta como uma dimensão narcisística, co-relacionada com os objetos do mundo exterior que produzem a vida mental.
Para esse autor se faz mister o conceito de instinto, a fim de preservar-se o vínculo terminológico com a psicanálise de Sigmund Freud.
Instinto e experiência se apresentam como conceitos intercambiáveis, na medida em que ambos remetem para as interações entre o inconsciente e o mundo exterior.
Zimerman propõe uma classificação dos grupos em dois grandes blocos: grupos operativos e psicoterápicos. Não constitui uma ramificação dos grupos operativos:
Institucionais.
Comunitários.
Sistêmicos.
Terapêuticos.
A teoria e a técnica dos grupos operativos incorporam, a partir de Georges Mead, o seguinte conceito:
ansiedade paranoide
alienação funcional
outro generalizado
depressão básica
espiral dialética
A figura de cone investido proposto por Pichon-Riviére é constituído por vários vetores. O primeiro vetor é denominado de:
Filiação.
Cooperação.
Pertinência.
Aprendizagem.
Tomando-se como referência os procedimentos da técnica de grupos operativos proposto por Enrique Pichon-Riviére, a partir da experiência do Instituto Argentino de Estudios Sociales (IADES), é VERDADEIRO afirmar:
Metodologia em que a ação e a investigação têm uma relação articulada, em que uma se expressa em consequência da outra de forma distinta.
A técnica privilegia os grupos de comunicação, discussão e tarefa, por meio de mecanismos de auto-regulação que são postos em funcionamento por todo o grupo desde o início.
A didática e a aprendizagem operante se baseiam na unidade do esquema referencial, que serve de enquadramento para possibilitar o condicionamento de relações sociais operantes.
A análise de ideologias é uma tarefa implícita na análise das atitudes e do esquema conceitual, referencial e operativo.
Com apoio em Bleger, o adjetivo “operativo” aplicado aos grupos no âmbito do ensino tem o significado de:
incentivo ao trabalho
ênfase na participação
extração de patologias
ruptura de estereotipias
acúmulo de informações
Em relação ao grupo operativo, assinale a alternativa INCORRETA:
O grupo operativo é um grupo centrado na tarefa, que tem por finalidade aprender a pensar em termos da resolução das dificuldades criadas e manifestadas no campo grupal.
O doente enuncia um acontecimento como o porta-voz de si mesmo e das fantasias inconscientes do grupo.
O porta-voz pode expressar, paradoxalmente, a resistência à mudança.
O terapeuta autocrático do grupo utiliza uma técnica diretiva, rígida, favorece um estereótipo da dependência, entrando a serviço do status quo da doença e da resistência à mudança.
Com o líder laissez-faire ocorre um intercâmbio entre o líder-coordenador e o grupo, na forma de uma espiral permanente, formando uma unidade de alimentação e retroalimentação.
Segundo a teoria e a técnica dos grupos operativos, a diferença entre terapia e aprendizagem reside no seguinte elemento:
tarefa implícita
tarefa explícita
tarefa emergente
duração da tarefa
abstração da tarefa
Anzieu tenta explicar o fenômeno da ilusão grupal a partir de quatro perspectivas da psicanálise, NÃO constitui um tipo de enfoque de Anzieu:
Dinâmica.
Genética.
Tópica.
Reação negativa.
Como finalidades do Grupo Operativo, analise: “as finalidades e propósitos dos grupos operativos podem ser resumidos dizendo-se que sua atividade está centrada na mobilização de estruturas estereotipadas por causa do montante de ansiedade despertada...”
(Pichon-Rivière, E.)
A ansiedade de que trata esse fragmento de texto, é produzida no grupo:
Por acúmulo de atividades.
Pela heterogeneidade.
Pela resolução de tarefa.
Por toda mudança.
Pelo medo de se expor.
Em seus estudos, Georges Lapassade nos apresenta a coesão como um dos fatores determinantes da existência dos grupos. Entre os fatores da coesão grupal, pode-se distinguir em função da finalidade do grupo:
Consonância entre os diferentes membros do grupo na percepção das finalidades.
Dificuldade na aceitação da finalidade.
Impertinência das finalidades, evidenciando que estas poderiam ter sido melhor escolhidas.
Existência efêmera do grupo que o leva a desconhecer suas próprias finalidades.
Divergência dos objetivos do grupo, fazendo emergir estados de repulsão entre os membros do grupo.
Sobre o funcionamento do grupo, analise: “O propósito geral é o esclarecimento, em termos das ansiedades básicas, da aprendizagem, da comunicação, do esquema referencial, da semântica, das decisões etc. Dessa maneira, a aprendizagem, a comunicação, o esclarecimento e a resolução de tarefas coincidem com a cura. Criou-se um novo esquema referencial.” As características apresentadas se referem a:
Grupo Autogestionário.
Grupo Operativo.
T. Group.
Grupo de Formação.
Análise Institucional.
Nas atividades com as técnicas do Grupo Operativo, analise: “assim sendo, os grupos de discussão e tarefa, nos quais se estruturam mecanismos de auto-regulação, são postos em funcionamento (...) cuja finalidade é obter, dentro do grupo, uma comunicação que se mantenha ativa, ou seja, criadora. Esta compreende o estudo detalhado, em profundidade e no contexto global, de todos os aspectos de um problema com o objetivo de ajudar a solucioná-lo de forma eficaz.”
(Pichon-Rivière, E.)
O participante do grupo a quem cabe fomentar o anterior exposto é:
O líder situacional do grupo.
O coordenador do grupo.
O membro novato do grupo.
O porta-voz do grupo.
O bode expiatório do grupo.